Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

quinta-feira, setembro 21, 2006

Labour Force Survey 2005

"Labour Force Survey 2005
Employment rate in the EU25 was 63.8% in 2005
One in seven employees had a temporary job


In 2005, 197.5 million people aged 15 years or more had a job or a business activity in the EU25. The total employment rate1 for people aged 15-64 was 63.8%, compared to 62.4% in 2000, and 63.3% in 2004. The employment rate for women in 2005 was 56.3%, compared to 53.6% in 2000, while the rate for older people, i.e. those aged 55-64, reached 42.5%, up from the 36.6% registered in 2000.
This information comes from a report4 published by Eurostat, the Statistical Office of the European Communities, based on the results of the 2005 Labour Force Survey.

Employment rates of people aged 15-64 range from 52.8% in Poland to 75.9% in Denmark
In 2005, the employment rate for persons aged 15-64 was above 70% in Denmark (75.9%), the Netherlands (73.2%), Sweden (72.5%) and the United Kingdom (71.7%), and below 60% in Poland (52.8%), Malta (53.9%), Hungary (56.9%), Italy (57.6%) and Slovakia (57.7%).
Denmark (71.9%), Sweden (70.4%), Finland (66.5%), the Netherlands (66.4%) and the United Kingdom (65.9%) registered the highest rates of female employment in 2005, while Malta (33.7%), Italy (45.3%), Greece (46.1%) and Poland (46.8%) had the lowest. Malta recorded the greatest difference between male and female employment rates, with a gap of 40 percentage points, followed by Greece (28 pp), Italy (25 pp) and Spain (24 pp). On the other hand, Finland and Sweden (both 4 pp), and Estonia (5 pp) recorded the lowest differences.

Large variation between countries in percentage of temporary jobs
On average in the EU25, 14.5% of employees aged 15 or more had a temporary job5 in 2005, up from 13.7% in 2004. The percentage of employees with temporary jobs varied widely across Member States, from 2.7% in Estonia, 3.7% in Ireland and 4.5% in Malta, to 33.3% in Spain, 25.7% in Poland and 19.5% in Portugal.
The percentage of women employed in temporary jobs in the EU25 was 15.0%, compared to 14.0% for men. In 17 of the 25 EU Member States, the share of women with temporary jobs was larger than that of men, with the largest differences being observed in Cyprus (19.5% for women compared to 9.0% for men), Finland (20.0% compared to 12.9%) and Belgium (11.4% compared to 6.8%).

Close to one in five of the unemployed looking for their first job
Among the unemployed in the EU25 in 2005, 18.3% had never had a job, ranging from 8.9% in Finland and 9.2% in Germany to 37.3% in Greece and 33.6% in Italy.
As far as long-term unemployment is concerned, 4.1% of the active population in the EU25 had been without work for at least a year. This percentage varied from 1.0% in the United Kingdom and 1.1% in Denmark to 11.7% in Slovakia and 10.2% in Poland.
[...]
Two thirds of the workforce employed in services
Two thirds of jobs in the EU25 in 2005 were in services6, and in no country was it less than 50%. Services accounted for 56.3% of jobs for men and 81.9% for women. In Luxembourg (81.0%), the United Kingdom (76.5%), the Netherlands (76.1%) and Sweden (75.8%) more than three quarters of workers were engaged in the services sector.
Industry provided jobs for 27.5% of the employed in the EU25 in 2005, accounting for 38.0% of jobs for men, compared to 14.2% for women. The Czech Republic had the highest proportion of jobs in industry (39.5%), followed by Slovakia (38.8%) and Slovenia (37.1%).On average in the EU25, agriculture was the main activity of 4.9% of workers, and accounted for over 10% of employment in Poland (17.4%), Lithuania (14.0%), Greece (12.4%), Latvia and Portugal (both 11.8%)."
Eurostat news release, 118/2006 - 11 September 2006;
http://ec.europa.eu/eurostat/
(extractos do doc. identificado, difundido via internet)

5 comentários:

saraveloso disse...

Através da leitura deste documento e de acordo com a análise de determinados dados estatísticos apresentados na última aula (21.09.06) é de facto de salientar que a comunicação social transmite aos portugueses uma imagem demasiado pessimista e desanimadora do nosso país, bem como os discursos políticos, que na minha modesta opinião, se assemelham mais a um "jogo de ping-pong", onde os partidos atiram as culpas da recessão económica uns para os outros, ao invés de procurar soluções concretas.
Os dados não enganam e mostram um Portugal que teve um crescimento em termos de produto e rendimento, desde a adesão à União Europeia, muito notável, com assinaláveis melhorias na qualidade de vida. Actualmente, por "culpa própria" e mesmo por arrastamento da crise que afecta a economia alemã, apresenta grandes dificuldades em conseguir sair desta fase de estagnação no crescimento económico.
No entanto, um olhar mais atento sobre indicadores relacionados com o mercado de trabalho, nomeadamente, a taxa de actividade, a taxa de desemprego de longo prazo...podemos verificar um país que não tem assim tantas razões para estar de "luto", pelo contrário, comparativamente a outros parceiros e mesmo face à média da zona euro, tem motivos para se orgulhar e não se deixar intimidar pelas erradas observações dos media.
Para finalizar esta pequena intervenção, e sendo eu uma representante do sexo feminino, não deixaria de destacar a elevada taxa de participação das mulheres portuguesas no mercado de trabalho face à mesma taxa apresentada pelos outros países europeus. As mulheres portuguesas são das que mais contribuem para o produto do país, agora compreendo melhor porque eronicamente se diz que as mulheres portuguesas são "umas mulheres com bigode!". Sara Veloso

Pedro Silva disse...

Ao ver o referido documento, os dados que mais me chamaram à atenção foram sem dúvida as estatísticas referentes à educação e qualificação. No que concerne à distribuição dos trabalhadores por sector de actividade, ao número de horas de trabalho ou às características do desemprego, julgo que os dados são pouco conclusivos ou inconsistentes, uma vez que países com níveis de desenvolvimento bastante diferentes apresentam por vezes valores semelhantes em determinadas rubricas. Vemos que Portugal apresenta mais gente na agricultura, trabalho menos qualificado e uma elevada percentagem de mulheres nas chamadas “elementary occupations”, mas não me parece que haja aqui algo de novo.

O que me parece grave é o facto de Portugal estar tão atrás da generalidade dos países da Europa nas estatísticas da educação. Relativamente ao passado, é grave porque significa que uma elevada percentagem dos trabalhadores portugueses, logicamente os menos qualificados, terá grandes dificuldades de se adaptar à necessária transformação da estrutura produtiva portuguesa (voluntária ou não) daí podendo resultar graves problemas ao nível do desemprego. Esse desemprego pode não ser evidenciado nas estatísticas, bastando para isso que tais pessoas saiam da população activa. Para mais, não se nota em Portugal um esforço na requalificação dessa mão-de-obra. Quanto ao presente, chegam a ser absurdos os níveis de abandono escolar e a diferença para praticamente todos os países da Europa a 25 no que respeita a jovens entre 20 e 24 anos com o ensino secundário. Nos anos mais recentes poucos progressos se têm feito a este nível e isso não deixará de produzir consequências nefastas no futuro.

Da minha parte, não sei até que ponto os media passam uma imagem assim tão negativa do país. É verdade que Portugal foi dos países que mais cresceram nos últimos trinta anos em todo o mundo, mas o passado mais recente é, na minha opinião, deveras preocupante.

Por um lado, não posso deixar de discordar com a mensagem de conformismo muitas vezes transmitida por colunistas e “opinion makers” em geral. Por outro, acho completamente errado que adoptemos uma postura de “assobiar para o lado”, como se nada se passasse e as estatísticas que periodicamente nos chegam nada significassem. No fundo, ambas as visões estão erradas porque resultam no mesmo, ou seja, numa atitude de aceitação do status quo.

Vânia Silva disse...

A questão do desemprego tem sido um tema de constante debate em Portugal. Não é raro o dia em que surgem notícias acerca de empresas que fecham e de pessoas que vão, inevitavelmente, para o desemprego. Daí a importância de reflectir um pouco mais sobre esta questão.
Se analisarmos a evolução da taxa de desemprego apresentada pela Eurostat verificamos que, em Portugal, ela apresentava um valor de 4% no ano de 2000 tendo, em 2005, um valor de 7.6 %. Este crescimento na taxa de desemprego pode parecer preocupante, no entanto, se compararmos com a média da UE-25 (8.8%) ou até mesmo da UE-15 (7.9%) constatamos que se trata de um valor abaixo da referida média, contrastando claramente com os valores apresentado quer para a vizinha Espanha (9.2%), quer para a Alemanha (9.5%).
Da análise de informações mais recentes, disponibilizadas pelo INE, podemos verificar que a taxa de desemprego global ronda os 7.3% no 2º trimestre de 2006, apresentando um valor ligeiramente mais elevado ao do mesmo período no ano anterior (7.2%).
Ou seja, ao contrário do que o senso comum nos faz crer, Portugal não está numa situação muito grave, quando comparado com o padrão da UE (pelo menos neste aspecto!). No entanto, para compreendermos este fenómeno não nos podemos limitar à análise destes dados. Embora estes valores nos pareçam animadores não nos devemos esquecer que o desemprego é uma realidade que afecta centenas de indivíduos e que tem consequências não só no plano económico e social, mas também na esfera pessoal de cada indivíduo. Assim, é essencial que se procurem soluções concretas que visem ultrapassar esta situação, até porque a sua existência acarreta custos não só para a sociedade (nomeadamente sobre a segurança social), mas também para os indivíduos. O desemprego não é, portanto, um fenómeno isolado que pode ser tratado como algo à parte dos outros fenómenos sociais e económicos. Muito pelo contrário! Como tal a procura de soluções deve passar pela criação de propostas integradas que visem uma maior participação não só do Estado mas também de todos os agentes económicos.

J. Cadima Ribeiro disse...

Caro Pedro Silva,
O conformismo nunca é solução em matéria económica. Estou inteiramente de acordo.
Desse ponto de vista, a atitude dos agentes políticos e da comunicação social são instrumentais. Se o discurso for de desastre iminente, como se pode esperar que os agentes económicos e as populações, em geral, acreditem que o pais tem futuro e lutem por esse devir?
Claro está que o discurso político tem que ser secundado por acções consequentes.

J. Cadima Ribeiro

J. Cadima Ribeiro disse...

Cara Vânia Silva,
Da sua mensagem, com que de uma geral concordo (outro tanto se passa com a da Sara Veloso), sublino algo em que eu também tenho insistido: a ideia de parceria para o desenvolvimento - parceria entre público e privado; parceria de agentes de desenvolvimento, que o queiram ser.
Entretanto, infelizmente, é uma prática ainda esparsa essa, na economia e na sociedade portuguesa. O estado, por exemplo, ainda não percebeu a importância de lhe dar expressão substantiva.

J. Cadima Ribeiro