(título de mensagem, datada de 6ª feira, 18 de Maio de 2012, disponível em Planeamento Territorial)
Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento
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sexta-feira, maio 18, 2012
segunda-feira, abril 23, 2012
As Rotas do Vinho em Portugal
Enoturismo: as Rotas do Vinho em Portugal na valorização das regiões
(título de mensagem, datada de Segunda-feira, 23 de Abril de 2012, disponível em Planeamento Territorial)
(título de mensagem, datada de Segunda-feira, 23 de Abril de 2012, disponível em Planeamento Territorial)
terça-feira, abril 03, 2012
"Sustainable And Responsible Tourism : Trends, Practices And Cases"
«Please find enclosed the promotional material launched by Prentice Hall India (PHI).
You can also check the online link to this book:
Thanks & Regards,
----
Dr. Parikshat Singh Manhas
Associate Professor,
The Business School (TBS),
School of Hospitality & Tourism Management (SHTM) and
Coordinator - Global Understanding Course (GUC),
University of Jammu, J&K, India - 180006.»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com origem na entidade identificada)
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domingo, março 18, 2012
Estatísticas do turismo: os dados de 2010
Artigo ComUM
Anuário estatístico de Portugal 2010: o sector do turismo:
http://www.comumonline.com/opiniao/item/799-anuario-estatistico-de-portugal-2010-o-sector-do-turismo
Anuário estatístico de Portugal 2010: o sector do turismo:
http://www.comumonline.com/opiniao/item/799-anuario-estatistico-de-portugal-2010-o-sector-do-turismo
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sexta-feira, março 16, 2012
O turismo não poderia (não poderá) sair incólume
No actual contexto de redução de rendimentos enfrentada
por grande parte das famílias portuguesas, em razão do peso que toma o turismo
interno, o sector não poderia (não poderá) sair incólume, isto é, tenderá, ele
também, a contribuir para o avolumar do quadro recessivo que a economia vive.
Note-se, por outro lado, a presumível insustentabilidade do crescimento da
procura com base nos mercados emissores que registaram os melhores desempenhos
relativos no ano 2010. Provavelmente, os dados respeitantes ao ano de 2011 já
deixarão isso patente mas, mesmo não estando publicados, bastará olhar com
atenção para essa lista de países para resultar óbvia essa expectativa. Itália,
Espanha, Holanda e, até, França estão longe, muito longe, de enfrentar boas
conjunturas económicas, sendo difícil antecipar quando retomarão um ciclo
consolidado de crescimento.
J. Cadima Ribeiro
domingo, janeiro 15, 2012
"Dois dos maiores operadores turísticos do país disseram ´não ter ainda no terreno nada preparado especificamente no âmbito da CEC 2012`”
Notícia Correio do Minho
CEC: Operadores turísticos sem “pacotes” especiais:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=58616
*
CEC: Operadores turísticos sem “pacotes” especiais:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=58616
*
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quarta-feira, janeiro 11, 2012
Montalegre, sexta-feira, 13
Sexta-feira, 13
(título de mensagem, datada de 11 de Janeiro de 2012, disponível em Planeamento Territorial)
terça-feira, janeiro 03, 2012
domingo, setembro 11, 2011
A procura de um rumo para a Economia Portuguesa: o turismo terá (que ter) um lugar de destaque
Na dimensão serviços, o turismo terá sempre um lugar de destaque, devendo rapidamente configurar contributos para o PIB e para o emprego na ordem daqueles que já tem hoje em dia em países como a Espanha e a Itália. Importa que se perceba entretanto que os serviços e equipamento que viabilizam o turismo devem ter valia ampla, para turistas e residentes, e que a qualidade do serviço e, logo, a qualificação dos seus agentes, devem atender a ambos os segmentos de consumidores.
J. Cadima Ribeiro
sábado, setembro 03, 2011
O olhar da população vimaranense através da imprensa local da Capital Europeia da Cultura 2012
A nomeação de Guimarães como Capital Europeia da Cultura (CEC) em 2012, para além de suscitar o natural orgulho e reforçar a auto-estima dos residentes, veio colocar na ordem do dia a necessidade de medir os efeitos que a concretização deste mega- evento pode provocar na cidade e no resto do município.
A discussão dos benefícios e dos custos e um alargado envolvimento da comunidade tende a permitir encontrar formas de reduzir os impactos negativos e aumentar os impactos positivos. Para isto, importa realizar debates e promover a participação e envolvimento da comunidade.
Esta comunicação analisa o envolvimento da população e das associações locais na Capital Europeia da Cultura 2012 através da cobertura feita pela imprensa local à preparação do evento. A análise de conteúdo às notícias publicadas abrangeu o período que medeia entre Janeiro e Agosto de 2011 e respeitou a dois semanários locais.
Com base na análise efectuada, pode concluir-se que tem existido uma forte reacção negativa por parte da população e das associações locais à entidade organizadora da CEC 2012, que colocam em questão o envolvimento e participação prevista dos vimaranenses no evento. Resta saber se a nova gestão, nomeada em Agosto de 2011, será capaz de recuperar o entusiasmo e apoio da população vimaranense ao projecto a tempo de se constituir como um factor de sucesso deste mega-evento.
Paula Remoaldo
J. Freitas Santos
J. Cadima Ribeiro
(Resumo de comunicação a apresentar no II Congresso Internacional de Turismo da ESG/IPCA, que terá por tema geral "Turismo: Diversificação, Diferenciação e Desafios" e decorrerá na referida instituição, em Barcelos, a 7 e 8 de Outubro de 2011)
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sábado, agosto 13, 2011
Bovino barrosão
Bovino barrosão protegendo-se do calor, debaixo de uma árvore, depois de breve espreitadela da barragem da Caniçada (Gerês), a partir do miradouro situado na vizinhança.
[Foto da autoria de C.P.]
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terça-feira, maio 10, 2011
Desenvolvimento sustentável e turismo criativo
Ao conceito de desenvolvimento sustentável estão associadas algumas palavras-chave, tais como: necessidades, bem-estar, qualidade de vida, satisfação e justiça. O turismo pode ser um importante factor de desenvolvimento sustentável. Juntamente com a criatividade, tem ganho espaço nas estratégias de desenvolvimento dos espaços urbanos, constituindo ambos bons instrumentos para alcançar essa meta. Um turismo que se quer criativo tem que proporcionar novas experiências aos visitantes, fazer com que eles possam participar de forma activa em experiências de aprendizagem que são características do destino que seleccionaram.
Vem esta ideia a propósito de uma dissertação de mestrado intitulada “O Turismo Cultural Criativo como motor de desenvolvimento de Ponte de Lima”, defendida com sucesso, recentemente, por uma jovem investigadora (Mécia Mota). Nas linhas que se seguem enunciam-se algumas ilações retiradas das entrevistas semi-estruturadas realizadas a 13 agentes de instituições com intervenção local e regional.
Sem grande surpresa, constatou-se que todos partilharam da opinião de que era elevada a importância do turismo para o município de Ponte de Lima. Adicionalmente, 12 entrevistados consideraram que esta actividade é quase uma alavanca para o desenvolvimento económico, tanto a nível do município como a nível regional. A sua importância resulta do respectivo impacto para as empresas e o emprego, assim como do partido que tira e como pode contribuir para a dinamização da parte cultural, patrimonial e as práticas locais. Adita-se ainda a posição de elevada centralidade do município em termos geográficos e, entre outros aspectos, a circunstância de se tratar de uma vila histórica e a elevada carga simbólica daí resultante, que se exprime em lugares pitorescos e sossegados, em património construído de diversos períodos e em tradições e celebrações com antecedentes remotos. Não obstante, apenas um dos agentes reconheceu a importância das populações locais na actividade turística, ou seja, continua a não se considerar as percepções e as atitudes dos residentes como componente do sucesso das políticas de turismo encetadas, ainda que eles sejam parte da experiência turística.
Confirmou-se que os entrevistados dão elevada importância à promoção turística, mas as opiniões divergiram sobre a eficácia da estratégia de gestão e promoção turística concretizadas na região de turismo Porto e Norte de Portugal. Sobressai a importância do papel agregador da “nova” região de turismo, que consideram abranger um espaço muito vasto, mas que ao mesmo tempo encerra realidades bastante diferentes. A estratégia desta região de turismo é considerada por alguns entrevistados como sendo (demasiado) ambiciosa.
Apesar de reconhecerem a existência de uma evolução em matéria de enquadramento institucional, entendem que o modelo não se tem revelado eficaz, porque o turismo envolve vertentes como o planeamento e a valorização dos recursos e do património, que têm sido menorizadas.
Quando questionados sobre a sua opinião sobre o Plano Estratégico Nacional de Turismo (P.E.N.T.), em vigor até 2015, sete dos entrevistados foram de opinião que este teve um significado positivo na definição de uma estratégia nacional para o turismo. Contudo, dois entrevistados explicitaram algumas dúvidas quanto à eficácia daquele instrumento a nível regional.
Foi ainda pedido aos entrevistados que dessem a sua opinião sobre as potencialidades do turismo cultural na perspectiva da evolução de um turismo cultural mais passivo para um turismo cultural mais criativo. Verificou-se que, com alguma facilidade, se identificaram potencialidades, tais como, os solares, as aldeias, a gastronomia, o património construído, as lagoas e as ecovias, mas poucos deram exemplos práticos de como ligar de forma mais efectiva o património edificado e imaterial e as actividades a desenvolver de forma mais activa e singular pelos visitantes.
Na nossa perspectiva, além da necessidade dos diversos actores com responsabilidades na área do turismo necessitarem de ganhar consciência da importância de actuar em rede e de desenvolverem parcerias activas em prol de um maior desenvolvimento do turismo, devem repensar a estratégia de promoção, que apresenta algumas lacunas, nomeadamente porque continua em grande medida a ser feita de forma individual, gastando-me muito dinheiro em papel e fazendo-se pouco uso das tecnologias de informação e comunicação.
Paula Cristina Remoaldo
[artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no contexto de colaboração regular]
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domingo, dezembro 05, 2010
"O turista é hoje uma pessoa que procura experiências, autenticidade no destino e procura aprender"
Notícia Café Portugal
Turismo - Património é encarado «mais como um custo e menos como um investimento»:
http://www.cafeportugal.net/pages/noticias_artigo.aspx?id=2901
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Turismo - Património é encarado «mais como um custo e menos como um investimento»:
http://www.cafeportugal.net/pages/noticias_artigo.aspx?id=2901
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sexta-feira, novembro 26, 2010
Turismo e desenvolvimento: o caso da Madeira
1. A actividade turística é hoje em dia, em muitos lugares, uma actividade da maior importância em termos de criação de emprego e de riqueza, tendo a vantagem de, em princípio, se fundar no aproveitamento dos recursos próprios dos territórios. Nesta dimensão, o desenvolvimento turístico depende da existência de uma carteira de recursos com uma certa especificidade e que vão ao encontro da procura existente.
2. Recursos não são, no entanto, produtos turísticos, pelo que o seu aproveitamento supõe e a sua conformação como bens ou serviços que se possa colocar no mercado, e que seja assegurada a oferta de infra-estruturas, equipamentos e serviços complementares. Adicionalmente, na perspectiva da sustentabilidade projecto económico, será crucial que seja feito um esforço de renovação/adequação da oferta aos perfis evolutivos da procura turística, isto é, que, na medida do que for possível tomando por elemento organizador a matriz de recursos, se proceda à criação de produtos e serviços turísticos inovadores e diversificados.
3. Uma visita que fiz no passado Verão ao Funchal permitiu-me observar no local a qualidade e a consistência de um projecto de desenvolvimento muito devedor da dinâmica do turismo. Voltei com uma impressão muito favorável da cidade, mas também com elementos de evidência claros de que a cidade e a região atravessam desafios críticos de ajustamento a outros perfis de procura e, daí, de reposicionamento no mercado. A percepção que criei ajusta-se à evidência dos números, que nos dão indicação de perda de atractividade (expressa em visitantes e taxas de ocupação de hotéis), com substanciação mais evidente desde 2008, mas na continuidade de um quadro de evolução anémico, que remonta ao início da década. Tendo presente a crise que se vive, não será difícil prever que a situação tenda a piorar no horizonte temporal próximo.
4. Como escrevia recentemente uma minha aluna (Lisa Cunha), de origem madeirense, sendo o turismo pilar básico daquela economia, “uma quebra significativa da captação de turistas pode ter um impacto devastador na economia e desenvolvimento da Região”. A esta luz, diz, “torna-se urgente não só gerir a crise, mas também ter uma posição estratégica mantendo a sua imagem de marca e avançando para uma fase de captação de novos turistas”. Propõe, por outro lado, que essa captação seja feita “com base na redução dos preços da estadia e das viagens, mas essencialmente na diversificação de produtos”. Na vertente reclamação da redução de preços, não sou capaz da acompanhar.
5. Informado pelo que vi e pela leitura de situação que pude fazer, não creio que o problema seja de preços, mesmo que se admita que, num contexto de grande concorrência internacional, esta seja uma consideração que tenha que estar presente. O que vi foi um perfil de turista muito marcado, constituído por pessoas de média idade e de casais em busca de repouso, tranquilidade e de uma certa beleza natural. O que não vi foi diversidade de perfis de visitantes, foi grupos de gente mais jovem e menos jovem à procura de animação e de novas experiências (animação cultural, vivências urbanas habituais em cidades modernas, actividades de desporto/lazer de ar livre e/ou de contacto, não meramente contemplativo, com a natureza). Dizendo de outra maneira, o que não vi foi o desenho de uma oferta turística de perfil mais activo e/ou criativo. Aliás, para uma cidade turística, o Funchal pareceu-me apresentar uma vida nocturna demasiado sossegada e fechada sobre um número muito estreito de modelos de lazer/diversão, nomeadamente.
6. Como sublinho logo a abrir este texto, o ponto de partida de um desejável projecto de renovação têm que ser os recursos e a identidade do território, isto é, as suas realidades naturais e humanas (clima, paisagem, mar, artesanato, floricultura, arquitectura, manifestações culturais típicas, etc.), mas isso não significa ficar parado no tempo. Da mesma forma que preservar património material e tradições não é insistir em modelos do passado nem ficar refém de vivências onde as pessoas, residentes e forasteiros, se não reconhecem.
7. Falo da Madeira e do Funchal, mas poderia bem falar de Leiria e da Alta Estremadura, quer dizer, sendo outro o perfil da oferta turística deste território, a natureza do desafio a que importará dar resposta não há-de ser muito diferente.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de ontem do Jornal de Leiria)
2. Recursos não são, no entanto, produtos turísticos, pelo que o seu aproveitamento supõe e a sua conformação como bens ou serviços que se possa colocar no mercado, e que seja assegurada a oferta de infra-estruturas, equipamentos e serviços complementares. Adicionalmente, na perspectiva da sustentabilidade projecto económico, será crucial que seja feito um esforço de renovação/adequação da oferta aos perfis evolutivos da procura turística, isto é, que, na medida do que for possível tomando por elemento organizador a matriz de recursos, se proceda à criação de produtos e serviços turísticos inovadores e diversificados.
3. Uma visita que fiz no passado Verão ao Funchal permitiu-me observar no local a qualidade e a consistência de um projecto de desenvolvimento muito devedor da dinâmica do turismo. Voltei com uma impressão muito favorável da cidade, mas também com elementos de evidência claros de que a cidade e a região atravessam desafios críticos de ajustamento a outros perfis de procura e, daí, de reposicionamento no mercado. A percepção que criei ajusta-se à evidência dos números, que nos dão indicação de perda de atractividade (expressa em visitantes e taxas de ocupação de hotéis), com substanciação mais evidente desde 2008, mas na continuidade de um quadro de evolução anémico, que remonta ao início da década. Tendo presente a crise que se vive, não será difícil prever que a situação tenda a piorar no horizonte temporal próximo.
4. Como escrevia recentemente uma minha aluna (Lisa Cunha), de origem madeirense, sendo o turismo pilar básico daquela economia, “uma quebra significativa da captação de turistas pode ter um impacto devastador na economia e desenvolvimento da Região”. A esta luz, diz, “torna-se urgente não só gerir a crise, mas também ter uma posição estratégica mantendo a sua imagem de marca e avançando para uma fase de captação de novos turistas”. Propõe, por outro lado, que essa captação seja feita “com base na redução dos preços da estadia e das viagens, mas essencialmente na diversificação de produtos”. Na vertente reclamação da redução de preços, não sou capaz da acompanhar.
5. Informado pelo que vi e pela leitura de situação que pude fazer, não creio que o problema seja de preços, mesmo que se admita que, num contexto de grande concorrência internacional, esta seja uma consideração que tenha que estar presente. O que vi foi um perfil de turista muito marcado, constituído por pessoas de média idade e de casais em busca de repouso, tranquilidade e de uma certa beleza natural. O que não vi foi diversidade de perfis de visitantes, foi grupos de gente mais jovem e menos jovem à procura de animação e de novas experiências (animação cultural, vivências urbanas habituais em cidades modernas, actividades de desporto/lazer de ar livre e/ou de contacto, não meramente contemplativo, com a natureza). Dizendo de outra maneira, o que não vi foi o desenho de uma oferta turística de perfil mais activo e/ou criativo. Aliás, para uma cidade turística, o Funchal pareceu-me apresentar uma vida nocturna demasiado sossegada e fechada sobre um número muito estreito de modelos de lazer/diversão, nomeadamente.
6. Como sublinho logo a abrir este texto, o ponto de partida de um desejável projecto de renovação têm que ser os recursos e a identidade do território, isto é, as suas realidades naturais e humanas (clima, paisagem, mar, artesanato, floricultura, arquitectura, manifestações culturais típicas, etc.), mas isso não significa ficar parado no tempo. Da mesma forma que preservar património material e tradições não é insistir em modelos do passado nem ficar refém de vivências onde as pessoas, residentes e forasteiros, se não reconhecem.
7. Falo da Madeira e do Funchal, mas poderia bem falar de Leiria e da Alta Estremadura, quer dizer, sendo outro o perfil da oferta turística deste território, a natureza do desafio a que importará dar resposta não há-de ser muito diferente.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de ontem do Jornal de Leiria)
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sexta-feira, novembro 19, 2010
Madeira: captação de novos turistas
Como escrevia recentemente uma minha aluna (Lisa Cunha), de origem madeirense, sendo o turismo pilar básico daquela economia, “uma quebra significativa da captação de turistas pode ter um impacto devastador na economia e desenvolvimento da Região”. A esta luz, diz, “torna-se urgente não só gerir a crise, mas também ter uma posição estratégica mantendo a sua imagem de marca e avançando para uma fase de captação de novos turistas”. Propõe, por outro lado, que essa captação seja feita “com base na redução dos preços da estadia e das viagens, mas essencialmente na diversificação de produtos”.
Na vertente reclamação da redução de preços, não sou capaz da acompanhar.
J. Cadima Ribeiro
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quarta-feira, outubro 27, 2010
"O equipamento e o hotel contíguo estão encerrados desde Novembro de 2009"
Notícia Correio do Minho
Vizela manifesta-se pela reactivação das termas:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=37123
*
Vizela manifesta-se pela reactivação das termas:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=37123
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segunda-feira, outubro 25, 2010
“The impact of mega-sport events on tourist arrivals”
“While a mega-sport event is scheduled at least once every year somewhere in the world, these events are rare occurrences for the host cities and countries. The benefits of such events seem lucrative; the very fact that many countries bid to host these events suggests that the benefits – be they tangible or intangible – more often than not outweigh the costs. Using a standard gravity model of bilateral tourism flows between 200 countries from 1995 to 2006, this paper measures a very direct benefit of such mega-events: the increase in tourist arrivals to the host country. In general, results suggest that mega-events promote tourism but the gain varies depending on the type of mega-event, the participating countries, the host country’s level of development, and whether the event is held during the peak season or off season.”
Johan Fourie (Department of Economics, University of Stellenbosch)
María Santana-Gallego (Department of Economics, La Laguna University, Spain)
Date: 2010
Keywords: Sport mega-events, tourism, World Cup, Olympic Games, trade.
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:sza:wpaper:wpapers119&r=spo
(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)
Johan Fourie (Department of Economics, University of Stellenbosch)
María Santana-Gallego (Department of Economics, La Laguna University, Spain)
Date: 2010
Keywords: Sport mega-events, tourism, World Cup, Olympic Games, trade.
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:sza:wpaper:wpapers119&r=spo
(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)
domingo, outubro 03, 2010
Turismo cultural em Ponte de Lima: "o sucesso da iniciativa passa por um maior envolvimento e concertação dos actores"
"Quanto aos eventos, seria interessante melhorar a sua calendarização e, sobretudo, desenvolver uma estratégia conjunta com outros municípios de forma a elaborar uma Agenda Cultural conjunta, pois tal permitiria uma melhor eficiência na gestão dos recursos financeiros, dar visibilidade à oferta existente e construir um calendário de eventos mais consistente e alargado.
A criação de uma rede supra-municipal parece-nos pertinente mas o sucesso da iniciativa passa por um maior envolvimento e concertação dos actores públicos e privados existentes. A criação de uma rede deverá contribuir para a partilha de informações, saber-fazer, experiências, desenvolvimento de parcerias e de protocolos entre os actores.
A estratégia de promoção teria igualmente muito a beneficiar se fosse feita de uma forma coordenada com outros municípios, destacando as especificidades de cada um.
A criação de uma rede supra-municipal parece-nos pertinente mas o sucesso da iniciativa passa por um maior envolvimento e concertação dos actores públicos e privados existentes. A criação de uma rede deverá contribuir para a partilha de informações, saber-fazer, experiências, desenvolvimento de parcerias e de protocolos entre os actores.
A estratégia de promoção teria igualmente muito a beneficiar se fosse feita de uma forma coordenada com outros municípios, destacando as especificidades de cada um.
Por outro lado, torna-se imperativo rever as estratégias de comunicação e marketing em vigor, no que concerne aos produtos e recursos envolvidos, tendo em conta os resultados das entrevistas aos agentes que apontam para a necessidade de se usar novos métodos de comunicação e de criação de públicos para novos produtos. Por exemplo, Ponte de Lima é muito conhecida pelas Feiras Novas e pela Vaca das Cordas, mas também possui outros valores que se poderiam promover mais, como os rios, ribeiros, serra, para atrair novos públicos.
Será relevante o maior uso das novas tecnologias. De acordo com as entrevistas realizadas, os agentes, já estando cientes desta realidade, encontram-se a implementar o sítio electrónico ou a renovar o que existia. Mas, para além do seu uso individual, seria interessante a criação de um sítio em conjunto, em resultado de parcerias público/privadas, que pudesse funcionar com elo de ligação com a informação de cada estabelecimento turístico."
Mécia da Cunha Mota
(meciamota@gmail.com)
J. Cadima Ribeiro
(jcadima@eeg.uminho.pt)
Paula Cristina Remoaldo
(premoaldo@geografia.uminho.pt)
(excerto de comunicação intitulada "Os desafios da criatividade no contexto do turismo cultural em Ponte de Lima", apresentada no I Congresso Internacional de Turismo da ESG/IPCA, que decorreu em Barcelos, a 1 e 2 Outubro de 2010)
Mécia da Cunha Mota
(meciamota@gmail.com)
J. Cadima Ribeiro
(jcadima@eeg.uminho.pt)
Paula Cristina Remoaldo
(premoaldo@geografia.uminho.pt)
(excerto de comunicação intitulada "Os desafios da criatividade no contexto do turismo cultural em Ponte de Lima", apresentada no I Congresso Internacional de Turismo da ESG/IPCA, que decorreu em Barcelos, a 1 e 2 Outubro de 2010)
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sábado, agosto 28, 2010
Exemplos de turismo criativo
Turismo criativo em Ponte de Lima e em Paredes de Coura
(título de mensagem, datada de hoje, disponível em Planeamento Territorial)
(título de mensagem, datada de hoje, disponível em Planeamento Territorial)
quinta-feira, julho 01, 2010
Conversas sobre nós: do potencial turístico dos territórios às deficiências de organização e de estratégia de promoção turística
1. O CER, Centro de Estudos Regionais, uma associação cívica sedeada em Viana do Castelo, tem vindo a promover um ciclo de conferências que, sugestivamente, intitulou “Novas conversas sobre nós”. A última das conferências realizadas ocorreu no final da passada semana e teve como orador convidado o signatário deste texto. O tema versado foi: “Alto Minho: destino turístico cultural e criativo?”. Em boa verdade, o tema que me havia sido proposto não contemplava a forma interrogativa.
2. O elemento de amarragem da intervenção foi um levantamento que havia sido feito, via inquérito, sobre as preferências ou escolhas de visitantes reais ou potenciais do Alto-Minho. As preferências que era suposto serem explicitadas reportavam-se aos recursos turísticos ofertados pelo território em causa. Os resultados a que se chegou foram os seguintes: os recursos turísticos mais valorizados pelos inquiridos foram os Recursos Históricos, seguidos dos Recursos Naturais-Água.
3. Os resultados obtidos no âmbito do mencionado estudo revelaram-se interessantes especialmente por tornarem patente a inadequação da estratégia promocional que vinha sendo conduzida, centrada no Património Religioso e no Artesanato, atributos que se revelaram ter menor relevância no contexto da hierarquia de preferências dos inquiridos.
4. Pegando com maior detalhe nos resultados do estudo, podia adicionalmente constatar-se o seguinte: i) no âmbito dos Recursos Históricos, apareciam positivamente ponderados o Património Arqueológico e o Património Civil; ii) no âmbito dos Recursos Etnográficos, o mesmo se verificava relativamente às Festas e à Gastronomia; e iii) no contexto dos Recursos Naturais-Terra, surgiam positivamente apreciados os Parques Nacionais ou de Paisagem Protegida. Ora estes são recursos que caem no âmbito de perfis de procura turística mais recentes, onde a dimensão cultura, singularidade e ambiente natural têm lugar de destaque, e era daqui que surgia o pretexto para questionar a viabilidade de configurar o Alto-Minho como um destino de turismo cultural.
5. A problemática da criatividade a que fazia apelo o título da conferência surgia colocada mais adiante e prendia-se com a ideia que, se se pode assimilar o turismo cultural a visitas a monumentos e locais históricos, é também possível uma aproximação que considere uma fruição cultural mais activa. Esta problematização foi sendo feita por vários autores a partir do virar do século XX, confrontados que foram com o crescimento daquilo a chamaram “turismo criativo”. Defendem os ditos autores que os consumidores do turismo criativo procuram experiências interactivas para ajudar no seu desenvolvimento pessoal e aumentar o seu capital criativo. O turismo criativo envolve não apenas ver, não apenas “estar lá”, mas uma interacção reflexiva por parte dos turistas. Ora, era neste contexto que a questão sobre se o Alto-Minho seria capaz de posicionar-se nesse mercado poderia ser colocada. Era também daqui que surgia a oportunidade de dar um formato interrogativo ao tema da dita conferência.
6. A verdade é que, para lá chegar, o território em causa precisará, antes, de posicionar-se como destino de turismo cultural, dado que não o é, pese o seu potencial em recursos culturais. A verdade é que, digo, para lá chegar, o Minho-Lima precisará antes de consolidar-se como destino turístico enquanto tal, quer dizer, terá que conseguir que os agentes da actividade turística desenvolvam acções no sentido de uma utilização eficiente dos recursos endógenos, bem como definam e, consequentemente, promovam uma imagem da sub-região como destino turístico comum. E, adicionalmente, carecerá de: i) superar a ausência de uma cuidada organização e administração dos recursos turísticos; ii) ultrapassar a escassa oferta de alojamento e de restauração de qualidade; iii) resolver fragilidades ao nível das acessibilidades; iv) desenvolver um plano de oferta de eventos e actividades de animação mais regular e mais consistente; v) apostar na qualificação dos recursos humanos ao serviço do sector; vi) desenvolver uma cultura empresarial mais propensa à cooperação; vii) superar as lacunas graves existentes na promoção turística do território; e viii) enfrentar as indefinições em matéria de estratégia e organização do sector e contribuir para a construção de uma nova organização institucional (e territorial) do turismo regional e nacional.
7. Foi este o diagnóstico que propus aos participantes no fórum, procurando sublinhar a distância a que o dito território se situa daquilo que pode ser equacionado em matéria de um projecto turístico que faça apelo às dimensões culturais, perspectivadas de uma forma mais activa ou mais passiva. Trago aqui essa problemática e invoco aqui o evento porque, em se tratando da realidade do desenvolvimento turístico, o Alto-Minho e a Alta-Estremadura (e Leiria, em particular) não estão colocados perante realidades e constrangimentos muito diversos. Invoco a vivência que experimentei porque acho que o pontapé de saída para a mudança aqui (aí) também têm que ser “as conversas sobre nós”, que porventura não serão novas porque serão início de conversa.
2. O elemento de amarragem da intervenção foi um levantamento que havia sido feito, via inquérito, sobre as preferências ou escolhas de visitantes reais ou potenciais do Alto-Minho. As preferências que era suposto serem explicitadas reportavam-se aos recursos turísticos ofertados pelo território em causa. Os resultados a que se chegou foram os seguintes: os recursos turísticos mais valorizados pelos inquiridos foram os Recursos Históricos, seguidos dos Recursos Naturais-Água.
3. Os resultados obtidos no âmbito do mencionado estudo revelaram-se interessantes especialmente por tornarem patente a inadequação da estratégia promocional que vinha sendo conduzida, centrada no Património Religioso e no Artesanato, atributos que se revelaram ter menor relevância no contexto da hierarquia de preferências dos inquiridos.
4. Pegando com maior detalhe nos resultados do estudo, podia adicionalmente constatar-se o seguinte: i) no âmbito dos Recursos Históricos, apareciam positivamente ponderados o Património Arqueológico e o Património Civil; ii) no âmbito dos Recursos Etnográficos, o mesmo se verificava relativamente às Festas e à Gastronomia; e iii) no contexto dos Recursos Naturais-Terra, surgiam positivamente apreciados os Parques Nacionais ou de Paisagem Protegida. Ora estes são recursos que caem no âmbito de perfis de procura turística mais recentes, onde a dimensão cultura, singularidade e ambiente natural têm lugar de destaque, e era daqui que surgia o pretexto para questionar a viabilidade de configurar o Alto-Minho como um destino de turismo cultural.
5. A problemática da criatividade a que fazia apelo o título da conferência surgia colocada mais adiante e prendia-se com a ideia que, se se pode assimilar o turismo cultural a visitas a monumentos e locais históricos, é também possível uma aproximação que considere uma fruição cultural mais activa. Esta problematização foi sendo feita por vários autores a partir do virar do século XX, confrontados que foram com o crescimento daquilo a chamaram “turismo criativo”. Defendem os ditos autores que os consumidores do turismo criativo procuram experiências interactivas para ajudar no seu desenvolvimento pessoal e aumentar o seu capital criativo. O turismo criativo envolve não apenas ver, não apenas “estar lá”, mas uma interacção reflexiva por parte dos turistas. Ora, era neste contexto que a questão sobre se o Alto-Minho seria capaz de posicionar-se nesse mercado poderia ser colocada. Era também daqui que surgia a oportunidade de dar um formato interrogativo ao tema da dita conferência.
6. A verdade é que, para lá chegar, o território em causa precisará, antes, de posicionar-se como destino de turismo cultural, dado que não o é, pese o seu potencial em recursos culturais. A verdade é que, digo, para lá chegar, o Minho-Lima precisará antes de consolidar-se como destino turístico enquanto tal, quer dizer, terá que conseguir que os agentes da actividade turística desenvolvam acções no sentido de uma utilização eficiente dos recursos endógenos, bem como definam e, consequentemente, promovam uma imagem da sub-região como destino turístico comum. E, adicionalmente, carecerá de: i) superar a ausência de uma cuidada organização e administração dos recursos turísticos; ii) ultrapassar a escassa oferta de alojamento e de restauração de qualidade; iii) resolver fragilidades ao nível das acessibilidades; iv) desenvolver um plano de oferta de eventos e actividades de animação mais regular e mais consistente; v) apostar na qualificação dos recursos humanos ao serviço do sector; vi) desenvolver uma cultura empresarial mais propensa à cooperação; vii) superar as lacunas graves existentes na promoção turística do território; e viii) enfrentar as indefinições em matéria de estratégia e organização do sector e contribuir para a construção de uma nova organização institucional (e territorial) do turismo regional e nacional.
7. Foi este o diagnóstico que propus aos participantes no fórum, procurando sublinhar a distância a que o dito território se situa daquilo que pode ser equacionado em matéria de um projecto turístico que faça apelo às dimensões culturais, perspectivadas de uma forma mais activa ou mais passiva. Trago aqui essa problemática e invoco aqui o evento porque, em se tratando da realidade do desenvolvimento turístico, o Alto-Minho e a Alta-Estremadura (e Leiria, em particular) não estão colocados perante realidades e constrangimentos muito diversos. Invoco a vivência que experimentei porque acho que o pontapé de saída para a mudança aqui (aí) também têm que ser “as conversas sobre nós”, que porventura não serão novas porque serão início de conversa.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de 2010/07/01 do Jornal de Leiria)
Etiquetas:
Turismo,
Turismo e Desenvolvimento Regional
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