Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

terça-feira, junho 03, 2008

O perfil do criador de empresas do Entre Minho e Douro: alguns dados recentes

Por um acaso determinado pela vivência profissional, chegou-me às mãos há poucas semanas o estudo “Empreendedorismo e Empregabilidade: Que passado? Que Futuro?” (Dez. 2007, Braga), realizado e editado pela Expoente, uma empresa de serviços de consultoria sedeada em Braga. Se o tema do empreendorismo aí tratado é um dos que me cativa a atenção, mais me interessou o dito estudo por nele ser possível encontrar o perfil do criador de empresas de um território que coincide, grosso modo, com o Entre Minho e Douro. A propósito, anote-se que tive oportunidade de trabalhar sobre o perfil do empresário minhoto vai para uns 18 anos. Na altura, aproveitei a informação que era possível colher nas candidaturas a apoios públicos apresentadas ao IAPMEI.

Pese embora a precariedade estatística dos resultados obtidos, via inquérito, pela equipa que realizou o estudo e a não coincidência geográfica do território retido num e noutro estudos, há alguns dados do trabalho agora realizado que julgo valer a pena apresentar e comentar à luz dos resultados do meu trabalho de há 18 anos.

O perfil recente do criador de empresas do Entre Minho e Douro que se retira é o seguinte: i) estamos perante pessoas relativamente jovem (maioritariamente, entre os 26 e os 35 anos), do sexo masculino, casados e sem filhos; ii) são indivíduos detentores de curso superior (61% dos casos), não tendo formação em gestão (67% dos casos); iii) têm antecedentes empresariais (77% dos casos), nomeadamente no seio da família de que são originários (46% dos casos); iv) gozavam de uma situação económica confortável no período anterior à criação do seu negócio; v) em matéria de experiência profissional anterior, desempenhavam sobretudo funções técnicas (40,5% dos casos) ou comerciais (30% dos casos); ainda, vi) também em termos de vivência profissional precedente, provinham em 40% dos casos de PMEs, sendo que apenas 13% dos inquiridos terão arrancado para a criação da sua empresa após a conclusão dos estudos.

Com as limitações que decorrem da discutível representatividade estatística da amostra, estes dados são muito interessantes. São interessantes porque põem em evidência inércias sociais e culturas pessoais no despertar da iniciativa empresarial. São interessantes porque relativizam a formação inicial em gestão e a necessidade material no desenvolvimento do processo. São interessantes, finalmente, porque dão conta de uma evolução no sentido de um empresariado detentor de habilitações superiores.

A anotação de que a formação em gestão não é um pré-requisito não me surpreende, já que o mesmo dado saia evidenciado num estudo académico que li há uns meses sobre o espírito empreendedor dos alunos da Universidade do Porto (Aurora Teixeira, FEP). Se daí se não pode concluir que a atitude de empreender se aprende, também não deixa de se levantar a dúvida sobre se a formação proporcionada nas escolas de gestão (ou, pelo menos, na Universidade do Porto) é a adequada para fomentar esse espírito. De permeio estão as questões da receptividade do mercado aos habilitados com diferentes saberes técnico-científicos e a conjuntura do mercado de trabalho.

Em grande consonância com os resultados por mim obtidos, estão a circunstância das vivências profissionais anteriores serem um elemento essencial para perceber o perfil da empresa criada e a respectiva inserção sectorial e, também, a relevância que continuam a ter os agentes comerciais nessas iniciativas. Este aspecto sublinha a importância da relação com o mercado (clientes, fornecedores) na identificação de oportunidades de negócio.

Diferente do que obtive no dito estudo surge a importância assumida pelas qualificações técnicas, porventura resultado das novas exigências de qualificação (técnica) que está colocada às empresas para singrarem no mercado. Esta é, entretanto, uma questão a que o estudo da Expoente não dá resposta, a merecer ser aprofundada no futuro.

Um outro aspecto que este trabalho não capta é o da naturalidade (local de nascimento e/ou de residência) do empresário. No meu estudo, essa era peça central para sublinhar, como resultou confirmado, a opção de sedeação das pequenas e médias empresas de iniciativa local no mesmo ou em município vizinho daquele de onde é natural ou reside o empreendedor.

A última nota que quero deixar é-me sugerida pela constatação de que os indivíduos sobre que incidiu o estudo da Expoente “gozavam de uma situação económica confortável no período anterior à criação do seu negócio”. É que, a ser assim, são postos em causa os pressupostos de alguns programas públicos de incentivo à criação do próprio emprego e/ou de pequenos negócios.

Se as oportunidades de emprego são devedoras da iniciativa empresarial, o que os dados obtidos nos dizem é que o que importa apoiar é a iniciativa empresarial daqueles que a têm e que, fruto do conhecimento que adquiriram sobre os mercados, precisam do empurrão que os faça deixar o emprego “assalariado”, ao invés de tentar transformar desempregados em empresários. Aliás, os obstáculos à iniciativa empresarial mais referidos neste estudo são a dificuldade de dispor de capital inicial suficiente e o receio de pôr em risco o equilíbrio orçamental familiar ao avançar para um projecto empresarial.

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

sexta-feira, maio 30, 2008

Confiança das famílias no andamento da economia portuguesa

"A confiança das famílias sobre o andamento da economia portuguesa atingiu em Maio o valor mais baixo dos últimos cinco anos, arrastada pela alta dos juros, do preço do petróleo e dos alimentos. Já as expectativas sobre a evolução da situação financeira registaram o valor mais baixo desde 1998, data em que o INE começou a compilar este indicador.

Também o indicador de confiança na indústria registou em Maio o maior agravamento dos últimos três anos, segundo dados ontem publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Ao todo, o indicador de clima voltou a cair de forma ligeira, depois de ter estabilizado nos últimos dois meses."

Bruno Faria Lopes

(excerto de notícia do Diário Económico, datada de 08-06-30 e intitulada "Expectativas das famílias em minimos históricos")

segunda-feira, maio 26, 2008

Poupança das famílias portuguesas continua em queda

"O nível de poupança das famílias portuguesas continua em queda e nunca esteve tão baixo desde o ano 2000. No ano passado o saldo entre as novas aplicações financeiras (activos) e os pedidos de empréstimo (passivos) dos agregados familiares diminuiu 27% para cerca de dois mil milhões de euros, o valor nominal mais baixo dos últimos sete anos.
Visto de outro ângulo, as famílias portuguesas pouparam o ano passado o equivalente a 1,3% do PIB, um valor que se distancia dos 1,8% de 2006 e que transformam os 3,4% de 2002 já numa miragem.
Estes dados das contas nacionais financeiras publicadas pelo Banco de Portugal (BdP) na sexta-feira são a consequência de um conjunto de estrangulamentos que marcaram a economia portuguesa neste período: o baixo crescimento do País, o aumento das taxas de juro, a pressão para os baixos salários, e o aumento do desemprego, que atingiu em 2007 um valor sem precedentes.
Os números são também um desafio para economia nacional. É que quanto menor a poupança, menor o volume de recursos nacionais disponíveis para financiar investimento. Dito de outra forma: aumenta a dependência dos capitais estrangeiros."
Rui Peres Jorge
(exerto de notícia, datada de 08/05/26 e intitulada "Poupança das famílias cai para o mínimo desde o ano 2000 ", publicada pelo Jornal Negócios)

domingo, maio 25, 2008

Os preços dos combustíveis, por distrtito

Gasolina e os preços por distrito...:
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Comentário: Da forma como as coisas estão, este site é interessante.
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

sexta-feira, maio 23, 2008

Seminário "A Política Ambiental no Sector Energético Português"

«Caríssimos Sócios,

Vimos por este meio divulgar o Seminário "A Política Ambiental no Sector Energético Português", próximo dia 28/05, a partir das 14h00, no Auditório da Direcção Regional de Economia de Coimbra.
Este evento faz parte do ciclo de seminários da Reforma Fiscal Ambiental, dentro da campanha do mesmo nome que o GEOTA há vários anos desenvolve em Portugal.
Mais informações e incrições pelos contactos do GEOTA. A divulgação pode ser efectuada também através do seguinte URL:
http://www.geota.pt/scid/geotaWebPage/defaultEventViewOne.asp?eventsID=46 de modo a obter sempre os dados mais actualizados sobre o evento.

Aproveitando a oportunidade, vimos por este meio divulgar também o Lanche-Debate:
Eficiência Energética e Energias Renováveis/Dia nacional da Energia, no dia 29 de Maio
O evento é organizado pelo SERS-Sindicato dos Engenheiros e pela GEOTA-Grupo de Estudos do Ordenamento do Território e Ambiente.
Os Oradores serão: o Professor Doutor António Sá da Costa, Licenciado em Engenharia Civil pelo IST, Doutorado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology USA) em Recursos Hídricos e Presidente da APREN-Associação Portuguesa de Energias Renováveis e o Engenheiro Manuel Ferreira dos Santos- Licenciado em Engenharia Física e dos Materiais, Mestre em Engª Mecânica (Perfil de Energias Renováveis); Membro da Direcção da GEOTA e Coordenador do seu Grupo de Energia e Transportes.
Este Seminário será antecedido de um Welcome Coffee, que terá início às 18 horas.Este lanche será servido pela Pastelaria A Mexicana.
A comparticipação para Associados do SERS e da GEOTA é de 5 euros e, para não Sócios, 7 euros.
Pode obter mais informação na consulta ao URL:
http://www.geota.pt/scid/geotaWebPage/defaultEventViewOne.asp?eventsID=50
Inscrições por mail para engenheiro@sers.pt, ou por telefone:218473060/ 966051110.

Com os melhores cumprimentos,

Rita Azevedo
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Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional»
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(reprodução integral de mensagem, com a proveniência identificada, que me caiu esta manhã na caixa de correio electrónico)

terça-feira, maio 20, 2008

Economia galega: evolução e perspectivas

A situação da economia da Galiza é de notória importância para a população e os decisores políticos Portugueses, especialmente para os do Norte Litoral. Essa relevância deriva da crescente inter-relação entre ambas as economias, traduzida numa significativa capacidade de absorção recíproca, tanto de produções como de factor trabalho. A exportação de dinâmica económica a determinados territórios do Norte resulta do intenso crescimento do produto na Galiza, que atingiu, nos últimos três anos, taxas na ordem dos quatro por cento.
Apesar dos resultados extremamente positivos do último quinquénio, os dados de conjuntura indicam uma rápida desaceleração da actividade no primeiro trimestre de 2008, em linha com o que acontece no resto de Espanha e noutras economias Europeias. Em termos sectoriais observa-se uma forte quebra da actividade do sector secundário e no da construção civil, ainda que neste último a diminuição da actividade não foi tão intensa como no resto de Espanha. A taxa de desemprego no final de 2007 era de 7,5%, 1,1 ponto inferior à média espanhola, embora as previsões apontem para um incremento do número de desempregados nos próximos trimestres, nomeadamente nos dois sectores anteriormente indicados, e no sector serviços, ainda que a evolução da destruição de emprego nesse âmbito seja mais difícil de antecipar. Relativamente aos preços, a taxa de inflação inter-anual no final de 2007 foi de 4,1%, tendo-se verificado uma intensificação do crescimento dos preços a partir do mês de Agosto. As taxas inter-anuais dos meses que levamos de 2008 são ainda superiores, ainda que, em grande medida, esses aumentos se devam à evolução do preço do petróleo e à denominada inflação importada.
O Índice de Confiança dos Consumidores e os resultados do Inquérito de Conjuntura Industrial oferecem sinais evidentes do sentimento pessimista dos agentes económicos relativamente à evolução da actividade económica no curto e no médio prazo. A recuperação da confiança na economia precisa, tanto no caso da Galiza como no de outras economias, como a Portuguesa, da clarificação de uma série de acontecimentos internacionais escassamente previsíveis e da intervenção pública através de um conjunto de políticas tanto macro como microeconómicas.
Os principais acontecimentos de alcance global anteriormente indicados associam-se à crise financeira internacional e à evolução recente de determinados mercados de matérias-primas. A crise do mercado hipotecário subprime dos Estados Unidos transformou-se em poucos meses numa crise de crédito e de liquidez que tem provocado grandes desajustamentos no sistema financeiro internacional. As restrições das condições de acesso ao crédito, derivadas desses desajustamentos sobre o sistema financeiro, estão a ter já consequências negativas sobre os níveis de procura e consumo. O incremento do preço da maior parte das matérias primas, nomeadamente dos produtos alimentares (cereais), do petróleo e dos minerais para usos industriais, está a criar fortes desequilíbrios a nível internacional com consequências de difícil previsão sobre o PIB mundial e, mais concretamente, sobre o funcionamento de determinados mercados. Economias como a galega são extremamente vulneráveis a este tipo de fenómenos, por um lado, porque o crescimento económico dos últimos anos foi acompanhado de um incremento dos níveis de endividamento das famílias, sobretudo pelo forte incremento dos preços da habitação e, por outro, pelo alto grau de dependência energética e o pouco peso dos cereais na produção agrícola da Galiza.
Este tipo de problemáticas justifica a intervenção dos reguladores; num caso para melhorar os mecanismos de regulação e fiscalização e incrementar a transparência, e noutro, para implementar políticas que travem os crescentes níveis de especulação nos mercados de matérias-primas e para pôr em prática medidas que permitam avaliar o uso alternativo de certas produções agrícolas de modo mais consistente. A outro nível as autoridades nacionais e regionais devem intervir para combater os pontos fracos das economias do seu contexto de intervenção. No caso da Galiza as políticas a nível microeconómico devem destinar-se a definir sectores estratégicos de futuro, a incrementar o valor acrescentado das produções, a reduzir a dependência sectorial das exportações, e a promover a I&D e a qualificação dos trabalhadores.
Apesar de as receitas anteriores serem amplamente conhecidas, não tem existido uma acção planificada que permita estabelecer objectivos e medir o seu grau de desempenho. Neste sentido, convém referir que o governo galego prevê apresentar brevemente o denominado Plano de Competitividade 2008-2011, que visa alterar o modelo produtivo da economia da Galiza. O Plano contém cinco eixos fundamentais: desenvolvimento e modernização empresarial, demografia, inovação, infra-estruturas e eficiência da Administração Pública, e dedica uma especial atenção à inovação, nomeadamente ao desenvolvimento do sistema galego de I&D e à promoção da inovação no sector privado.
É evidente que os fenómenos económicos internacionais continuarão a afectar as economias locais, ainda que a intensidade do impacto dependa muito da sua estrutura económica e da oportunidade das políticas públicas escolhidas. Na actual conjuntura, a economia galega não está suficientemente preparada para minimizar o impacto da actual desaceleração internacional, mas a implementação de políticas públicas inteligentes pode contribuir no futuro para mitigar parcialmente os efeitos indesejáveis desses fenómenos de alcance global.
FRANCISCO CARBALLO-CRUZ

(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

segunda-feira, maio 19, 2008

"Mais de três anos depois de ter tomado posse, o Governo ainda justifica o injustificável com o passado"

Novas oportunidades para a precariedade

(título de mensagem, datada de Segunda-feira, 19 de Maio de 2008, disponível em 0 de Conduta)

segunda-feira, maio 12, 2008

"Cada vez mais pessoas recebem salário mínimo"

«Os factores que ajudam a explicar o fenómeno estão identificados: o crescimento do trabalho pouco qualificado associado à imigração, o longo período de fraca expansão da economia, a precarização das relações laborais mesmo na camada dos licenciados, a maior concorrência e a contenção de custos por parte das empresas são alguns dos exemplos apontados pelos peritos.
De acordo com o Inquérito aos Ganhos e Duração do Trabalho divulgado na semana passada, que faz um retrato da situação em Abril de 2007, 5,5% dos trabalhadores dependentes em Portugal continental recebiam o salário mínimo. Ou seja, 192 mil pessoas ganhavam 403 euros por mês a trabalhar a tempo inteiro. Entretanto, o Governo aumentou o salário mínimo para 426 euros.
O peso deste grupo no emprego desceu entre o inquérito de Outubro de 2003 e o de Abril de 2006, mas desde então que não pára da subir, somando já três semestres consecutivos nesta tendência. Os números do ministério de José Vieira da Silva mostram que o salário mínimo incide mais sobre as mulheres (8% das trabalhadoras por conta de outrem). Nos homens, esse peso desce para metade, mas em ambos a tendência é para subir desde início de 2006.»

(extracto de notícia, datada de 08/05/12 e intitulada "Cada vez mais pessoas recebem salário mínimo", publicada pelo Diário Económico)

sábado, maio 10, 2008

Financiamento do ensino superior

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(título de mensagem, datada de Sábado, 10 de Maio de 2008, disponível em Ladrões de Bicicletas)

quarta-feira, maio 07, 2008

Dimensões competitivas de Portugal

«DIMENSÕES COMPETITIVAS DE PORTUGAL
Contributos dos Territórios, Sectores, Empresas e Logística

de João Leitão, João M. Ferreira, Susana Garrido Azevedo

Editor: Edições Centro Atlântico
<http://www.centroatl.pt/titulos/si/competitividade.php3>
Colecção: Sociedade da Informação
ISBN: 9789896150570
Ano de Edição/ Reimpressão: 2008
N.º de Páginas: 492

Sinopse
Na preparação de planos estratégicos de desenvolvimento articulados com os programas operacionais do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), para o período 2007 - 2013, há a necessidade latente de definir um posicionamento estratégico que rompa com as opções estruturais do passado, baseadas no cimento, no saneamento e, sobretudo, num pensamento taciturno arreigado à posição periférica atribuída, por alguns analistas, à porta de entrada na Europa Ocidental: Portugal.
A presente obra constitui certamente uma referência para todos os leitores que se interessam, verdadeiramente, em contribuir numa base diária para que Portugal se posicione, de forma diferenciada, atendendo a necessidades já diagnosticadas ao nível da competitividade territorial, sectorial e empresarial. A estrutura desta obra centra-se na avaliação da competitividade, através da reunião e conjunção de três dimensões de análise: a territorial, a sectorial e a empresarial.
A utilização conjunta destas dimensões permite apresentar contributos numa lógica de competitividade sustentável para a definição de um novo posicionamento estratégico de Portugal. Os leitores poderão, ainda, analisar diversos casos e experiências em territórios e sectores produtivos, nos quais a logística e a inovação são áreas estratégicas para a mudança do mapa de acessibilidades e do perfil produtivo e tecnológico de Portugal.

Ficha online do livro:
http://www.centroatl.pt/titulos/si/competitividade.php3

Excerto online:
http://www.centroatl.pt/titulos/si/imagens/excerto-livro-ca-competitividade.pdf»
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Nota: o lançamento do livro está agendado para Lisboa, a 20 de Maio pf.
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(reprodução de mensagem de divulgação que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

A asneira do dia

«"Os países que entraram agora estão a beneficiar do exemplo português", sublinha Rui Constantino, que explica que um dos principais erros cometidos foi a má gestão da política orçamental. "Devia ter sido prócíclica, em vez ter acabado por ser contra-cíclica".»

(extracto de notícia, datada de 08/05/07 e intitulada "Portugal não soube como aproveitar o euro", publicada no Diário Económico)
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Comentário: a que período se está a referir o senhor? Aos últimos 3 anos ou aos últimos 10, a que a notícia se refere? Se for aos últimos 3 anos, ...

terça-feira, maio 06, 2008

A dinâmica estrutural recente do Minho e do país: seus reflexos no emprego

Entre 2000 e 2007, a população activa no país registou um crescimento de 7,5 %, resultante do aumento da população do grupo etário dos 15-64 anos (4,6%) e da sua taxa de actividade, que subiu de 60,9% para 62,6%. No mesmo período, a população com emprego cresceu 3%, variando de 5020,9 mil pessoas em 2000 para 5169,7 mil em 2007. Por sua vez, o desemprego total, no quarto trimestre de 2007, afectava 439,5 milhares de pessoas - 7,8% da população activa, uma das taxas mais elevadas da União Europeia a 27.
Na NUT II (unidade estatística de nível II) Norte, a população empregada ascendia, em 2007, a 1800,7 mil (34,8% do emprego do país) e o desemprego atingia 186 mil trabalhadores (41,5% do desemprego do país) – 9,4% da população activa, embora no último trimestre de 2007 tenha registado uma taxa ligeiramente menor (9,1%). A taxa de desemprego na NUT II Norte é, desde 2003, mais elevada do que no país devido, sobretudo, à maior exposição dos sectores produtivos tradicionais à concorrência dos países asiáticos e dos novos membros da União Europeia.
Se considerarmos entretanto apenas o emprego não público por conta de outrem e os dados de 2005, os números para o país e para a NUT II Norte atingiam, respectivamente, 2855059 e 994988 activos, sendo que, destes, se destacava o Grande Porto, com cerca de 13% do emprego do país, e as NUTs III do Cávado e do Ave, que representavam 10% do emprego do país, no seu conjunto.
Estes dados e este desempenho em matéria de emprego são, insiste-se, resultado da conjuntura económica geral e da transformação da estrutura da produtiva que se vinha registando no país e nas unidades territoriais retidas, com justificação significativa na perda de competitividade dos sectores produtivos predominantes em termos nacionais e nas NUTs em análise. Concretamente, entre 1996 e 2005, o emprego por conta de outrem da NUT II Norte perdeu posição relativa no emprego do país (-1,4%), devido sobretudo à quebra em termos absolutos do emprego no sector secundário nas NUTs do Grande Porto e Ave, não compensada pelo crescimento do emprego no sector terciário.
Fruto de dinâmicas diferenciadas, a insipiência da industrialização e da terciarização no Minho-Lima e uma menor dependência do sector secundário na NUT III Cávado, os resultados destas unidades territoriais foram ligeiramente melhores, mas não particularmente auspiciosos.
Estando em causa uma profunda reestruturação produtiva do país e de cada uma das suas parcelas territoriais, como suporte de um tecido produtivo menos dependente de salários baixos e de produção sub-contratada de produtos relativamente banais, poder-se-ia assumir a necessidade do país dispor de uma mão-de-obra mais qualificada. Que se passava então nesta vertente?
A mesma fonte estatística (Quadros de Pessoal, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social) indicava-nos, a esse respeito, que Portugal continuava em 2005 a registar indicadores muito menos favoráveis que a maioria dos países da União Europeia em matéria de formação dos seus recursos humanos. A evolução entre 2000 e 2005 foi, todavia, positiva. Com efeito, desceu de modo significativo (-9,5%, em média, no país e nas unidades territoriais em referência) o peso dos trabalhadores com habilitação igual ou inferior ao 1º ciclo (apesar de, em 2005, representar ainda cerca de ¼ dos trabalhadores), subindo o peso dos trabalhadores com qualificação mais elevada, em particular, os habilitados com ensino secundário e superior.
Assim, o peso dos trabalhadores, nas NUTs III em estudo, com os 2º e 3º ciclos de formação académica era superior ao observado, em média, no país. O contrário sucedia com os trabalhadores com ensino secundário e superior. Importa, no entanto, não esquecer o défice geral de qualificação dos recursos humanos de Portugal, antes referido.
Tudo considerado, estes indicadores são bem elucidativos do caminho que importa percorrer para construir no país e nestes territórios um tecido produtivo que, sendo qualificado e internacionalmente competitivo, possa ser gerador de emprego e portador de nova esperança para as suas populações.
J. Cadima Ribeiro
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(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")
Nota: o texto que aqui se divulga é uma adaptação da versão pubicada no jornal referenciado

sábado, maio 03, 2008

Clima económico

"Resumo:
O indicador de clima económico recuperou ligeiramente nos dois últimos meses. O comportamento observado em Abril nos sectores foi heterogéneo, registando-se uma recuperação dos indicadores de confiança nos Serviços e na Construção e Obras Públicas e uma deterioração na Indústria Transformadora e no Comércio.
Em Abril, o indicador de confiança dos Consumidores aumentou, interrompendo a tendência descendente iniciada em Novembro de 2006, após ter registado o mínimo desde Junho de 2003."

quinta-feira, maio 01, 2008

Bons contabilistas públicos?

Prefiro o autêntico D. Sebastião, o que vai de Bandarra, antes de D. Sebastião nascer, ao Padre António Vieira, depois de D. Sebastião não morrer
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(título de mensagem, datada de 08/05/01, disponível em Sobre o tempo que passa)

quarta-feira, abril 30, 2008

Genuine confidence is what launches you out of bed in the morning

"The kind of commitment I find among the best performers across virtually every field is a single-minded passion for what they do, an unwavering desire for excellence in the way they think and the way they work. Genuine confidence is what launches you out of bed in the morning, and through your day with a spring in your step."

Jim Collins

(citação extraída de SBANC Newsletter, April 29, Issue 517-2008, http://www.sbaer.uca.edu/)
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Comentário: podia ser uma apreciação à falta de lucidez como as políticas económicas e sociais vêem sendo conduzidas em Portugal nos últimos (já muitos) anos.

segunda-feira, abril 28, 2008

sábado, abril 26, 2008

Manuela Ferreira Quê?

Nos últimos meses instalou-se em Portugal num clima de grande desânimo e descrédito. Sendo este um estado de alma profundamente funesto do ponto de vista da mobilização social e da dinâmica económica, permitimos todos que se instalasse e, pior que isso, assentou nisso a linha de força do discurso que o governo, em geral, e certos ministros, em particular, entenderam veicular aos portugueses.
Entende-se que essa estratégia possa fazer sentido enquanto o que importa sublinhar é a herança de ineficiência e ausência de visão do governo cessante. Entende-se pior quando o que passa a estar em causa é o sucesso das políticas do próprio governo em funções, e precebe-se menos, ainda, quando o que o discurso político acaba por veicular são iniciativas de gestão económica pública profundamente erradas, ultrapassadas na concepção que fazem do funcionamento dos mecanismos económicos e, além do mais, inconsistentes.
Embora, como digo, seja esse um sinal distintivo do discurso do governo do Dr. Durão Barroso, no seu todo, a nota mais negativa tem que ser atribuída à sua ministra das finanças, a quem escaparam coisas tão óbvias como a ideia que para cobrar mais receita fiscal é necessário que a actividade económica cresça de forma sustentada, e que o investidor não é mobilitado pela ideia de que ao fundo da estrada não deve esperar mais do que o precipício. Diferentemente, a subida das taxas de fiscalidade só pode gerar a retracção da receita, do mesmo modo que a retracção do investimento público não só acaba por afectar seriamente os sectores económicos implicados por essa despesa, gerando um efeito de retracção económica geral, como hipoteca o crescimento a prazo do país, ao não concretizar projectos essenciais para a modernização da infraestrutura geral.
Perante dados tão óbvios, surpreende-me a cumplicidade dos fazedores de opinião e da comunicação social, em geral, com esta visão das coisas e estas propostas de gestão da economia. Surpreende-me tanto mais quanto se pretende passar a mensagem de que o que está em causa é rigor e seriedade na condução dos assuntos do país, porventura confundindo discurso agreste e convencimento pessoal com capacidade técnica e eficiência.
Num registo mais benévolo, pode-se admitir que o que subjaz à mencionada complacência, senão cumplicidade, será a perspectiva de que já não faltará muito para que um tal discusso se desmorone, por si, face à iminência da divulgação dos primeiros resultados de avaliação das políticas. Mas, pergunto, a que custos presentes e futuros? Não faria mais sentido prevenir o erro que ajustar a trajectória aposteriori? Afinal qual é o conceito de cidadania que cultivamos?
Estas são as questões que se me oferecem face ao estado de passividade que vejo instaurar-se na sociedade portuguesa. São, por outro lado, como bem se percebe, a expressão escrita de um grito de revolta.
J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião, datado de 08 de Dezembro de 2002, pubicado na ocasião no Diário do Minho)

sexta-feira, abril 25, 2008

terça-feira, abril 22, 2008

Conjuntura económica em Espanha e medidas de combate à desaceleração

A economia portuguesa é hoje mais dependente da economia espanhola do que há dez anos. As exportações portuguesas para Espanha neste período passaram de representar aproximadamente 10% do total para perto de 30% das vendas agregadas ao exterior. O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) espanhol em Portugal tem ganho posições, especialmente em alguns sectores, sendo Espanha, neste momento, o terceiro maior investidor em Portugal. Ademais, as empresas portuguesas, especialmente as que operam no sector comercial, começam a ser bem sucedidas na abordagem do mercado espanhol, o que faz com que muitas delas tenham ambiciosos planos de expansão no país vizinho. Este contexto de interdependência implica que o acompanhamento da conjuntura da economia espanhola seja fundamental para ajudar a entender certos fenómenos de carácter económico e, inclusivamente, social em Portugal.
A desaceleração económica, originada em grande medida na crise financeira dos Estados Unidos, está a estender-se rapidamente nas economias mais avançadas. Neste momento, os efeitos do abrandamento são muito evidentes na economia espanhola, dado que a maioria dos indicadores de actividade e consumo apresentam importantes quebras em termos inter-anuais. A economia americana e a espanhola partilharam durante os primeiros anos desta década algumas tendências em termos de actividade económica, que acabaram por estar na origem da crise financeira na primeira delas. O paralelismo mais evidente está relacionado com a grande expansão do sector imobiliário, impulsionada pela forte procura de habitação, que resultou num acelerado incremento dos preços e na intensa revalorização deste tipo de activos. Outro tem a ver com a considerável expansão do crédito hipotecário, especialmente às famílias, não só para a compra de primeira habitação, mas também para a compra de segundas habitações e para satisfazer a procura especulativa sobre este tipo de activos. O outro aspecto convergente entre ambas as economias é a acentuação da dependência do financiamento externo, que tem a sua expressão mais notável no significativo défice da balança por conta corrente.
Apesar destas coincidências no diagnóstico, existem algumas circunstâncias que fazem com que a economia espanhola tenha uma maior capacidade de resposta num cenário de desaceleração como o actual. Em primeiro lugar, a existência de um sistema bancário eficiente, solvente, com reduzidos indicadores de morosidade e elevados volumes de recursos consignados em provisões, que se tem internacionalizado com grande sucesso, tanto em mercados em desenvolvimento como em mercados maduros. Em segundo lugar, a disponibilidade de um superavit crescente nas finanças públicas, que permite que o governo, em caso de necessidade, possa utilizar os recursos acumulados para estimular a procura, bem mediante a expansão ou a antecipação do investimento público ou através da redução ou devolução de determinados tipos de impostos.
O abrandamento da actividade económica em Espanha será muito mais rápido do que inicialmente previsto. O governo previu uma taxa de crescimento do PIB para 2008 de 3,1% (3,8% em 2007), ainda que nas últimas semanas o Ministério de Economia tem admitido que a taxa estimada pelo Banco de Espanha, de 2,4%, reflecte melhor a evolução da economia desde início do ano. De acordo com os dados do FMI, ambas as taxas são extremamente optimistas, dado que as suas previsões mais recentes apontam para uma variação relativa do PIB espanhol de apenas 1,8% em 2008.
Neste contexto de intensa desaceleração económica, a utilização dos fundos públicos acumulados emerge como uma solução adequada, no curto prazo, para travar a queda da procura e evitar a destruição massiva de emprego. O novo governo que tomou posse há escassos dias, após as eleições de início de Março, já apresentou um plano de intervenção económica para combater os efeitos da crise no sector imobiliário e das turbulências financeiras internacionais. O pacote previsto inclui 11 medidas (6 destinadas exclusivamente ao sector imobiliário) e prevê-se que tenha um impacto de 24.200 milhões de euros em dois anos (10.800 milhões em 2008). As medidas com efeitos directos sobre as famílias são o prolongamento gratuito dos prazos das hipotecas, a dedução linear de 400 euros no IRS, tanto para trabalhadores por conta de outrem como para trabalhadores por conta própria, que afectará cerca de dezasseis milhões e meio de contribuintes, e a eliminação do imposto de património, que favorecerá um milhão de contribuintes, aproximadamente. Outras medidas que merecem especial destaque são a antecipação da licitação de obras públicas e a devolução mensal do IVA às empresas.
A gravidade dos dados de conjuntura sugere que o plano de intervenção proposto pode ser insuficiente. As medidas anunciadas devem ser entendidas como uma intervenção de carácter urgente e pontual. As políticas de carácter estrutural destinadas a melhorar a eficiência da economia devem ser uma prioridade do governo durante a legislatura que agora se inicia. A modernização e a diversificação económica, o investimento em capital humano e tecnológico, o crescimento da produtividade e a redução do défice externo são aspectos que devem estar na agenda política ao longo dos próximos quatro anos.
O governo português deve prestar especial atenção à evolução económica do seu vizinho. A redução da actividade económica irá, certamente, afectar as exportações portuguesas com destino a Espanha e condicionar os fluxos recíprocos de IDE, mas terá, muito provavelmente, fortes implicações sobre outros âmbitos menos explícitos. Os fenómenos recentes de exportação de mão-de-obra, de importação de inflação e de desvio de procura são manifestações reais, sem expressão estatística, da crescente interdependência das duas economias, que merecem um acompanhamento mais efectivo por parte dos responsáveis de política económica em Portugal.
FRANCISCO CARBALLO-CRUZ
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

sábado, abril 19, 2008

Setting financial goals

"Before you can really start setting financial goals, you need to determine where you stand financially."

David Bach

(citação extraída de SBANC Newsletter, April 15, Issue 515 - 2008,

sexta-feira, abril 18, 2008

terça-feira, abril 15, 2008

segunda-feira, abril 14, 2008

sexta-feira, abril 11, 2008

FMI enerva governo

"Para Espanha seguem 28,3% das exportações nacionais. E as previsões do FMI, ontem divulgadas, para o primeiro cliente português são decepcionantes. Em 2008 o consumo dos espanhóis cai quase 40% e, pela primeira vez na recente história económica do país vizinho, o investimento - principalmente na habitação, o que afectará os emigrantes portugueses - vai cair até ao fim de 2009.
O investimento alemão deverá abrandar para metade e a estimativa para os gastos das famílias francesas e italianas são também objecto de fortes correcções em baixa. Em suma, o consumo na área euro - para onde é escoado cerca de 75% das vendas nacionais - deverá registar na queda em 2008 e 2009 e o investimento deverá cair 60%."

(extracto de notícia, datada de 08/04/10 e intitulada "FMI enerva Governo ao prever economia mais fraca", publicada pelo Diário Notícias)
-
Comentário: chato, chato, segundo o ministro das finanças, é se a confiança dos consumidores (que, como bem se sabe, é uma variável exógena) se mantiver em baixa ou baixa, uma vez que é dificil cair mais.

terça-feira, abril 08, 2008

A dinâmica económica estrutural recente do Minho

O Minho tem uma estrutura produtiva caracterizada pela forte presença de sectores produtores de bens transaccionáveis, muito sensíveis à concorrência dos novos países emergentes. A especialização em sectores que experimentam forte processo de ajustamento estrutural tem sido a principal causa do fraco desempenho do emprego nos últimos anos.
No entanto, os serviços, nomeadamente os serviços de apoio às empresas, a prestação de cuidados de saúde e a acção social apresentam dinâmicas positivas, embora insuficientes para absorverem a mão-de-obra libertada pelos sectores tradicionais. A importância das actividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D) mantém-se também inferior à média nacional, quer em termos do peso relativo do investimento no produto, quer em termos dos recursos humanos afectos a esta actividade. Assim sucede ainda que no Cávado e no Ave se observem novas dinâmicas, associadas à presença da Universidade do Minho.
Para a leitura da dinâmica económica do Minho acabada de fazer concorrem, por um lado, alguns dados conhecidos sobre a evolução do desemprego, das exportações e do investimento em I&D e, por outro lado, a análise da evolução da actividade económica das NUT III Minho-Lima, Cávado e Ave realizada com o recurso à “análise das componentes de variação” ou shift-share, na designação inglesa.
Esta técnica decompõe o crescimento de uma dada variável (o emprego, por exemplo) em factores distintos que possam influenciar o seu comportamento. Estes factores ou componentes pretendem captar o efeito da dinâmica macroeconómica global, da composição sectorial da região (componente estrutural) e, ainda, o efeito de outros factores específicos da região (componente regional ou diferencial) no crescimento desta.
A componente nacional representa o crescimento que a região teria se tivesse a mesma variação observada a nível nacional. No entanto, é de esperar que só por coincidência a estrutura económica regional seja idêntica à nacional. É baseado neste facto que se inclui a chamada componente estrutural. Como, adicionalmente, nada garante que o crescimento de cada sector ou actividade a nível regional seja idêntico ao observado a nível nacional, importa que essa diferença seja igualmente sublinhada. A componente regional ou concorrencial capta precisamente esta diferença, isto é, mede o desvio do crescimento regional relativamente aquilo que era esperado caso cada sector se tivesse comportado do mesmo modo que a nível nacional. Se esta componente é positiva, o modelo aponta para a existência de vantagens comparativas regionais (por exemplo, melhores infra-estruturas ou maior produtividade do trabalho), que favorecem crescimentos sectoriais regionais mais elevados.
A análise das componentes de variação foi aqui realizada para dois períodos temporais distintos (1996-2000 e 2001-2005), utilizando dados referentes ao emprego não público por conta de outrem, nos sectores secundário e terciário.
Os resultados alcançados permitem concluir que a componente estrutural em ambos os sub-períodos e para todas as NUT III em análise foi negativa (em razão de dificuldades decorrentes do perfil de especialização) [Tabelas 1 e 2]. Por sua vez, a componente regional apresentou um comportamento favorável, com a excepção do Cávado, no primeiro período, circunstância essa que indicia alguma inconsistência competitiva.
[Tabelas 1 e 2]*
Em maior detalhe, comparando as três sub-regiões, verificamos que há diferenças significativas na dinâmica do emprego entre elas. Em termos de crescimento médio anual efectivo do emprego por conta de outrem, apenas a NUT do Minho-Lima observou um crescimento superior à média nacional em ambos os períodos. O desempenho negativo da componente estrutural em todas as NUT, por sua vez, demonstra uma forte dependência de sectores que estão em contracção do emprego a nível nacional. No entanto, os dados evidenciados em termos da componente regional (positiva, com a excepção já sublinhada da NUT Cávado, no primeiro período) revelam que as empresas locais tendem a perder menos emprego que as congéneres, do mesmo sector, localizadas noutras regiões do país.
Estes dados são significativos e têm óbvia utilidade para fins de planeamento, assim as entidades públicas locais e nacionais os queiram considerar, já que constatar situações pouco releva se não existir vontade de actuar sobre elas, corrigindo problemas e potenciando recursos e capacidades dos territórios.
J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião a publicar em próxima edição do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

* não reproduzidas, por razões técnicas

segunda-feira, abril 07, 2008

1.º Congresso de Economia da Euro-região Galiza & Norte de Portugal

1.º Congresso de Economia da Euro-região Galiza & Norte de Portugal / Construindo em Cooperação
Temos o gosto de trazer ao seu conhecimento que se irá realizar nos próximos dias 25 e 26 de Setembro, na cidade de Vigo, o evento em ref.ª, o qual tem como organizador principal o recém-criado Conselho Galego de Economistas, órgão de cúpula que congrega os Colégios Territoriais de Pontevedra, Lugo, Ourense e Corunha, do Conselho Geral de Economistas de Espanha.
[...]
Pense em participar no evento que lhe estamos a anunciar e, para já, informe-se com mais detalhe sobre o mesmo no site
*
(extractos de mensagem de correio electrónico, de divulgação do evento em epígrafe, recebida, proveniente de drn@ordemeconomistas.pt)

sexta-feira, abril 04, 2008

segunda-feira, março 31, 2008

Número de desempregados com diplomas do ensino superior

RTP Noticias
Ensino Superior: Número de licenciados sem emprego idêntico desde há cinco anos - Mariano Gago:
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=336345&visual=26&tm=Economia
*
(cortesia de Nuno Soares da Silva)
-
Comentário: é interessante como o tom do discurso do ministro oscila entre o trágico e o optimista, consoante a mensagem que se quer passar e quem se quer visar; sugiro que lhe seja atribuída a tutela da propaganda. Fará melhor papel que Sócrates ou o seu ministro da dita, Augusto Santos Silva.

sexta-feira, março 28, 2008

"Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa"

«Subject: Mário Crespo
Mário Crespo
Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes. Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que José Sócrates anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se vai transformando. Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que propriedade pública transite directamente para o sector privado sem passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e espoliadores em que Portugal se tornou. Não precisamos de nada disso. Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos "assim" como aqueles que temos já não há "nem na Europa nem em África". Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam.
Voei uma vez num jacto executivo. Em 1984 andei num avião presidencial em Moçambique. Samora Machel, em cuja capital se morria à fome, tinha, também, uma paixão por jactos privados que acabaria por lhe ser fatal. Quando morreu a bordo de um deles tinha três na sua frota. Um quadrimotor Ilyushin 62 de longo curso, versão presidencial, o malogrado Antonov-6, e um lindíssimo bimotor a jacto British Aerospace 800B, novinho em folha. Tive a sorte de ter sido nesse que voei com o então Ministro dos Estrangeiros Jaime Gama numa viagem entre Maputo e Cabora Bassa. Era uma aeronave fantástica. Um terço da cabina era uma magnífica casa de banho. O resto era de um requinte de decoração notável. Por exemplo, havia um pequeno armário onde se metia um assistente de bordo magro, muito esguio que, num prodígio de contorcionismo, fez surgir durante o voo minúsculos banquetes de tapas variadíssimas, com sandes de beluga e rolinhos de salmão fumado que deglutimos entre golinhos de Clicquot Ponsardin. Depois de nos mimar, como por magia, desaparecia no seu armário. Na altura fiz uma reportagem em que descrevi aquele luxo como "obsceno". Fiz nesse trabalho a comparação com Portugal, que estava numa craveira de desenvolvimento totalmente diferente da de Moçambique, e não tinha jactos executivos do Estado para servir governantes.
Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência. O Presidente da República inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias deSamora Machel. Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão. Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares. Há governantes de países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter.
Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air France. Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do Mundo. É só falta de bom senso. E não venham com a história que é mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo. Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não temos dinheiro.
Mário Crespo, escreve à 2ªf no JN»
*
(reprodução de texto de Mário Crespo, publicado no JN, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reencaminhado por Nuno Soares da Silva)

terça-feira, março 25, 2008

Estratégias de articulação e organização territorial para a região Norte

A competitividade territorial é actualmente um objectivo político de primeira ordem. A construção de um território económico competitivo implica assumir a dialéctica que resulta da confrontação entre o global e o local. Neste contexto, a forma de organização do território revela-se como um elemento de uma importância capital. A visão do território como um contentor de recursos desarticulados está actualmente desactualizada. O entendimento do espaço como uma componente neutral, com funções de suporte, não responde aos desafios da racionalidade competitiva dominante. Presentemente, o território assume-se como um factor de competitividade de grande relevância, pelas vantagens em termos de disponibilidade de recursos e de redução de custos que pode chegar a induzir. Obviamente, a dimensão dessas vantagens dependerá, em grande medida, da forma de organização territorial e, sobretudo, da adaptabilidade da estrutura resultante às necessidades internas e às exigências da competição externa.
O modelo territorial da região Norte deve, neste sentido, ser objecto de uma re-configuração, destinada a conseguir uma estrutura mais flexível e adaptativa, que permita uma aproximação directa aos recursos e serviços e uma redução dos custos externos, de acesso e mobilidade e, inclusivamente, de gestão dos serviços comuns. O sistema de planeamento e organização do território que dominou durante décadas as intervenções de política pública e que se construiu à volta do grande centro polarizador, o Porto, contribuiu para a intensificação das assimetrias espaciais, ao retro-alimentar as dinâmicas polarizadoras associadas aos intensos desequilíbrios em termos de dimensão urbana.
Actualmente o território da região Norte caracteriza-se, do ponto de vista espacial, pela existência de seis tipos de áreas: i) a Área Metropolitana do Porto (AMP), que tem o seu centro na cidade do Porto, e que é um espaço predominantemente urbano onde se constatam intensas relações de interdependência funcional interna; ii) uma malha urbano-industrial descontínua, que circunda a referida área metropolitana e que está integrada por cidades de pequena e média dimensão, com algumas funções terciárias, e por contínuos rururbanos, sem funções claramente definidas; iii) uma área de consolidação urbana, a nordeste da área metropolitana do Porto, com dinâmicas territoriais, produtivas e de prestação de serviços tendencialmente autónomas, constituída pelo quadrilátero formado pelas cidades de Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos; iv) os centros polarizadores, que emergem isolados e desarticulados em locais distantes das áreas urbanas enunciadas (nomeadamente no interior Transmontano), e que polarizam os territórios envolventes, atraindo as funções mais qualificadas e o emprego não agrário; v) as áreas de intermediação, onde prevalecem os conflitos no uso dos solos, a escassa dotação de infra-estruturas básicas e os espaços urbanos fragmentados e desqualificados; e, v) as áreas rurais, caracterizadas por uma estrutura económica frágil, cada vez mais dependente das transferências do Estado, pelos baixos níveis de prestação de serviços e pelas dificuldades de articulação com os centros urbanos mais próximos.
A multiplicidade tipológica das áreas definidas e a variedade dos espaços com características urbanas delimitados evidenciam a desadequação das políticas territoriais tradicionalmente implementadas, assentes num paradigma monocêntrico, promovido, em parte, pelo modelo político-administrativo vigente e a desconcentração de competências ao nível territorial, que, paradoxalmente, reproduz o modelo nacional e origina centralização à escala regional. Essas políticas territoriais, que promovem as dinâmicas e vínculos centrípetos e subalternizam os territórios externos ao centro, são manifestamente inapropriadas em contextos espaciais com múltiplas dinâmicas urbanas funcionalmente independentes. A necessária re-configuração territorial deve basear-se, consequentemente, num policentrismo adaptado, assumindo um conceito de centro mais vasto, retirando-lhe parte do seu conteúdo geográfico e potenciando o seu significado funcional. Esse modelo policêntrico deve definir-se, pelo menos parcialmente, por oposição aos modelos monocêntrico e difuso, dado que o primeiro estabelece uma hierarquia espacial muito rígida, que abafa as dinâmicas alheias ao centro dominante, e o segundo assume tacitamente a ausência de hierarquia espacial, reduzindo as vantagens derivadas da diferenciação dos territórios.
As estratégias territoriais para a região Norte devem combinar a coesão e a competitividade territorial. A implementação dessas estratégias implica assumir o diagnóstico anterior e definir, consequentemente, áreas funcionais consistentes em termos de dimensão, conectividade, actividade económica e atractividade, e em termos de partilha institucional e de experiência no desenvolvimento de projectos comuns. A criação de estruturas organizativas nessas áreas funcionais, para a implementação de políticas e o desenvolvimento de projectos, seria um grande avanço para a consolidação de um modelo territorial de base policêntrica. Sem dúvida, este seria muito mais adequado para potenciar a competitividade territorial de espaços como o quadrilátero de desenvolvimento Braga-Guimarães-Famalicão-Barcelos, ao permitir a definição de objectivos e estratégias territoriais mais apropriados e ao garantir uma tomada de decisões mais descentralizada e autónoma.
FRANCISCO CARBALLO-CRUZ
*
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

sábado, março 22, 2008

IV Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional

IV SEMINARIO INTERNACIONAL SOBRE DESENVOLVIMENTO REGIONAL
IV INTERNATIONAL SEMINAR ON REGIONAL DEVELOPMENT
Santa Cruz do Sul - Rio Grande do Sul - BRASIL
UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - UNISC
22, 23 e 24 de Outubro de 2008

TEMA CENTRAL
GESTÃO TERRITORIAL E DESENVOLVIMENTO REGIONAL: A AGENDA POLÍTICA E DE PESQUISA
EIXOS TEMÁTICOS
1. Refletindo sobre a agenda de pesquisa em gestão territorial e desenvolvimento regional
2. Gestão territorial, conflitos ambientais e desenvolvimento
3. Gestão territorial e desenvolvimento urbano e regional: Exigências e obstáculos da governança multinível

Evento “A Internacional” Qualis CAPES - Comitê Planejamento Urbano e Regional/Demografia
Contatos: sidr4@unisc.br / marcos.ferreira@pq.cnpq.br
*
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico recebida 5ªfeira pp., proveniente de danielac@unisc.br)

terça-feira, março 18, 2008

"Galp quer ultrapassar BP em Espanha"

«Petrolífera quer continuar a crescer
Galp atenta a activos da Repsol quer ultrapassar a BP no 'ranking' espanhol.
A Galp está de olhos postos nos activos que a Repsol vai alienar no âmbito do seu novo plano estratégico para 2008-2012, com destaque para o Brasil e Bolívia. A garantia foi dada pelo presidente da petrolífera portuguesa, Ferreira de Oliveira, em entrevista a publicar hoje no jornal "Expansión". "Não significa que os vamos comprar, mas iremos estudá-los", refere o homem forte da Galp.
A aproximação entre as duas petrolíferas não é de agora. Há muito que a Repsol mantém conversações com o grupo nacional com vista a eventuais participações conjuntas em projectos de exploração e produção de petróleo em África e na América Latina. Fruto dessa estratégia é a recente entrada da Repsol no projecto de gás natural liquefeito, em Angola, juntamente com a Sonangol, Galp e Eni.
Ferreira de Oliveira deixa ainda claro que outra das suas prioridades é o crescimento na área do retalho em Espanha, onde actualmente regista vendas na ordem dos 2.500 milhões de euros. O alvo está definido: converter-se num dos três maiores distribuidores de combustíveis, atrás da Repsol e da Cepsa, que contam com 3.600 e 1.500 postos de abastecimento, respectivamente.
Com a compra da rede da Agip aos italianos da Eni, a Galp passa a deter 543 estações. O seu objectivo mais imediato é ultrapassar a BP que possui um pouco mais de 600 estações. "Apesar de não termos pressa em crescer, nem um plano definido, estaremos atentos a todas as oportunidades, tanto em crescimento orgânico, como de aquisições".
Ana Maria Gonçalves»
(notícia, datada de 18-03-2008 e intitulada "Galp quer ultrapassar BP em Espanha", publicada no Diário Económico)

sexta-feira, março 14, 2008

quarta-feira, março 12, 2008

Succeeding is not…

"Succeeding is not really a life experience that does that much good. Failing is a much more sobering and enlightening experience."

Michael Eisner

(citação extraída de SBANC Newsletter, March 11, Issue 509-2008, http://www.sbaer.uca.edu/)

terça-feira, março 11, 2008

Turismo no espaço rural e desenvolvimento local

Num dos trabalhos académicos que foram pioneiros em Portugal no tratamento da temática do Turismo no Espaço Rural (TER), escrevia eu em Outubro de 1991 que era usual esperar-se do desenvolvimento desta actividade contributos em termos de: i) redução de excedentes (agrícolas) de produção; ii) retenção da população rural; iii) incremento do rendimento das famílias rurais; iv) obtenção de uma economia mais diversificada; e v) protecção do meio rural.
Alguns destes contributos antecipados mereceriam tratamento mais detalhado. Deixemos essa análise para futura oportunidade para, sumariamente, nos concentrarmos no enunciado das dificuldades que subsistem. Antes, porém, talvez valha a pena voltar ao estudo de há 17 anos para reter duas das suas conclusões: uma primeira que sublinhava “a redescoberta operada ao longo das décadas mais recentes da atracção pela natureza por parte das populações citadinas”; e uma segunda onde se enunciava “a confirmação da existência de potencialidades a aproveitar e de um mercado que se vem alargando”.
Que o turismo é hoje em dia um dos sectores que mais forte impulso vem dando ao crescimento económico em muitos lugares, da Europa ao Norte de África, do Sudeste Asiático à América do Sul e Central, disso não restam dúvidas. Entretanto, ao mesmo tempo que movimenta anualmente milhões de pessoas e de euros, o turismo surge, amiúde, como fortemente delapidador de recursos naturais e de património e identidade dos territórios.
Pela sua natureza de produto ligado à valorização económica de patrimónios culturais, arquitectónicos e paisagístico-ambientais, o TER tem que tomar particular cuidado com a preservação dos recursos que lhe dão o seu potencial. Dito de outro modo, no turismo existe um paradoxo que é necessário levar em devida conta: quanto mais atractivo é um produto e um destino turístico maior é a probabilidade de sofrerem impactes negativos pela respectiva excessiva exploração. Isto que é válido para qualquer manifestação do fenómeno turístico, é-o ainda mais para o produto turístico aqui em análise.
Em Portugal, o Turismo no Espaço Rural surgiu em termos experimentais no ano de 1979, em dois ou três locais, ente os quais Ponte de Lima. Foi regulado em 1986 através do Decreto-Lei n.º 256/86, de 27 de Agosto. As modalidades que passaram então a compor o TER eram: o Turismo de Habitação; o Turismo Rural e o Agroturismo. Mais tarde, a estas modalidades vieram juntar-se as Casas de Campo e os Hotéis Rurais.
O recente desenvolvimento deste produto encontra explicação na necessidade de retorno a vivências mais naturais, mais humanizadas das populações urbanas, assim como na procura de recreação e lazer por parte daquelas. O primeiro problema é que, nesta nova definição da função do espaço rural, as actividades agrárias quase não cabem, e essa é uma dimensão essencial para preservar o ambiente, a paisagem típica e a identidade rural desses espaços. A incapacidade do sector agrícola de oferecer níveis de rendimento satisfatórios a quem dele vive, se, por um lado, leva a que as populações procurem fontes de rendimento complementares e/ou alternativas, como é o TER, representa, por outro lado, um enorme risco.
Ao disponibilizar alojamento em pequenas localidades, o TER permite que os turistas deixem de ser aí, necessariamente, turistas de passagem, mas o turista dificilmente abandonará tal estatuto se não encontrar nesses lugares outros produtos e serviços, como a gastronomia, o artesanato, as belezas naturais e manifestações culturais de diversa índole, incluindo as tradicionais. Ora estes recursos e serviços podem não existir ou não serem oferecidos de modo permanente. Se assim for, importa assegurar a oferta dos produtos e serviços que se revelem necessários para dar sustentabilidade à vocação turística do território por via da cooperação entre operadores turísticos ou entre estes e outras entidades, públicas e privadas.
As problemáticas antes enunciadas são apenas amostra da dificuldade do projecto de elevação de alguns espaços rurais a destinos turísticos; são amostra de dificuldades vividas por lugares bem próximos daqui. Se quisermos pôr nomes, podemos chamar-lhes Povoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Arcos de Valdevez, Paredes de Coura, Caminha, etc., para não mencionar já Ponte de Lima.
Seguindo Francisco Diniz (1999), são (eram) quatro as fraquezas maiores do turismo rural; a saber: i) ao turismo rural são afectadas funções anti-económicas, como a função de solidariedade e de protecção do património, ao invés da função de redistribuição de possíveis mais-valias económicas; ii) subsiste uma relativa indefinição das tendências do mercado; iii) persiste uma evidente inexistência de estruturas de suporte à comercialização e distribuição do produto; e, do mesmo modo, iv) é inquestionável a falta de profissionalismo de muitos dos operadores existentes (e dos actores que intervêm na promoção do produto).
Padecendo de todos esses males e dificuldades, porque alguns ainda persistem, o TER permanece mais promessa que realidade em termos de resultados em matéria de desenvolvimento local.
J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

domingo, março 09, 2008

Encomendas da indústria nacional em Janeiro pp.

As encomendas recebidas na indústria abrandam - Janeiro de 2008
"Em Janeiro de 2008, as novas encomendas recebidas pelas empresas industriais aumentaram 4,0% em termos homólogos, menos 2,4 pontos percentuais que no mês anterior. O crescimento em Janeiro reflecte andamentos díspares observados nos mercados nacional e externo. No primeiro, embora em desaceleração, continuou a observar-se uma taxa de crescimento relativamente elevada (8,9%) e no segundo registou-se uma variação negativa (-2,5%)."
*
(título e resumo de Destaque(s) do INE, datado(s) de 06 de Março de 2008, disponível em INE)

domingo, março 02, 2008

Revista Autor: nº 3, Março de 2008

«Assunto: Revista Autor - Março de 2008

Ano VIII - Número 3 - Março de 2008

EDITORIAL

Março de 2008
Editor

Temos o prazer de oferecer aos nossos leitores o terceiro número da Revista Autor no formato binacional. Para chegarmos a esse ponto foram necessários alguns meses de planejamento e estruturação, buscando sempre construir uma proposta que pudesse atender tanto aos gostos brasileiros quanto portugueses e, por que não, do resto do mundo lusófono. Aos poucos, e com o apoio de excelentes colunistas e convidados, temos expandido nossos focos de análises de forma a dar conta desse novo desafio que nos colocamos.
[...]
© 2000-2008 Revista Autor
www.revistaautor.com »
*
(extracto de mensagem de correio electrónico, encaminhando a revista electrónica referenciada, recebida nesta data)

sábado, março 01, 2008

"Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo..."

«Assunto: Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo...
[...]
Professora universitária, militante do PS
1.
Não sou certamente a única socialista descontente com os tempos que vivemos e com o actual governo. Não pertenço a qualquer estrutura nacional e, na secção em que estou inscrita, não reconheço competência à sua presidência para aí debater, discutir, reflectir, apresentar propostas. Seria um mero ritual.
Em política não há divórcios. Há afastamentos. Não me revejo neste partido calado e reverente que não tem, segundo os jornais, uma única pergunta a fazer ao secretário-geral na última comissão política. Uma parte dos seus actuais dirigentes são tão socialistas como qualquer neoliberal; outra parte outrora ocupada com o debate político e com a acção, ficou esmagada por mais de um milhão de votos nas últimas presidenciais e, sem saber que fazer com tal abundância, continuou na sua individualidade privilegiada. Outra parte, enfim, recebendo mais ou menos migalhas do poder, sente que ganhou uma maioria absoluta e considera, portanto, que só tem que ouvir os cidadãos (perdão, os eleitores ou os consumidores, como queiram) no final do mandato.
Umas raríssimas vozes (raras, mesmo) vão ocasionando críticas ocasionais.
2.
Para resolver o défice das contas públicas teria sido necessário adoptar as políticas económicas e sociais e a atitude governativa fechada e arrogante que temos vivido? Teria sido necessário pôr os professores de joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que aconteceu com os "titulares" e "não titulares", uma nova casta que ainda não tinha sido inventada até hoje. E premiar "o melhor" professor ou professora? Não é verdade que "ninguém é professor sozinho" e que são necessárias equipas de docentes coesas e competentes, com metas claras, com estratégias bem definidas para alcançar o sucesso (a saber, a aprendizagem efectiva dos alunos)?
Teria sido necessário aumentar as diferenças entre ricos e pobres? Criar mais desemprego? Enviar a GNR contra grevistas no seu direito constitucional? Penalizar as pequenas reformas com impostos? Criar tanto desacerto na justiça? Confirmar aqueles velhos mitos de que "quem paga é sempre o mais pequeno"? Continuar a ser preciso "apanhar" uma consulta e, não, "marcar" uma consulta? Ouvir o senhor ministro das Finanças (os exemplos são tantos que é difícil escolher um, de um homem reservado, aliás) afirmar que "nós não entramos nesses jogos", sendo os tais "jogos" as negociações salariais e de condições de trabalho entre Governo e sindicatos. Um "jogo"? Pensava eu que era um mecanismo de regulação que fazia parte dos regimes democráticos.
[...]
5.
Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo, com o PS a substituir as políticas eventuais do PSD (que não sabe, por isso, para que lado se virar). Quanto mais circo, menos pão. Diante dos espectáculos oficiais bem orquestrados que a TV mostra, dos anúncios de um bem-estar sem fim que um dia virá (quanto sebastianismo!), apetece-me muitas vezes dizer: "Aqui há palhaços". E os palhaços somos nós. As únicas críticas sistemáticas às agressões quotidianas à liberdade de expressão são as do Gato Fedorento. Já agora, ficava tão bem a um governo do PS acabar com os abusos da EDP, empresa pública, que manda o "homem do alicate" cortar a luz se o cidadão se atrasa uns dias no seu pagamento, consumidor regular e cumpridor... Quando há avarias, nós cortamos-lhes o quê? Somos cidadãos castigados!
O país cansa! Os partidos são necessários à democracia mas temos que ser mais exigentes.
Movimentos cívicos...procuram-se (já há alguns, são precisos mais). As anedotas e brincadeiras com o "olhe que agora é perigoso criticar o primeiro-ministro" não me fazem rir. Pela liberdade muitos deram a vida. Pela liberdade muitos demos o nosso trabalho, a nossa vontade, o nosso entusiasmo. Com certeza somos muitos os que não gostamos de brincar com coisas tão sérias, sobretudo com um governo do Partido Socialista.»
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[reprodução parcial de mensagem, com origem em Maria P. A. Silva (maps@gmail.com), datada de hoje e com o título indicado em epígrafe, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico]

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Investimento da Tesco em Famalicão

«A Tesco vai investir dez milhões de euros na construção de uma nova unidade industrial em Ribeirão, no concelho de Famalicão, que entra em produção em Setembro deste ano. A empresa subsidiária da Honda vai criar 50 postos de trabalho. A multinacional japonesa de componentes para a indústria automóvel já está presente no mercado português desde 1993, com uma fábrica na Trofa, onde dá emprego a 250 pessoas.
[...]
De forma a serem conseguidas melhorias ambientais, a Tesco garante que vai utilizar tecnologia que permitirá reutilizar a água da chuva, filtros especiais de limpeza do ar dentro das instalações fabris e luz natural, que será usada sempre que possível de forma a diminuir o consumo energético. A nova unidade fica apenas a quatro quilómetros de distância da actual unidade da Trofa.
[...]
Basílio Horta afirmou esta semana que estão em curso negociações para a captação de investimento em vários sectores de actividade, entre os quais se inclui a área dos componentes para a indústria automóvel, uma das actividades que mais sofreu com a deslocalização recente de grandes multinacionais como a Johnson Controls, Lear e Alcoa.
A indústria de componentes para automóveis em Portugal é constituída entre 180 a 200 empresas, com um volume de facturação de 4,6 mil milhões de euros, contribuindo com 3% para o PIB, sendo que as exportações totalizam 80% desse valor, correspondendo a 3,7 mil milhões de euros, cerca de 7% das exportações nacionais. Os principais mercados são a Alemanha, Espanha e França. Esta indústria assegura, directamente 40 mil postos de trabalho (4% do emprego da indústria transformadora nacional).»
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(reprodução de extractos de notícia de 08/02/28 do Diário Notícias, intitulada "Japoneses da Tesco investem dez milhões em Famalicão")

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Dispersão territorial e planeamento

A teoria económica sugere que a localização da população e da actividade produtiva no território não deve ser totalmente deixada ao acaso. Isto é, a distribuição aleatória dos assentamentos é geradora de deseconomias e custos de graves repercussões sobre o bem-estar geral das populações. Os sistemas urbanos deveriam idealmente modelar-se com base na capacidade/incapacidade dos seus nós para gerar economias externas. Isto é, os assentamentos deveriam crescer e desenvolver-se enquanto têm capacidade para gerar as referidas economias e, no momento em que os custos de congestionamento começassem a aflorar, o crescimento deveria deslocar-se para um outro ponto do território onde surgissem de novo naturalmente. A lógica inerente a esta argumentação assenta no reforço do peso do urbano face ao rural, dado que o primeiro actua como catalisador das economias externas espaciais, pela sua configuração compacta, densa, multifuncional e complexa, a sua morfologia continua e a sua disponibilidade de capital físico e social. A modelação desse padrão ideal de crescimento dos sistemas de assentamentos não é possível sem um processo sistematizado de planeamento territorial à escala regional, que balize e ordene a expansão e reorganização da população e da actividade produtiva.
A falta de instrumentos de planeamento territorial a nível supra-municipal, durante décadas, em Portugal, facilitou o desenvolvimento de fenómenos espaciais indesejáveis pelas suas consequências económicas, paisagísticas, ambientais, etc. Um dos aspectos resultantes dessa falta de planeamento, no caso português, e mais concretamente, no caso do Minho, é a profunda dispersão da população. Nesta região a dispersão populacional não é um fenómeno novo. A predominância das actividades agrícolas e a necessidade associada de dispor de terras de cultivo reproduziu sistematicamente o modelo subjacente durante séculos. Contudo, a dispersão dos assentamentos tem-se intensificado nos últimos cinquenta anos (provavelmente com mais profusão nos últimos vinte e cinco), como consequência de vários processos e tendências de diferente relevância, alheios à ausência de políticas de ordenamento territorial, anteriormente enunciada.
Em primeiro lugar existe uma série de factores relacionados com a mobilidade que claramente intensificaram o processo de dispersão. De um lado, a possibilidade de dispor de um ou mais automóveis por lar e, por outro, a redução em termos reais, do preço dos combustíveis desde início da década de oitenta. A proliferação do automóvel configura um modelo de mobilidade que favorece a disseminação espacial e a permeabilidade em direcção a territórios não ocupados. Neste sentido convém destacar que, enquanto que o transporte público em geral, e o caminho-de-ferro em particular, tendem a gerar e reforçar nós, o transporte individual promove a ocupação massiva do território. A facilitação da mobilidade promovida pelo modelo preponderante incentivou o surgimento de edificações totalmente alheadas da lógica de crescimento dos núcleos rurais.
O segundo grupo de factores relaciona-se com o incremento da procura de habitação em locais não urbanos. Um primeiro determinante deste incremento da procura é a compra e construção de habitações, por parte de emigrantes Portugueses no exterior, bem por questões afectivas ou vinculadas a um potencial retorno ou bem como forma de investimento, aproveitando, no período pré-euro, a fortaleza das moedas nas que auferiam os seus rendimentos do trabalho. Um outro determinante da ocupação do solo em espaços não consolidados é a crescente procura de locais de residência (segunda) e de lazer (fim de semana) fora dos espaços urbanos congestionados. É importante referir que enquanto que a procura associada ao primeiro dos determinantes apontados está claramente em queda, a induzida pelo segundo continua a ser extremamente pujante em concelhos com boas ligações à rede rodoviária principal (por exemplo, Ponte de Lima). Existe ainda um terceiro factor que tem promovido a procura de solo e habitação em espaços desestruturados, o qual está vinculado ao surgimento de oportunidades de emprego em concelhos com uma oferta urbana pouco qualificada (por exemplo, Arcos de Valdevez).
O último grupo inclui os factores de oferta promotores de dispersão no território Minhoto. De um lado, o conhecido abandono das terras rurais. Os seus proprietários deixam de vê-las como um activo produtivo gerador de rendas e passam a vê-las como um activo especulativo susceptível de venda (para fins residenciais/industriais), expropriação (para a construção de infra-estruturas) ou aluguer (por exemplo, aos produtores de energia eólica). O resultado desta mudança de paradigma é a utilização cada vez mais residual das terras para usos agrários ou florestais. De outro lado, a oferta de solo urbanizado em espaços relativamente bem comunicados, disponível a um preço significativamente mais baixo que nos espaços urbanos densos. Este fenómeno surge, em grande medida, pelos incentivos que os autarcas das freguesias rurais têm para promover o crescimento da população residente, que resultam da perpetuação dos mecanismos de repartição financeira assentes em critérios demográficos.
No discurso teórico ortodoxo sobre o ordenamento do território existe uma preponderância das dimensões de diagnóstico face às de intervenção propriamente dita. Implicitamente assume-se que a intervenção em situações complexas não é possível ou que não faz sentido pelos magros resultados que se antecipam. Esta perspectiva é seguramente demasiado pessimista e provavelmente excessivamente descomprometida. É evidente que problemas como os da dispersão não são susceptíveis de uma correcção integral, mas a utilização dos mecanismos adequados pode contribuir para minimizar os seus impactos de modo significativo. A confrontação da teoria com o mundo real exige uma via de compromisso que permita introduzir certos elementos de planeamento, que reduzam as consequências indesejáveis da distribuição ad hoc da população e da actividade económica.
FRANCISCO CARBALLO-CRUZ
(artigo de opinião publicado na edição de ontem do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

terça-feira, fevereiro 26, 2008

"Entre 1995 e 2006, a RN foi a única região portuguesa a crescer claramente abaixo do ritmo médio da UE"

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(título de mensagem, datada de 08/02/26, disponível em A destreza das dúvidas)
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Comentário: um bom texto de análise económica, o de Manuel Herédia Cabral, que "aqui" se recupera; o artigo só peca por deixar de lado as questões político-institucionais e de liderança. É que, como uso dizer, o norte termina na Trofa, na margem esquerda do Rio Ave. Depois começa o Minho. Infelizmente, continua a haver muita gente com um papel decisivo na gestão do território que nem isto compreeendeu, ainda.

“Why are some Spanish regions so much more efficient than others?”

“This article investigates the main sources of heterogeneity in regional efficiency. We estimate a translog stochastic frontier production function in the analysis of Spanish regions in the period 1964-1996, to attempt to measure and explain changes in technical efficiency. Our results confirm that regional inefficiency is significantly and positively correlated with the ratio of public capital to private capital. The proportion of service industries in the private capital, the proportion of public capital devoted to transport infrastructures, the industrial specialization, and spatial spillovers from transport infrastructures in neighbouring regions significantly contributed to improve regional efficiency.”

Jaume Puig
Jaime Pinilla

Date: 2008-02
Keywords: Regional efficiency, Regional spillovers, Human capital, Public capital
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:upf:upfgen:1067&r=pbe

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

domingo, fevereiro 24, 2008

"Procura interna impulsiona economia"

"O dinamismo registado na procura interna esteve na base da aceleração do ritmo de crescimento no último trimestre do ano passado. Em destaque estiveram os investimentos nas áreas da construção e do material de transporte. Já a procura externa contribuiu de forma negativa, por via da quebra nas exportações.
A aceleração, no quarto trimestre do ano transacto, fez com que o crescimento económico do país se situasse em dois pontos percentuais. Quanto ao indicador da actividade económica, registou-se uma recuperação nos últimos três meses do exercício. Resta agora esperar que a diminuição das exportações não se acentue mais nos próximos meses."
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(reprodução integral de notícia do jornal Vida Económica, intitulada "Procura interna impulsiona economia" e datada de 08/02/22)

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

terça-feira, fevereiro 19, 2008

"Zona EURO: Crescimento do PIB será inferior a 2%"

«Erkki Liikanen, membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), afirmou ontem que o crescimento económico na Zona Euro não atingirá os 2% estimados para este ano pelo banco central. "O crescimento na Zona Euro ficará abaixo dos 2%" definidos pelo BCE em Dezembro, referiu o governador. As previsões mais actuais, divulgadas pelo FMI, apontam para uma taxa de crescimento de 1,6%.»
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(reprodução integral de notícia do Jornal Negócios, datada de 19-02-2008 e intitulada "Crescimento do PIB será inferior a 2%")

Os problemas económicos não se resolvem apenas com medidas económicas

"Quando a rotina esmaga a aventura, há sempre contas de somar que continuam contas de sumir e ninguém ainda nos explicou que os problemas económicos apenas se resolvem com medidas económicas, mas não apenas com medidas económicas..."
José Adelino Maltez
(extracto de mensagem, datada de 08/02/19 e intitulada "Um político nunca respeita a palavra dada, pois a posterior avaliação que o mesmo faça dos altos interesses do país lhe dá autorização para a revogar", disponível em Sobre o tempo que passa)

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Lusotopie XIV (2)

«Lusotopie XIV (2) est sorti/has been published/já saiu!

Sommaire et résumés trilingues (fr., port. angl.) :
Sumário e resumos trilingues (fr., port., ingl.) :
Contents and trilingual abstracts (fr., port. engl.): http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/sommaire.html
Détails dans le fichier attaché ci-joint
Mais informações no ficheiro anexo
More details in the attached document»
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(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, proveniente de
lusotopie-owner@cean.org, em nome de Chantal Chaussy)

domingo, fevereiro 17, 2008

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

14º Congresso da APDR

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR) vai organizar o seu 14ª Congresso Anual em Tomar, nos dias 4 e 5 de Julho de 2008 o qual, à semelhança do ocorrido em 2007, se conjuga com o 2º Congresso de Gestão e Conservação da Natureza. A iniciativa conta com o apoio científico e logístico do Departamento de Território, Arqueologia e Património da Escola Superior de Tecnologia de Tomar do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e reúne a colaboração de outras sociedades científicas como a Associação Portuguesa de Economia Agrária (APDEA) ou da Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais (SPER).

Tema
Desenvolvimento, Administração e Governança Local

Como reconhecemos crescentemente, o desenvolvimento dos territórios que compõem um país é um processo económico, social e político que está muito dependente da qualidade e “espessura” das instituições que estão no território e das quais se espera a assunção de uma importante parte da responsabilidade de concepção, implementação e avaliação das políticas de desenvolvimento, proporcionando condições de sustentabilidade económica, ambiental e financeira. É essa a temática principal que a APDR propõe para discussão em Tomar. Como é hábito nos Congressos da APDR, são também bem-vindas comunicações que se insiram em outras áreas do Desenvolvimento Regional ou Regional Science.

Local e Data
4 e 5 Julho de 2008

Departamento de Território, Arqueologia e Património da
Escola Superior de Tecnologia de Tomar (ESTT) do
Instituto Politécnico de Tomar (IPT).

Lista Provisória de Sessões Paralelas
1. Desenvolvimento, Administração e Governança Local
2. Cidades criativas, cultura e estratégia territorial
3. Economia pública local e desenvolvimento
4. Governança e desenvolvimento rural
5. Relações transfronteiriças, modelos de governança e desenvolvimento
6. Inovação, empreendorismo e território
7. Mobilidade urbana, transportes e desenvolvimento sustentável
8. A alta velocidade, o novo aeroporto e o desenvolvimento regional em Portugal
9. A gestão e conservação da natureza no contexto regional e local
10. Turismo, património e sustentabilidade local
11. Ordenamento do território, planeamento e políticas de solos em Portugal
12. A problemática dos territórios de baixa densidade
13. Recursos da Natureza e desenvolvimento
14. Métodos e indicadores regionais e locais

Prazos limite
Recepção das propostas de comunicação (abstracts): 14 de Março 2008
(A resposta sobre aceitação dos resumos será dada até 28 de Março de 2008)

Recepção de Comunicações: 30 de Maio de 2008
(A resposta sobre aceitação das comunicações será dada até 15 de Junho de 2008)

Tanto os resumos como as comunicações deverão sempre ser remetidos o mais cedo possível para que a Organização possa enviar a sua decisão aos autores antes dos prazos limite.

Especificação para resumos
Os resumos deverão ser enviados para apdr@mail.telepac.pt até 14 de Março de 2008.
Serão aceites resumos em qualquer uma das seguintes línguas: português, espanhol ou inglês.

O texto deverá ocupar uma página A4 em Times New Roman 12, espaçamento de 1 linha, com margens de 2.5 cm em baixo, cima e à direita e 3 cm à esquerda. Máximo de 40 linhas
Na página deverá figurar o primeiro e último nome do(s) autor(es), instituição e contacto do autor (ou autores).

As comunicações referentes a resumos aceites devem ser submetidas dentro dos prazos indicados. A aceitação do resumo não implica a aceitação da comunicação.

Contactos Secretariado

Rita Azevedo

APDR»
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(reprodução integral de apelo a comunicações recebido da entidade identificada)