Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

sexta-feira, janeiro 08, 2010

quinta-feira, janeiro 07, 2010

"As alterações energéticas são um tema relevante e de grande debate actualmente"

(título de mensagem, datada de quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010, disponível em Economia Portuguesa e Europeia)

terça-feira, janeiro 05, 2010

Pobreza e desigualdades em Portugal

1. Nos últimos anos, tenho sido responsável pela docência de uma unidade curricular (u.c.) intitulada Economia Portuguesa e Europeia. O objectivo essencial dessa u.c. (ou disciplina) não é tanto apresentar novos conceitos ou teorias mas conduzir os estudantes a usar a formação adquirida previamente no seu curso (de Economia) na análise das realidades socioeconómicas nacional e da U.E. De certo modo, trata-se de levá-los a mergulhar na realidade das economias, depois de lhes terem sido explicados os princípios básicos do funcionamento das estruturas económicas, em abordagens centradas em quadros mais macro ou mais microeconómicos. Como segundo objectivo, visa-se dar-lhes competências em matéria de estruturação e elaboração de documentos técnicos e respectiva apresentação pública e de produção de textos técnicos para difusão junto de públicos não especializados.
2. Dentro do espírito da u.c., as matérias a versar vão evoluindo de acordo com as conjunturas económico-sociais vividas, para que os alunos sintam o espírito da cadeira e tendam a torná-la parte do debate do “momento”. Daí resultou a preferência que os estudantes deram no ano lectivo precedente ao tratamento de temas como os défices dos orçamentos de Estado, a regulação e o funcionamento dos mercados financeiros. No presente ano lectivo, notei com curiosidade que tenham trazido para o debate as problemáticas das energias renováveis e, muito especialmente, as da pobreza e da desigualdade de rendimentos. Sendo, seguramente, um sinal dos tempos que vivemos, não esperava que os últimos temas referidos emergissem de forma tão destacada. Não quero com isso dizer que não abundassem as justificações para o fazer. Não julgava era que existisse suficiente sensibilidade para esta matéria entre estudantes de economia, normalmente muito mais preocupados em seguir os debates sobre a eficiência dos mercados, os “grandes” projectos de investimento público e os défices públicos.
3. Na realidade, apesar da evolução económica verificada nas últimas décadas, no mundo e também em Portugal, um dos maiores desafios que continua a subsistir é o da superação da pobreza. O conceito de pobreza é complexo e multidimensional. Em termos gerais, seguindo a definição proposta em 2001 pela Comissão das Nações Unidas para os Direitos Sociais, Económicos e Culturais, a pobreza “pode ser definida como uma condição humana caracterizada pela privação sustentável e crónica de recursos, capacidades, escolhas, segurança e poder necessários para o aproveitamento de um padrão adequado de vida e de outros direitos civis, culturais, económicos, políticos e sociais”. A União Europeia, por sua vez, identifica a pobreza em termos de "distância económica" relativamente a 60% do rendimento mediano da sociedade.
4. Nas sociedades actuais, e nomeadamente em Portugal, existe uma grande dificuldade em caracterizar devidamente o fenómeno da pobreza. Isso acontece porque não há uma avaliação aprofundada das suas características, dos seus determinantes e um adequado seguimento da sua evolução ao longo do tempo, até pelos “embaraços” que tal situação gera nos poderes políticos.
5. Segundo dados do INE referentes ao ano 2007, são (eram) cerca de 18% os portugueses (1,9 milhões de pessoas) que vivem (viviam) ou estão (estavam) em risco de viver em situação de pobreza, sendo este um valor ligeiramente superior à média da União Europeia que, na mesma data, se situava nos 17%. Caso as transferências sociais e as pensões não existissem, a taxa de pobreza em Portugal chegaria aos 31% da população. Quer isto dizer que as transferências sociais (incluindo o rendimento social de inserção) afastam (afastaram) cerca de 13% dos indivíduos residentes em Portugal do limiar da pobreza. Na U.E., com pior situação que a portuguesa encontravam-se a Roménia, Chipre, Itália, Espanha e Grécia. Já agora, vale a pena assinalar que, entre 1997 e 2007, a taxa de pobreza em Portugal se reduziu cerca de quatro pontos percentuais, passando de 22% para 18%, uma evolução que foi, obviamente, no bom sentido. Infelizmente, mesmo não havendo dados fiáveis, tudo indica que outro tanto não terá sucedido no período mais recente.
6. A assimetria na distribuição dos rendimentos e as situações de desemprego estão entre os principais factores explicativos das situações de pobreza. Em Portugal, a assimetria de rendimentos a que têm acesso as famílias é chocante: de acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, do INE, em 2007, o rendimento monetário líquido dos 20% da população com maiores recursos correspondia a 6,1 vezes o rendimento dos 20% da população com mais baixos recursos. Se comparado com o que se passa entre os demais membros da União Europeia, Portugal é o país em que a distribuição de riqueza tem o segundo maior diferencial. Maior diferencial apenas se verifica na Roménia, um dos mais recentes membros da UE.
7. Os dados apresentados, ainda que constituindo um “primeiro olhar” sobre a realidade da pobreza em Portugal, não podem deixar de ser vistos com preocupação e ser um elemento essencial na definição das medidas de política social. De acordo com a Comissão Europeia, as medidas para combater a pobreza passam pela introdução (ou manutenção) de um regime de rendimento mínimo e de acções vocacionadas para a promoção do emprego. A esta luz, perceber-se-á que o sucesso das políticas de relançamento da economia, no curto/médio prazo, é peça-chave do combate à pobreza em Portugal.
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J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de 2010/01/05 do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

sábado, janeiro 02, 2010

"Cultural Diplomacy in Africa - Africa and the Global Economy: Creating Opportunities and Development Strategies (17th - 23rd January, 2010)"

«I am writing to announce the dates of two complementary programs being organised by the Institute for Cultural Diplomacy in January 2010. We appreciate your support and assistance in spreading the word about this great opportunity and would be grateful if you could forward this information on to any individuals who you feel may be interested in attending these programs.

“Cultural Diplomacy in Africa: A Forum for Young Leaders” (CDA) is an active network of young leaders from across the world, who conduct activity to strengthen intra-African relations and the relations of Africa with other continents. Members join the forum by taking part in an CDA Weeklong Seminar. The forthcoming CDA Weeklong Seminar will be held in Berlin from 17th – 23rd January 2010 and will have as a theme “Africa and the Global Economy: Creating Opportunities and Development Strategies”. The program will consist of lectures, workshops, seminars, as well as cultural and social activities. During the last three days of the program participants will take part in “The Rise of Africa: An International Conference on New Strategies and Approaches to Governance and Sustainable Development in Africa”.

“The Rise of Africa: An International Conference on New Strategies and Approaches to Governance and Sustainable Development in Africa” is an international conference for students, young professionals, economists, diplomatic and political representatives, and civil society practitioners from across the world. “The Rise of Africa” will take place in Berlin from 21st – 23rd January 2010 and will consist of speeches and panel discussions by leading figures from the fields of politics, diplomacy, civil society, academia, and the private sector. Speakers will explore the range of new ideas and initiatives being developed and implemented in support of African development, and to assess the challenges and opportunities they will bring for African leaders and the continent as a whole. The program will aim to set a new pace in the development of Africa and its role in the world economy.
[...]
Further information about the two programs, including the online application forms can be found under:
* Weeklong Seminar on Cultural Diplomacy:
http://www.culturaldiplomacy.org/experienceafrica/index.php?en_cda_about-cda
and
* International Conference on the Rise of Africa:
http://www.culturaldiplomacy.org/experienceafrica/index.php?en_the-rise-of-africa

Please feel free to contact us under cda@culturaldiplomacy.org should you require any further information.
With warmest regards,

Katharina Müller»
(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a origem que se identifica)

sexta-feira, janeiro 01, 2010

A assimetria de rendimentos em Portugal

A assimetria na distribuição dos rendimentos e as situações de desemprego estão entre os principais factores explicativos das situações de pobreza. Em Portugal, a assimetria de rendimentos a que têm acesso as famílias é chocante: de acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, do INE, em 2007, o rendimento monetário líquido dos 20% da população com maiores recursos correspondia a 6,1 vezes o rendimento dos 20% da população com mais baixos recursos. Se comparado com o que se passa entre os demais membros da União Europeia, Portugal é o país em que a distribuição de riqueza tem o segundo maior diferencial. Maior diferencial apenas se verifica na Roménia, um dos mais recentes membros da UE.

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, dezembro 30, 2009

“Emigrateca portuguesa”

«Com votos de um feliz Ano Novo, damos-lhe a conhecer que se encontra disponível para consulta “on-line” (http://www.emigrateca.org/), a versão consolidada de 2009, da “Emigrateca portuguesa”.
No próximo ano iremos procurar alargar a sua dimensão inserindo outros textos, que por razões técnicas (devido à sua extensão), não foi ainda possível editar. Neste sentido, vimos convidá-lo a enviar novos contributos, contactos e sugestões de modo a tornar mais acessível este portal junto de investigadores, estudantes, associações e comunidades portuguesas. Bem haja.
[...]
Jorge Carvalho Arroteia»
*
(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a proveniência que se identifica)

terça-feira, dezembro 29, 2009

sábado, dezembro 26, 2009

A pobreza em Portugal

Nas sociedades actuais, e nomeadamente em Portugal, existe uma grande dificuldade em caracterizar devidamente o fenómeno pobreza. Isso acontece porque não há uma avaliação aprofundada das suas características, dos seus determinantes e um adequado seguimento da sua evolução ao longo do tempo, até pelos “embaraços” que tal situação gera junto dos poderes políticos.
Segundo dados do INE referentes ao ano 2007, são (eram) cerca de 18% os portugueses (1,9 milhões de pessoas) que vivem (viviam) ou estão (estavam) em risco de viver em situação de pobreza, sendo este um valor ligeiramente superior à média da União Europeia que, na mesma data, se situava nos 17%. Caso as transferências sociais e as pensões não existissem, a taxa de pobreza em Portugal chegaria aos 31% da população. Quer isto dizer que as transferências sociais (incluindo o rendimento social de inserção) afastaram cerca de 13% dos indivíduos residentes em Portugal do limiar da pobreza.
Na U.E., com pior situação que a portuguesa, encontravam-se a Roménia, Chipre, Itália, Espanha e Grécia.
Já agora, vale a pena assinalar que, entre 1997 e 2007, a taxa de pobreza em Portugal reduziu-se cerca de quatro pontos percentuais, passando de 22% para 18%, uma evolução que foi, obviamente, no bom sentido. Infelizmente, mesmo não havendo dados fiáveis, tudo indica que outro tanto não sucedeu no período mais recente.

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, dezembro 21, 2009

“Inter-industry Wage Premia in Portugal: Evidence from EU-SILC data”

“In this paper we investigate whether inequality in the inter-industry wage premia may be explained by unobserved differences in workers’ educational skills. We use the 2007 EU-SILC data set for Portugal, a nation which can be considered a case-study, due to its high inter-industry wage dispersion. Applying both OLS and quantile regression techniques, our results suggest that this unobserved heterogeneity is not a relevant matter in the wage premia determination. We thus corroborate the previous empirical contribution to Economic Letters performed by Martins (2004).”

Biagetti, Marco
Scicchitano, Sérgio

Date: 2009-12-08
Keywords: Returns to education; inter-industry wage inequality; Quantile regression; Portugal.
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:19076&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, dezembro 18, 2009

"Portugal com ´grandes carências` na educação"

Notícia i
Portugal com "grandes carências" na educação - estudo:
*
(agradeço a MJMatos a chamada de atenção para a notícia, na sua "entrada" de 16 de Dez., só agora lida, intitulada Revista de imprensa, disponível em Que Universidade ?)

quarta-feira, dezembro 16, 2009

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Eurasia Business and Economics Society (EBES) 2010 Conferences

«Dear Colleague,
We invite you to participate in the Eurasia Business and Economics Society (EBES) 2010 Conferences, which will bring together many distinguished researchers from all over the world. Participants will find a good opportunity for presenting new research, exchanging information and discussing current issues. Although we focus on Europe and Asia, all papers from major business and economics fields -theoretical or empirical - are highly encouraged.
EBES will have two conferences in 2010. The first conference will be held in Istanbul, Turkey on May 26-28, 2010. Submissions are now being accepted for the Istanbul conference. The deadline for the abstract submission for the Istanbul conference is January 31, 2010. The second conference of 2010 will be held in Athens, Greece on October 28-30, 2010. The deadline for abstract submission for the Athens conference is July 18, 2010.
We would also like to announce publication opportunities for qualified papers presented at the EBES Conferences. Qualified papers will be published in the special issues of the journal of Emerging Markets Finance and Trade (EMFT) and the Journal of Business Economics and Management (JBEM). Both journals are indexed in the Social Science Citation Index. On the other hand, all accepted abstracts will be published in the Conference Program and the Abstract Book with ISBN number.
For further details, please visit our website www.ebesweb.org
Hope to see you in one of our 2010 conferences.
Best regards,
Ender Demir
EBESConference Coordinator in Europe
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a proveniência que se identifica)

domingo, dezembro 13, 2009

Qual das estratégias deverá o Governo privilegiar?

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(título de mensagem, datada de segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009, disponível em Economia Portuguesa e Europeia)

quinta-feira, dezembro 10, 2009

The point to remember

"The point to remember about selling things is that, as well as creating atmosphere and excitement around your products, you've got to know what you're selling."

Stuart Wilde

(citação extraída de SBANC Newsletter, December 8, Issue 596 - 2009,

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Consequências da dívida externa Cabo-verdiana

Nos últimos 5 anos (2004-2008) a taxa média do crescimento do PIB de Cabo Verde foi de 6,44%, valor superior a média dos países da África Subsariana de rendimento médio, que foi de 4,66%. Contudo, sabemos que o nosso país apresenta escassos recursos naturais e nível de poupança interna muito baixa (média de 5% do PIB), pelo que, para sustentar parte deste crescimento, Cabo Verde teve que enveredar pelo caminho do crédito externo.
De forma a apreciar a delicadeza da situação, para avaliar o endividamento externo da economia Cabo-verdiana usámos a Posição de Investimento Internacional (PII), indicador que ocupa uma importância relevante nas tomadas de decisões económicas de qualquer país. A PII é uma medida estatística que apresenta o valor das disponibilidades (activos) e responsabilidades (passivos) financeiras externas de uma economia no final de um determinado período de tempo. A PII líquida representa a diferença entre o que uma economia possui e o que deve.
No nosso período em análise (2004-2008), a média da PII, negativa, em Cabo Verde, foi de 68,56% do PIB [correspondendo a uma média 72.383 milhões de Escudos de Cabo Verde (ECV)], tendo atingido 76,35% do PIB (equivalente a 99.522,8 milhões de ECV), em 2008. Este valor equivale a uma dívida de 200.000$00 (ECV) por cada cidadão. Porém, o recurso ao endividamento externo é perfeitamente explicado no caso de uma economia como a nossa, que apresenta parcos recursos naturais e financeiros, precisando, assim, de recorrer ao capital externo para financiar o investimento interno.
A média do saldo devedor do PII, durante o período em análise é explicada em grande parte pelo sector das sociedades não bancárias e particulares (onde adquire particular relevância o Investimento Directo Estrangeiro) e pelo sector público.
O Investimento Directo Estrangeiro, além de ter facultado avanços consideráveis a nível microeconómico, em sectores chaves, como tecnologia e capacidade produtiva, tem sido direccionado, em grande parte, para o sector imobiliário turístico, impulsionando assim o crescimento económico de Cabo Verde. As receitas do turismo apresentaram no período em análise uma taxa média de crescimento de 27 %, correspondendo a um peso médio no PIB de 17%.
O sector público, por sua vez, considerando o período 2004-2008, representou aproximadamente, em média, 73% da dívida acumulada, expressa em termos de percentagem do PIB. Esta dívida tem tido uma evolução decrescente, situando-se em 2008 em cerca de 60% do PIB. Sendo, a dívida pública interna, excluindo Títulos Consolidados de Mobilização Financeira, correspondeu, uma média de 26,6% do PIB, numa tendência decrescente, atingindo 19,3% do PIB, em 2008. E a dívida externa acumulada foi de aproximadamente 47% do PIB.
Os recursos externos têm financiado cerca de 90 % do investimento público, contribuindo assim para que este crescesse a uma média anual de 17%. Este investimento tem sido direccionado em grande parte para as funções económicas e sociais, como projectos de infra-estruturação no domínio dos transportes, modernização do sistema educativo, boa governação/reforma do Estado, saúde, redução da pobreza e conservação do ambiente.
Estes valores, apesar de aparentarem ser elevados, estão conformes com o acordo assinado com o FMI, no âmbito dos objectivos do Policy Support Instruments – PSI, que estabelecia como o limites de dívida pública externa a observar em Junho do 2009 cerca de 70% do PIB e da dívida pública interna valores próximos de 20% do PIB.
A dívida externa tem sido contratada, na sua maioria, por credores multilaterais, em condições muito vantajosas (taxas de juros médias de 1%, com períodos de carência entre 5 a 10 anos e prazo de maturidade de 20 anos).
Numa perspectiva económica, o Estado pode recorrer ao endividamento aumentado o consumo presente por contrapartida da redução do consumo futuro. E, se esperar um aumento considerável do rendimento futuro, a opção pelo endividamento é boa, uma vez que esses rendimentos gerados vão permitir fazer face aos encargos com as dívidas assumidas. Porém, o Estado deve aplicar estes recursos em projectos que permitam assegurar o seu reembolso, como, por exemplo, no aumento da capacidade produtiva, ou seja, em investimentos produtivos com taxas de rendibilidade superiores às exigidas pelos credores externos.
Em suma, e atendendo aos últimos relatórios do FMI produzidos no âmbito do PSI, datados de Junho e de Outubro de 2009, constatamos o seguinte: (i) o montante da dívida cabo-verdiana está dentro dos limites estabelecido pelo FMI, e apresenta uma tendência decrescente; (ii) o programa de investimento público do Governo foi avaliado como apropriado para eliminar os constrangimentos da infra-estruturação e assim aumentar o potencial de crescimento económico de longo prazo; (iii) apesar do decréscimo na taxa de crescimento do PIB devido à evolução negativa daqueles que têm sido os principais fundamentos do crescimento económico de Cabo Verde (Investimento Directo Estrangeiro; Turismo; e Remessas), motivada pela crise internacional, as autoridades nacionais continuam a demonstrar compromisso firme em matéria de adopção de políticas prudentes, o que se vem traduzindo na redução da dívida pública interna, na acumulação de reservas externas (4 meses de importação) e estabilização da dívida externa; (iv) Cabo Verde cumpriu os principais objectivos estabelecidos no âmbito do PSI, assinado em 2006.

(Coimbra, 01 de Dezembro de 2009)
João António F. Brito – Mestre em Economia.

Fontes dos dados: Relatórios anuais do Banco de Cabo Verde; FMI - Sexta revisão dos termos do PSI; e Regional Economic Outlook – Sub-Saharan Africa, Abril de 2008
[Publicado no Jornal ASEMANA, nº 910, de 04 de Dezembro de 2009]

sexta-feira, dezembro 04, 2009

"O combate ao ´chico-espertismo` tem de ser intensificado"

Conjuntura…(2)

(título de mensagem, datada de sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009, disponível em Economia Portuguesa e Europeia)

quinta-feira, dezembro 03, 2009

XX Jornadas Luso Espanholas de Gestão Científica | Call for Papers - Nova data

«Caras e caros investigadores,
Foi adiado o prazo de submissão de artigos para as XX Jornadas Luso-Espanholas de Gestão Científica.
A nova data é 9 de Dezembro. Apelamos à sua participação! Veja como fazer a sua submissão aqui.
Sob o tema «Novos desafios da gestão em contexto de incerteza», convidamos-vos a submeter os trabalhos de investigação às Jornadas Luso Espanholas de Gestão Científica.

Serão aceites para revisão, trabalhos de investigação aplicada, reflexão teórica e metodologias e experiências docentes. Todas as submissões serão sujeitas a um processo de dupla revisão anónima.
Os tópicos propostos para as jornadas são os seguintes: Docência: Metodologia e experiências docentes; Gestão e Organização de empresas (Empreendedorismo; Estratégia; Inovação; Internacionalização, Ética e Responsabilidade Social, …); Contabilidade e Finanças; Gestão de Recursos Humanos; Marketing, Logística e Distribuição; Sistemas de Informação.

Datas Importantes:
Prazo de apresentação das comunicações: 9 de Dezembro de 2009
Comunicação da Decisão de Aceitação: a partir de 20 de Dezembro 2009
Registo Antecipado: até 11 de Janeiro de 2010
Realização das Jornadas: 4 e 5 de Fevereiro de 2010»
*
(reprodução integral de mensagem entretanto recebida, com a origem identificada)