Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

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quarta-feira, novembro 02, 2011

" People in, Corporate Sponsors Out"

«Dear friends,

In 24 hours, world leaders meet to discuss the global economic crisis, and banks and big corporations are sponsoring the meeting in exchange for an all access pass. This, while ordinary citizens are locked out. Let's raise a massive petition to Nicolas Sarkozy to kick out the corporations and keep the G20 for the people.

It's unbelievable. The G20 -- the most powerful summit of world governments -- meets tomorrow to discuss the global economic crisis, and who is sponsoring the meeting? Banks and corporations!
No wonder the site of the meeting -- the French city of Cannes -- is completely locked down to any ordinary citizens, while banks and large corporate CEOs have all access passes to tell our governments what to do.
Corporations have captured our governments, winning vast corporate bailouts despite destroying our economy. Now they are buying their way into the very meeting that could decide the financial future for much of the globe. Together we can persuade summit host Nicolas Sarkozy to cancel the sponsorship -- let's build a massive public outcry that causes a media firestorm and forces Sarkozy to kick out the corporate sponsors and clean up the G20. Sign the petition and forward widely:


The line between corporate power and responsible government has steadily blurred. Politicians take money from corporations for their campaigns, make policies that reward them when in office, and then take high-paid jobs with them after they leave. It's corruption, plain and simple.
Now Société Générale, a French bank that received a US$12 billion bailout three years ago and has a massive vested interest in Europe's response to the Euro crisis -- this summit's main topic -- has paid to have its logo prominent as an official sponsor. The US Chamber of Commerce and its equivalents from other countries are invited for a cosy 'B20 summit' to tell our leaders what they think.
The only way to get policies that protect jobs, tackle speculators and guarantee a fair future for us all is to kick back against the lobbies and prise our leaders away from corporate interests. Let’s tell Nicolas Sarkozy and the other leaders that their future depends on ditching the sponsors now and agreeing to no more corporate capture of our governments. Sign the petition and send to everyone:


The global economic crisis resulted from greed and narrow self-interest. But when people are most under pressure they can come together in amazing ways, as we have seen repeatedly this year. From Wall Street, through London, to Melbourne, tens thousands of people are today occupying their cities -- we can join them in their call for responsible government and kick the corporations out!
With hope and determination,
Alex, Maria Paz, Emma, Ricken, Morgan, Wissam and the rest of the Avaaz team

SOURCES
Business leaders press G20 (Financial Times)
Business 20 summit parallel to the G20
Ottawa Steered Clear of Corporate Sponsorships for G20 (Globe and Mail)
List of G20 Cannes Sponsors
Société Générale gets $12 billion in AIG bailout (New York Times)

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, reenviada por Clara Costa Oliveira)

segunda-feira, outubro 24, 2011

Construir o futuro a partir das lições do passado e dos recursos do(s) território(s)

Texto disponível em NIPE - Núcleo de Investigação em Políticas Económicas
Economia Portuguesa: construir o futuro a partir das lições do passado e dos recursos do(s) território(s):

[artigo publicado em Cadernos de Economia, Nº96, Julho/Setembro de 2011, págs. 50-54, sob o título "A construção do futuro e os recursos do(s) território(s)"]

domingo, outubro 23, 2011

Aparências

"Falo, no entanto, de aparências, quando o país acumula uma dívida externa colossal, défices públicos que não há forma de escamotear, números de desempregados que crescem todos os dias (particularmente, entre os extractos mais jovens da população activa, cuja taxa ronda já os 30%) e erros continuados de gestão da economia do país."

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, outubro 21, 2011

sexta-feira, outubro 14, 2011

Sonhar alto

Recupero aqui um texto que publiquei em 2011/04/14 no Jornal de Leiria (também reproduzido neste jornal de parede nessa altura) e que me parece ter mais actualidade hoje que nunca. Bastará substituir-se as personagens que aí são mencionadas pelas de Pedro Passos Coelho, Vitor Gaspar e Álvaro Santos Pereira e a imagem do desastre sugerir-se-á em toda a sua autenticidade e actualidade.

«Uma conjuntura difícil, uma oportunidade para corrigir trajectórias

1. Fruto do acaso ou da conjuntura económico-política, tive nas últimas semanas um nível inusual de solicitações de intervenção pública, sob a forma de entrevistas a jornais, conferências ou participação em debates. A expressão acaso é discutível posto que o foco das entrevistas foi a realidade económica e social vivida pelo país, e os eventos em que participei tiveram por tema o endividamento e a precarização da situação económica das famílias a que se tem vindo a assistir nos últimos meses de forma bem dramática. A ilustrar esse dramatismo, aí estão a taxa de desemprego nacional média acima dos 11% (11,1%, no 4º trimestre de 2010; dados do INE) e a taxa de desemprego dos jovens à procura do primeiro emprego (leia-se: dos 15 ao 24 anos) acima do dobro desse valor (23%). Isto, para não falar já do derrapar das taxas de cumprimento das obrigações contraídas pelas famílias em matéria de crédito à habitação, nomeadamente.
2. Curiosamente, as conferências e debates resultaram de iniciativas de alunos do ensino secundário, o que também não deixará de ter significado. Esperemos que isso seja indício de viragem na orientação que tem persistido nos jovens de se manterem alheados do quotidiano sócio-político do país, e de viragem cultural no sentido da instalação na sociedade portuguesa de uma postura muito mais crítica e interventiva, que leve à qualificação dos intervenientes na vida pública.
3. Avançando algo mais sobre as entrevistas, será sintomático o facto de ter recebido solicitações de um jornal galego (La Voz de Galícia) e de um jornal francês (Le Point), o que denúncia a atenção e a curiosidade com que externamente vai sendo seguida a evolução económica e política do país. Dir-se-ia que é uma atenção que vem por más razões mas pode, por outro lado, indiciar partilha de preocupações (sobretudo no caso galego/espanhol) ou ser sinal de sentimento solidário.
4. Escapa-me a razão que trouxe os jornalistas até mim, uma vez que não poderiam esperar ver-me integrar o coro daqueles que acham que a situação económica a que se chegou é resultado de circunstâncias externas desfavoráveis ou de infortúnios do destino. Pelo contrário, a meu ver, os 10 anos seguidos de estagnação que o país já leva são, antes, fruto de lógicas de poder desligadas dos objectivos de progresso e bem-estar social dos portugueses mantidas por quem esteve no poder, de falta de um projecto sócio-económico para o país e de muita incompetência técnica, desde logo dos responsáveis pelas pastas económicas e das finanças.
5. Como costuma dizer um colega universitário, que foi ministro das finanças por um par de meses, em Portugal não se tem sido capaz de avançar com políticas contra-cíclicas, quer dizer, quando a conjuntura é favorável, as políticas orçamentais e fiscais reforçam os efeitos expansivos vividos na economia, quando as conjunturas são de crise, as políticas públicas servem para agravar os contextos depressivos. O que se tem vindo a assistir mais recentemente, com FMI à vista ou sem ele visível, mas bem presente (porque tem sido esse o sentido das orientações de política seguidas), é bem expressão dessa lógica de gerir a economia portuguesa.
6. Navegando permanentemente à vista, fica adiado para um futuro incerto o projecto de renovação do modelo económico nacional, antes parecendo vincado o modelo esgotado de aposta nos baixos salários, nos produtos pouco sofisticados, na fabricação sub-contratada e, logo, numa presença dos produtos e serviços nacionais nos mercados internacionais que não pode deixar de ser frágil e dependente de comandos externos. O que se vai fazendo para contrariar este “destino”, tem surgido sobretudo da iniciativa de empresas isoladas e empresários “visionários”, muito pouco ajudando a política industrial, quase inexistente na última década.
7. Neste contexto de fundo, achar que o país ficou a perder alguma coisa com a queda do governo de José Sócrates e Fernando Teixeira dos Santos só pode ser expressão de equívocos. A mim, o que me preocupa é que o cenário político que se avizinha não seja indiciador de novos rumos, antes se sugerindo a iminência de virmos a ter mais do mesmo, com governos do bloco central, o que será o pior dos cenários (pois seria o modo mais cómodo de preservar o status quo sócio-político), ou sem eles. A essa luz, esperançosa seria mesmo a implosão do sistema político-partidário que temos. Daí, sim, poderia resultar alguma renovação e, logo, um renovar de esperança dos portugueses. Será, porventura, sonhar demasiado alto.

J. Cadima Ribeiro»


quarta-feira, setembro 14, 2011

"Eu por mim estou enojado"

Pontos desfocados

(título de mensagem, datada de Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011, disponível em espojinho)

quinta-feira, setembro 08, 2011

"Passos vai acabar com fundações"

«São mais de 800 as fundações públicas que vão ser alvo de processos de extinção e fusão.
Mas as fundações privadas com isenções e outros privilégios fiscais, como é o caso da Fundação Joe Berardo, também irão sofrer os cortes do Governo.
O CM sabe que o assunto foi tratado na reunião de secretários de Estado desta segunda--feira e que alguns dos seus resultados devem ser anunciados já no Conselho de Ministros de amanhã. O processo vai ser iniciado com o envio de um questionário às fundações públicas e privadas, que será alargado depois a associações e institutos que beneficiem de dinheiros do Estado.
Em causa estão também as mais de 370 fundações privadas registadas em condições de legalidade. Ninguém sabe porém quantas fundações estão a funcionar em Portugal. A última auditoria do Tribunal de Contas, datada de Março deste ano, não conseguiu apurar o seu número total, apenas existindo estimativas aproximadas.
O Documento de Estratégia Orçamental, apresentado na semana passada pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, definia o prazo de 90 dias, a contar da tomada de posse do Governo, para se estabelecer as "opções de extinção, de reorganização, de privatização ou de reintegração na Administração [Pública]", das fundações e outros institutos. É isso mesmo que o Governo vai anunciar agora.

TC FALA EM SITUAÇÃO CONFUSA
A última auditoria do Tribunal de Contas (TC), apresentada no mês de Março, afirmava que só a Direcção-Geral das Contribuições e Impostos continha mais de 40 mil registos de fundações e associações.
Para além disso, "a base de dados do Instituto dos Registos e Notariado/Registo Nacional de Pessoas Colectivas, que, nos termos legais, deveria ser universal, não é, uma vez, que pelo menos, não inclui a totalidade das fundações registadas na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros, na Direcção-Geral da Segurança Social, no Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento e no Ministério da Ciência e do Ensino Superior". Uma situação que foi considerada "confusa" pelo Tribunal de Contas.»

(reprodução de notícia Correio da Manhã, de 2011-09-07)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, agosto 22, 2011

"Nunca pertenci, nem pertencerei ao coro daqueles que acham que a situação a que se chegou é resultado de circunstâncias externas"

Cumpre-me deixar claro que nunca pertenci, nem pertencerei ao coro daqueles que acham que a situação a que se chegou é resultado de circunstâncias externas desfavoráveis, do Euro (moeda europeia) ou de infortúnios do destino. Pelo contrário, a meu ver, os 10 anos seguidos de estagnação que o país já leva são fruto de lógicas de poder desligadas dos objectivos de progresso e bem-estar social dos portugueses, de falta de um projecto sócio-económico para o país e de muita incompetência técnica.
Esta dimensão de incompetência esteve mais presente do que nunca na fase subsequente à crise financeira internacional declarada em finais de 2008, com ilustrações gritantes na gestão dos dossiês BPN, parcerias públicas-privadas, novo aeroporto de Lisboa, rede de comboio de alta velocidade, entre outros.

J. Cadima Ribeiro

sábado, agosto 20, 2011

"O que está a falhar é a política"

«Nobel de Economia: "O que está a falhar é a política"
O pânico financeiro nas bolsas e o regresso de uma psicologia de crise entre os investidores e agentes económicos está a conjugar-se com números péssimos sobre o crescimento das economias desenvolvidas e uma "total inabilidade política" nos dois lados do Atlântico disse ao Expresso o Nobel de Economia.

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
9:41 Sexta feira, 19 de agosto de 2011

Uma conjugação mortal está a ocorrer entre uma dinâmica de abrandamento da economia, com o fantasma da recaída na recessão nos países Ocidentais, e uma "total inabilidade política" por parte dos governos nos dois lados do Atlântico, disse ao Expresso, com manifesto pessimismo, Michael Spence, Prémio Nobel da Economia em 2001, professor de Economia na Universidade de Nova Iorque, em entrevista publicada na edição de 14 de agosto.
Num mês em que as bolsas de todo o mundo viveram emoções fortes, com a volatilidade ao rubro, e dois eventos de míni-crash a 8 e 18 de agosto, e os Estados Unidos continuam a lamber as feridas do corte de notação por parte da agência Standard & Poor's, o Nobel de 68 anos afirma que "a política está a dificultar uma resposta enérgica à situação em muitos países, incluindo nos Estados Unidos, e no conjunto da União Europeia".
E prossegue: "Esta inabilidade política para agir - a não ser em resposta a uma crise clara - juntamente com a ameaça real de um abrandamento global significativo da economia mundial está a provocar a derrocada nos mercados e isso, por sua vez, agrava ainda mais as perspetivas de crescimento".É a política, estúpido!
A imagem que se está a passar é que os políticos deixam o mais que podem nas mãos do Banco Central Europeu (BCE) e da Reserva Federal (Fed) americana o assunto desta nova crise.
Na realidade, é o BCE que está a conter o disparo dos juros da dívida no mercado secundário de Espanha e Itália e a alimentar o mercado interbancário europeu evitando a sua secura. Nos EUA, os investidores sentiram-se aliviados, no curto prazo, com a promessa da Fed de manter os níveis das taxas de juro federais (fed funds rates) próximos de 0% ou muito baixos até meados de 2013, mas estão suspensos do que Ben Bernanke, o presidente da Reserva Federal, vai dizer no retiro dos banqueiros centrais norte-americanos em Jackson Hole no próximo dia 26 de agosto.
Michael Spence acha que estes movimentos dos banqueiros centrais "não resultarão". E frisa: "Sem dúvida que a política monetária é um aspeto importante do incentivo à retoma, um facilitador, diria. Mas os bancos centrais não podem resolver por si o problema conjunto das contas públicas e do crescimento. Isso requer reformas e investimentos - com detalhes que variam de país para país. Investimento público, reforma do mercado de trabalho, competitividade, política fiscal, investigação e desenvolvimento são coisas que os banqueiros centrais não controlam". E tudo isso é do domínio dos políticos eleitos.»

(reprodução de artigo Expresso, com a referência identificada)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]
Comentário: !!!

terça-feira, agosto 09, 2011

quinta-feira, julho 14, 2011

"1725 [...] podem ser dispensados"

Notícia jornal i
Governo tem 11 600 chefes. Um por cada 45 trabalhadores do Estado: