Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Lusotopie XIV (2)

«Lusotopie XIV (2) est sorti/has been published/já saiu!

Sommaire et résumés trilingues (fr., port. angl.) :
Sumário e resumos trilingues (fr., port., ingl.) :
Contents and trilingual abstracts (fr., port. engl.): http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/sommaire.html
Détails dans le fichier attaché ci-joint
Mais informações no ficheiro anexo
More details in the attached document»
*
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, proveniente de
lusotopie-owner@cean.org, em nome de Chantal Chaussy)

domingo, fevereiro 17, 2008

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

14º Congresso da APDR

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR) vai organizar o seu 14ª Congresso Anual em Tomar, nos dias 4 e 5 de Julho de 2008 o qual, à semelhança do ocorrido em 2007, se conjuga com o 2º Congresso de Gestão e Conservação da Natureza. A iniciativa conta com o apoio científico e logístico do Departamento de Território, Arqueologia e Património da Escola Superior de Tecnologia de Tomar do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e reúne a colaboração de outras sociedades científicas como a Associação Portuguesa de Economia Agrária (APDEA) ou da Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais (SPER).

Tema
Desenvolvimento, Administração e Governança Local

Como reconhecemos crescentemente, o desenvolvimento dos territórios que compõem um país é um processo económico, social e político que está muito dependente da qualidade e “espessura” das instituições que estão no território e das quais se espera a assunção de uma importante parte da responsabilidade de concepção, implementação e avaliação das políticas de desenvolvimento, proporcionando condições de sustentabilidade económica, ambiental e financeira. É essa a temática principal que a APDR propõe para discussão em Tomar. Como é hábito nos Congressos da APDR, são também bem-vindas comunicações que se insiram em outras áreas do Desenvolvimento Regional ou Regional Science.

Local e Data
4 e 5 Julho de 2008

Departamento de Território, Arqueologia e Património da
Escola Superior de Tecnologia de Tomar (ESTT) do
Instituto Politécnico de Tomar (IPT).

Lista Provisória de Sessões Paralelas
1. Desenvolvimento, Administração e Governança Local
2. Cidades criativas, cultura e estratégia territorial
3. Economia pública local e desenvolvimento
4. Governança e desenvolvimento rural
5. Relações transfronteiriças, modelos de governança e desenvolvimento
6. Inovação, empreendorismo e território
7. Mobilidade urbana, transportes e desenvolvimento sustentável
8. A alta velocidade, o novo aeroporto e o desenvolvimento regional em Portugal
9. A gestão e conservação da natureza no contexto regional e local
10. Turismo, património e sustentabilidade local
11. Ordenamento do território, planeamento e políticas de solos em Portugal
12. A problemática dos territórios de baixa densidade
13. Recursos da Natureza e desenvolvimento
14. Métodos e indicadores regionais e locais

Prazos limite
Recepção das propostas de comunicação (abstracts): 14 de Março 2008
(A resposta sobre aceitação dos resumos será dada até 28 de Março de 2008)

Recepção de Comunicações: 30 de Maio de 2008
(A resposta sobre aceitação das comunicações será dada até 15 de Junho de 2008)

Tanto os resumos como as comunicações deverão sempre ser remetidos o mais cedo possível para que a Organização possa enviar a sua decisão aos autores antes dos prazos limite.

Especificação para resumos
Os resumos deverão ser enviados para apdr@mail.telepac.pt até 14 de Março de 2008.
Serão aceites resumos em qualquer uma das seguintes línguas: português, espanhol ou inglês.

O texto deverá ocupar uma página A4 em Times New Roman 12, espaçamento de 1 linha, com margens de 2.5 cm em baixo, cima e à direita e 3 cm à esquerda. Máximo de 40 linhas
Na página deverá figurar o primeiro e último nome do(s) autor(es), instituição e contacto do autor (ou autores).

As comunicações referentes a resumos aceites devem ser submetidas dentro dos prazos indicados. A aceitação do resumo não implica a aceitação da comunicação.

Contactos Secretariado

Rita Azevedo

APDR»
*
(reprodução integral de apelo a comunicações recebido da entidade identificada)

terça-feira, fevereiro 12, 2008

O comboio de altas prestações Porto – Vigo: as indefinições que subsistem

Em vésperas da realização em Braga da recente cimeira entre os governos português e espanhol, aproveitando a presença na cidade de grande número de órgãos de comunicação social, a Associação Industrial do Minho (AIMinho) realizou uma conferência de imprensa em que o tema foi a criação de um comboio de altas prestações (vulgo, TGV) entre Porto e Vigo. Um dos jornais que li destacava, em título, dois daqueles que terão sido os sublinhados dessa tomada de posição, a saber: i) o “TGV Porto-Vigo «tem de passar» no aeroporto”; e ii) os “Empresários do Minho defendem também a construção de um canal ferroviário próprio para o TGV”.
A quem este assunto chegue apenas pelo que se vai dizendo nos media, talvez escape o sentido de uma associação empresarial sedeada em Braga vir reivindicar a passagem da dita linha-férrea pelo aeroporto Francisco Sá Carneiro (FSC) e a construção de raiz de um canal próprio para a circulação dos comboios. Para quem se preocupa com o bom uso dos dinheiros públicos, diga-se, desde já, que as razões subjacentes às duas reclamações convergem na questão de fundo da viabilidade económica e da racionalidade do investimento a realizar. Isto é, no primeiro caso, está em causa a procura que o comboio poderá ter e, no segundo, a velocidade de circulação e a comodidade para os seus utentes e, daí, do mesmo modo, a capacidade deste modo de transporte de captar passageiros e mercadorias, em concorrência com modos alternativos pré-existentes. Como dado de partida, é preciso que se diga que estamos perante a construção de uma linha-férrea em bitola europeia, premissa que deixou de ter discussão depois do governo espanhol ter anunciado a reconversão para essa bitola, no decurso da próxima década, da sua estrutura ferroviária.
É neste enquadramento que adquirem sentido as afirmações da AIMinho presentes no corpo da notícia que invoco “que um comboio de alta velocidade entre Porto e Vigo «só será eficaz» se passar no aeroporto” e se for construído “um novo canal ferroviário”, completada com a informação de que aquele aeroporto é já “o mais movimentado do noroeste peninsular”. Neste passo, faz-se alusão, por um lado, às limitações operacionais com que se deparam os aeroportos galegos, a começar pelo de Vigo, e, por outro, à captação crescente de passageiros galegos pelo aeroporto FSC, em razão das suas condições operacionais superiores e da estratégia de negócio que vem sendo adoptada pela entidade gestora.
Aqui entronca a questão da capacidade do comboio ser ou não capaz de desviar utilizadores de outros meios de transporte e gerar procura adicional, o que vai dar às problemáticas da velocidade de circulação e da comodidade, que não se compadecem nem de tempos de percurso irrazoáveis nem de transferências de comboio ou de paragens para mudança de bitola. A reivindicação de velocidades de 200 quilómetros/hora é, a esta luz, o compromisso que importa assegurar entre a economia de tempo que é necessário conseguir nessa ligação, com paragem obrigatória em Braga, e a exigência que a linha sirva o território que atravessará.
É daqui que resulta “«escandaloso» que se queira levar o comboio até Campanhã (Porto) «para poupar dinheiro»”, conforme sublinhava António Marques nas suas declarações, e é por isto que uma tal opção não só “«vai prejudicar a região Norte já que irá impedir o crescimento da sua infra-estrutura aeroportuária»”, como se irá revelar uma opção muito mais onerosa, pelas receitas que deixa de gerar e pela natureza de projecto a prazo em que corre o risco de se transformar.
A obrigatoriedade de uma estação em Braga decorre da circunstância da linha de raiz que irá ser construída só ter financiamento assegurado pela União Europeia até Braga (com maior rigor, até Ponte de Lima) e de, para a viabilidade da linha, ser essencial captar passageiros e mercadorias no quadrilátero urbano Barcelos/Braga/Famalicão/Guimarães.
A captação dessa procura potencial obrigará, por outro lado, a articular regionalmente a própria infra-estrutura ferroviária tradicional com a nova linha e a nova estação de Braga nas componentes circulação de passageiros e de mercadorias, sendo certo que, pelos dados que vão sendo tornados públicos, nestas determinantes o projecto se sugere ainda mais indefinido que nas demais.
De modo quase idêntico, a articulação entre a linha tradicional, a plataforma logística (centro de gestão de mercadorias) e a nova via férrea mantêm um expressivo nível de indefinição em Valença, sendo que neste caso a dificuldade resulta em parte da conjugação de estratégias entre as autoridades e os operadores dos dois territórios que fazem fronteira.
Num tal cenário de visões contraditórias sobre as estratégias de construção e de gestão de uma linha-férrea de altas prestações e sobre o papel de apoio ao desenvolvimento que uma tal infra-estrutura deve desempenhar, oferece-se-me de todo adequado que os actores do território não descurem a oportunidade de trazer para o domínio público a informação relevante e de defender os respectivas pontos de vista, à semelhança do agora feito pela AIMinho. Não o fazendo, não terão legitimidade para mais tarde vir apontar os erros e estreitezas de vista que podem, uma vez mais, informar uma decisão de política pública com o impacte potencial em matéria de ordenamento e de desenvolvimento do Minho e do país da que está em causa.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Vencimentos dos deputados

Notícia JN
Abonos podem duplicar vencimento mensal:
http://jn.sapo.pt/2008/02/11/nacional/abonos_podem_duplicar_vencimento_men.html

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

"Acção desonesta e fraudulenta"

"Estes senhores, que detêm as rédeas do nosso país, desonram a palavra dada pelo Estado que servem e de que se servem. É uma acção desonesta e fraudulenta. Pediram-nos dinheiro e declaram agora, com a força da lei e de um arrazoado jurídico, que nos vão pagar menos do que o que havia sido combinado."

Luís Aguiar-Conraria

(extracto de mensagem, datada de 1 de Fevereiro de 2008 e intitulada "A desforra do Estado", disponível em A destreza das dúvidas)

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Congresso Internacional de Turismo Cultural e Religioso

«A Turel – Turismo Cultural e Religioso, está a organizar para os dias 22, 23 e 24 de Abril de 2008, na cidade da Póvoa de Varzim, o "Congresso Internacional de Turismo Cultural e Religioso", evento que pretende abrir portas ao debate e à reflexão sobre as oportunidades e desafios do turismo cultural e religioso para o séc. XXI, em Portugal e no Mundo.
Neste sentido, vimos convidá-lo a participar no referido congresso. A sua participação pode ser como observador ou comunicador.
Caso estejam interessados podem enviar o resumo das vossas propostas de comunicação para a organização do Congresso: congresso@congressoturel.org
[...]
Os painéis disponíveis para apresentar comunicação são os seguintes:
PAINEL 1: "O desenho e a gestão de rotas culturais"
PAINEL 2: "Cultura, turismo e comunidades locais"
PAINEL 3: "Turismo Religioso e Peregrinações"
[...]
A Comissão Científica receberá as inscrições dos trabalhos nas categorias: Comunicação Oral e Poster. Esses trabalhos devem apresentar resultados de investigação, experiências e de estudos realizados por profissionais, investigadores e estudantes.
[...]
A avaliação de todos os trabalhos será realizada pela Comissão Científica do Evento. Os autores serão notificados por e-mail sobre o resultado da avaliação. Os trabalhos aceites serão publicados na página de Internet do evento.
Os trabalhos inscritos conforme os prazos previstos serão publicados nas actas do congresso.
Prazos:
• Envio do resumo das comunicações orais e Poster: até ao dia 10 de Março;
• Publicação da lista de comunicações e Posters admitidos: 20 de Março;
• Envio de comunicações orais e Posters (texto completo): até ao dia 10 de Abril;
• Inscrição para comunicadores: até 10 de Março;
• Exposição oral da comunicação: 23 de Abril;
• Entrega de certificado de participação e actas: 24 de Abril.
No Web site oficial do Congresso
http://www.congressoturel.org/
podem encontrar todos os documentos oficiais do Congresso.
A participação é gratuita e a inscrição é obrigatória em
http://www.congressoturel.org/»
*
(extracto de texto de apelo a comunicações recebido da entidade organizadora, por via electrónica, em 08/02/01)

"Continental investe 50 milhões em Famalicão"

«A Continental, fornecedora da indústria automóvel, vai investir 50 milhões de euros na sua fábrica de pneus em Lousado, Famalicão, aumentando a produtividade da unidade. Com este investimento, o grupo alemão espera atingir um aumento de produção de cerca de dois milhões de pneus anuais.
A empresa, que prevê o aumento de produção na gama UHP (muito alta performance), vai criar 40 postos de trabalho na unidade portuguesa.
O projecto encontra-se em apreciação junto da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) para a atribuição de apoios financeiros, mas o optimismo no seio da fábrica portuguesa é grande. António Lopes Seabra, presidente da Continental Mabor, refere que a unidade "goza de uma boa imagem junto da sede", sendo considerada a "fábrica mais eficiente do grupo". A decisão final do investimento será tomada em Março.
O novo investimento deverá arrancar durante o próximo Verão. Com esta iniciativa, António Lopes Seabra prevê que, em 2010, o volume de negócios da Continental Mabor ascenda a 600 milhões de euros. Em 2007, a empresa registou um volume de vendas na ordem dos 474 milhões de euros, mais 30 milhões face a 2006, ano em que os lucros totalizaram 92,9 milhões de euros.
Entre 2005 e 2006, a fábrica de Famalicão recebeu investimentos de cerca de 45 milhões de euros, na expansão e modernização da unidade, que emprega mais de 1500 pessoas.
O ano passado, a unidade fabricou 15,3 milhões de pneus, e cerca de 98% da produção teve por destino a exportação. Cerca de 42% dos pneus produzidos na fábrica portuguesa destinaram-se às linhas de montagem das principais marcas de automóveis, entre as quais a fábrica da Autoeuropa, em Palmela.
O Grupo Continental AG encontra-se entre os cinco maiores fornecedores da indústria automóvel, empregando a nível mundial mais de 150 mil pessoas, com unidades de negócio em 200 locais. O grupo alemão possui fábricas em 36 países e o volume de negócios ronda os 25 mil milhões de euros.»
Leonor Matias

(notícia do Diário Notícias de 30-01-2008, com o título indicado em epígrafe)

terça-feira, janeiro 29, 2008

Estratégias para os portos na nova era do transporte marítimo

Na última década têm-se verificado importantes alterações na organização geral do transporte de mercadorias. Estas mudanças têm tido uma expressão muito significativa nas estruturas e comportamentos das actividades portuárias. A nível internacional convivem dois tipos de portos. Por um lado, existe um conjunto de portos que assumem uma estratégia adaptativa relativamente ao fenómeno da globalização e às mudanças nos padrões dos fluxos de mercadorias. Estes mantêm-se como infra-estruturas poli-funcionais, ainda que estão maioritariamente orientados para a prestação de serviços comerciais, industriais e de transporte. A componente de prestação de serviços é, nestes casos, fundamental, dado que o seu objectivo principal é acrescentar valor às mercadorias movimentadas.
Por outro lado, tem-se consolidado uma categoria de portos com uma estratégia proactiva em relação às forças globalizadoras, a qual lhes tem permitido emergir como nós dinâmicos no âmbito das complexas redes internacionais de produção e distribuição de mercadorias. Neste caso, os portos são elos de um sistema muito mais vasto de natureza matricial e a sua gestão insere-se em estruturas integradas de transporte, nas quais as plataformas logísticas assumem um papel determinante. Nestes âmbitos os serviços portuários tendem a especializar-se sem descurar a flexibilidade e a adaptabilidade.
Esta evolução a nível organizativo e estratégico é, em grande medida, derivada da intensificação das transformações associadas à gestão logística. Em resultado da integração progressiva das cadeias de transporte e das novas formas de gestão das mesmas, os portos mais dinâmicos têm-se transformado em plataformas logísticas inter-modais, permitindo melhorar as condições de fornecimento e trânsito de mercadorias e incrementar a fiabilidade das actividades de distribuição. O desenvolvimento destas novas valências faz com que muitas destas estruturas portuárias assumam um papel de hubs marítimos (nós de redes), que acolhem aos navios-mãe, que posteriormente alimentam os navios porta-contentores de média dimensão (feeders), que cobrem as rotas de curta e média distância.
Esta lógica organizacional tem expressão, em maior ou menor medida, em quase todas as tipologias de infra-estruturas portuárias. Desta forma, os portos surgem cada vez mais como nós funcionais, com funções de atracção e captação de tráfego e com capacidade para impulsionar dinâmicas territoriais promotoras de mudanças nos fluxos de mercadorias e, inclusivamente, indutoras de fluxos adicionais, resultantes do desenvolvimento económico delas derivado. Neste contexto, os objectivos das administrações portuárias devem concentrar-se em: a) atrair novos tráfegos de mercadorias; b) conectar áreas económicas e consolidar corredores de transporte; c) promover a captação de investimento que fomente as referidas dinâmicas territoriais e o desenvolvimento económico; d) implementar estratégias que reduzam as consequências negativas das rupturas de carga; e, e) monitorizar permanentemente as novas tendências em termos de organização e desenvolvimento das redes de transporte marítimo.
Nesta conjuntura, o porto mais importante para o Minho e para a região Norte no seu conjunto, o Porto de Leixões, enfrenta uma série de desafios e ameaças que podem vir a limitar o seu crescimento futuro. Em primeiro lugar, o incremento da concorrência dos novos portos exteriores de Ferrol e da Corunha, especialmente em determinados tipos de mercadorias, irá dificultar a atracção de novos tráfegos, tanto marítimos como terrestres, num horizonte temporal de médio prazo. Em segundo lugar, a dificuldade para consolidar rotas permanentes de média distância com o Centro e o Norte de Europa e a deficiente articulação com o modo ferroviário limita, respectivamente, o alargamento da sua oferta de serviços e do seu hinterland operativo. Em terceiro lugar, o atraso na construção das plataformas logísticas previstas no Portugal Logístico para a região Norte, nomeadamente da plataforma da Maia/Trofa, impede o desenvolvimento de um sistema de geração/distribuição de mercadorias que permitiria o aproveitamento de economias de escala na cadeia logística. Em quarto lugar, a escassez de espaço para melhorar os interfaces terra-mar, que reduziriam os custos de transferência modal. E, por último, os problemas derivados da indefinição política em relação à estratégia futura do sector em Portugal e da escassa consistência do quadro regulatório existente.
O crescimento dos portos nos próximos anos dependerá da sua capacidade para enfrentar a competição com os seus pares. Neste sentido, o incremento da produtividade afigura-se como o objectivo central em todas as decisões de gestão portuária. Na minha opinião, para a melhoria das taxas de produtividade do porto de Leixões, a sua administração deve assumir um estratégia mais proactiva, que dê continuidade ao processo de especialização dos terminais portuárias, fomente a construção de portos secos que eliminem o congestionamento e alarguem o seu hinterland natural, promova plataformas logísticas de apoio às actividades portuárias, melhore a ligação com todas as redes de transporte, especialmente com a ferroviária, e implemente sistemas informatizados de gestão de mercadorias de modo generalizado.
FRANCISCO CARBALLO-CRUZ
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

Eurobarómetro: relatório relativo a Portugal

«A Comissão Europeia realiza semestralmente um estudo de opinião nos Estados membros da União Europeia, intitulado Eurobarómetro, que analisa o estado da opinião pública europeia sobre questões de política geral e europeias.
O presente estudo, Eurobarómetro 68, foi realizado entre os dias 22 de Setembro e 3 de Novembro de 2007, nos 27 Estados membros da União Europeia, nos dois países candidatos (Croácia e Turquia), na comunidade turca de Chipre e na Antiga República Jugoslava da Macedónia. Foram feitas 30.281 entrevistas (entre as quais 1.000 em Portugal).
Com base nos mesmos dados, uma equipa de especialistas nacionais elaborou o Relatório Nacional relativo a Portugal, que é publicado hoje. Este relatório analisa o actual clima da opinião pública portuguesa relativamente à situação a nível nacional e europeu, à economia e ao mercado laboral e às perspectivas de desenvolvimento futuro da União Europeia.

Eurobarómetro 68

Relatório Nacional relativo a Portugal»

(reprodução integral do texto datado de 08/01/28 do RAPID - Boletim da Representação em Portugal da Comissão Europeia, intitulado "EUROBARÓMETRO 68 - PUBLICAÇÃO DO RELATÓRIO SOBRE PORTUGAL")

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Get busy and find out how to do it

"Whenever you are asked if you can do a job, tell 'em, 'Certainly, I can!' Then get busy and find out how to do it."

Theodore Roosevelt

(citação extraída de SBANC Newsletter, January 22, Issue 503-2008, http://www.sbaer.uca.edu/)

sexta-feira, janeiro 25, 2008

terça-feira, janeiro 22, 2008

"Lisboa com maior crescimento"

"HOTELARIA
Lisboa com maior crescimento
O ano de 2007 foi excepcional para o mercado de hotelaria da Europa, Médio Oriente e África, com destaque para a cidade de Lisboa, que lidera o 'ranking' dos destinos com maior crescimento do RevPAR (preço médio por quarto disponível), com valor a rondar os 25,5%."
*
(notícia do Diário Económico de ontem)

segunda-feira, janeiro 21, 2008

"Governo português é o único da zona euro optimista para 2008"

"Só Portugal é que prevê que a economia vai crescer mais do que em 2007
Com um cenário de petróleo caro, aperto na concessão de crédito e provável recessão na economia norte-americana, todos os governos dos países que integram o euro prevêem que as respectivas economias vão crescer este ano a um ritmo mais baixo do que o verificado em 2007.
A única excepção neste cenário é Portugal, onde a previsão governamental é de 2,2 por cento de crescimento económico em 2008, depois de um valor próximo de 1,8 por cento no ano passado. Este dado resulta da leitura dos Programas de Estabilidade e Crescimento apresentados por 26 países a Bruxelas (só a Bélgica ainda não apresentou). Nesses documentos há também uma ideia comum para a generalidade dos países, que é a perspectiva de uma redução das respectivas cargas fiscais (peso dos impostos cobrados no PIB) nacionais até 2010.
Na zona euro, só o Governo português prevê uma aceleração
Num cenário de aperto do crédito, risco de recessão nos EUA e subida do euro e do preço do petróleo, Portugal destaca-se pelo optimismo"
(extracto de artigo, assinado por Sérgio Aníbal e datado de 08/01/21, publicado pelo jornal Público)
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Comentário: do título do artigo do Público e do que nele se diz, poderá concluir-se que Portugal é o único país da Zona Euro com eleições nacionais agendadas para (o início de) 2009?

sábado, janeiro 19, 2008

A AIMinho defende que a ligação Porto/Braga/Valença seja toda feita em canal ferroviário próprio

TGV Porto-Vigo «tem de passar» no aeroporto:
Empresários do Minho defendem também a construção de um canal ferroviário próprio para o TGV
*
(título e subtítulo de notícia do jornal electrónico Portugal Diário, datada de 2008/01/17 12:16
- http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=904447)

sexta-feira, janeiro 18, 2008

A Europa ainda resiste à crise

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(título de mensagem, datada de 17 de Janeiro de 2008, disponível em e.economia.info)

terça-feira, janeiro 15, 2008

As preferências dos consumidores minhotos em matéria de vinhos de mesa

Aproveitando os dados recolhidos através de dois inquéritos realizados entre Fevereiro e Abril de 2007 na Makro e no Feira Nova, em Braga, sobre os critérios presentes na escolha de vinhos feitas por retalhistas (Makro) e consumidores finais (Feira Nova), dei já, neste jornal, conta de alguns resultados obtidos e sobre as posturas algo distintas de uns e outros nas respectivas decisões de compra.
Uma das questões incluídas respeitava à região de origem dos vinhos. Era também solicitado aos inquiridos que se pronunciassem sobre a relevância que tomavam a marca, o tipo de vinho e os preços, entre outros factores, nas escolhas operadas. Do que divulguei então, sublinho:
i) o destaque que tomava na escolha o factor região de origem dos vinhos;
ii) as diferenças de abordagem entre retalhistas e consumidores finais quando considerado o segundo factor de escolha, com os retalhistas a enfatizarem a marca e a região de origem e os consumidores a darem mais importância aos preços.
Os dados que então divulguei e agora recupero, parcialmente, eram parte de um estudo mais vasto que me permitiu chegar a outras conclusões não menos interessantes que as antes mencionadas. Adianto de seguida algo mais sobre o que foi possível concluir.
Estando em causa a relevância que consumidores e retalhistas conferiam à região de origem dos vinhos como critério de escolha, importa deixar dito que as regiões vinícolas do Alentejo, do Douro e do VinhoVerde, por esta ordem, se revelaram como as mais preferidas. Curiosamente, o Dão mostrou-se menos atractivo para os consumidores minhotos (essencialmente, bracarenses) do que tínhamos antecipado, partindo dos resultados de um estudo anterior.
Sendo os inquiridos, no fundamental, oriundos da região dos vinhos verdes, podia admitir-se que isso enviesasse significativamente as preferências em favor dos vinhos da sua região. A teoria do comportamento do consumidor aponta nesse sentido, sublinhando, nomeadamente, o etnocentrismo presente em muitos grupos de consumidores. Os resultados aqui obtidos não confirmam, inteiramente, esse pressuposto, embora também não o contradigam. A verdade é que se, a nível de primeira escolha, os vinhos alentejanos parecem ter a clara preferência dos consumidores minhotos, seguidos pelos do Douro, quando confrontados com a questão de qual a segunda região vinícola preferida, os vinhos verdes ganham posição relativa face aos dois mais preferidos e são mesmo os primeiros quando se considera a terceira escolha.
Note-se que o conceito de etnocentrismo se suporta na constatação de que, nas suas decisões de compra, os consumidores tendem, amiúde, a dar preferência a produtos nacionais ou da sua região de origem. Este comportamento tem que ver com o receio de lesarem a economia do seu país ou região e com a existência de preconceitos pessoais em relação a produtos estrangeiros ou de territórios alheios, entre outras razões.
Em clara consonância com a teoria emerge entretanto a indicação de que os inquiridos neste trabalho suportam as suas decisões de aquisição dos vinhos que consomem ou comercializam nas suas lojas e restaurantes numa clara hierarquia (implícita) das regiões vinícolas nacionais.
Por outro lado, também pudemos concluir que, nas suas decisões de compra, os compradores não-especialistas de vinhos, consumidores ou retalhistas, se apoiavam mais na marca que os especialistas. Este dado estará associado a boas experiências de consumo prévias e/ou a eventual lealdade a marcas. Os resultados que obtivemos para o grupo dos consumidores com idades entre os 41 e os 60 anos dão consistência a esta leitura, isto é, é neste grupo que, em termos relativos, a escolha mais se apoia na marca.
Finalmente, retomando a diferença de atitudes já identificada entre consumidores finais e retalhistas em matéria da relevância que tomam nas respectivas decisões as marcas e os preços, dir-se-á que uma leitura possível será a de associar a ênfase posta pelos retalhistas na marca à aposta estratégica que fazem na qualidade dos produtos que colocam no mercado. Por contrapartida, a presença entre os consumidores finais inquiridos de um número significativo de reformados (cerca de 20%), presumivelmente muitos deles vivendo com fracos rendimentos, justificará a relevância que os preços tomam nas suas escolhas.
Numa perspectiva de política pública ou de estratégia de negócio, os resultados obtidos nesta investigação dão suporte à ideia que o uso de referências territoriais na comercialização dos produtos é uma via adequada para valorizar os vinhos no mercado e marcar a sua natureza distintiva face aos de outros territórios ou aos que não usam esses elementos identificadores de origem (certificada). Isto é válido para os vinhos provenientes de regiões de origem que os consumidores associam a um produto de qualidade.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

domingo, janeiro 13, 2008

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Os detentores do poder e os figurantes

"parlamentos, governos e partidos são meros figurantes de guiões e encenações promovidas por trás dos cortinados do espectáculo de Estado, onde os detentores dos interesses dizem sempre que não estão interessados, conforme os manuais de programação típicos dos eficazes grupos de pressão que já se deixaram de frequentar os corredores dos passos perdidos e vão directamente à fonte."
José Adelino Maltez
(extracto de mensagem, datada de hoje e intitulada "O que a todos diz respeito, por todos deve ser decidido", disponível em Sobre o tempo que passa)