Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

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quinta-feira, março 24, 2022

Revisitando um editorial escrito para o Jornal Têxtil, em maio de 2006


Jornal Têxtil: para que te quero?

Não assisti ao nascimento do Jornal Têxtil, mas nem por isso nutro menos simpatia por este projecto informativo e pelos que, com dedicação e profissionalismo, lhe foram dando expressão substantiva. Sei que não é tarefa fácil ser voz anunciadora de caminhos incertos, mesmo que promissores. Sei, bem assim, que não é fácil ser-se ponto de encontro de um “sector” tão diverso e complexo como é o que dá nome ao Jornal. A prová-lo aí está o “impasse” porque passa a entidade que é sua promotora.

Se o futuro se constrói com informação qualificada e com conhecimento, então continuará a haver lugar para o Jornal Têxtil (JT), desde que saiba renovar-se e preservar a exigência que o tem caracterizado. É este, tal e qual, o desafio que a própria fileira produtiva enfrenta, agora mais patente face à afirmação dos grandes operadores têxteis recém-chegados aos mercados mundiais.

Na senda do caminho feito, o JT tem que redobrar insistência em conceitos operativos como os de parceria (parceria de empresas; parceria de empresas e entidades do sistema científico e tecnológico; parceria de agentes de desenvolvimento), inovação (no produto, no processo, no modelo de negócio) e de ousadia (ousar fazer diferente, ousar fazer melhor).

Braga, 24 de Maio de 2005


J. Cadima Ribeiro

 

sexta-feira, abril 03, 2020

O CONVID-19 e a situação económica em que Portugal se encontra: alguns elementos de reflexão

1.            Quais as maiores implicações para o país quando uma grande parte dos trabalhadores portugueses pararam?
R: Aparte a dimensão social e humana, a economia é profundamente afetada, obviamente, com consequências nos curto, médio e longo prazos. Para além da perda de rendimento e emprego que muitos indivíduos estão a sofrer, desde já, há que ter presente a inércia gerada no comércio interno e externo, que vai arrastar por muito tempo a situação de crise/ abrandamento económico, e os impactes da situação em matéria de equilíbrio financeiro dos sistemas de segurança social e de endividamento público. No caso português, dado o nível excessivamente elevado da dívida pública atual e não sendo claro que soluções de ajuda aos Estados-membros serão gizadas no quadro da União Europeia, é ainda prematuro prever a intensidade com que isso nos vai afetar a curto e médio prazos.
2.            Já podemos prever o cenário futuro do país no fim desta pandemia?
R: Conforme decorre do antes enunciado, se é possível antecipar previsões a curto-prazo em matéria de decréscimo do PIB (desde já, avançadas pelo Banco de Portugal e outras instituições), que, para 2020, podem variar entre 3,5% e 9%, consoante a duração do período crítico de manifestação da doença (COVID-19), de perda de postos de trabalho, que apontam para taxas de emprego que podem atingir 12% e crescimentos acentuados da falência de empresas e dos endividamentos das famílias e do Estado, há muitas outras dimensões que é prematuro assumir como possam evoluir. Por exemplo, no caso do turismo, tão estratégico para Portugal, o que possa acontecer depende não apenas da gestão interna da crise sanitária mas, igualmente, do que se possa passar nos países de origem dos nossos potenciais visitantes. Isso aplica-se, também, em grande medida ao comércio internacional, em geral.
3.            É importante manter a circulação do mercado?
R: Quanto mais acentuada e duradoura for a paragem da economia, em Portugal e no mundo com que nos relacionamos mais intensamente, mais profundos serão os impactes negativos experimentados e mais lento será o processo de reinstalação da normalidade económica.
4.            Estamos perante uma paralisia generalizada da economia?
R: Generalizada não é, no sentido em que há setores que continuam a funcionar, desde logo os diretamente ligados à saúde e à segurança públicas, e o setor alimentar básico. Porventura, em razão das circunstâncias especiais e dos locais em que se desenvolve a atividade, os setores agrícola e florestal serão dos menos atingidos. O recurso ao chamado teletrabalho também permite manter em funcionamento uma parte significativa da economia e da sociedade. Por exemplo, no setor dos serviços e, mesmo, do ensino superior e da investigação, uma grande parte das atividades estão a ser asseguradas. Quem tenha que movimentar-se por alguns lugares, vai também perceber que há alguns projetos na construção civil, que são suportados por um número restrito de trabalhadores, que continuam a avançar. Este enunciado de exceções à paralisia económica pode ser consideravelmente multiplicado.
5.            Como é que este grande problema pode afetar a União Europeia?
R: Na dimensão económica, a União Europeia é afetada na dimensão em que o são os seus estados-membros, mas há outras vertentes a reter, nomeadamente a da gestão política da crise e a financeira, isto é, que se prende com os montantes dos apoios a disponibilizar para apoiar as economias, e a forma do fazer. Os sinais que têm sido dados de falta de solidariedade interna, com expressão nalgumas declarações mais desastradas vindas a público, são preocupantes. Entretanto, também há sinais positivos, talvez tardios, como são os anúncios da Comissão Europeia da criação de uma linha de crédito à economia e do Banco Central Europeu em matéria de atuação planeada no que se reporta a aquisição de dívida pública.
6.            A Europa está a dar uma resposta concertante?
R: Como deixei dito, a gestão da situação na fase inicial da crise deixou transparecer sinais muito preocupantes, desde logo de coesão e solidariedade internas. Mais uma vez, foram evidenciadas clivagens entre países do “norte” e do “sul” e visões diferentes sobre os mecanismos de atuação para atacar a crise economia/financeira. Aparte falta de coesão, pode-se acusar as instituições da União de lentidão na resposta à crise. A Itália, em particular, queixou-se disso. À medida que o tempo foi passando e a crise se generalizou, as divergências atenuaram-se e foi melhor percebida a necessidade de atuação concertada das instituições da União Europeia.
7.            A ajuda da Europa deveria chegar já?
R: Percebendo-se que estruturas pesadas, complexas, como é a União Europeia, tenham dificuldade em dar respostas a situações emergentes, a concertação de atuações e a libertação de meios deverá ser tão rápida quanto a gravidade, indiscutível, da situação sanitário e económica o exigem. Maiores atrasos significarão mais custos, em vidas humanas e a nível de deterioração da situação económica, em geral.
8.            Qual a sua opinião sobre todo este assunto? Acha que o governo está a tomar as medidas certas?
R: O governo português tem revelado grande ponderação e bom senso, o que se saúda. Soube adotar um discurso adequado, centrado nas pessoas e procurando comunicar com elas, e foi escalando as medidas sanitárias e económicas à medida do que pareceu ser necessário fazer, sem precipitações. Obviamente, isso deu azo a críticas, posto que há sempre quem tenha outra perspetiva de gestão da situação e há aqueles que têm necessidade de criticar tudo, muitas vezes apenas para ganhar protagonismo público. As sondagens de opinião feitas sobre a matéria dão expressão de elevado consenso entre os cidadãos nacionais sobre a gestão feita da crise. 
9.            Quais os setores profissionais que vão ficar mais afetados?
R: Obviamente, resultarão mais afetados os setores profissionais ligados a atividades que estão completamente paralisadas ou a empresas que vão entrar em falência. Como disse, desde logo os profissionais das diferentes atividades ligadas ao turismo, desde o alojamento e restauração aos transportes, às agências de viagens e de aluguer de veículos, à animação turística, ao artesanato, etc., mas há muitos outros setores atingidos. Disso é expressão, por exemplo, a paragem na venda de automóveis, na venda de imóveis, e do comércio internacional, de um modo geral.
10.       Concorda com Mário Centena quando este diz que Portugal nunca esteve tão preparado para uma crise económica como agora?
R: Mário Centeno disse, e bem, que se não tivesse sido feita a gestão do endividamento público que foi feita Portugal não teria uma parte dos instrumentos financeiros de que dispõe atualmente, e de credibilidade, também. Demonstração pública, global, disso foi António Costa ter podido aparecer publicamente a criticar de forma veemente o ministro das finanças Holandês pelas palavras infelizes que proferiu sobre a gestão da situação sanitária e económica em Itália e em Espanha sem que alguém se atrevesse a contradizê-lo. Pelo contrário, quem sentiu necessidade de se retratar foi o dito ministro das finanças holandês. Em fórum público, referir-se às ditas palavras como “repugnantes” não é coisa que se espere ouvir de um Primeiro-ministro de um país da União Europeia sobre o que foi dito por um representante de outro. Só por isso, António Costa ficou com uma dívida eterna de gratidão para com Mário Centeno.
11.       Como funcionam os subsídios que o estado vai distribuir por algumas empresas? Existe alguma seleção?
R: O processo está no início e o que se conhece são as medidas enunciadas. A implementação traz sempre dificuldades que nem sempre são percebidas desde o início. Obviamente, simultaneamente com a celeridade de libertação de apoios financeiros há que cuidar que não haja posturas oportunistas. A isenção ou a derrogação de impostos e taxas têm mecanismos de aplicação mais claras e imediatas. Isso já está a acontecer. Sobre mecanismos como o “lay-off” e apoios associados, ainda há uma noção menos claro sobre como as coisas se estão a/vão passar. A ideia de que a inspeção da regularidade das situações se vai fazer a posteriori faz sentido, no presente contexto, e permite acelerar o processo de libertação de apoios financeiros.
12.       Dado que em Portugal a taxa de esforço dos Portugueses já é muito elevada, dados de setembro do jornal negócios apontam para uma taxa de 86% em Lisboa e de 51% no Porto, qual a sua opinião sobre a moratória dos empréstimos que está a ser implementada pelos bancos?
R: A declaração da moratória nos empréstimos aos particulares é uma exigência de equilíbrio dos orçamentos das famílias e da exploração dos bancos. Sem isso, as situações de incumprimento disparariam e com elas os créditos malparados nos balanços do bancos. Esperamos é que o prazo das moratórias seja compatível com a recuperação relativa da economia e do emprego. De outro modo, trata-se apenas de adiar a evidenciação de mais um problema no sistema financeiro. As taxas de esforço excessivas, na sua expressão atual, não são consequência da crise sanitária mas da falta de prudência das famílias no recurso ao crédito, e dos bancos na respetiva concessão. Por alguma razão o Banco Portugal produziu há algum tempo alguns alertas e orientações para o sistema bancário em relação a essa matéria. Tanto quanto se sabe, as instituições bancárias tenderam a ”fazer orelhas moucas” em relação a essas recomendações.  

Ponte de Lima, 3 de abril de 2020

J. Cadima Ribeiro

(Entrevista escrita dada a Andreia Oliveira, aluna da Universidade Lusófona do Porto, a frequentar o 3º ano da Licenciatura  de Ciências da Comunicação, Ramo de Jornalismo). 

quarta-feira, maio 29, 2013

Humor (negro) - LXXVII

[reprodução de imagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reenviada por Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, março 22, 2013

Humor (negro) - LXVII


[reprodução de imagem que me caiu entretanto na página pessoal do Facebook]

quarta-feira, março 20, 2013

Humor (negro) - LXVI


[reprodução de imagens que me caíram entretanto na página pessoal do  Facebook]

Interacção com os leitores: "a desgraça da economia portuguesa"

«Caro Professor [...],
Obrigado pela sua mensagem. Algumas das questões que coloca têm uma resposta longa e complexa, pelo que não creio ser viável tratá-las no quadro desta mensagem de correio electrónico. Sugeria, por isso, que consultasse alguns blogues e sítios electrónicos onde existem dados sobre essas matérias ou onde essas temáticas são discutidas. Aparte o meu blogue de Economia Portuguesa (http://economiaportuguesa.blogspot.pt), sugeria-lhe com consultasse os blogues ou sítios seguintes:
Ladrões de Bicicletas (http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt);
The Portuguese Economy (http://theportugueseeconomy.blogspot.pt/); e
Brevemente, sobre cada um dos problemas que coloca, dir-lhe-ia o seguinte:
i) Principais problemas macroeconómicos: ausência de crescimento (queda do PIB); valor elevado (em crescimento) do desemprego; elevada dívida pública; e  elevado défice orçamental anual;
ii) Valores da Dívida e do défice: dívida pública acima dos 120% do PIB e défice do Orçamento do Estado em 6% do PIB em 2012;
iii) Principais medidas de política tomadas: aumento de impostos sobre as pessoas e sobre a transacção de bens e serviços; redução dos salários; e liberalização dos despedimentos;
iv) Debate no país: posição forte da opinião pública e dos agentes económicos contra o aumento dos impostos (que levaram à queda das receitas fiscais e à recessão económica); reclamação de políticas de estímulo ao crescimento económico e à criação de emprego;
v) Implicação para as empresas: o número de encerramentos de empresas nunca foi tão elevado  em razão do estrangulamento do mercado interno e da ausência de crédito; a resposta procurada por muitas foi virarem-se para a exportação, por forma a compensarem a perda de receitas verificada no mercado interno. De um modo geral, têm tido sucesso mas a recessão que atinge os mercados europeus cria também fortes restrições ao crescimento das vendas.
Espero que encontre a informação de que necessita para o sucesso da sua investigação.
Cordiais cumprimentos,

J. Cadima Ribeiro»

segunda-feira, dezembro 17, 2012

"MSE» Como passar da miséria à indigencia"

«Como passar da miséria à indigencia 
Em Outubro apenas 375 mil pessoas recebiam prestações de desemprego. Os que recebem Rendimento Social de Inserção (RSI) são cerca de 285 mil, um número que tem vindo a diminuir – há menos 5542 pessoas a receber esta prestação social do que em Setembro - apesar de o número de pessoas que ficam desprotegidas ter vindo a aumentar. Face a Janeiro, a quebra é de cerca de 10%, já que no primeiro mês do ano havia 318.685 pessoas a usufruir deste rendimento. Quebra semelhante nota-se ao comparar o mês de Outubro deste ano com o mês homólogo do ano anterior, quando 314 mil pessoas recebiam o RSI, o que significa menos 29 mil pessoas em 2012, enquanto o número de pessoas que cai no desemprego sem apoios aumenta. O número de beneficiários desta prestação tem vindo a descer desde Julho - quando entraram em vigor as novas regras de atribuição de prestações do sistema de segurança social - precisamente quando mais as pessoas a necessitam para continuar a viver. Ou seja, o Estado está a legislar para criar barreiras à atribuição deste rendimento social, atirando para a indigencia milhares de pessoas. O MSE luta intransigentemente pelo direito ao trabalho e pelo pleno emprego. Queremos trabalhar! No entanto, num contexto em que o governo tem como política o desemprego e as pessoas têm necessidades objectivas e não têm alternativas, é dever do Estado assegurar a subsistência digna destas pessoas e não policiá-las como se tratassem de criminosos, como pretende o secretário de Estado da Segurança Social ao anunciar a contratação de mais 200 técnicos para acompanhar famílias beneficiárias do RSI em Vila Real, Setúbal, Lisboa e Porto, um investimento de cinco milhões de euros.
O MSE defende a solidariedade entre os trabalhadores e o Estado Social. O Estado tem o dever de apoiar os trabalhadores desempregados e promover políticas de pleno emprego.
O governo ao anunciar que o RSI será, em 2013, uma das prestações sociais que mais desce no Orçamento do Estado está a atirar as pessoas para a exclusão social, para a indigencia e para a fome, demitindo-se da sua função. Não aceitamos que as pessoas tenham que passar a viver da caridade do Banco Alimentar. Exigimos que se reponham os mecanismos de solidariedade do Estado.

Próximo plenário do MSE
Data: Quarta, 19 de Dezembro de 2012, às 18:00


Local: Largo Dr. António Macedo, 7 (junto à Calçada do Combro), Lisboa


(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, novembro 30, 2012

sexta-feira, outubro 19, 2012

segunda-feira, outubro 08, 2012

"Artigo de Pacheco Pereira e o Museu da Chapelaria em S.João da Madeira"

«Vale a pena ler o artigo do Pacheco Pereira.
Claro que ele continua a defender o seu amigo de Belém quando ele era inquilino do palácio de S.Bento! E nem se lembra do ministro das finanças de Sá Carneiro que acabou por obrigar à 2ª vinda do FMI ao n/país...mas isso não interessa agora, de facto.
Um governo de iniciativa presidencial!  A proposta é um susto, mas eleições antecipadas tb afligem porque demora um tempo "colossal" até se formar novo governo e o panorama das alternativas não é animador por muito que me custe admitir!
Vejamos o que faz o nosso presidente que não fala cá dentro mas hoje dá entrevista a um jornal espanhol....tb tem muito medo!
Assim, como está, não pode continuar - este governo já não existe...embora ontem tenham passado um péssimo domingo (não sei como há pessoas que gostam e querem ir para o governo!) a tentar compor o ramalhete desta austeridade que nos está a matar *


Um abraço e boa semana
Dolores

* A propósito desta terrível palavra, lembrei-me da secção das "unhas negras"  do fabrico dos chapéus (uma analogia exagerada certamente, mas já há muitos muitos portugueses em desespero)
No sábado fui a S.João da Madeira visitar o Museu da Chapelaria. Tive a sorte de participar numa visita guiada por uma jovem muito interessante que nos contou a história do fabrico dos chapéus desde o pêlo do coelho ou da lã até ao seu acabamento.
A fábrica existiu até 1995, Impressionaram-me duas fases do processo de fabrico: a da tinturaria (unhas negras) que dava doença terrível e vida curta a quem lá tinha a pouca sorte de ir dar devido ao mercúrio que era usado (e foi-o até aos anos 50) e começavam miúdos com 10 anos a trabalhar lá.. e a secção dos "dedos mágicos" aonde os homens (desde pequenos)  com ferro em brasa e altas temperaturas moldavam com os dedos a forma final do chapéu. Quem nos falou desse trabalho foi um senhor (que não lembro o nome e que lá trabalhou até ao fim da fábrica, tem hoje 81 anos se não estou em erro) que começou a trabalhar aos 10 anos e que teve a sorte de passar escondido pela secção das unhas negras graças a seu pai que trabalhava na dos dedos mágicos. Depois do almoço numa sala do dito museu (um almoço excelente com 2 menús de 6 e 12€ - que aconselho a quem lá for) fui ver os chapéus para venda. Na actualidade, eles recebem encomendas e os chapéus feitos em diversas fábricas de S.João da Madeira e não só ( especializadas  por fase de fabrico) são acabados (forrados e ornamentados) ainda na fábrica inicial pela Sra Deolinda que começou a trabalhar lá  aos 11 anos- na secção das costureiras - "dedos mágicos" também embora com muito menos temperatura- e nos explicou o que começou por fazer - uns laçinhos que serviam para indicar a parte de trás do chapéu. Hoje é ela quem faz os acabamentos dos chapéus que são vendidos no Museu. O preço dum chapéu de senhora anda à volta dos 40€ e são lindos, e têm esta história que contada por mim não é tão bonita quanto aquela que eu ouvi e que me emocionou. Quanto aos chapéus de homem só agora sinto pena por não ter guardado os chapéus de meu Pai. Todos ou quase todos os homens da idade dele usavam chapéu desde novos - o meu pai talvez a partir dos anos 60 deixou de o usar. Os meus irmãos já não o usaram nunca... Depois desta visita concluí que gostava de gostar de usar chapéu!

Para uma melhor informação consultem o site do Museu


Ah, não comprei chapéus, mas comprei lápis lindos e baratos da Viarco que felizmente funciona ainda e que recebe visitas programadas durante a semana. Compre também lápis Viarco, eu sou fã e já os uso há algum tempo.»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, encaminhada pela sua autora, a quem agradeço a consideração e a informação proporcionada, que não resisti a passar aos eventuais leitores deste jornal de parede, pese a referência feita a Pacheco Pereira)