Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento
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terça-feira, outubro 09, 2012
segunda-feira, outubro 08, 2012
"Artigo de Pacheco Pereira e o Museu da Chapelaria em S.João da Madeira"
«Vale a pena ler o artigo do Pacheco Pereira.
Claro que ele continua a defender o seu amigo de Belém quando ele era
inquilino do palácio de S.Bento! E nem se lembra do ministro das
finanças de Sá Carneiro que acabou por obrigar à 2ª vinda do FMI ao
n/país...mas isso não interessa agora, de facto.
Um governo de iniciativa presidencial! A proposta é um susto, mas
eleições antecipadas tb afligem porque demora um tempo "colossal" até
se formar novo governo e o panorama das alternativas não é animador por
muito que me custe admitir!
Vejamos o que faz o nosso presidente que não fala cá dentro mas hoje dá entrevista a um jornal espanhol....tb tem muito medo!
Assim, como está, não pode continuar - este governo já não
existe...embora ontem tenham passado um péssimo domingo (não sei como
há pessoas que gostam e querem ir para o governo!) a tentar compor o
ramalhete desta austeridade que nos está a matar *
Um abraço e boa semana
Dolores
* A propósito desta terrível palavra, lembrei-me da secção das "unhas
negras" do fabrico dos chapéus (uma analogia exagerada certamente, mas
já há muitos muitos portugueses em desespero)
No sábado fui a S.João da Madeira visitar o Museu da Chapelaria. Tive a
sorte de participar numa visita guiada por uma jovem muito interessante
que nos contou a história do fabrico dos chapéus desde o pêlo do coelho
ou da lã até ao seu acabamento.
A fábrica existiu até 1995, Impressionaram-me duas fases do processo de
fabrico: a da tinturaria (unhas negras) que dava doença terrível e vida
curta a quem lá tinha a pouca sorte de ir dar devido ao mercúrio que
era usado (e foi-o até aos anos 50) e começavam miúdos com 10 anos a
trabalhar lá.. e a secção dos "dedos mágicos" aonde os homens (desde
pequenos) com ferro em brasa e altas temperaturas moldavam com os
dedos a forma final do chapéu. Quem nos falou desse trabalho foi um
senhor (que não lembro o nome e que lá trabalhou até ao fim da fábrica,
tem hoje 81 anos se não estou em erro) que começou a trabalhar aos 10
anos e que teve a sorte de passar escondido pela secção das unhas
negras graças a seu pai que trabalhava na dos dedos mágicos. Depois do
almoço numa sala do dito museu (um almoço excelente com 2 menús de 6 e
12€ - que aconselho a quem lá for) fui ver os chapéus para venda. Na
actualidade, eles recebem encomendas e os chapéus feitos em diversas
fábricas de S.João da Madeira e não só ( especializadas por fase de
fabrico) são acabados (forrados e ornamentados) ainda na fábrica
inicial pela Sra Deolinda que começou a trabalhar lá aos 11 anos- na
secção das costureiras - "dedos mágicos" também embora com muito menos
temperatura- e nos explicou o que começou por fazer - uns laçinhos que
serviam para indicar a parte de trás do chapéu. Hoje é ela quem faz os
acabamentos dos chapéus que são vendidos no Museu. O preço dum chapéu
de senhora anda à volta dos 40€ e são lindos, e têm esta história que
contada por mim não é tão bonita quanto aquela que eu ouvi e que me
emocionou. Quanto aos chapéus de homem só agora sinto pena por não ter
guardado os chapéus de meu Pai. Todos ou quase todos os homens da idade
dele usavam chapéu desde novos - o meu pai talvez a partir dos anos 60
deixou de o usar. Os meus irmãos já não o usaram nunca... Depois desta
visita concluí que gostava de gostar de usar chapéu!
Para uma melhor informação consultem o site do Museu
Ah, não comprei chapéus, mas comprei lápis lindos e baratos da Viarco
que felizmente funciona ainda e que recebe visitas programadas durante
a semana. Compre também lápis Viarco, eu sou fã e já os uso há algum
tempo.»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, encaminhada pela sua autora, a quem agradeço a consideração e a informação proporcionada, que não resisti a passar aos eventuais leitores deste jornal de parede, pese a referência feita a Pacheco Pereira)
domingo, outubro 07, 2012
quarta-feira, outubro 03, 2012
sexta-feira, setembro 28, 2012
quinta-feira, setembro 27, 2012
quarta-feira, setembro 26, 2012
"Infelizmente, há gente que prefere que as forças anti-troika se digladiem"
Notícia Público
Manifestantes de 15 de Setembro apelam à “participação maciça” no protesto da CGTP:http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/manifestantes-de-15-de-setembro-apelam-a-participacao-massiva-no-protesto-da-cgtp-1564527
terça-feira, setembro 25, 2012
domingo, setembro 23, 2012
sábado, setembro 22, 2012
sexta-feira, setembro 21, 2012
quinta-feira, setembro 20, 2012
quarta-feira, setembro 19, 2012
segunda-feira, setembro 17, 2012
"Emprego e TSU: O impacto no emprego das alterações nas contribuições dos trabalhadores e das empresas"
«Caros colegas
Dado que não conhecemos nenhum estudo sobre o
impacto das variações da TSU no emprego, motivo alegado pelo governo na
sua proposta, eu, o Fernando Alexandre, o Joao Cerejeiora e o Miguel
Portela, com o Pedro Bação da UCoimbra) decidimos fazer esse estudo por
nós próprios.
O estudo é público, os dados são públicos, a programação
econométrica é pública. Tudo está disponível online para que o
escrutínio público seja feito.
O trabalho segue em anexo e pode ser encontrado aqui:
O sumário executivo com a nossa motivação e com as principais conclusões a que chegámos segue em baixo.
Emprego e TSU: O impacto no emprego das alterações nas contribuições dos trabalhadores e das empresas
Sumário executivo
Nos últimos anos, vários países reduziram
as contribuições das empresas para a Segurança Social com o objectivo
de melhorar a competitividade externa das economias e estimular a
criação de emprego. Nesta linha, o governo português propôs uma descida
da contribuição das empresas para a Segurança Social ao mesmo tempo que
aumenta a contribuição dos trabalhadores, resultando num aumento das
contribuições totais. Mais precisamente, propôs uma diminuição da
contribuição das empresas para a segurança social em 5,75 pp (pontos
percentuais) e um aumento de 7 pp para os trabalhadores, o que resulta
num aumento da contribuição total em 1,25 pp.
A originalidade da proposta do governo português resulta de
ambos os encargos incidirem sobre o mesmo factor, ou seja, procura-se
reduzir os custos de trabalho aumentando globalmente os encargos sobre
o trabalho. Esta novidade torna-a, do ponto de vista intelectual e
académico, numa questão muito interessante.
Com o objectivo de estudar o impacto das variações dos descontos para a
Segurança Social, contribuindo para um debate informado, desenvolvemos
modelos analíticos e econométricos que nos permitem analisar a política
proposta.
Do ponto de vista teórico, demonstramos que o impacto da
proposta de alteração da TSU depende crucialmente dos pressupostos de
partida, não sendo possível alcançar resultados inequívocos
relativamente aos efeitos positivos ou negativos sobre o emprego.
Assim a análise dos efeitos desta proposta do Governo terá,
necessariamente, de ser empírica. De acordo com o modelo empírico
estimado, as alterações dos descontos para a Segurança Social levam a
que se perca cerca de 33000 empregos. Considerando um intervalo de
confiança de 95%, os nossos resultados sugerem que a perda de empregos
pode ser na ordem dos 68000. Por outro lado, na melhor das hipóteses o
impacto sobre a criação de emprego é praticamente nulo, apenas criaria
1000 empregos.
Concluímos também que na sequência das propostas apresentadas,
é de esperar um aumento do peso do desemprego de longa duração no
desemprego total.
Luís Aguiar-Conraria
--
Luís Aguiar-Conraria, FkD
Professor Associado
Departamento de Economia
Escola de Economia e Gestão
Universidade do Minho
telefone: +351 253 604 587»
(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com origem no colega identificado e tendo por destinatários imediatos o universo dos professores e funcionários da EEG/UMinho)
domingo, setembro 16, 2012
sexta-feira, setembro 14, 2012
"Saiba onde se realizam as 30 manifestações de amanhã"
«"Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!" é o mote que promete juntar milhares de pessoas em mais de 30 cidades contra a austeridade. O protesto ameaça passar fronteiras e está marcado também no...
As manifestações têm estado a ser convocadas via Facebook. Clique nas cidades para ver o evento na rede social. Saiba AQUI mais informações no blogue da organização.
Lisboa: Praça José Fontana às 17h
Porto : Avenida dos Aliados às 17h
Portimão: em frente à Câmara Municipal às 16h
Viseu: Rossio às 17h
Aveiro: Rua Carlos Aleluia às 17h
Guarda: Praça Luís de Camões às 17h
Braga: Avenida Central às 15h
Coimbra: Praça da República às 17h
Loulé: Mercado de Loulé às 17h
Vila Real : junto à Câmara Municipal às 17h
Covilhã: Pelourinho às 17h
Marinha Grande: Parque da Cerca às 17h
Moncorvo: Torre de Moncorvo - Largo da Corredoura às 17h
Leiria : Fonte Luminosa às 15h
Caldas da Rainha: Largo da Câmara (em frente ao tribunal) às 15h
Faro: Largo da Pontinha às 17h
Portalegre: Praça da República às 17h
Castelo Branco: em frente à Câmara Municipal às 17h
Beja: Praça da República às 17h
Figueira da Foz: em frente à Câmara Municipal às 15h
Santarém: em frente ao W Shopping às 17h
Évora: Praça do Giraldo às 17h
Lamego: Monumento ao Soldado Desconhecido "Chico do Pinto"às 17h
Mogadouro: Parque da Vila às 17h
Peniche: Praça Jacob Rodrigues Pereira às 17h
Santa Maria da Feira: em frente à Câmara Municipal às 17h
Setúbal : Praça do Bocage (em frente ao município) às 17h
Sines : Rossio às 17h
Nisa: Praça da República (junto à Biblioteca) às 17h
Ponta Delgada: Portas da Cidade às 16h
Funchal : Praceta do Infante às 17h
Berlim (Alemanha): Zimmerstrasse, número 56
Fortaleza (Brasil): Rua Desembargador Leite Albuquerque, 635 Sala 402
Londres (Inglaterra): Embaixada Portuguesa (11 Belgrave Square London)
Paris (França): Embaixada de Portugal (3 Rue de Noisiel)
Nos EUA e Canadá não haverá uma manifestação presencial, mas cada um é convidado no evento a fazer cartazes de indignação e fotografias e colocar durante o dia de amanhã no Facebook.»
(reprodução de notícia DIÁRIO DE NOTÍCIAS online, de 2012-09-14)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]
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