Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

segunda-feira, outubro 30, 2006

A abertura e internacionalização da economia portuguesa

O reforço da abertura (1960/1985)

No período posterior à entrada de Portugal na EFTA – Associação Europeia de Comércio Livre - (1960/1972), assistiu-se a uma modificação na estrutura do comércio português com as colónias (oscila de 24,6% para 14,5% nas exportações e de 14,2% para 11,3% nas importações) e a uma maior aposta das empresas nacionais nos mercados da EFTA.
Os acordos comerciais de 1972, celebrados entre Portugal e a CEE (Comunidade Económica Europeia) foram outro dos acontecimentos decisivos na reorientação do comércio português para os mercados europeus.
Com a revolução dos cravos e a independência das colónias reforçou-se o desejo de uma futura adesão às Comunidades Europeias.


Quanto ao investimento directo, este período ficou caracterizado por um crescente afluxo de IDE ao nosso país, dada a liberalização progressiva das entradas de capitais e um ambiente propício aos investidores estrangeiros .
Os maiores investidores são países membros da CEE, em especial a França, a Alemanha e o Reino Unido;

Quanto ao investimento directo realizado por empresas nacionais no exterior, há a registar a preferência pelos mercados europeus e de língua portuguesa.
Por outro lado, a irrelevância dos montantes envolvidos, demonstram uma opção ainda tímida por formas mais avançadas de internacionalização empresarial.
A exportação era a forma privilegiada de venda nos mercados externos.
A passividade ou a inexperiência das empresas nacionais conduzia ao caminho mais fácil da subcontratação.

1 comentário:

susana vilas boas disse...

O comércio português para os mercados europeus, sofreu diversas alterações ao longo do processo de construção e integração europeia. Desde a adesão á EFTA, e até aos sucessivos acordos celebrados entre Portugal e a CEE.
A adesão á CEE, veio trazer uma nova reorientação á politica comercial, e alterar profundamente as relações económicas e comerciais entre os seus membros, com padrões e níveis de desenvolvimento, muito díspares entre si.
Ao nível do IDE, e de entrada de capitais estrangeiros, Portugal foi beneficiado por uma elevada entrada de IDE, resultante da liberalização económica e de um clima favorável, oriundos da França, Alemanha e Reino Unido.
Portugal apostou em realizar IDE, em países com os quais tinha uma forte ligação histórica e cultural, e uma língua em comum. Mas, de forma muito tímida, e em pequenos montantes, o que revela a dificuldade e o medo das empresas se nacionais darem passos seguros e fortes na sua internacionalização. O que conduziu á sua subcontratação por parte das grandes empresas transnacionais.