(título de mensagem, datada de sexta-feira, 14 de Novembro de 2014, disponível em Economia Portuguesa e Europeia)
Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento
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sexta-feira, novembro 14, 2014
sexta-feira, novembro 07, 2014
"São muitos os estrangeiros que escolhem Portugal para viver"
Os Novos Imigrantes
(título de mensagem, datada de sexta-feira, 7 de Novembro de 2014, disponível em Economia Portuguesa e Europeia)
Etiquetas:
Informação,
Mercado de Trabalho
quarta-feira, outubro 22, 2014
"Esta redução de desemprego não advém, apenas e só, de uma ´retoma` do crescimento da economia decorrente do ´sucesso do ajustamento`”
(título de mensagem, datada de quarta-feira, 22 de Outubro de 2014, disponível em Economia Portuguesa e Europeia)
segunda-feira, outubro 21, 2013
sexta-feira, março 08, 2013
domingo, fevereiro 24, 2013
Que Se Lixe a Troika!
"Como não podia deixar de ser, apelamos à participação na manifestação marcada para este 2 de Março de todos os desempregados, subempregados, precários, trabalhadores no activo, reformados, jovens e deficientes.
(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente de
informacao.mse@movimentosememprego.info
informacao.mse@movimentosememprego.info
segunda-feira, dezembro 17, 2012
"MSE» Como passar da miséria à indigencia"
Em Outubro apenas 375 mil pessoas recebiam prestações de desemprego.
Os que recebem Rendimento Social de Inserção (RSI) são cerca de 285
mil, um número que tem vindo a diminuir – há menos 5542 pessoas a
receber esta prestação social do que em Setembro - apesar de o número
de pessoas que ficam desprotegidas ter vindo a aumentar. Face a
Janeiro, a quebra é de cerca de 10%, já que no primeiro mês do ano
havia 318.685 pessoas a usufruir deste rendimento. Quebra semelhante
nota-se ao comparar o mês de Outubro deste ano com o mês homólogo do
ano anterior, quando 314 mil pessoas recebiam o RSI, o que significa
menos 29 mil pessoas em 2012, enquanto o número de pessoas que cai no
desemprego sem apoios aumenta. O número de beneficiários desta
prestação tem vindo a descer desde Julho - quando entraram em vigor as
novas regras de atribuição de prestações do sistema de segurança social
- precisamente quando mais as pessoas a necessitam para continuar a
viver. Ou seja, o Estado está a legislar para criar barreiras à
atribuição deste rendimento social, atirando para a indigencia milhares
de pessoas. O MSE luta intransigentemente pelo direito ao trabalho e
pelo pleno emprego. Queremos trabalhar! No entanto, num contexto em que
o governo tem como política o desemprego e as pessoas têm necessidades
objectivas e não têm alternativas, é dever do Estado assegurar a
subsistência digna destas pessoas e não policiá-las como se tratassem
de criminosos, como pretende o secretário de Estado da Segurança Social
ao anunciar a contratação de mais 200 técnicos para acompanhar famílias
beneficiárias do RSI em Vila Real, Setúbal, Lisboa e Porto, um
investimento de cinco milhões de euros.
O MSE defende a solidariedade entre os trabalhadores e o Estado Social. O Estado tem o dever de apoiar os trabalhadores desempregados e promover políticas de pleno emprego.
O governo ao anunciar que o RSI será, em 2013, uma das prestações sociais que mais desce no Orçamento do Estado está a atirar as pessoas para a exclusão social, para a indigencia e para a fome, demitindo-se da sua função. Não aceitamos que as pessoas tenham que passar a viver da caridade do Banco Alimentar. Exigimos que se reponham os mecanismos de solidariedade do Estado.
Próximo plenário do MSE
O MSE defende a solidariedade entre os trabalhadores e o Estado Social. O Estado tem o dever de apoiar os trabalhadores desempregados e promover políticas de pleno emprego.
O governo ao anunciar que o RSI será, em 2013, uma das prestações sociais que mais desce no Orçamento do Estado está a atirar as pessoas para a exclusão social, para a indigencia e para a fome, demitindo-se da sua função. Não aceitamos que as pessoas tenham que passar a viver da caridade do Banco Alimentar. Exigimos que se reponham os mecanismos de solidariedade do Estado.
Próximo plenário do MSE
Data: Quarta, 19 de Dezembro de 2012, às 18:00
Evento no Facebook:
http://www.facebook.com/events/270132106443038/
Local: Largo Dr. António Macedo, 7 (junto à Calçada do Combro), Lisboa
Coordenadas no GoogleMaps:
https://maps.google.com/?ll=38.711136,-9.148875&spn=0.001499,0.004823&t=h&z=18&layer=c&cbll=38.711097,-9.148968&panoid=cfNWyJkOGrolZjSd1rJy-g&cbp=11,289.67,,2,-1.31»
https://maps.google.com/?ll=38.711136,-9.148875&spn=0.001499,0.004823&t=h&z=18&layer=c&cbll=38.711097,-9.148968&panoid=cfNWyJkOGrolZjSd1rJy-g&cbp=11,289.67,,2,-1.31»
(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)
quinta-feira, novembro 22, 2012
"Último relatório mensal do Instituto de Emprego e Formação Profissional"
Notícia Correio do Minho
Centros de emprego: Desempregados inscritos já são mais de 65 mil:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=65696
Centros de emprego: Desempregados inscritos já são mais de 65 mil:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=65696
Etiquetas:
Mercado de Trabalho,
Notícia
segunda-feira, setembro 17, 2012
domingo, setembro 16, 2012
sexta-feira, setembro 14, 2012
Queremos...
"Queremos voltar a ter esperança e por isso os tempos são de luta."
(excerto de mensagem, intitulada "MSE está presente na Manif de 15 de Setembro", que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)
sábado, agosto 25, 2012
"MSE » Este governo não tem solução para o desemprego. Lutar contra o desemprego é lutar contra este governo"
«Este governo não tem solução para o desemprego. Lutar contra o desemprego é lutar contra este governo.
Até ao fim de 2013 o Governo prevê gastar 344 milhões de euros no programa Impulso Jovem, o que corresponde a mais de 600 mil euros por dia – dinheiro dos impostos dos contribuintes. Isto significa que o Governo vai subsidiar empresas privadas para, nada mais nada menos, do que conseguir dois postos de trabalho altamente precários por dia. Estas medidas que mais não são do que propaganda vão sair caras aos portugueses. O Governo de Pedro Passos Coelho não tem solução para o desemprego estrutural. Somos 1 324 680 trabalhadores desempregados e o Impulso Jovem é mais um buraco sem fundo que permite desresponsabilizar as empresas dos seus deveres para com os trabalhadores. Assim, lutar contra o desemprego é lutar contra este governo.
Plenário do MSE
Data: Quinta, Setembro 13, 2012 - 18:30Local: Clube de Santa Catarina - Calçada do Combro 49,1º (Lisboa)
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/447455811941507/»
(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)
sexta-feira, agosto 24, 2012
domingo, agosto 19, 2012
"Há profissões de futuro"!
Artigo Económico
As profissões do passado, do presente e do futuro:
http://economico.sapo.pt/noticias/as-profissoes-do-passado-do-presente-e-do-futuro_150341.html
(cortesia de F. Pacheco Torgal)
As profissões do passado, do presente e do futuro:
http://economico.sapo.pt/noticias/as-profissoes-do-passado-do-presente-e-do-futuro_150341.html
(cortesia de F. Pacheco Torgal)
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Investimento em Capital Humano,
Mercado de Trabalho
terça-feira, agosto 14, 2012
“Um em cada cinco trabalhadores tem formação superior”
Notícia jornal
Expresso
[Nunca
tinha acontecido. Os trabalhadores licenciados já
representam um
quinto dos portugueses com emprego. E a taxa
de desemprego é muito menor entre a
população com cursos superiores.]
Ler mais:
http://expresso.sapo.pt/um-em-cada-cinco-trabalhadores-tem-formacao-superior=f746857#ixzz23YXWUfEb
(cortesia de Nuno Soares da Silva)
terça-feira, julho 31, 2012
segunda-feira, julho 23, 2012
"MSE » O desemprego está de boa saúde, mas o MSE também..."
«O desemprego está de boa saúde, mas o MSE também …
O problema do desemprego, longe de ter
um fim à vista, parece, mais do que nunca, estar de boa saúde. Os
despedimentos colectivos aumentam a olhos vistos e a Comissão Europeia
e Paulo Portas dizem que os salários têm que cair mais.
O número de desempregados na União Europeia (UE) continuou a subir em Maio de 2012, com um novo recorde de perto de 25 milhões de pessoas. Segundo o Eurostat a taxa de desemprego oficial em Portugal permaneceu nos 15,2% em Maio. Nunca, como no primeiro semestre de 2012, os despedimentos colectivos foram usados por tantas empresas e afectaram tantos trabalhadores. Aumentaram 92% no primeiro semestre do ano, período em que foram dispensadas 5911 pessoas. O desemprego entre os professores subiu 151% só num ano. No passado mês de Junho, estavam inscritos nos centros de emprego 7432 docentes. Como se já não bastasse, a Troika ainda quer pôr cada português a ganhar menos 450 euros. Segundo os relatórios da quarta avaliação do programa de ajustamento do FMI e Comissão Europeia - os salários dos portugueses têm de cair mais. Até ao final do programa de ajustamento, em 2014, cada empregado estará a ganhar, em média, entre 452 e 491 euros a menos por ano, face a 2011. A Comissão Europeia defende mais flexibilidade salarial no mercado de trabalho. Paulo Portas declara que a Função Pública merece mais austeridade. O MSE não aceita estes dados como inevitáveis. A opção política de salvar os bancos e sacrificar os trabalhadores, o Serviço Nacional de Saúde e o Ensino Público, tem que ser denunciada e combatida diariamente. É intolerável que propostas de emprego absolutamente precárias e de elevado nível de exploração para com os trabalhadores, como a que se segue na imagem abaixo (com link
http://www.netemprego.pt/IEFP/pesquisas/detalheOfertas.do?idOferta=587814873&name=ofertas&posAbs=6&numTotRows=17,
à data de 20 de Julho de 2012), sejam divulgadas em órgãos oficiais do estado.
O MSE está a preparar novas acções de luta e apela a todos os trabalhadores desempregados, precários e sub-empregados que se organizem e combatam este governo, que está a conduzir o país ao maior retrocesso histórico.
O número de desempregados na União Europeia (UE) continuou a subir em Maio de 2012, com um novo recorde de perto de 25 milhões de pessoas. Segundo o Eurostat a taxa de desemprego oficial em Portugal permaneceu nos 15,2% em Maio. Nunca, como no primeiro semestre de 2012, os despedimentos colectivos foram usados por tantas empresas e afectaram tantos trabalhadores. Aumentaram 92% no primeiro semestre do ano, período em que foram dispensadas 5911 pessoas. O desemprego entre os professores subiu 151% só num ano. No passado mês de Junho, estavam inscritos nos centros de emprego 7432 docentes. Como se já não bastasse, a Troika ainda quer pôr cada português a ganhar menos 450 euros. Segundo os relatórios da quarta avaliação do programa de ajustamento do FMI e Comissão Europeia - os salários dos portugueses têm de cair mais. Até ao final do programa de ajustamento, em 2014, cada empregado estará a ganhar, em média, entre 452 e 491 euros a menos por ano, face a 2011. A Comissão Europeia defende mais flexibilidade salarial no mercado de trabalho. Paulo Portas declara que a Função Pública merece mais austeridade. O MSE não aceita estes dados como inevitáveis. A opção política de salvar os bancos e sacrificar os trabalhadores, o Serviço Nacional de Saúde e o Ensino Público, tem que ser denunciada e combatida diariamente. É intolerável que propostas de emprego absolutamente precárias e de elevado nível de exploração para com os trabalhadores, como a que se segue na imagem abaixo (com link
http://www.netemprego.pt/IEFP/pesquisas/detalheOfertas.do?idOferta=587814873&name=ofertas&posAbs=6&numTotRows=17,
à data de 20 de Julho de 2012), sejam divulgadas em órgãos oficiais do estado.
O MSE está a preparar novas acções de luta e apela a todos os trabalhadores desempregados, precários e sub-empregados que se organizem e combatam este governo, que está a conduzir o país ao maior retrocesso histórico.

Plenário do MSE
Data: 13 de Setembro de 2012, 5ªfeira - 18:30
Local: Clube de Santa Catarina - Calçada do Combro 49,1º (Lisboa)
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)
quinta-feira, julho 12, 2012
Diminuição da população em Portugal e aumento do envelhecimento
P: Que impactos podem ter estas tendências [diminuição da população em Portugal e aumento do envelhecimento]?
R: Estes fenómenos de decréscimo continuado das taxa de natalidade e de aumento da esperança média de vida têm razões várias, de natureza cultural, social, económica e financeira. Os impactos estão e continuarão a sentir-se, igualmente, nestas diferentes dimensões da vida social. Em concreto, têm reflexos na adopção de novos modelos de vida e de consumo, na produtividade e espírito empreendedor da economia, no tipo de equipamentos sociais que se tornam necessários, na estrutura da despesa pública e na sustentabilidade dos sistemas de segurança social.
P: Que factores mais têm pesado para esta curva acentuada de envelhecimento?
R: Este fenómeno deve-se ao contínuo decréscimo da taxa de natalidade, à redução da taxa de mortalidade e ao aumento da esperança média de vida. A taxa de natalidade passou de 28 nascimentos por 1000 habitantes em 1935 para 9,5 em 2010, isto é, praticamente três vezes menos. Associado a esta redução do número de nascimentos, esteve o declínio do Índice Sintético de Fecundidade, que nos últimos anos se tem situado constantemente abaixo do limiar mínimo que permite a renovação de gerações (cerca de 2,1 filhos por mulher em idade fértil). Em 2001, o nível de fecundidade entre as mulheres de origem portuguesa situou-se em 1,5, o que foi parcialmente compensado pelas mulheres de nacionalidade estrangeira, que atingiu os 2,4.
A esperança média de vida em Portugal era, em 1960, de apenas 61 anos para os homens e 67 anos para as mulheres, enquanto que em 2005 atingia 81 anos para as mulheres e 75 para os homens. O acréscimo da esperança média de vida resultou, entre outras razões, da melhoria das condições de vida, dos progressos na medicina, da melhoria da assistência médica, do alargamento dos sistemas de protecção social, da alteração de hábitos alimentares e outros.
P: Que país temos hoje? E teremos daqui a 20 anos? Cinco idosos por cada jovem?
R: Foi em 2000 que pela primeira vez o número de jovens em Portugal foi superado pelo número de idosos. Em 2005, os nascimentos foram pouco mais do que as mortes e o fluxo de imigrantes diminuiu face a valores de anos antecedentes. Entre 2005 e 2010, a proporção de jovens na população residente total decresceu de 15,6% para 15,1%. No mesmo período, a proporção de indivíduos em idade activa (população na faixa etária dos 15 aos 64 anos de idade) também se reduziu de 67,3% para 66,7%.
Em trinta anos, a percentagem de portugueses com mais de 65 anos passou de 11% para 17,5%. Mantendo-se esta tendência, segundo estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2050, cerca de 80% da população portuguesa apresentar-se-á envelhecida e dependente, e a idade média poderá situar-se próxima dos 50 anos.
P: De que forma se podem inverter estes dados?
R: Uma reacção óbvia será pensar que a solução para o envelhecimento poderá passar pelo regresso a níveis de fecundidade mais elevados. Acontece entretanto que é notória a pouca atenção que em Portugal se presta às políticas sociais e da família, havendo necessidade de mais do que duplicar o orçamento dedicado ao apoio às famílias com filhos se o intuito fosse o de obter resultados similares aos que alguns dos seus parceiros comunitários têm vindo a conseguir, aparte a imperatividade de manter políticas menos errantes. A esta luz, em sentido inverso ao que seria necessário, o que se foi passando na última ano nesta matéria (de apoio à natalidade e à família, digo) configura um autêntico cenário de desastre.
P: A sustentabilidade da segurança social fica definitivamente posta em causa?
R: Com o envelhecimento da população e o consequente aumento do índice de dependência de idosos, assiste-se também ao aumento dos encargos sociais com reformas, pensões e assistência médica, e à crescentemente dificuldade de cobrir com recurso a um número reduzido de contribuintes (população em idade activa) os encargos daí derivados. Fica assim, efectivamente, em causa tanto a sustentabilidade do sistema de segurança social como a estrutura da despesa pública, sobrecarregada com a necessidade de aumentar os gastos com serviços, de saúde e outros, associados às populações mais idosas. Neste contexto, a resposta mais imediata ensaiada, tem sido adiar a idade legal de passagem à reforma, o que faz sentido mas não é resposta suficiente.
Para aliviar as consequências futuras do processo de envelhecimento populacional, aparte o adiamento da idade de reforma, as políticas de incentivo à natalidade e a retenção no país de activos jovens, ao contrário do que ultimamente vem sucedendo (com evidente “complacência” das entidades públicas centrais), uma orientação possível será o recurso à chamada “imigração de substituição”. O recurso à imigração de substituição é também uma resposta ao envelhecimento demográfico na medida em que se consiga assegurar que contingentes de imigrantes com uma estrutura etária e níveis de actividade mais favoráveis compensem o envelhecimento da população autóctone. Para tanto, é todavia absolutamente necessário repor a economia do país no trilho do crescimento, o que não se tem visto fazer nem se perspectiva quando venha a ocorrer.
P: E ao nível social? Que consequências podemos esperar?
R: Conforme se disse, o decréscimo das taxa de natalidade e o aumento da esperança média de vida têm reflexos na adopção de novos modelos de vida e de consumo, na despesa pública e na sustentabilidade dos sistemas de segurança social, na eficiência e competitividade da economia, nomeadamente. Por sua vez, as respostas de política para enfrentar estes problemas, têm que intervir igualmente em diferentes esferas, da imediatamente ligada à vida familiar e organização social, a aspectos cultura e de consumo. Não se atingirão resultados consistentes senão olhando e intervindo nessas diferentes dimensões.
Atentos os sinais dos últimos tempos, não há grande espaço para optimismo; quero dizer: não se pode fazer o discurso da necessidade de se alcançarem maiores níveis de fecundidade e simultaneamente desinvestir no que respeita a estruturas de apoio à infância e à própria natalidade; não se pode ambicionar ter uma economia mais competitiva, apostando em produtos e serviços mais sofisticados ao mesmo tempo que se desinveste na educação e na ciência e se aponta o caminho da emigração aos activos mais jovens e mais qualificados; não se pode atrair e reter quadros quanto a palavra esperança está ausente do discurso e deixou de ser norteadora da acção de política.
J. Cadima Ribeiro
(resposta às questões da jornalista Rita Montez, da revista Visão, datadas de 2012/07/06)
terça-feira, julho 03, 2012
"O desemprego no distrito de Braga atingiu em Maio o máximo ´histórico` de 65.386 trabalhadores"
Notícia Correio do Minho
Desemprego no Distrito: “Máximo histórico” vai agravar-se:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=62606
Desemprego no Distrito: “Máximo histórico” vai agravar-se:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=62606
segunda-feira, maio 14, 2012
O desemprego em Portugal: alguns dados
Um dos problemas
mais presentes e mais dramáticos com que a sociedade portuguesa se confronta
nesta data é o do desemprego, que subiu em flecha no último ano mas que já
vinha apresentando sinais preocupantes quase desde o início da década passada. A
actual crise económica e todos os factores negativos que têm informado a
evolução as economias portuguesa e mundial nos derradeiros anos estão na origem
da situação vivida e da consequentemente dificuldade de reverter este ciclo
negativo.
Consideram-se
desempregados aqueles indivíduos que não têm trabalho mas que o procuram
activamente. Existem vários tipos de desemprego. Referir-me-ei a alguns desses
conceitos brevemente, antes de me reportar aos números que retratam a realidade
do país nesta dimensão.
Um dos conceitos
empregues em Economia é o de desemprego estrutural. Este tipo de desemprego
pode ser explicado por insuficiência da procura de bens e serviços que a
economia está em condições de oferecer num certo momento, e da insuficiência de
investimento em sectores produtivos com potencial de expansão. Pode também decorrer
de mudanças tecnológicas que estejam em curso, que podem ditar desajustamentos
entre as qualificações profissionais exigidas para ocupar os postos de trabalho
que se criam e as detidas pela mão-de-obra existente.
Outros conceitos
comummente invocados são os de desemprego conjuntural e de desemprego
friccional. O primeiro está associado a flutuações da actividade económica que
ocorrem, ou seja, aos ciclos económico de curto/médio prazo. O desemprego
friccional, por sua vez, ocorre quando alguém abandona um posto de trabalho para
procurar outro emprego ou durante o período de transição de um emprego para o
outro.
Indo aos números,
um primeiro dado a reter é o de que até 2006 Portugal registou taxas de
desemprego inferiores à média da U.E. Foi de 2007 em diante, momento em que se
desencadeou a crise financeira nos Estados Unidos da América, que os valores do
desemprego começaram a subir de forma drástica em Espanha, Grécia e Portugal. A
este nível, o caso da Alemanha é muito interessante, uma vez que desde 2005 que
as taxas de desemprego têm estado em constante decréscimo, o que não se alterou
mesmo com a crise financeira a que se fez referência e com a crise económica
subsequente.
Retendo agora as taxas
de desemprego mensais desde Fevereiro de 2011 a Fevereiro de 2012, verificamos que a
taxa de desemprego média europeia tem sofrido ligeiros aumentos, mantendo-se
muito próxima dos 10%. Entretanto Portugal, que começou o ano de 2011 com uma
taxa próxima dos 13%, chegou a Fevereiro deste ano com uma taxa de 15%, ou
seja, registou-se um aumento de dois pontos percentuais num ano, o que é
extremamente inquietante.
Um caso ainda mais
preocupante é o de Espanha, cuja taxa de desemprego não pára de crescer e está
já nos 23,6%, isto é, atinge quase um quarto da população activa. Se o fenómeno
é dramático à luz da realidade social Espanhola, também o é quando considerado
a partir de Portugal, já que aquele país é o primeiro parceiro comercial de
Portugal (1º destino das nossas exportações), tendo que daí retirar-se a ilação
que o que for mau para Espanha não deixará de ser mau para o nosso país,
igualmente.
Retornando aos
dados nacionais em 2011, por género, anote-se que o desemprego se distribuía da
seguinte forma: 52,62% dos desempregados eram homens e 47,38% mulheres, o que, mesmo
assim, configura a persistência de uma taxa de desemprego feminino superior à
masculina. No que toca ao desemprego por unidades estatísticas do tipo II (NUTs
II), há a assinalar que, no último ano, as taxas de desemprego sofreram
acréscimos significativos em quase todas as “regiões”, tendo-se mantido apenas em
Lisboa e diminuído na Madeira. A pior situação ao longo desse ano verificou-se
no 4º trimestre, em que as taxas de desemprego dispararam a nível nacional. As
taxas mais elevadas foram (são) as verificadas nas NUTs II Norte e Lisboa.
É também importante
dizer que, da totalidade dos desempregados registados em 2011, 10,4% encontravam-se
à procura do primeiro emprego, e que a permanência no desemprego era, em média,
de mais de 12 meses. Considerando a taxa de desemprego jovem, há que sublinhar
que esta atingiu no 4º trimestre de 2011 os 35,4%, um número dramaticamente
elevado e que tenderá a agravar-se durante o ano de 2012, dado o comportamento
negativo previsto para a economia portuguesa (decréscimo do PIB nacional).
Se são
razoavelmente claras as causas do problema, encontrar resposta para ele
afigura-se bem mais complicado, sendo problemáticas algumas das medidas “recomendadas”
pelo triunvirato que actualmente supervisiona a gestão da economia portuguesa,
nomeadamente as que se prendem com a redução da duração máxima do subsídio de
desemprego e a redução do montante das prestações, para não falar já de
diversas disposições constantes das leis do trabalho entretanto alteradas ou em
processo de alteração. Seguro e consensual é que as respostas sustentáveis que
se possam procurar para este flagelo social terão que ser encontradas pela via
do relançamento do crescimento da economia portuguesa, mesmo que essa tenha
sido dimensão substantivamente esquecida da condução das políticas públicas
nacionais, neste período de crise financeira e económica profundas.
Nesta fase,
confirmadas como estando erradas todas as previsões feitas pelo FMI, aquando do
contrato de “resgate financeiro” do país, sobre a evolução da taxa de
desemprego nacional no horizonte de curto/médio prazo, até aquele organismo
internacional subscreve esta orientação de política. Fica a faltar acção conducente
ao crescimento da economia.
J. Cadima Ribeiro
Nota: na elaboração do
presente texto foram usados dados recolhidos das fontes oficiais por Fernando Ricardo Fernandes da
Silva
(artigo de opinião entretanto publicado no ComUM)
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