Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

sexta-feira, setembro 15, 2006

Em Portugal, cerca de 20% das pessoas...

«De acordo com o relatório "Panorama da Educação de 2006", da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal surge no fim da lista sobre o tempo que a população entre os 25 e os 64 anos passou em estabelecimentos de ensino.No topo da escala surge a Noruega, onde a população permanece em média quase 14 anos no sistema educativo, seguida da Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos, todos acima dos 13 anos.
[…]
Quanto ao Ensino Superior, o relatório indica que em Portugal cerca de 20% das pessoas entre os 25 e os 34 anos possuem um diploma universitário, mas que aquele valor cai para 10% quando analisada a faixa etária entre os 45 e os 54 anos.»

(extractos de artigo, intitulado “Portugal é o país com menos tempo no ensino”, publicado no Jornal de Notícias, em 2006-09-13)

2 comentários:

Alina Gonçalves disse...

Estes números não são surpreendentes para mim pois já tinha abordado o assunto na disciplina de economia do trabalho.
No entanto, estes dados não deixam de ser muito preocupantes pois a qualificação dos recursos humanos é indispensável para um crescimento mais estável e equilibrado no longo prazo. Assim sendo, torna-se vital adoptar medidas incentivo à educação, de combate ao insucesso e abandono escolar e fundamentalmente de sensibilização da própria população para a verdadeira importância do assunto. Deste modo, deve ser dada à educação a merecida atenção pois ela será um dos vectores em que Portugal se deverá apoiar para crescer e se aproximar dos seus parceiros europeus.

Hélder_Matins_Nº40295 disse...

Não é com surpresa que recebo estas notícias pois, nos tempos recentes, de entre os países mais desenvolvidos Portugal, tem surgido nos últimos lugares no que diz respeito a este tipo de indicadores. No entanto, é de verificar que a situação tem vindo a melhorar nos últimos anos e, é cada vez mais a população com licenciatura. A situação tem vindo a melhorar no entanto, é ainda insuficiente para as necessidades do país que, pretende caminhar no sentido de se tornar mais competitivo em termos de conhecimento investigação e tecnologia.
Este tipo de informação deve servir de alerta para que o país invista mais no ensino, devendo no entanto este investimento ser feito de acordo com as necessidades do pais, e não para as áreas sobrelotadas pois, sereia um desperdício de recursos incentivar o ensino nestas áreas e posteriormente termos licenciados, em que foi investido muito dinheiro, a trabalhar em caixas de supermercado.

Hélder Martins Nº40295