Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento
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terça-feira, agosto 21, 2012
segunda-feira, julho 09, 2012
"O crédito malparado entre os particulares caiu de 3,60% do total, em Abril, para 3,52%, em Maio"
Notícia JN
Incumprimento das famílias cai pela primeira vez em cinco meses:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=567017
Incumprimento das famílias cai pela primeira vez em cinco meses:
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quinta-feira, abril 07, 2011
Economia familiar: guião do debate
A convite da Escola Profissional de Braga (EPB), participei no dia 1 de Abril pp. em Debate sobre “A Economia das Famílias”, que se realizou na referida escola, em Braga. Porque muitas vezes as perguntas transportam tanta carga dramática quanto as respostas que lhes possam ser dadas, reproduzo de seguida o guião (da autoria de Diana Oliveira, aluna da EPB) que foi usado na estruturação do debate:
«Debate ´Economia Familiar`
A primeira questão que gostaria de lançar, para um esclarecimento geral, é:
• O que é afinal a economia?
o Na perspectiva dos 3 convidados.
• Até que ponto é importante a economia na gestão familiar?
• Será que as famílias estão realmente cientes desta crise?
• Em que aspectos da vida social se reflecte de forma mais visível a crise que as famílias portuguesas estão a viver?
• E os jovens? Parecem ainda não ter noção de uma crise verdadeira, será que é necessário chegar ao tempo de “pão e água” para perceber que é necessário poupar?
• O papel dos jovens nas famílias pode de alguma forma ajudar na gestão familiar? De que modo?
• Muitas vezes as famílias não conseguem gerir ou dar uma maior importância às obrigações mensais, (como renda, gás, electricidade, etc.), o que será que devemos fazer para gerir melhor as contas?
• Consideram que se as famílias criarem um documento para gerir o orçamento familiar, resultará? Ajudará a controlar melhor as contas?
• Temos estado a falar sobre o orçamento familiar, mas não sei se todos os presentes sabem a que se refere, assim será que podem esclarecer o público dizendo, afinal o que é um orçamento familiar?
• Em que medida um orçamento permite ter uma visão mais consciente das receitas e das despesas das famílias?
• Até que ponto as famílias portuguesas podem contar com o apoio do estado Português, para ultrapassar as dificuldades económicas?
• Será que as famílias portuguesas se vão aproximar mais do modelo de famílias europeias? No que diz respeito:
o Estilos de vida;
o Maior controlo na gestão financeira;
o Prioridades financeiras;
• Para finalizar, tendo em conta a vossa experiência, e reflectindo um pouco no estado actual da economia, e abordando uma situação que interessa a todos os presentes: Qual é o futuro das gerações mais jovens quando constituírem família, em termos de segurança social, benefícios fiscais e reformas?»
J. Cadima Ribeiro
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Estamos no bom caminho - abrandamento do crédito ao consumo
A revisão do ano 2006 vem demonstrar que as famílias Portuguesas continuam a endividar-se contudo a um ritmo bastante mais inferior ao registado há um ano. Comparando com 2005 o crescimento de 15% no inicio do ano passou para 5%, no segundo trimestre, e para 3% no terceiro trimestre deste ano. Eventualmente, poderemos vir agora a assistir mesmo a uma tendência de quebra, consequência da crise económica que os portugueses e os europeus de um modo geral vivem.
O principal destino do crédito é a aquisição de meios de transporte, com cerca de 71% do total do crédito, seguido do crédito destinado à compra de artigos para o lar, com 17,2%, e o crédito pessoal, com a parcela menos significativa, cerca de 6%. É importante referir que os valores mencionados anteriormente registaram um novo abrandamento exceptuando o crédito pessoal que registou um aumento na ordem dos 3%.
Relativamente ao crédito ao consumo as contas feitas, entre Setembro e Outubro deste ano, vem demonstrar que as famílias pediram emprestados 78 milhões de euros e a taxa de variação anual (ao subir de 7,3% para 7,4%) mostra que a procura deste tipo de crédito acelerou.
Outubro trouxe ainda um agravamento do crédito malparado, em todos os segmentos de crédito se a comparação for feita com o mês anterior. Na habitação, o montante de cobrança duvidosa é agora de 1,17 mil milhões (contra 1,16 mil milhões em Setembro), no crédito para outros fins há a registar 596 milhões (mais oito milhões) e no consumo a cobrança duvidosa atingiu os 467 milhões de euros, o que representa uma subida de 40 milhões (9,36%) face ao mês anterior.
Infelizmente, este tem vindo a aumentar, apesar de se manter em valores muito baixos quando comparando com outros países da Europa. Mas é inegável que a situação financeira que os portugueses vivem têm causado situações de desemprego e essa é a principal razão - juntamente com a doença e o divórcio - do incumprimento no crédito. É preciso notar que os portugueses são tipicamente pessoas muito conscientes na contratação de crédito, ao contrário de outros povos mais impulsivos e ao contrário do que às vezes se depreende de algumas notícias nos «media». Não é, portanto, verdade que os portugueses não conseguem resistir ao impulso de comprar uma televisão ou um automóvel quando não tem condições financeiras para isso. Aliás, é por sermos em geral um povo muito consciente que os níveis de incumprimento são baixos em Portugal.
Deste modo penso que o único caminho a prosseguir é o da aposta na educação financeira, pois a concessão de crédito é um serviço indispensável a qualquer economia, que deve ser utilizado de forma racional e responsável.
Assim sendo torna-se indispensável apostar em inúmeras acções que informem e eduquem a sociedade, de forma a criar uma boa relação dos portugueses com o dinheiro e para que actividade de crédito seja mutuamente benéfica tanto para os consumidores como para as instituições financeiras.
Liliana Ferreira
(doc. da série artigos de análise/opinião)
O principal destino do crédito é a aquisição de meios de transporte, com cerca de 71% do total do crédito, seguido do crédito destinado à compra de artigos para o lar, com 17,2%, e o crédito pessoal, com a parcela menos significativa, cerca de 6%. É importante referir que os valores mencionados anteriormente registaram um novo abrandamento exceptuando o crédito pessoal que registou um aumento na ordem dos 3%.
Relativamente ao crédito ao consumo as contas feitas, entre Setembro e Outubro deste ano, vem demonstrar que as famílias pediram emprestados 78 milhões de euros e a taxa de variação anual (ao subir de 7,3% para 7,4%) mostra que a procura deste tipo de crédito acelerou.
Outubro trouxe ainda um agravamento do crédito malparado, em todos os segmentos de crédito se a comparação for feita com o mês anterior. Na habitação, o montante de cobrança duvidosa é agora de 1,17 mil milhões (contra 1,16 mil milhões em Setembro), no crédito para outros fins há a registar 596 milhões (mais oito milhões) e no consumo a cobrança duvidosa atingiu os 467 milhões de euros, o que representa uma subida de 40 milhões (9,36%) face ao mês anterior.
Infelizmente, este tem vindo a aumentar, apesar de se manter em valores muito baixos quando comparando com outros países da Europa. Mas é inegável que a situação financeira que os portugueses vivem têm causado situações de desemprego e essa é a principal razão - juntamente com a doença e o divórcio - do incumprimento no crédito. É preciso notar que os portugueses são tipicamente pessoas muito conscientes na contratação de crédito, ao contrário de outros povos mais impulsivos e ao contrário do que às vezes se depreende de algumas notícias nos «media». Não é, portanto, verdade que os portugueses não conseguem resistir ao impulso de comprar uma televisão ou um automóvel quando não tem condições financeiras para isso. Aliás, é por sermos em geral um povo muito consciente que os níveis de incumprimento são baixos em Portugal.
Deste modo penso que o único caminho a prosseguir é o da aposta na educação financeira, pois a concessão de crédito é um serviço indispensável a qualquer economia, que deve ser utilizado de forma racional e responsável.
Assim sendo torna-se indispensável apostar em inúmeras acções que informem e eduquem a sociedade, de forma a criar uma boa relação dos portugueses com o dinheiro e para que actividade de crédito seja mutuamente benéfica tanto para os consumidores como para as instituições financeiras.
Liliana Ferreira
(doc. da série artigos de análise/opinião)
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