Notícia Diário Económico
Cumprir a meta do défice em 2009 exigirá mais esforço:
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/1157721.html
(cortesia de Nuno Soares da Silva)
Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento
segunda-feira, agosto 25, 2008
International Trade Fair RENEXPO 08
«Caros Associados,
No próximo mês de Outubro, entre os dias 9 e 12, realizar-se-á a “RENEXPO® 2008 – International Trade Fair and Conference for Renewable Energies and Energy Efficient Building and Renovation”, em Augsburg.
Habitualmente dedicada às Energias Renováveis, este ano realça o tema da eficiência energética nos edifícios, com a organização da Conferência Greenbuilding, no dia 10 de Outubro, a assumir uma posição de relevo.
Adicionalmente, em Novembro, de 19 a 21, terá lugar em Bucareste, a 1.ª edição da “RENEXPO® South-East Europe 2008 – International Trade Fair and Conference for Renewable Energy and Energy Efficient Construction and Renovation”, dando especial destaque aos novos desafios que se colocam aos países desta região da Europa.
Para informação mais detalhada, sugerimos a consulta dos sites
No próximo mês de Outubro, entre os dias 9 e 12, realizar-se-á a “RENEXPO® 2008 – International Trade Fair and Conference for Renewable Energies and Energy Efficient Building and Renovation”, em Augsburg.
Habitualmente dedicada às Energias Renováveis, este ano realça o tema da eficiência energética nos edifícios, com a organização da Conferência Greenbuilding, no dia 10 de Outubro, a assumir uma posição de relevo.
Adicionalmente, em Novembro, de 19 a 21, terá lugar em Bucareste, a 1.ª edição da “RENEXPO® South-East Europe 2008 – International Trade Fair and Conference for Renewable Energy and Energy Efficient Construction and Renovation”, dando especial destaque aos novos desafios que se colocam aos países desta região da Europa.
Para informação mais detalhada, sugerimos a consulta dos sites
e
www.renexpo.com.
Com os melhores cumprimentos,
Rita Azevedo
*****************************************************
Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional
Praça D. Dinis - Colégio S. Jerónimo Apartado 3010
3001-401 COIMBRA
telf.: 239 836 068 / fax: 239 820 750
e-mail: apdr@mail.telepac.pt
web: www.apdr.pt»
+Com os melhores cumprimentos,
Rita Azevedo
*****************************************************
Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional
Praça D. Dinis - Colégio S. Jerónimo Apartado 3010
3001-401 COIMBRA
telf.: 239 836 068 / fax: 239 820 750
e-mail: apdr@mail.telepac.pt
web: www.apdr.pt»
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a proveniência identificada)
domingo, agosto 24, 2008
O ministro que se auto-intitulava de «fazedor de auto-estradas»
“Por esta auto-estrada acima”
(título de mensagem, datada de Domingo, 24 de Agosto de 2008, disponível em Planeamento Territorial)
(título de mensagem, datada de Domingo, 24 de Agosto de 2008, disponível em Planeamento Territorial)
Etiquetas:
Política de Transportes,
Políticas Públicas
sábado, agosto 23, 2008
«Caros associados,
Vimos por este meio divulgar duas Conferências de Economia, em Atenas, abaixo inidcadas.
Com os melhores cumprimentos,
Rita Azevedo
APDR
-
Dear Colleague,
I would like to invite you to the following International Conferences organized by the Athens Institute for Education and Research:
· 2nd international city break conference on business and economic research, 17-20 October 2008. Athens, Greece. Conference Website:
Vimos por este meio divulgar duas Conferências de Economia, em Atenas, abaixo inidcadas.
Com os melhores cumprimentos,
Rita Azevedo
APDR
-
Dear Colleague,
I would like to invite you to the following International Conferences organized by the Athens Institute for Education and Research:
· 2nd international city break conference on business and economic research, 17-20 October 2008. Athens, Greece. Conference Website:
http://www.atiner.gr/bec.htm
· 4th INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON ECONOMIC THEORY, POLICY AND APPLICATIONS 3-6 AUGUST 2009, ATHENS, GREECE. Person Responsible: Dr. John Roufagalas, Professor, Troy University, USA & Academic Member, ATINER. Conference Website:
· 4th INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON ECONOMIC THEORY, POLICY AND APPLICATIONS 3-6 AUGUST 2009, ATHENS, GREECE. Person Responsible: Dr. John Roufagalas, Professor, Troy University, USA & Academic Member, ATINER. Conference Website:
www.atiner.gr/docs/Economics.htm
Please distribute to your colleagues and graduate students.
Best Regards
*****************************************
Please distribute to your colleagues and graduate students.
Best Regards
*****************************************
Dr. Gregory T. Papanikos
Director, ATINER
8 Valaoritou Street, Kolonaki
10671 Athens, Greece
Tel.: + 30 210 3634210
Fax: + 30 210 3634209
Email: gtp@atiner.gr
URL: http://www.atiner.gr/»
*
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico datada de 08/08/20, com a proveniência identificada)
quarta-feira, agosto 20, 2008
Everyone experiences tough times
"Everyone experiences tough times, it is a measure of your determination and dedication how you deal with them and how you can come through them."
Lakshmi Mittal
(citação extraída de SBANC Newsletter, August 19, Issue 533-2008, http://www.sbaer.uca.edu)
Jornadas da Energia 2008
«Caros associados,
Vimos por este meio divulgar as Jornadas da Energia Cascais 2008, a 16 e 17 de Outubro -
Vimos por este meio divulgar as Jornadas da Energia Cascais 2008, a 16 e 17 de Outubro -
http://www.cascaisenergia.org/Default.aspx?ID=1489
Segue abaixo toda a informação.
Com os melhores cumprimentos,
Rita Azevedo
APDR
---
Exmos. Srs e Sras.
A Agência Cascais Energia encontra-se a organizar as Jornadas da Energia 2008, que irão decorrer nos dias 16 e 17 de Outubro no Centro de Congressos do Estoril em Cascais.
Neste evento decorrerá uma Conferência Internacional sobre Sustentabilidade Energética e simultaneamente actividades de educação ambiental para a população escolar do Concelho.
Também no Centro de Congressos do Estoril estará um espaço de exposição de empresas e entidades da área da energia.
Com os Melhores Cumprimentos,
Agência Cascais Energia.»
Segue abaixo toda a informação.
Com os melhores cumprimentos,
Rita Azevedo
APDR
---
Exmos. Srs e Sras.
A Agência Cascais Energia encontra-se a organizar as Jornadas da Energia 2008, que irão decorrer nos dias 16 e 17 de Outubro no Centro de Congressos do Estoril em Cascais.
Neste evento decorrerá uma Conferência Internacional sobre Sustentabilidade Energética e simultaneamente actividades de educação ambiental para a população escolar do Concelho.
Também no Centro de Congressos do Estoril estará um espaço de exposição de empresas e entidades da área da energia.
Com os Melhores Cumprimentos,
Agência Cascais Energia.»
*
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a proveniência identificada)
terça-feira, agosto 19, 2008
sábado, agosto 16, 2008
" No início de Setembro saberemos mais detalhes"
PIB resiste, inflação e desemprego com notas positivas
(título de mensagem, datada de 08/08/15, disponível em Economia & Finanças)
(título de mensagem, datada de 08/08/15, disponível em Economia & Finanças)
quinta-feira, agosto 14, 2008
Abrandamento da economia continua
"O abrandamento da economia continua a fazer-se sentir um pouco por todo o mundo em resultado da crise financeira internacional. Na Europa, depois da Dinamarca, ontem foi a vez de a Estónia entrar em recessão técnica. Mas o Reino Unido também está cada vez mais próximo desta realidade para a qual o próprio banco central ontem alertou. Hoje serão conhecidos os valores das economias europeias relativos ao segundo trimestre de 2008 e muito provavelmente a Europa irá registar o primeiro trimestre negativo desde que foi criado o euro. Para Portugal, vários analistas prevêem um crescimento de 0,4 por cento para o período, o que afastaria a economia nacional do cenário da recessão."
Sérgio Aníbal
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(excerto de notícia do Público de 08/08/14, intitulada "Recessão económica alastra e começa a instalar-se em vários países europeus")
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Conjuntura Económica
terça-feira, agosto 12, 2008
Volume de Negócios nos Serviços - Junho de 2008
INE: Destaques
Variação do Volume de Negócios nos Serviços continua negativa - Junho de 2008Resumo
Em Junho de 2008, o volume de negócios nos serviços registou uma taxa de variação homóloga nominal de-0,3%, idêntica à observada em Maio. A variação homóloga do volume de negócios no II trimestre de 2008 foi de 1,4% (3,1% no I trimestre).
O emprego, as remunerações e as horas trabalhadas aumentaram, em termos homólogos, 1,0%, 3,3% e 0,6%, respectivamente.
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(reprodução de resumo de Destaque(s) INE, de 08/08/11, disponível em INE)
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Conjuntura Económica
segunda-feira, agosto 11, 2008
Mudando de assunto: humor negro
A nova alcunha do Governo é 'LATINHA'...
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(título de mensagem, datada de Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008, disponível em MARGINAL ZAMBI)
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(título de mensagem, datada de Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008, disponível em MARGINAL ZAMBI)
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Curiosidades,
Expectativas dos Agentes Económicos
sexta-feira, agosto 08, 2008
quarta-feira, agosto 06, 2008
Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos
«Sessenta e cinco agrupamentos de territórios do Continente apresentaram ideias novas para a valorização económica do mundo rural, no âmbito da primeira fase das acções preparatórias do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE).
Os projectos mais bem classificados serão anunciados na sexta-feira pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional, mas as propostas já superaram as expectativas do Governo "tanto pelo número como pela qualidade e abrangência territorial dos projectos", realçou ao DN o secretário de Estado Rui Baleiras, assinalando ainda a "maturidade da maior parte das ideias", sobretudo tendo em conta que "o objectivo era obter um pequeno apoio financeiro para a elaboração de um projecto de candidatura ao PROVERE".
Rui Baleiras revelou que a segunda fase das acções preparatórias do PROVERE arrancará no início de 2009. data em que serão conhecidos os projectos majorados no âmbito dos apoios do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
A navegabilidade e a dinamização de actividades económicas em zonas fluviais e ribeirinhas, actividades empresariais relacionadas com o património histórico e projectos turísticos associados à exploração dos recursos endógenos constituem a maioria dos projectos candidatos. Mas, nesta primeira fase, surgiram ainda projectos para a utilização eficiente da energia em espaço rural e para a produção de produtos alimentares artesanais.
A região norte apresentou 20 propostas, o Centro 19, o Alentejo 18 e o Algarve 8. Lisboa e Vale do Tejo, por imperativos comunitários, já não podia beneficiar deste tipo de apoio, tendo alguns dos seus concelhos sido integrados na região do Alentejo.
À excepção do Algarve, cujo montante máximo de apoio, nesta fase, atinge os 50 mil euros, nas outras regiões o apoio poderá chegar a 60 mil euros.
As acções preparatórias são um incentivo para a elaboração dos projectos que, até Outubro, irão concorrer à certificação PROVERE. Apenas com esta certificação, os projectos seleccionados beneficiarão de privilégios no acesso aos fundos do QREN.
O PROVERE, que estimula projectos de desenvolvimento integrados e envolvendo vários parceiros, públicos e privados, destina-se a territórios com baixo potencial económico, excluindo por isso as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e as cidades de grande dimensão.»
PAULA SANCHEZ
(reprodução parcial de notícia do Diário de Notícias, intitulada "Ideias para valorizar mundo rural mobilizam 65 novos projectos", publicada em 08/08/06)
PAULA SANCHEZ
(reprodução parcial de notícia do Diário de Notícias, intitulada "Ideias para valorizar mundo rural mobilizam 65 novos projectos", publicada em 08/08/06)
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Políticas Públicas,
Territórios e Desenvolvimento
segunda-feira, agosto 04, 2008
Economia informal
Quanto do PIB escapa à economia formal?
(título de mensagem, datada de 08/08/04, disponível em Economia & Finanças)
(título de mensagem, datada de 08/08/04, disponível em Economia & Finanças)
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Evolução da Economia Portuguesa,
Informação
sábado, agosto 02, 2008
As apostas económicas a fazer por Leiria: a versão zero da resposta
Jornal de Leiria
Resposta às questões colocadas pela jornalista Raquel Silva, em 08/07/18
Resposta às questões colocadas pela jornalista Raquel Silva, em 08/07/18
P – O Jornal de Leiria está a preparar um trabalho para a próxima edição sobre as potencialidades do distrito, região Oeste e Ourém/Fátima em termos de novas áreas de actividade em que se pode/deve apostar, por contraponto ou em paralelo às mais tradicionais, bem como o investimento público necessário para acompanhar a iniciativa privada. Seria muito importante poder contar com a sua visão sobre o assunto. Assim, venho pedir-lhe que me envie a sua opinião sobre esta matéria.
R – No quadro de uma resposta tão breve como a visada, partindo da minha reflexão e vivência como técnico de desenvolvimento, tenho que começar por lhe dizer que a sustentabilidade e a potenciação dos processos de desenvolvimento regional decorre, na maioria dos casos, da forma como aqueles se estruturam a partir dos recursos e das competências dos territórios, recursos naturais, capital humano e financeiro, património cultural e ambiental, capacidade empreendedora, rede de actores sociais, etc. Acrescento, também, que raramente a evolução do tecido produtivo se dá por ruptura de sectores ou actividades. São muito mais comuns as situações de transformação a partir de uma certa matriz sectorial, em direcção a novos produtos e/ou serviços ou posicionamento num segmento diferente da cadeia de valor (por exemplo, distribuição versus fabrico).
A esta luz, dir-lhe-ei que acredito que o futuro económico dos territórios em causa se fará muito a partir das potencialidades que possam (continuar a) revelar os sectores dos moldes, dos plásticos, da cerâmica, dos vidros e dos cristais, do mobiliário e das madeiras e do turismo. Por referência ao tecido produtivo existente, o mais inovador será mesmo o turismo, desde que saiba configurar produtos consistentes e diferenciados e o território em questão saiba organizar-se como destino singular. Essa mesma exigência em matéria de criatividade ao nível dos produtos e serviços e formas dos fazer chegar ao mercado se coloca em relação aos demais sectores de actividade.
Daí decorrem exigências fortes a nível a nível de capacidade de inovação e de qualificação dos recursos humanos e das infra-estruturas e equipamentos de apoio à economia e às pessoas, chamem-se escolas de ensino superior ou centros investigação e desenvolvimento ou redes de equipamentos de saúde e culturais ou outros equipamentos com impacto na qualidade de vida, em geral, com expressão na preservação ambiental e do património construído e imaterial. Aqui, reclamam-se importantes investimentos públicos, na recuperação de paisagens rurais e urbanas degradadas, no ordenamento do território, na promoção da qualidade da formação dos activos e dos cidadãos, na qualificação dos serviços de saúde prestados, no estímulo à investigação e desenvolvimento, no incentivo ao empreendorismo, no incentivo ao desenvolvimento de dinâmicas associativas em termos de potenciação da competitividade externa das empresas e de uma melhor gestão do território.
Braga, 20 de Julho de 2008
J. Cadima Ribeiro
R – No quadro de uma resposta tão breve como a visada, partindo da minha reflexão e vivência como técnico de desenvolvimento, tenho que começar por lhe dizer que a sustentabilidade e a potenciação dos processos de desenvolvimento regional decorre, na maioria dos casos, da forma como aqueles se estruturam a partir dos recursos e das competências dos territórios, recursos naturais, capital humano e financeiro, património cultural e ambiental, capacidade empreendedora, rede de actores sociais, etc. Acrescento, também, que raramente a evolução do tecido produtivo se dá por ruptura de sectores ou actividades. São muito mais comuns as situações de transformação a partir de uma certa matriz sectorial, em direcção a novos produtos e/ou serviços ou posicionamento num segmento diferente da cadeia de valor (por exemplo, distribuição versus fabrico).
A esta luz, dir-lhe-ei que acredito que o futuro económico dos territórios em causa se fará muito a partir das potencialidades que possam (continuar a) revelar os sectores dos moldes, dos plásticos, da cerâmica, dos vidros e dos cristais, do mobiliário e das madeiras e do turismo. Por referência ao tecido produtivo existente, o mais inovador será mesmo o turismo, desde que saiba configurar produtos consistentes e diferenciados e o território em questão saiba organizar-se como destino singular. Essa mesma exigência em matéria de criatividade ao nível dos produtos e serviços e formas dos fazer chegar ao mercado se coloca em relação aos demais sectores de actividade.
Daí decorrem exigências fortes a nível a nível de capacidade de inovação e de qualificação dos recursos humanos e das infra-estruturas e equipamentos de apoio à economia e às pessoas, chamem-se escolas de ensino superior ou centros investigação e desenvolvimento ou redes de equipamentos de saúde e culturais ou outros equipamentos com impacto na qualidade de vida, em geral, com expressão na preservação ambiental e do património construído e imaterial. Aqui, reclamam-se importantes investimentos públicos, na recuperação de paisagens rurais e urbanas degradadas, no ordenamento do território, na promoção da qualidade da formação dos activos e dos cidadãos, na qualificação dos serviços de saúde prestados, no estímulo à investigação e desenvolvimento, no incentivo ao empreendorismo, no incentivo ao desenvolvimento de dinâmicas associativas em termos de potenciação da competitividade externa das empresas e de uma melhor gestão do território.
Braga, 20 de Julho de 2008
J. Cadima Ribeiro
quinta-feira, julho 31, 2008
Turismo Cultural: uma oportunidade económica do nosso tempo (2)
A actividade turística é uma das formas contemporâneas de aproveitamento dos recursos dos territórios, com peso crescente nalguns deles. Nesta acepção, o desenvolvimento do turismo depende das especificidades de cada região, só sendo viável quando existem recursos que garantam uma vocação turística. Os recursos podem resultar dos atributos naturais, humanos, históricos e culturais dos territórios. O seu aproveitamento económico supõe, todavia, que sejam asseguradas condições básicas nos domínios das infra-estruturas económicas e sócio-culturais.
Para que o turismo possa constituir-se no instrumento de desenvolvimento que antes se refere, aparte a pré-condição acabada de referir, será crucial que seja feito um esforço para a criação de produtos e serviços turísticos inovadores e diversificados, que seja assegurada a concertação de actuações dos seus principais agentes e feito um adequado investimento no equilíbrio ambiental e na valorização do património cultural.
Estas ideias têm suporte na circunstância de, nas últimas décadas, uma nova geração de turistas ter vindo a procurar produtos turísticos crescentemente diversificados. O clima criado por uma sociedade em mudança acelerada, ecologicamente mais consciente, que procura uma nova qualidade de vida, orientada para um contacto mais estreito com a natureza e com o património cultural das regiões visitadas, proporcionou as bases para a diversificação das actividades e dos produtos turísticos.
Sublinhe-se, entretanto, que a actividade turística só fará parte do processo de desenvolvimento regional/local quando for capaz de se integrar na organização global do sistema produtivo e não quando seja implementada como uma prática autónoma. Pensada de outro modo, será disruptora de equilíbrios económicos, sociais e culturais e, muito provavelmente, delapidadora do ambiente.
Foi com este pano de fundo que o tema do “Turismo Cultural” emergiu no Congresso Internacional ´Turismo Cultural e Religioso`, que a TUREL, estrutura sedeada em Braga, dedicada à dinamização do turismo religioso, organizou na Póvoa de Varzim, há poucos meses. Ilustrando a sensibilidade que vai existindo nalguns lugares e em certos agentes para as potencialidades económicas decorrentes do aproveitamento do respectivo património cultural, do referido evento retenho aqui um excerto da intervenção da representante do Instituto de Turismo de Espanha (Elena Vadillo Lobo):
“Conscientes de los cambios experimentados en el ámbito turístico a nivel mundial, entre los que se encuentra una creciente demanda de segmentación, la Administración turística española viene realizando un notable esfuerzo de impulso a la creación de nuevos productos turístico-culturales que satisfagan con unos elevados estándares de calidad una demanda cada vez más exigente y especializada. Fruto de esta segmentación, TURESPAÑA ha desarrollado líneas de promoción específicas orientadas al turismo gastronómico, el turismo idiomático, así como aquel focalizado en eventos o citas culturales de relevancia internacional.”
Aparte denunciar a atenção com que as autoridades políticas de alguns países (neste caso, a Espanha) vão acompanhando as tendências de evolução do mercado turístico, o texto que retenho parece-se-me ilustrar bem a diversidade de segmentos e a complexidade desse mercado, a exigir estratégias de promoção e de aproveitamento bem pensadas e melhor aplicadas, informadas por vínculos estreitos com os territórios turísticos e seus actores.
Gostaria de dizer que é também esse o caminho que está a ser prosseguido em Portugal. Ora, para tanto, importaria que se começasse por não confundir divisões administrativas e unidades territoriais para fins estatísticos com destinos turísticos, e importaria que se olhasse para os territórios a partir dos seus recursos e não da respectiva capacidade de se insinuarem junto dos poderes políticos centrais. Sendo como é, receio bem que o imenso património cultural, material e imaterial, que Leiria e a Alta Estremadura encerram, à semelhança de outros territórios nacionais, de que tomo como exemplo o Minho, continuem a ser negligenciados, com tudo o que isso implica em matéria de perda de oportunidades de criação de emprego e de rendimento e, mesmo, de risco de degradação, por as populações não lhe perceberem a valia económica.
Para que o turismo possa constituir-se no instrumento de desenvolvimento que antes se refere, aparte a pré-condição acabada de referir, será crucial que seja feito um esforço para a criação de produtos e serviços turísticos inovadores e diversificados, que seja assegurada a concertação de actuações dos seus principais agentes e feito um adequado investimento no equilíbrio ambiental e na valorização do património cultural.
Estas ideias têm suporte na circunstância de, nas últimas décadas, uma nova geração de turistas ter vindo a procurar produtos turísticos crescentemente diversificados. O clima criado por uma sociedade em mudança acelerada, ecologicamente mais consciente, que procura uma nova qualidade de vida, orientada para um contacto mais estreito com a natureza e com o património cultural das regiões visitadas, proporcionou as bases para a diversificação das actividades e dos produtos turísticos.
Sublinhe-se, entretanto, que a actividade turística só fará parte do processo de desenvolvimento regional/local quando for capaz de se integrar na organização global do sistema produtivo e não quando seja implementada como uma prática autónoma. Pensada de outro modo, será disruptora de equilíbrios económicos, sociais e culturais e, muito provavelmente, delapidadora do ambiente.
Foi com este pano de fundo que o tema do “Turismo Cultural” emergiu no Congresso Internacional ´Turismo Cultural e Religioso`, que a TUREL, estrutura sedeada em Braga, dedicada à dinamização do turismo religioso, organizou na Póvoa de Varzim, há poucos meses. Ilustrando a sensibilidade que vai existindo nalguns lugares e em certos agentes para as potencialidades económicas decorrentes do aproveitamento do respectivo património cultural, do referido evento retenho aqui um excerto da intervenção da representante do Instituto de Turismo de Espanha (Elena Vadillo Lobo):
“Conscientes de los cambios experimentados en el ámbito turístico a nivel mundial, entre los que se encuentra una creciente demanda de segmentación, la Administración turística española viene realizando un notable esfuerzo de impulso a la creación de nuevos productos turístico-culturales que satisfagan con unos elevados estándares de calidad una demanda cada vez más exigente y especializada. Fruto de esta segmentación, TURESPAÑA ha desarrollado líneas de promoción específicas orientadas al turismo gastronómico, el turismo idiomático, así como aquel focalizado en eventos o citas culturales de relevancia internacional.”
Aparte denunciar a atenção com que as autoridades políticas de alguns países (neste caso, a Espanha) vão acompanhando as tendências de evolução do mercado turístico, o texto que retenho parece-se-me ilustrar bem a diversidade de segmentos e a complexidade desse mercado, a exigir estratégias de promoção e de aproveitamento bem pensadas e melhor aplicadas, informadas por vínculos estreitos com os territórios turísticos e seus actores.
Gostaria de dizer que é também esse o caminho que está a ser prosseguido em Portugal. Ora, para tanto, importaria que se começasse por não confundir divisões administrativas e unidades territoriais para fins estatísticos com destinos turísticos, e importaria que se olhasse para os territórios a partir dos seus recursos e não da respectiva capacidade de se insinuarem junto dos poderes políticos centrais. Sendo como é, receio bem que o imenso património cultural, material e imaterial, que Leiria e a Alta Estremadura encerram, à semelhança de outros territórios nacionais, de que tomo como exemplo o Minho, continuem a ser negligenciados, com tudo o que isso implica em matéria de perda de oportunidades de criação de emprego e de rendimento e, mesmo, de risco de degradação, por as populações não lhe perceberem a valia económica.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Jornal de Leiria)
quarta-feira, julho 30, 2008
Curiosidades deste tempo de "férias": um Robin dos Bosques mais autêntico?
Artigo JN
Movimento quer acabar com reformas dos políticos:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/nacional/interior.aspx?content_id=972607
(cortesia de Nuno Soares da Silva)
Movimento quer acabar com reformas dos políticos:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/nacional/interior.aspx?content_id=972607
(cortesia de Nuno Soares da Silva)
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Ciclos Económicos e Ciclos Eleitorais,
Curiosidades
segunda-feira, julho 28, 2008
sábado, julho 26, 2008
"Nós não tivémos uma política regional própria"
"Em 18 anos de política comunitária, nós não tivémos uma política regional própria"
Paulo Alexandre Neto
(afirmação produzida no âmbito de provas públicas de agregação, em 08/07/25, na Universidade de Évora)
Paulo Alexandre Neto
(afirmação produzida no âmbito de provas públicas de agregação, em 08/07/25, na Universidade de Évora)
quinta-feira, julho 24, 2008
Raramente a evolução do tecido produtivo se dá por ruptura de sectores
Jornal de Leiria
Resposta às questões colocadas pela jornalista Raquel Silva, em 08/07/18
Resposta às questões colocadas pela jornalista Raquel Silva, em 08/07/18
P – O Jornal de Leiria está a preparar um trabalho para a próxima edição sobre as potencialidades do distrito, região Oeste e Ourém/Fátima em termos de novas áreas de actividade em que se pode/deve apostar, por contraponto ou em paralelo às mais tradicionais, bem como o investimento público necessário para acompanhar a iniciativa privada. Seria muito importante poder contar com a sua visão sobre o assunto. Assim, venho pedir-lhe que me envie a sua opinião sobre esta matéria.
R – A sustentabilidade e a potenciação do desenvolvimento regional decorre, na maioria dos casos, da forma como este se estrutura a partir dos recursos e das competências dos territórios. Também raramente a evolução do tecido produtivo se dá por ruptura de sectores. São muito mais comuns as situações de transformação a partir de uma certa matriz sectorial, em direcção a novos produtos/serviços ou ao posicionamento num segmento diferente da cadeia de valor (por exemplo, distribuição versus fabrico).
A esta luz, acredito que o futuro dos territórios em causa se fará muito a partir das potencialidades que continuem a revelar os sectores dos moldes, dos plásticos, da cerâmica, dos vidros e dos cristais, do mobiliário e das madeiras, e do turismo. O sector mais inovador será mesmo o turismo, desde que saiba configurar produtos consistentes e diferenciados e o território saiba organizar-se como destino singular. Essa exigência em matéria de criatividade ao nível dos produtos e serviços e formas dos fazer chegar ao mercado coloca-se, igualmente, em relação às demais actividades. Daí decorrem exigências fortes a nível de inovação e de qualificação dos recursos humanos e das infra-estruturas e equipamentos. Aqui, reclamam-se importantes investimentos públicos, na recuperação de paisagens rurais e urbanas degradadas, na construção de um sistema de transportes eficaz, na promoção da formação, na qualificação dos serviços de saúde, no estímulo à I&D, no incentivo ao empreendorismo e ao desenvolvimento de dinâmicas associativas, seja para potenciar a competitividade das empresas ou uma melhor gestão do território.
J. Cadima Ribeiro
R – A sustentabilidade e a potenciação do desenvolvimento regional decorre, na maioria dos casos, da forma como este se estrutura a partir dos recursos e das competências dos territórios. Também raramente a evolução do tecido produtivo se dá por ruptura de sectores. São muito mais comuns as situações de transformação a partir de uma certa matriz sectorial, em direcção a novos produtos/serviços ou ao posicionamento num segmento diferente da cadeia de valor (por exemplo, distribuição versus fabrico).
A esta luz, acredito que o futuro dos territórios em causa se fará muito a partir das potencialidades que continuem a revelar os sectores dos moldes, dos plásticos, da cerâmica, dos vidros e dos cristais, do mobiliário e das madeiras, e do turismo. O sector mais inovador será mesmo o turismo, desde que saiba configurar produtos consistentes e diferenciados e o território saiba organizar-se como destino singular. Essa exigência em matéria de criatividade ao nível dos produtos e serviços e formas dos fazer chegar ao mercado coloca-se, igualmente, em relação às demais actividades. Daí decorrem exigências fortes a nível de inovação e de qualificação dos recursos humanos e das infra-estruturas e equipamentos. Aqui, reclamam-se importantes investimentos públicos, na recuperação de paisagens rurais e urbanas degradadas, na construção de um sistema de transportes eficaz, na promoção da formação, na qualificação dos serviços de saúde, no estímulo à I&D, no incentivo ao empreendorismo e ao desenvolvimento de dinâmicas associativas, seja para potenciar a competitividade das empresas ou uma melhor gestão do território.
J. Cadima Ribeiro
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