Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

sábado, dezembro 18, 2021

segunda-feira, setembro 13, 2021

"Factors Affecting Residents` Attitudes Toward Tourism in the Azores: looking to their level of interaction with tourists"

Abstract

This research aims to investigate the factors influencing residents’ perceptions and attitudes toward the tourism industry, focusing on the level of interaction between the destination residents and tourists. The study refers to the Atlantic Azores islands, Portugal. It makes use of data collected by the Regional Statistic Service of Azores (SREA), Portugal. The survey took place along the year 2018 and got, globally, 950 valid answers. The survey question inquiring the residents on usually keeping direct interaction with the visitors got 451 answers. The findings follow the assumptions of the Social Exchange Theory closely; namely, the respondents that used to keep closer contact with tourists and/or directly benefited from the tourism industry tended to express stronger support to the industry. This result has practical implications, and the regional and national authorities have to be aware of that in the design of their policies, namely for pursuing a sustainable development strategy for the Azores archipelago.

Keywords: Residents’ perceptions; social exchange theory; positive and negative perceptions toward tourism; personal economic benefits; Azores Islands (Portugal).

J. Cadima Ribeiro, NIPE and School of Economics and Management, University of Minho, Braga, Portugal, jcadima@eeg.uminho.pt

Laurentina Vareiro, UNIAG and Polytechnic Institute of Cávado and Ave, Barcelos, Portugal, lvareiro@ipca.pt

Isabel Cristina Monjardino, SREA-Regional Statistic Service of Azores, Angra do Heroísmo, Portugal, isabel.cristina@ine.pt

(Título e resumo de comunicação a apresentar no 28º Congresso da APDR, que vai ter lugar a16 e 17 de Setembro de 2021, na UTAD, Vila Real, Portugal. 

quinta-feira, maio 06, 2021

Congresso ´Comunidades Locais e Caminho de Santiago - Alianças e Ameaças`: 1ª Circular

              

                                                          Alianças e Ameaças

Congresso Internacional Comunidades Locais e Caminho de Santiago

International Conference Local Communities and Way of St. James. Alliances and threats

FACULDADE DE FILOLOGIA – UNIVERSIDADE DE SANTIAGO DE COMPOSTELA
27-30 OUTUBRO 2021 / OCTOBER 27-30, 2021

https://congressoclcs.org/

segunda-feira, abril 26, 2021

Revista Turismo & Desenvolvimento: N. 35 (2021)

https://proa.ua.pt/index.php/rtd/issue/view/778 

  “Fatores de atração do turismo no Norte de Portugal: uma abordagem exploratória”, Revista Turismo & Desenvolvimento, N. 35, 2021, págs. 53-75 [trabalho em co-autoria com Caio Martins];

domingo, dezembro 20, 2020

quarta-feira, dezembro 02, 2020

“A economia e o turismo em Portugal no pós-crise sanitária: um olhar suportado em dados empíricos e na revisão da literatura”

J. Cadima Ribeiro (2020), “A economia e o turismo em Portugal no pós-crise sanitária: um olhar suportado em dados empíricos e na revisão da literatura”. In A Universidade do Minho em tempos de pandemia: Tomo III: Projeções, Manuela Martins e Eloy Rodrigues (Eds.), UMinho Editora, Braga, págs. 152-171;





segunda-feira, novembro 09, 2020

"Economia do Esquecimento: rasgando o estreito de Magalhães", da autoria de Paulo Reis Mourão

A UMinho Editora publicou o livro "Economia do Esquecimento: rasgando o estreito de Magalhães" na coleção Ciência e Cultura para Todos, da autoria de Paulo Reis Mourão.

https://editora.uminho.pt/pt/Novidades/Paginas/detalhe.aspx?id=114

https://ebooks.uminho.pt/index.php/uminho/catalog/book/12


Da contracapa do livro:

[´Economia do Esquecimento` é um livro que se lê num folgo não tanto por ser contido no número de páginas mas, antes, em razão das temáticas que endereça (desde logo, o desenvolvimento, percebido enquanto acesso das pessoas, nos seus lugares de residência, ao emprego e bem-estar social), da fluidez da escrita e do compromisso que se percebe do autor com a sua região, Trás-os-Montes. Não se tratando de um romance, embora a forma como nos prende à leitura o pudesse sugerir, nem por isso deixa de nele haver espaço para a invocação de paradoxos, heróis e vilões, lamentando-se que não termine com um voto de esperança no futuro.

Embora devesse esperá-lo, acabei amiúde surpreendido pelo enunciar de “realidades” para as quais fui despertado há 40 anos, entre elas as de que “os custos de concentração” (no litoral) devem ser somados aos “custos do esquecimento” (do interior Transmontano, e não só), do que resulta óbvio que a superação ou mitigação de uns e outros só se conseguirá quando as atuações de política olharem, articuladamente, para uns e outros. Endereçando a problemática dos “caminhos do futuro”, concordo com o autor na necessidade dos atores do território se congregarem no estabelecimento de uma “estratégia de desenvolvimento”, ficando-me a dúvida se não devia também ter sublinhado que não há estratégia (de desenvolvimento) sem liderança, singular ou coletiva.

J. Cadima Ribeiro]

sábado, outubro 24, 2020

DRd – Desenvolvimento Regional em debate: Vol. 10, ed. Esp. (2020)

 

Dossiê temático: Conhecimento, inovação, criatividade e inteligência para o desenvolvimento de cidades, municípios, regiões ou territórios

DRd – Desenvolvimento Regional em debate: Vol. 10, ed. Esp. (2020)

sexta-feira, setembro 11, 2020

Fatores de atração do turismo no Norte de Portugal: uma abordagem exploratória

Resumo

No Norte de Portugal e, particularmente, na cidade do Porto, o turismo tem-se mostrado uma atividade chave na promoção do desenvolvimento económico. O propósito deste estudo é identificar os fatores que atraem ou condicionam a atratividade turística deste território, contribuindo desta forma para identificar alguns aspetos críticos a manter presentes em futuras ações de planeamento do turismo. No tratamento dos dados secundários usados nesta investigação utilizar-se-ão métodos estatísticos como regressões lineares múltiplas, análise da variância (ANOVA) e modelos para tratamento de dados em painel. O período de análise é o que medeia entre 2003 e 2017 e as fontes principais de dados foram o Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Sales Index (2018), da Marktest. No processo de construção do estudo, partiu-se de uma pesquisa da literatura sobre a atratividade turística dos territórios. Os resultados indicam como fatores que atraem o turismo a oferta de alojamento turístico, a existência de galerias de arte e museus, o nível de rendimento dos municípios objeto de estudo, e o facto de o município integrar determinadas rotas turísticas, como os Caminhos de Santiago ou a Rota dos Vinhos Verdes, enquanto que o índice de criminalidade contra as pessoas tem o efeito de repelir os visitantes.

Palavras-Chave: Fatores de atração do turismo; Turismo e desenvolvimento local; Planeamento da atividade turística; Municípios do Norte de Portugal.


Caio Martins

Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho, Braga, Portugal

caio-gmartins@hotmail.com

 

J. Cadima Ribeiro

NIPE - Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e Empresariais,

Universidade do Minho, Braga, Portugal

jcadima@eeg.uminho.pt

[Resumo de comunicação apresentada por videoconferência no 27º Congresso da APDR (27th APDR Congress), genericamente subordinado ao tema ´Sustainable Development of the Sea for Sustainable Regional Development`, organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional, que decorreu na Universidade dos Açores, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, a 10 e 11 de setembro de 2020; 28 págs.]

segunda-feira, agosto 17, 2020

DRd - Dossiê Temático: Conhecimento, inovação, criatividade ou inteligência para o desenvolvimento de cidades, municípios, regiões e territórios

[Período para submissão e orientações:

A recepção dos artigos para o dossiê deverá ocorrer no período de 03 à 30 de agosto de 2020, mediante submissão no site da revista Desenvolvimento Regional em debate (DRd) - http://www.periodicos.unc.br/index.php/drd/about/submissions. O texto a ser submetido deve atender rigorosamente as Diretrizes para Autores (normas) da revista DRd. Com o propósito de que a submissão para o dossiê seja diferenciada do fluxo contínuo da revista, pedimos o favor de comunicar a submissão do artigo, no e-mail valdir@unc.br, aos cuidados do editor. A publicação do dossiê deverá ocorrer até 30 de outubro de 2020.

Dúvidas ou maiores informações, favor contatar por meio do e-mail revistadrd@unc.br.] 

sexta-feira, maio 15, 2020

quinta-feira, abril 30, 2020

Fórum ´O Turismo no Minho no Pós-Coronavírus`

APROTURM - Associação dos Profissionais de Turismo do Minho

Fórum
O Turismo no Minho no Pós-Coronavírus

Tema
"O Impacto do Emprego e Profissões do Turismo"
(30 de abril de 2020)

0.                Agradeço à Associação dos Profissionais de Turismo do Minho o convite que foi endereçado à UMinho para indicar um seu representante para o debate.
Congratulo-me pelo seu sentido de oportunidade, por trazerem para o debate o tema que foi escolhido.
Saúdo os demais oradores e participantes no Fórum, formulando votos de que se encontrem de boa saúde.

1.                A minha intervenção será centrada em 5 tópicos, para destacar aquelas que me parecem ser as questões/preocupações centrais do momento, e fazer a gestão adequada do tempo me foi atribuído.
Esta intervenção é suportada em reflexão própria e nalguma literatura académica do âmbito do turismo (sobre o impacte da COVID-19), que começa a surgir.

2.                Tópicos selecionados:
i)              Incerteza;
ii)           Insegurança;
iii)         Assimetria;
iv)         Reconfiguração;
v)           Retorno ao caminho.

3.                 Desenvolvimento dos tópicos selecionados
i)                   Incerteza
A crise sanitária, na sua expressão no mundo e implicações de saúde, sociais e económicas, foi um evento absolutamente inesperado e esmagador, comparado nas suas repercussões a tragédias como as da 2ª guerra mundial. Ninguém, indivíduos/famílias, empresas e outras organizações, estado, estava preparado para lidar com tal fenómeno e ninguém sabe muito bem o que se vai passar a seguir, como e quando.
Daí resulta que estamos perante um cenário de gestão de um fenómeno num contexto de aprendizagem e adaptação/resposta. O planeamento, a decisão, o investimento devem acontecer mas guiados por esse ambiente de incerteza, o que recomenda muita prudência, e apostas “seguras”, quer dizer, estruturais.
Dado o contexto e implicações mundiais em que a doença decorre, muitas das respostas necessárias só são possíveis de ser dadas e ter alguma efetividade no contexto internacional global, da saúde, à economia e, obviamente, ao turismo, como é sublinhado por Hall, Scott e Gössling (2020). 

ii)                Insegurança;
A insegurança que se vive começa por ser sanitária, sentida por cada um e pelo coletivo, e conduz a insegurança geral, económica social e turística. Em razão disso, adia-se a retoma da vida económica e social e adiam-se decisões, como a aquisição de certos bens (bens duradouros), o planeamento de viagens e o agendamento de férias. Quando não se adiam, avança-se precariamente, ao sabor dos sentimentos e acontecimentos do dia-a-dia, isto é, por exemplo, fazem-se reservas de alojamento para o verão, mas também se cancelam, a seguir, ao menor sinal de incerteza.
Conforme noticiado nos jornais neste final do mês, depois de no dia 14 de abril António Costa ter dito que espera que, no verão, os portugueses tenham possibilidade de gozar férias, as reservas de casas e hotéis no Algarve têm aumentado. O jornal Observador, por exemplo, avançava que os hotéis algarvios estavam a receber cada vez mais reservas, para julho e agosto, de portugueses e turistas estrangeiros, nomeadamente britânicos (cf. ZAP aeiou, de 27 de abril). Entretanto, o diretor da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve adiantava que “É verdade que também tivemos e ainda temos muitos cancelamentos” (ZAP aeiou, de 27 de abril).
Nesse contexto, o mesmo ator associativo acrescentava nas declarações que fez à comunicação social que “O facto de o Algarve ser considerado um destino turístico Covid-Free pode potenciar o aumento da procura externa” (ZAP aeiou, de 27 de abril).

iii)              Assimetria
O que se refere antes sobre reservas e cancelamentos de férias no Algarve, percebe-se que se passa com outros territórios. Ponte de Lima, por exemplo, é uma das manifestações da assimetria como o fenómeno sanitário, nas suas implicações económicas, se exprime.
O Algarve, ao ser considerado um destino turístico Covid-Free, pode potenciar a procura externa, na medida em que os seus principais concorrentes se debatem com problemas sérios, a começar pelo sul de Espanha, que é um dos seus maiores concorrentes, segundo o diretor da AHETA (ZAP aeiou, de 27 de abril).
Outra manifestação de assimetria neste fenómeno é a do potencial reforço da procura turística interna, em detrimento da externa, não apenas por razões de confiança mas, igualmente, por determinações administrativas que possam existir (barreiras à circulação de pessoas no contexto internacional) e condicionamentos de transporte (operação das companhias áreas, entre outras, que tem sido um dos setores económicos mais atingidos pela crise económico/sanitária).
Conforme enunciado por Gössling, Scott e Hall (2020), a evidência inicial dos impactes nas viagens aéreas, cruzeiros e alojamento foram devastadores. Embora altamente incertas, as projeções iniciais da Organização Mundial do Turismo para 2020 sugerem que as chegadas internacionais podem diminuir de 20 a 30% face a 2019.

iv)              Reconfiguração
Conforme já assinalado, as mudanças no turismo serão desiguais no espaço e no tempo. Nalguns destinos, este quadro económico/sanitário ditará que reconsiderem a natureza da sua indústria do turismo e se concentrem mais em formas locais e mais sustentáveis ​​de turismo (Hall, Scott e Gössling, 2020). Porventura, num primeiro momento, mais atentos ao turismo interno mas com espaço para a continuação da aposta no turismo internacional.
Em todo o caso, este parece ser o momento para questionar a sustentabilidade do percurso mantido, isto é, para equacionar pôr no terreno apostas turísticas menos massificados e que vão ao encontro de públicos mais exigentes em matéria de experiência turística. Trata-se de apostar em transformações menos centradas no crescimento do número de visitantes e, porventura, mais sustentáveis, nas diversas leituras do conceito, e mais ricas e diversas em matéria de fruição turística e de contributo para o desenvolvimento local. O desenvolvimento de nichos como o ecoturismo, o enoturismo, e o turismo criativo, entre outras, são apostas que fazem particular sentido serem feitas em Portugal.

v)                Retorno ao caminho.
Contrariamente ao que acontecia noutros destinos turísticos nacionais, por exemplo, Lisboa, Porto, Algarve e Madeira, o Minho pré-COVID-19 não se tinha ainda tornado num destino massificado. Aparte isso, muita da sua oferta potencial encaixa bem na estratégia que se reclama ser necessário implementar em Portugal no futuro mais próximo e mais longínquo.
As expressões culturais diversas, materiais e imateriais, a natureza, as manifestações particulares do rural, a gastronomia e vinhos, as rotas de peregrinação e de fruição da natureza, etc., são um pano de fundo suficientemente rico e diverso para sustentar um desenvolvimento turístico rico em experiência proporcionada aos visitantes e promotor de desenvolvimento local/regional. A reconfiguração da oferta não parece ser muito difícil de fazer, e as oportunidades económicas avultam.
Não se pense, no entanto, que mesmo no Minho não há custos. Na verdade, do que conheço no terreno, particularmente da vivência de Ponte de Lima, que tinha uma aposta bastante consistente em matéria de atuação no turismo (e era/é, um dos lugares atravessados pelo Caminho [Central)] de Santiago e de outras “peregrinações”, nomeadamente de natureza gastronómica e ambiental), Ponte de Lima, digo, é o exemplo de um local onde foram feitos investimentos que não vão ser rendibilizados e onde há empregos que não serão recuperados no curto e médio prazos.
Note-se a propósito que já antes da crise sanitária e pese o afluxo crescente de visitantes, era para mim óbvio que a oferta de unidades de alojamento local estava a crescer muito acima das necessidades. Criou-se a ilusão de que havia espaço para todos e a rendibilidade gerada era elevada, o que estava longe da realidade. Muitas dessas unidades não vão voltar a abrir, e outro tanto se passa com uma série de pequenos negócios que giravam em torno do turismo.
Esta é uma realidade que estou convencido que extravasa muito o caso de Ponte de Lima, mesmo no contexto do Minho. No caso de outros territórios que viveram mais intensamente o fenómeno da explosão do turismo em Portugal, a situação será muito mais grave.
Seja como for, acredito que há futuro para o turismo em Portugal, e também no Minho, em particular.

J. Cadima Ribeiro
(Professor do Departamento de Economia da EEG/UMinho; investigador do NIPE e do Lab2.PT)


Referências
Gössling, S., Scott, D. e Hall, M. (2020). “Pandemics, tourism and global change: a rapid assessment of COVID-19”. Journal of Sustainable Tourism,
Hall, M., Scott, D. e Gössling, S. (2020). “Pandemics, transformations and tourism: be careful what you wish for”. Tourism Geographies, DOI: 10.1080/14616688.2020.1759131.
ZAP aeiou (2020). “Covid-19 não trava férias de verão. Reservas de casas e hotéis no Algarve aumentam”. ZAP aeiou, edição de 27 de abril de 2020, http://www.aeiou.pt/.