Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

Mostrar mensagens com a etiqueta Modelo de Desenvolvimento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Modelo de Desenvolvimento. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, setembro 11, 2024

segunda-feira, novembro 09, 2020

"Economia do Esquecimento: rasgando o estreito de Magalhães", da autoria de Paulo Reis Mourão

A UMinho Editora publicou o livro "Economia do Esquecimento: rasgando o estreito de Magalhães" na coleção Ciência e Cultura para Todos, da autoria de Paulo Reis Mourão.

https://editora.uminho.pt/pt/Novidades/Paginas/detalhe.aspx?id=114

https://ebooks.uminho.pt/index.php/uminho/catalog/book/12


Da contracapa do livro:

[´Economia do Esquecimento` é um livro que se lê num folgo não tanto por ser contido no número de páginas mas, antes, em razão das temáticas que endereça (desde logo, o desenvolvimento, percebido enquanto acesso das pessoas, nos seus lugares de residência, ao emprego e bem-estar social), da fluidez da escrita e do compromisso que se percebe do autor com a sua região, Trás-os-Montes. Não se tratando de um romance, embora a forma como nos prende à leitura o pudesse sugerir, nem por isso deixa de nele haver espaço para a invocação de paradoxos, heróis e vilões, lamentando-se que não termine com um voto de esperança no futuro.

Embora devesse esperá-lo, acabei amiúde surpreendido pelo enunciar de “realidades” para as quais fui despertado há 40 anos, entre elas as de que “os custos de concentração” (no litoral) devem ser somados aos “custos do esquecimento” (do interior Transmontano, e não só), do que resulta óbvio que a superação ou mitigação de uns e outros só se conseguirá quando as atuações de política olharem, articuladamente, para uns e outros. Endereçando a problemática dos “caminhos do futuro”, concordo com o autor na necessidade dos atores do território se congregarem no estabelecimento de uma “estratégia de desenvolvimento”, ficando-me a dúvida se não devia também ter sublinhado que não há estratégia (de desenvolvimento) sem liderança, singular ou coletiva.

J. Cadima Ribeiro]

terça-feira, novembro 12, 2013

"Boa gestão e gestão esclarecida não são austeridade, pelo menos tal qual ela tem sido interpretada pelo governo em funções"

«1. Quais os factores que considera serem os principais responsáveis pela actual crise?
A crise atual é o resultado conjugado de: i) causas externas (a crise financeira e económica internacional); causas internas de natureza económica (o esgotamento do modelo de acumulação que vigorou até final dos anos 90 do séc. XX e da ausência de uma política industrial ativa); e iii) causas internas de natureza político-institucional, decorrentes da fraca qualidade das lideranças políticas e da ausência de um projeto coletivo para o país.

2. O que foi feito para a evitar?
Não foi feito nada. Pelo contrário, políticas seguidistas de orientações externas (da UE) e uma lógica político-partidária estreita, ajudaram a aprofundar o vazio de respostas e de soluções.

3. Na sua opinião, que medidas deveriam ter sido adoptadas?
Portugal nunca devia ter deixado de ter uma política industrial (e agrícola) e ter reorientado cedo o seu posicionamento na divisão internacional de trabalho, não ficando à espera de evoluções no âmbito da OMC e da integração de novos países na UE. A aposta em novos e produtos e serviços e reposicionamentos na cadeia de valor deveriam ter acompanhado o esforço que se fez em matéria de qualificação dos recursos humanos e provisão de infra-estruturas. Essas eram peças centrais da política industrial de que se abdicou. Há dimensões ao nível da reorganização do Estado e gestão dos serviços que deveriam também ter avançado, nomeadamente, a descentralização e a regionalização.

4. Considera que, aplicadas as mesmas, poder-se-ia ter evitado os efeitos nefastos que se sentem correntemente?
Em diálogo com os agentes económicas e numa relação muito mais próxima com a sociedade, muito poderia ter sido feito. Precisaríamos de esclarecimento e capacidade de liderança nas instâncias políticas, que não existiu e continua a não existir.

5. A austeridade é o caminho a seguir?
Os dados mostram que a austeridade, interpretada como tem sido, é o caminho do desastre. Boa gestão e gestão esclarecida não são austeridade, pelo menos tal qual ela tem sido interpretada pelo governo em funções.

6. Os impactos da mesma na sociedade podem ser minimizados?
Poderiam, se o governo o quisesse. Parece haver uma agenda política que vai em sentido contrário, nomeadamente quando vê hipóteses de negócio em tudo quanto são serviços públicos. Aparte isso, há uma coisa que se chama sensibilidade social, de que as políticas deste governo andam arredias.

7. Quais as políticas que classifica como fundamentais para fomentar o crescimento sem comprometer as obrigações nacionais perante os nossos credores?
As políticas deveriam ser percebidas e partilhadas, solidariamente, pelas empresas, cidadãos e governo, o que obrigaria a montar um processo de construção das políticas que nunca foi ensaiado em Portugal. É preciso ter uma política industrial, ter uma política agrícola, ter uma política de qualificação dos portugueses, ter uma política de inovação, uma política social, etc., isto é, ter uma estratégia para a economia e para o país. Não tendo nada disso, como se pode querer ter a solidariedade e a compreensão geral dos portugueses e das instâncias internacionais, credoras ou não. Resta uma política de curto-prazo, seguidista, de gente sem ambição e sem projeto para o país, embora o possam ter para cada um dos intérpretes das políticas em execução. 

Braga, 7 de Novembro de 2013

J. Cadima Ribeir»

[Resposta sumária a um conjunto de questões formuladas por um aluno do ISCTE (FMS), datadas de 2013/11/05]

quinta-feira, outubro 24, 2013

Humor (negro) - XCII


[reprodução de imagem que me caiu entretanto na página pessoal do Facebook]

sexta-feira, setembro 20, 2013

Humor (negro) - XC


[reprodução de imagem que me caiu entretanto na página pessoal do Facebook]

terça-feira, setembro 03, 2013

"A crise, a troika e as alternativas urgentes"

"A Crise, a Troika e as Alternativas Urgentes

por Alexandre Abreu, Hugo Mendes, João Rodrigues, José Guilherme Gusmão, Nuno Serra, Nuno Teles, Pedro Delgado Alves, Ricardo Paes Mamede


Os resultados da aplicação do programa da Troika em Portugal nos dois últimos anos estão à vista de todos: desemprego maciço, aumento das desigualdades e da pobreza, instabilidade pessoal e social, emigração forçada, falências de empresas. Alguns insistem em ver nestes sinais os custos inevitáveis de um processo de ajustamento necessário, transitório e essencialmente correto. No entanto, é hoje claro que aquela estratégia falhou nos seus próprios termos: as metas de redução do défice orçamental foram sucessivamente adiadas e a dívida pública é hoje mais insustentável do que em 2011.

Este livro procura demostrar que o programa da Troika não resolve – antes agrava – as dificuldades que começaram a avolumar-se há duas décadas e que conduziram Portugal à situação presente. Assim, construir alternativas à estratégia da Troika é fundamental para inverter o atual círculo vicioso de degradação social, económica e democrática. Mas também para construir um modelo de desenvolvimento para o país que seja económica, social e ambientalmente sustentável.
São precisas alternativas, corajosas e urgentes, para resgatar Portugal para um futuro decente.

Comentários ao livro

«Um livro que propõe uma interpretação muito bem fundamentada das causas e das consequências do actual programa de ajustamento financeiro, desafiando a visão indigente e deturpada da Troika e do coro de comentadores que com ela alinham. Uma crítica devastadora da forma como foi concebido e como tem sido executado o programa português, propondo alternativas para o futuro».
João Ferreira do Amaral, Economista, Professor catedrático aposentado do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa

«O presente livro vem animar as controvérsias acerca do programa de ajustamento imposto a Portugal pela Troika. Enfileira no grupo dos que criticam vivamente aquele programa e dos que sustentam que, para se sair da crise, se deverá ir por caminhos radicalmente diferentes dos que têm estado a ser percorridos. Fá-lo com base numa análise de elevada qualidade técnica e com melhor fundamentação do que a maioria dos que advogam posições semelhantes».
José da Silva Lopes, Economista, ex-Governador do Banco de Portugal, ex-Ministro das Finanças e do Plano e ex-presidente do Conselho Económico e Social

«A recusa da opressão, da desvalorização económica e da destruição social faz-se com ideias e com ação coerente. E com opções claras. Este é um livro de análise profunda, pensamento original e propostas mobilizadoras. Há, pois, alternativas».
José Reis, Economista, Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

«Assumindo, empenhadamente, o seu contributo para a construção de programas alternativos às atuais políticas, os autores analisam, com verdade, origens, causas, responsabilidades e consequências dos problemas que estão a tolher o nosso futuro coletivo. Este exercício é primordial para que os cidadãos não fiquem prisioneiros do "falso moralismo" e da "autoculpabilização" a que vêm sendo sujeitos e situa-nos nos desafios que é preciso encarar e assumir».
Manuel Carvalho da Silva, Sociólogo, Coordenador do Observatório sobre Crises e Alternativas"

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente de rpme@iscte.pt)

segunda-feira, maio 13, 2013

Humor (negro) - LXXVI


[reprodução de imagem que me caiu entretanto na página pessoal do Facebook]

sábado, abril 20, 2013

sexta-feira, abril 12, 2013

A crise e o desemprego têm rostos e a vida acontece em lugares concretos

O elemento permanente da informação veiculada pela comunicação social em Portugal nos derradeiros anos e do debate público derivado vêm sendo a dívida pública e o défice do orçamento de Estado. Em vez disso, deveria ter sido a crise económica, pois, como finalmente se terá percebido, só com a superação desta, que vem desde muito antes das crises financeira e da dívida pública, se dará resposta consistente àqueles outros desequilíbrios. Quando falo em crise económica ou crise económica e social, fique claro que não estou apenas a referir-me às quedas do PIB registadas nos anos últimos dois anos, com continuidade garantida no de 2013, e ao flagelo do desemprego, mas estou, sobretudo, a chamar a atenção para as condições dramáticas que vivem muitas famílias nos seus lugares de residência e de trabalho, se o têm, isto é, estou a falar de gente e de lugares (territórios). A crise e desemprego não são fenómenos abstractos, porque as vítimas das políticas que nos vêm empurrando para mais crise e mais desemprego têm rostos e a vida acontece em lugares concretos.
A análise das séries estatísticas do período pós-integração europeia permite concluir que, num quadro genérico de convergência do PIB per capita do país para a média da União Europeia (U.E.) que ocorreu até ao início dos anos 2000, os momentos de maior convergência interna foram aqueles em que o PIB médio nacional e da área metropolitana de Lisboa cresceram menos. Posto de outro modo, se o país convergiu para a média da U.E. e se o crescimento da área metropolitana de Lisboa foi absolutamente decisivo para isso, os mesmos indicadores permitem concluir que Lisboa não foi capaz de arrastar consigo o “resto” do país. O camisola amarela fugiu ao pelotão e o pelotão mostrou-se incapaz de responder ao repto que lhe foi colocado. Isto tem tudo que ver com a estratégia e as políticas porque se optou e, daí, com a atenção que foi dada às regiões que dão corpo ao país.
Se Lisboa (secundada a muita distância pelo Algarve e pela Madeira) deu passos em frente quando a conjuntura (e as políticas públicas) lhe foram favoráveis, mas mesmo assim soçobrou quando os recursos financeiros e o enquadramento económico internacional deixaram de lhe ser tão favoráveis, que dizer dos restantes territórios nacionais? Dir-se-á que naqueles casos em que a economia dos territórios estava menos dependente do mercado interno (levado à exaustão por força de políticas fiscais e de rendimentos a roçar o saque) ou sobrou mais espaço para o retorno a modelos de auto-subsistência, terão resistido melhor. Nos demais casos, a situação é de alarme social. Disso falam os números do desemprego total e do desemprego da população jovem, importando que se esteja consciente que os 17% de desempregados registados nesta data a nível nacional e os cerca de 40% de desempregados observados entre a população com idade inferior a 25 anos são a soma das múltiplas crises sentidas na maior parte das regiões deste país, isto é, são de gente que tem rosto e que podemos encontrar ao virar de qualquer esquina.
Se há algo de positivo que se pode retirar desta situação será, porventura, a descoberta entretanto feita pelos agentes públicos nacionais que os territórios são alfobres de recursos e de competências. Descoberta tardia, digo eu, porque muitos dos produtos e das capacidades agora reconhecidas e que se pretende mobilizar já lá estavam (nos territórios, digo) e não parece ser política de aproveitamento consequente de recursos e competências condenar ao desemprego e à emigração tanta gente. Uma vez conscientes de que há recursos, também nem tudo ou muito pouco se resolverá através de apelos ao empreeendorismo dos desempregados e dos recém-diplomados. Uma e outra coisas não dispensam estratégia e políticas públicas adequadas. No momento em que se reconheça também isto, daremos o passo necessário para reverter a situação de crise e de descrédito no futuro do país que vivemos.

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, abril 05, 2013

sexta-feira, março 08, 2013

terça-feira, fevereiro 12, 2013

"Conferência ´Economia Portuguesa: Propostas com Futuro` - 16 de Fevereiro, Fundação Calouste Gulbenkian"

«Caras(os) membros e amigas(os) da Rede Economia com Futuro,

A conferência da Rede Economia com Futuro, intitulada Economia Portuguesa: Propostas com Futuro, terá lugar no próximo dia 16 de Fevereiro (sábado), na Fundação Calouste Gulbenkian (Auditório 2), em Lisboa. 

A conferência Economia Portuguesa: Propostas com Futuro constituirá um momento privilegiado de apresentação pública e debate dos resultados do trabalho que tem sido desenvolvido pela Rede Economia com Futuro, enriquecido pela discussão e reflexão tidas no âmbito dos seminários temáticos que decorreram durante o mês de Janeiro de 2013.

No apelo de Abril de 2011 que fundou a Rede Economia com Futuro e levou à realização da Conferência “Economia Portuguesa: uma Economia com Futuro” (30 de Setembro de 2011) alertava-se para o desastre que o “resgate” que acabara de ser anunciado poderia provocar. Passado um ano e meio, os resultados deste “resgate” estão à vista e são amplamente reconhecidos. Importa agora, face à devastação económica e social do país, procurar vias de saída e propostas capazes de impedir o declínio e a dependência de Portugal no quadro de uma União Europeia dual e em risco de desagregação.
Espera-se com a conferência dar um contributo que qualifique o debate público acerca das alternativas em presença e clarifique as escolhas necessárias para a superação da crise.

A conferência será aberta ao público, mas por motivos logísticos pedimos a inscrição prévia através da página de Internet da Rede Economia com Futuro (http://www.economiacomfuturo.org).

Enviamos, em anexo, o cartaz/programa da conferência e o convite electrónico.
Pedimos e agradecemos desde já a vossa colaboração numa ampla divulgação da Conferência junto de contactos pessoais e redes sociais (via email, blogs, Facebook, Twitter, etc.).

Contamos com a vossa presença!

Saudações cordiais»

(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, janeiro 18, 2013

quarta-feira, janeiro 16, 2013

"Em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido"

"Apelo «Em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido» já tem página na Internet

Está já disponível a página de Internet do Apelo «Em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido»: 

Aí pode encontrar o texto do Apelo, a lista das 600 personalidades que já o subscreveram, notícias de actividades e material gráfico, nomeadamente o convite para a Conferência Nacional. Esta terá lugar na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a 23 de Fevereiro."

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónica, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, janeiro 11, 2013