Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

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domingo, setembro 09, 2012

Humor (negro)




[Imagem retirada da página pessoal do Facebook de Pedro Pedrosa]







Comentário (de Júlio Mota, na respectiva página pessoal do Facebook), que subscrevo:
«Quando há uns dias atrás ouvi o discurso de Passos Coelho no "Pontal" ainda tive esperanças de que ele soubesse algo que ninguém sabia.
Mas, afirmar que 2013 seria o ano de inversão quando já tinha estas medidas preparadas, é algo impensável, completamente insano.
Agora nao tenho dúvidas: vamos pelo caminho da Grécia, ou pior. E no leme temos o político mais mentiroso, mais hipócrita da história da democracia. Se calhar é o que merecemos.»

quarta-feira, março 21, 2012

sexta-feira, março 02, 2012

Do papel do Estado na economia às práticas políticas concretas

1.      Não é a primeira vez que trago às páginas deste jornal um artigo de opinião que toma por base a minha interacção com leitores dos textos que vou publicando em diversas espaços de divulgação e debate de ideias. Nalguns casos, esses escritos resultam de questões que me chegam de alunos de instituições de ensino superior e, até, de escolas secundárias sedeadas em diversos pontos do país. No presente caso, o pedido de “entrevista” chegou-me de um aluno de uma instituição universitária lisboeta. Nos parágrafos seguintes retenho algumas das dimensões tratadas nas respostas, breves, que dei às perguntas que me foram endereçadas.
2.      A primeira questão colocada prendia-se com o papel mais ou menos interventor do Estado na economia, sendo que importava que ficasse claro que tal não equivale a situar aquele exclusivamente como produtor de bens e serviços. Aparte as funções tradicionais de lançar impostos, assegurar a defesa do Estado e dos cidadãos, e promover a equidade social, cumpre-lhe igualmente estar atento aos ciclos económicos, fazendo uso dos instrumentos de que dispõe para estabilizar a economia e assegurar o crescimento.
3.      Passando para o quadro concreto da situação vivida e da forma como o governo em funções tem atacado os défices e a dívida pública, uma outra questão levantada foi a das privatizações. Disse a esse propósito que a forma como este dossiê tem sido encaminhado releva de três dimensões que importa distinguir: uma prende-se com o financiamento da dívida, surgindo aí a venda de empresas públicas ou das participações do Estado em empresas diversas como uma forma fácil e imediata de realizar receita; outra prende-se com saber se as ditas organizações se tornam mais eficientes tendo uma gestão “privada”; uma terceira aproximação tem que ver com a questão de a venda de certas empresas públicas ser não ser um modo de privatizar benefícios, reclamando os actores privados a “nacionalização” quando o momento seja o de socializar perdas. Mantendo presente as ópticas de abordagem que se enunciam antes, conclui que proclamar a superioridade do Estado regulador não passa de uma questão de fé.
4.      Uma outra vertente que esteve em equação foi a da provisão privada de serviços como a educação e a saúde e/ou do respectivo financiamento por fundos privados. Isso levou-me a lembrar que uma das funções do Estado é promover a oferta de bens e serviços cuja provisão privada pode não ser eficiente, e que outra é promover a equidade social. Neste caso, está em causa garantir que os extractos sociais mais frágeis tenham acesso aos serviços de saúde e de educação. Ora, se se considerar os sistemas de saúde mais dependentes de mecanismos de financiamento privados que existem, verificar-se-á que se encontram entre aqueles que menos capazes são de atender as necessidades básicas de saúde do universo dos cidadãos. Por outro lado, a igualdade de oportunidades no acesso à educação também não parece ser salvaguardada sem oferta pública generalizada. No caso da formação superior e da investigação produzida nas universidades, o risco de “desvio” em função de lógicas de mercado e de curto-prazo afigura-se ser ainda maior. Claro está que no discurso dos detentores do poder, os objectivos que subjazem às políticas de privatização de serviços públicos que encetam são sempre muito meritórios.
5.      Finalizando o questionário, emergiam as problemáticas do papel que o Estado terá no futuro e a das saídas para a crise em que o país está mergulhado. Daí me veio a oportunidade para sublinhar que, dependendo as funções do Estado quer das visões que, ciclicamente, se vão impondo quer da força política de turno no Governo, é problemático prever o que vai passar-se nessa matéria a médio e longo prazos. Entretanto, a prazo mais curto, por força dos compromissos assumidos pelo Governo perante as instituições credoras e por força do programa político-ideológico que lhe está associado, não é grande exercício de adivinhação antecipar que tudo quanto sejam interesses do Estado em empresas financeiramente apetecíveis será vendido. Por sua vez, sobre as saídas para a crise, oferece-se-me claro que não se encontrará solução portadora persistindo neste modelo de fazer política e neste tipo de políticas. Dizer isto significa reafirmar que o que gera riqueza e emprego não são políticas contraccionistas mas políticas promotoras do crescimento e do emprego. Também é dessa forma que a receita fiscal cresce sustentadamente.

J. Cadima Ribeiro 

(Artigo de Opinião publicado na edição de 2012/03/01 do Jornal de Leiria)

segunda-feira, outubro 24, 2011

“Linking Investment and Fiscal Policies”

“We assess the relevance of budgetary components for private and public investment using data for a panel of 95 countries for the period 1970-2008, and accounting for the usually encountered econometric pitfalls. Our results show a positive effect attributed to total government expenditures and to public investment in fostering private investment, and negative effects of government expenditure on wages and government consumption spending on private investment. Interest payments and subsidies have a negative effect on both types of investment (particularly in the emerging economies sub-group). Social security spending has a negative effect on private investment for the full and OECD samples, whereas government health spending has a positive and significant impact on private investment.”

António Afonso
João Tovar Jalles

Date: 2011-08
Keywords: budgetary decomposition, panel analysis, causality, non-linearities, fiscal-rules
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:ise:isegwp:wp162011&r=pbe

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

segunda-feira, agosto 15, 2011

“Taxation trends in the European Union: 2011 edition”

“This report contains a detailed statistical and economic analysis of the tax systems of the Member States of the European Union, plus Iceland and Norway, which are Members of the European Economic Area. The data are presented within a unified statistical framework (the ESA95 harmonised system of national and regional accounts), which makes it possible to assess the heterogeneous national tax systems on a fully comparable basis. The standard classifications of tax revenues (by major type of tax or by level of government) presented in most international tax revenue statistics are hard to interpret in economic terms. This publication stands out for offering a breakdown of tax revenues by economic function (i.e. according to whether they are raised on consumption, labour or capital). This classification is based on disaggregated tax data and on a breakdown of the revenue from the personal income tax. Besides revenue data, the report also contains indicators of the average effective tax rate falling on consumption, labour and capital, as well as data on environmental taxation and on the top rates for the personal and corporate income tax. Country chapters give an overview of the tax system in each of the 29 countries covered, the revenue trends and the main recent policy changes. Detailed tables allow comparison between the individual countries and European averages. Data cover the 1995-2009 period and are presented both as a percentage of GDP and as a percentage of total taxation. This year's edition of the report for the first time includes data on average effective tax ratios (EATRs) for non-financial corporations. In addition, the report also contains a detailed new analysis of the impact of the economic and financial crisis on the tax systems of all EU Member States.”

European Commission

Date: 2011-06
Keywords: European Union, taxation.

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

segunda-feira, dezembro 06, 2010

“Towards a Less Distortive and More Efficient Tax System in Portugal”

“The process of fiscal consolidation and the need to step up the poor long term economic performance provide an opportunity to implement tax measures to improve efficiency and rebalance the economy. As consolidation progresses, switching taxes from labour to consumption and property offers an avenue to regain eroded competitiveness and to achieve employment gains, especially if the largest reductions of the labour tax wedge are targeted on low-wage workers. As the consumption tax base is particularly large in Portugal, such a shift could allow a sizeable cut in the tax wedge while still raising revenue, if needed. Productivity and welfare can be increased by simplifying the tax system, thus reducing the high compliance costs it imposes, especially on small and medium sized firms. Also, the tax system could be more environment-friendly by using it to further address transport-sector externalities, which are of particular concern in metropolitan areas. At the same time, the current tight budgetary pressures call for increased efficiency in tax collection. There is ample scope for base broadening through reduced tax expenditures in the major direct and indirect taxes, as well as in property taxation. This Working Paper relates to the 2010 OECD Economic Survey of Portugal (www.oecd.org/eco/surveys/portugal).”

Álvaro Pina

Date: 2010-11-10
Keywords: ortugal, property tax, labour tax wedge, VAT, personal income tax, corporate income tax, tax expenditures, tax and growth, environmental taxes, social security contributions, tax compliance costs, Portugal, impôt sur le revenu, dépense fiscale, TVA, cotisations de sécurité sociale, …
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:oec:ecoaaa:814-en&r=pbe

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

quinta-feira, outubro 14, 2010

Desenvolvimento regional; desenvolvimento nacional (II)

1. Ouvindo acerca de duas semanas as declarações feitas para os telejornais por Teixeira dos Santos e José Sócrates sobre a situação económico-financeira nacional e as medidas que o governo se propunha tomar para debelar o défice público, não pude deixar de pensar que um incompetente nunca admite a sua incompetência. Tenha-se a-propósito presente que o país vive um período de estagnação económica desde 2001 e que as receitas em que se insiste para nos tirar da crise são as mesmas que nos arrastaram para este quadro de dívida, de anemia estrutural e de descrença.
Nesse contexto, há quem venha falando da premência de se estabelecerem pactos políticos. Alternativamente, eu sou a favor de um pacto social, isto é, de um pacto entre agentes e estruturas económicas e sociais e uns poucos agentes políticos que conservem a noção de serviço público, que nos permita descolar do quadro lamacento, sem projecto para o país e as suas gentes para que nos deixámos empurrar.
2. Na mesma ocasião, lembrei-me também das respostas que, na véspera, dera a um estudante que me fizera chegar um pedido de ajuda. Essas respostas iam-me desfilando na cabeça à medida que ia escutando as palavras de assentimento, de conformismo de uns quantos economistas que apareceram de seguida a comentar as medidas anunciadas pelo governo.
3. A primeira pergunta fora: "Quem considera serem neste momento os maiores concorrentes da economia portuguesa? (Grécia, Espanha, Irlanda... ou, numa perspectiva mais ampla, poderemos considerar a zona asiática, essencialmente a China, como um concorrente à "nossa" zona euro?). Retenho de seguida parte da resposta que dei:
“A nível de produtos e serviços, entendo que a China e a Ásia, de um modo geral, me parece concorrerem mais com Portugal que os países europeus que menciona. Tal acontece igualmente com vários países do leste europeu. A Espanha será, porventura, o país que mais se assemelha a Portugal em matéria de estrutura produtiva. Se o enfoque fosse o investimento directo estrangeiro, então os países europeus de leste seriam os concorrentes mais directos”.
Explorando o tema nesta altura, talvez chamasse a atenção para o gritante défice de investimento em qualificação dos recursos humanos que persiste no país, pese embora ou talvez por causa de “as novas oportunidades”, e para a continuada escassez de investimento em investigação, ao mesmo tempo que o governo insiste em assinar contratos muito dispendiosos com universidades americanas.
4. A segunda pergunta que me fora endereçada repostava-se a "Quais são(eram) as nossas vantagens competitivas (Zona costeira? Ponto geográfico? Energias Renováveis?....?)?". Apeteceu-me logo sublinhar que o problema de desenvolvimento do país resultava muito mais de outras coisas que da ausência ou da estreiteza de recursos. Acabei por lá chegar mas, antes, sublinhei que:
“As energias renováveis são claramente uma oportunidade a explorar, mas o turismo também o é e tem sido subaproveitado. Na dimensão potencial turístico e energético, a zona costeira é uma fonte potencial de vantagens competitiva, como muitos outros atributos do país, incluindo o posicionamento geográfico.
Os territórios e os países, de um modo geral, devem constituir carteiras de produtos e organizá-los de modo a tirar deles o melhor partido económico, muito mais do que fazer apostas em factores ou produtos isolados. Para tal é preciso ter estratégia e capacidade de iniciativa e liderança, que são dimensões deficitárias em Portugal”.
5. E já que falo de recursos dos territórios e de turismo, em particular, sugere-se-me perguntar por onde anda e a que conduziu a reorganização das regiões turísticas que o primeiro governo de José Sócrates tão empenhadamente levou a cabo? A que resultados levou?
Do que vai transparecendo a esse propósito, sei que em matéria de promoção turística uns são tidos como filhos e outros como enteados. Sei, também, que o caminho que importa fazer da oferta turística no sentido de produtos mais “sofisticados” e visando clientelas mais exigentes está, em grande medida, por fazer, pese todos PENTs que se elaboraram.

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado hoje no Jornal de Leiria)
Nota: uma primeira versão deste texto foi publicada na 3ª feira pp. no Suplemento de Economia do Diário do Minho

quinta-feira, junho 17, 2010

“Tax Morale, Tax Evasion, and the Shadow Economy”

“Under which conditions is moral justification of taxation possible? This question does not only interest philosophers and economists from a scientific point of view, but can have considerable practical relevance as well because the willingness of citizens to pay taxes may depend upon whether they consider taxation to be morally justified or not. We first consider theoretical arguments on the role of tax morale, and when tax evasion might be considered as justified by citizens or not. Then we ask how tax morale can be measured. Next, we discuss the role of tax morale for the shadow economy, before determinants of tax morale and empirical results for the impact of tax morale on tax compliance are discussed. For a high tax morale, institutional and cultural factors are at least as important as economic incentives.”

Gebhard Kirchgässner

Date: 2010-05
Keywords: tax morale, tax evasion, principles of taxation, trust, direct democracy, federalism
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:usg:dp2010:2010-17&r=pbe

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

domingo, junho 06, 2010

"Imagem do contribuinte... em 2013 !!!"

Auto-Estima acima de tudo!
Imagem do contribuinte em 2013












Não interessa o quanto o fisco te tenha depenado...
Importante é andar sempre de cabeça erguida!!!

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reenviada por AMP)

terça-feira, agosto 11, 2009

“Fiscal behaviour in the European Union: rules, fiscal decentralization and government indebtedness”

“We assess the fiscal behaviour in the European Union countries for the period 1990-2005 via the responsiveness of budget balances to several determinants. The results show that the existence of effective fiscal rules, the degree of public spending decentralization, and the electoral cycle can impinge on the country’s fiscal position. Furthermore, the results also support the responsiveness of primary balances to government indebtedness.”

António Afonso (Technical University of Lisbon, Department of Economics; UECE,Research Unit on Complexity and Economics, R. Miguel Lupi 20, 1249-078 Lisbon, Portugal.)
Sebastian Hauptmeier (European Central Bank, Kaiserstrasse 29, D-60311 Frankfurt am Main, Germany.)

Date: 2009-05
Keywords: fiscal regimes, fiscal rules, fiscal decentralization, European Union, panel Data.
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:ecb:ecbwps:20091054&r=pbe

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

terça-feira, julho 22, 2008

Robin dos Bosques, esse mito

Jornal Água&Ambiente
Resposta às questões colocadas pela jornalista Ana Sofia Vasconcelos, em 08/07/07
-
P1 - Em que consiste a taxa «Robin dos Bosques» e como funciona?
R1 – Ao que parece, a dita taxa recairá sobre os lucros das empresas petrolíferos, isto é, incidirá sobre as mais-valias geradas pela subida dos preços dos combustíveis. Isto implica assumir que os preços praticados não são reflexo imediato dos custos de exploração, incluindo os que decorrem da aquisição da matéria-prima. A ser assim, trata-se de um imposto sobre os resultados de exploração que difere do modelo comum de taxação das empresas por ser sectorialmente enviesado. Se quer que lhe diga, é uma ideia algo estranha no quadro de valores do presente, onde a equidade de tratamento fiscal tende a impor-se, em teoria.

P2 - Em que países já está instaurada? Como tem corrido a instauração destataxa nesses países?
R2 – Curiosamente, parece que a ideia nasceu na Itália do senhor Berlusconi. Não sei se da sua própria cabeça, o que não me sugere que lhe dê grande credibilidade. Tanto quanto sei, ninguém está a aplicá-la, se exceptuarmos umas ameaças que terão surgido em França e em Portugal, nos últimos dias. Isso não significa que não haja grande controvérsia na União Europeia em torno dos níveis de imposição fiscal sobre as empresas, decorrente das taxas médias bastante diferenciadas que vigoram de país para país. Outro tanto acontece com a temática da taxação dos lucros repatriados, associados a operações fora de portas, particularmente nos Estados Unidos da América.

P3 - Não poderá ser perversa esta taxa, na medida em que estará apenas a incentivar um maior consumo de combustíveis (nas famílias que serão «ajudadas»), em vez de estimular a procura e o investimento em soluções alternativas?
R3 – Não vejo que relação possa querer estabelecer entre taxação dos lucros das empresas do sector dos combustíveis e o consumo destes por parte das famílias com rendimentos mais baixos. Os combustíveis não vão baixar de preço por isso. O Estado poderia era usar o suposto acréscimo de receita fiscal para desenvolver políticas sociais mais efectivas. Poderia, digo, se essa fosse a orientação política do governo.
Obviamente, nada disto se confunde com a exigência das autoridades da concorrência de manterem acções continuadas e rigorosas de verificação da não existência de práticas de conluio entre operadores, com consequências nos preços finais dos combustíveis. Outra coisa é, também, a implementação de políticas activas de promoção do uso de energias alternativas e de veículos energeticamente mais eficientes. Nesta perspectiva, os preços elevados dos combustíveis fósseis serão, porventura, de onde virá o maior estímulo para o desenvolvimento de soluções alternativas.

P4 - Pensa que é uma solução adequada e que será eficaz no nosso País?
R4 – Olhando para dentro de portas, eu diria que a ênfase que nesta altura possa ser posta na ideia da penalização dos lucros “excessivos” auferidas por alguns grupos económicos ou empresas, ou na necessidade do desenvolvimento de políticas visando apoiar alguns sectores mais frágeis da nossa sociedade, não pode esquecer que estamos a pouco mais de um ano das eleições. E não pode esquecer, igualmente, as muitas mal-feitorias praticadas por este e outros governos recentes no domínio da saúde, da educação, da protecção social. Eficaz seria pensar e implementar um projecto para o país, com os portugueses. Isso é, todavia, muito mais exigente do que equilibrar, a curto-prazo, as finanças públicas e implica muito mais visão, diálogo, altruísmo, liderança.

P5 – Que outras alternativas haveria para esta taxa?
R5 – A alternativa à factura energética ditada pela evolução dos preços dos combustíveis fósseis é o recurso crescente a formas alternativas de energia - solar, eólica, biomassa, bio-combustíveis, hidráulica -, o desenvolvimento de veículos, motores e edifícios energiticamente mais eficientes, e a criação de um novo modelo de transporte público. A alternativa para a fragilidade de poder de compra que atinge uma parte crescente dos portugueses é a aposta no crescimento económico do país, com políticas adequadas de estímulo ao investimento e à reestruturação do tecido produtivo, e políticas sociais efectivas e coerentes, que quebrem com lógicas avulsas e de oportunidade eleitoral.

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, agosto 31, 2007

“Fiscal policy in Mediterranean countries – Developments, structures and implications for monetary policy”

“Southern and eastern Mediterranean countries have many fiscal challenges in common with other emerging market and mature economies concerning deficit and debt reduction and the maintenance of fiscal discipline. However, most countries in the region also face some specific fiscal issues, such as relatively high public debt, dependence on some form or another of donor dependence or concessional financing, high budgetary exposure to fluctuations in hydrocarbon prices, high defence expenditure and weak tax bases. Against this background, this paper reviews fiscal developments and fiscal policy issues in the ten countries that are participants or observers in the EU’s Barcelona process. The main focus is on the implications of these developments and issues for macroeconomic stability, given that countries in the region have made considerable progress in terms of macroeconomic stabilisation over the last two decades, which is reflected in particular in lower inflation rates. The analysis distinguishes between non-oil-producing and oil-producing countries in the region, as they exhibit different fiscal features and are confronted with different challenges. In the case of non-oil-producing countries, the key challenges stem from high deficits and debt levels, including implicit and contingent liabilities, notwithstanding some progress in fiscal consolidation in most of these countries over the last years. In the case of oil-producing countries, whose fiscal situation has significantly improved in recent years in the wake of high oil prices, the key challenges for fiscal management stem from the heavy reliance on an exhaustible source of revenues and a large exposure to fluctuations in international hydrocarbon prices. A shock originating from – or being transmitted via and exacerbated by – the fiscal sector appears to be the single most important macroeconomic risk in many countries.”

Michael Sturm (European Central Bank, Kaiserstrasse 29, 60311 Frankfurt am Main, Germany.)
François Gurtner (European Central Bank, Kaiserstrasse 29, 60311 Frankfurt am Main, Germany.)

Date: 2007-08
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:ecb:ecbops:20070069&r=pbe
(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)