Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

quarta-feira, julho 21, 2010

Contracção orçamental e políticas alternativas

Apesar da gravidade da crise económica e financeira iniciada em 2007 e das dificuldades para encontrar uma resposta que mitigasse os seus efeitos, durante os anos de 2008 e 2009 foram implementadas uma série de políticas económicas que podem ser consideradas genericamente correctas. Para combater a crise financeira, os bancos centrais reduziram drasticamente as taxas de juro e apoiaram os mercados de crédito com intervenções em grande escala. Para apoiar a economia real, os governos incrementaram rapidamente a despesa pública para manter os níveis de procura, à custa de gerar grandes défices orçamentais e elevar consideravelmente os níveis de dívida pública. As políticas seguidas impediram que as economias se afundassem e evitaram que permanecessem numa situação recessiva durante longos anos.

A recuperação de algumas economias, iniciada no final do verão do ano passado, fez com que muitos governos se apressassem a retirar os estímulos fiscais que tinham permitido sustentar os níveis de procura e moderar o crescimento do desemprego, colocando em sérios riscos a recuperação no médio prazo. A crise da dívida, iniciada no primeiro trimestre deste ano e aprofundada no segundo, colocou um ponto final na heterodoxia em matéria de política fiscal. Os países mais desequilibrados foram obrigados pelos mercados e pelo Ecofin a adoptar planos de austeridade, destinados a reduzir o défice orçamental, num horizonte temporal reduzido, através do corte de diversas componentes da despesa e do aumento de impostos.

O objectivo último destas políticas fiscais restritivas e das reformas dos mercados que as acompanharam foi, aparentemente, restabelecer a confiança nos mercados de dívida e garantir o financiamento das economias com problemas. Ou seja, o pressuposto fundamental que justificou a imposição destes planos é que as contracções fiscais podem expandir a economia, sempre e quando permitam recuperar a confiança. Como quase tudo em economia, este pressuposto pode ser válido em determinadas conjunturas mas não pode ser considerado universalmente correcto. Na história económica recente, as contracções fiscais tiveram efeitos expansivos quando combinadas com políticas monetárias expansivas e quando a actividade do sector privado (financiada por níveis positivos de poupança) foi suficiente para substituir o sector público na dinamização da procura interna. Adicionalmente, evidencia-se que o sucesso destas contracções para expandir o produto obriga a que a sua implementação não seja anterior à recuperação do crescimento.

A contracção fiscal imposta pelos planos de austeridade é, na minha opinião, excessiva e terá consequências negativas em termos de crescimento, nomeadamente nos países periféricos. Por um lado, porque a política monetária do BCE, apesar da sua expansividade, não está a conseguir dinamizar os mercados de crédito e porque o sector privado, destes países, está extremamente endividado. Por outro, porque o timing para a sua implementação é incorrecto, dado que a recuperação do crescimento ainda está longe de ser conseguida na maior parte destas economias. Convém também ter presente que a generalização dos ajustamentos fiscais à totalidade dos países da zona euro, mesmo nos casos em que não são necessários (p.e. na Alemanha), minará o crescimento do conjunto, atrasando a recuperação das economias periféricas mais desequilibradas.

Para além de uma moderada contracção orçamental em algumas economias europeias, existem certos aspectos, alguns conjunturais e outros estruturais, que deveriam fazer parte, em diferentes horizontes temporais, da solução para a actual situação de estagnação da economia. Por um lado, alguns países, nomeadamente a Alemanha, deveriam mudar a sua atitude e assumir a liderança na saída da crise, para a qual precisam de grandes doses de determinação e de solidariedade bem entendida. Nos últimos meses o governo alemão tem sido excessivamente cauteloso, tem-se pautado por critérios de austeridade e ainda não compreendeu que o papel do seu país é fundamental para que a economia europeia inicie uma recuperação sólida num prazo razoável. Os políticos alemães continuam a insistir no reforço da disciplina fiscal e a adiar as reformas estruturais que permitiriam incrementar a sua procura interna e impulsionar o crescimento económico. Esta forma de governar está justificada pela grande obsessão pelas questões de política interna da chanceler Ângela Merkel, que este ano tem governado, em grande medida, em função das sondagens. O governo alemão tem que interiorizar que a disciplina fiscal não é a única receita possível e que a culpabilização velada dos países periféricos não contribui para gerar confiança nos mercados e consolidar soluções sistémicas que acelerarem a saída da crise. No curto prazo, a mudança de atitude do governo alemão (e doutros, como o francês) é a única forma de acalmar os mercados e diminuir os prémios de risco da dívida dos países com desequilíbrios.

Por outro lado, no médio prazo, o modelo europeu de política económica deveria ser complementado com um mecanismo comum de gestão da dívida. A proposta que está a ser analisada neste momento preconiza que os países da zona euro emitam dívida, até um máximo de 60% do seu PIB, de maneira conjunta, e quantidades superiores a esse montante de forma individual. Este modelo introduziria fortes incentivos para que os países mantenham níveis de dívida inferiores a 60% do seu PIB (a dívida nacional seria mais cara), evitaria a discriminação dos pequenos países, que têm mercados de dívida muito pouco líquidos, e reforçaria o papel do euro como moeda de reserva. A emissão de dívida conjunta reduziria o prémio de liquidez e o custo da dívida para a totalidade dos países.

Por último, num horizonte temporal de médio prazo, seria também recomendável estabelecer compromissos em matéria de equilíbrio fiscal. Os acontecimentos dos últimos meses demonstraram que um modelo baseado na coordenação fiscal é pouco efectivo, dado que perante um shock assimétrico os países com défices reduzidos não mostram interesse em colaborar, expandindo a sua procura interna. As propostas sobre a introdução de limites no défice nas constituições dos estados parecem excessivas. Contudo, seria desejável encontrar um mecanismo alternativo que obrigue os governos a manter o equilíbrio fiscal ao longo do ciclo. Dessa forma, o quadro de política fiscal da zona euro ganharia credibilidade.

Os planos de ajustamento fiscal irão atrasar a recuperação do crescimento económico em muitos países europeus e no conjunto da zona euro. O restabelecimento do crescimento nos países periféricos depende do crescimento da procura (interna e externa) nos países centrais, nomeadamente na Alemanha. A recuperação da confiança advirá principalmente da capacidade de liderança na implementação de reformas estruturais e da aptidão para alcançar acordos e consensos em matéria de política económica, no seio da UE. Dessa forma, as políticas nacionais ganhariam efectividade, limitando o consumo inútil de recursos, o desgaste dos governos e os sacrifícios dos trabalhadores.

Francisco Carballo-Cruz

(artigo de opinião publicado na edição de ontem do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

domingo, julho 18, 2010

"Appeal to the European Comission (Economia Social)"

«Estimado amigo:
Adjunto remito carta dirigida por Bernard Thiry y Rafael Chaves a la comunidad académica europea solicitando su adhesión a la carta abierta cuyo texto te adjunto en inglés y español dirigida a la Comisión Europea. Desde la presidencia del CIRIEC-España consideramos que se trata de una importantísima iniciativa conducente a que se oiga en las más altas instituciones europeas la voz de los universitarios europeos a favor de la economía social. En una primera etapa el propósito consiste en reunir cientos de firmas de universitarios europeos para solicitar una entrevista con las autoridades de la Unión Europea y hacerle entrega de la carta. En una segunda etapa tomaremos contacto con los actores de la economía social para reclamar de ellos también el apoyo a la carta. Por todo ello, te pido que, como indica la carta de Chaves y Thiry, si eres profesor universitario y la Open Letter adjunta es de tu conformidad, nos lo hagas saber antes del próximo 25 de julio remitiendo a ciriec@uv.es tus datos profesionales (nombre, categoría académica y universidad de pertenencia). Desde el CIRIEC-España te mantendremos informado de la evolución de esta iniciativa. Muchas gracias por tu apoyo y feliz verano,
José Luis Monzón
Catedrático de Economía Aplicada de la Universitat de Valencia
Presidente de CIRIEC-España»
*
(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico na 6ª feira pp., reencaminhada por Paulo Mourão)

sexta-feira, julho 16, 2010

quarta-feira, julho 14, 2010

Success…

"Success without honor is an unseasoned dish; it will satisfy your hunger, but it won't taste good."
Joe Paterno

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 13, Issue 625 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, julho 12, 2010

"Divulgação do PLUG 2010 - prémio promovido pela APRITEL"

«É missão da APRITEL (Associação dos Operadores de Telecomunicações) incentivar o desenvolvimento do sector das telecomunicações.
Nesse sentido, a Associação lançou em 2008 o PLUG, um concurso que visa premiar as melhores ideias que possam contribuir para o desenvolvimento deste sector tão importante na economia.
Dado o sucesso alcançado na primeira edição, a APRITEL realiza este ano o PLUG 2010, a 2ª. Edição do concurso.
[...]
Mais informação está disponível em http://www.plug-apritel.org/.

DESTINATÁRIOS
Gostaríamos de divulgar esta iniciativa de forma significativa no universo da Faculdade de Economia e Gestão (alunos, ex-alunos, professores, funcionários,…)
Podem concorrer ao prémio todas aquelas pessoas (ou equipas) que não estejam directamente relacionadas com a organização do mesmo. No entanto, parece-nos que o concurso tem mais vocação para matéria das áreas económicas, jurídicas ou tecnológicas pelo que, faz sentido a divulgação junto dos alunos e ex-alunos dessas especialidades.
PRÉMIOS
15.000 Euros em prémios.
Divulgação dos trabalhos vencedores, bem como dos seus autores, em meios de comunicação de relevo.
CALENDÁRIO
As candidaturas deverão ser apresentadas até dia 15 de Outubro de 2010.
[...]
Em breve entraremos em contacto para combinar a operativa e programar uma data para envio do material de divulgação.
Com os melhores cumprimentos,
Cristiana Gastão»
*
(reprodução parcial do corpo principal de mensagem que entretanto me caiu na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

Inflacção e comércio externo: os últimos dados

Taxa de variação homóloga do IPC situou-se em 1,2% - Junho de 2010
12 de Julho de 2010

Comércio Internacional-Saídas aumentam 18,4% e Entradas 13,1% - Maio de 2010
09 de Julho de 2010

(títulos de Destaques do INE com as datas assinaladas, disponíveis na página de entrada do respectivo Portal - INE)

quarta-feira, julho 07, 2010

Those who believe

"The future belongs to those who believe in the beauty of their dreams."

Eleanor Roosevelt

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 6, Issue 624 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, julho 05, 2010

VIII Encontro de Economistas de Língua Portuguesa

«Caro(a) Colega,
Em estreita ligação com a AELP - Associação de Economistas de Língua Portuguesa, a Ordem dos Economistas vai organizar nos próximos dias 11, 12 e 13 de Novembro o VIII Encontro de Economistas de Língua Portuguesa cujo programa provisório poderá ser consultado através da ligação:
http://www.ordemeconomistas.pt/xeo/attachfileu.jsp?look_parentBoui=6737145&att_display=n&att_download=y
O tema do Encontro é "Parceria e desenvolvimento em espaços geograficamente descontinuados: o caso dos Países de Língua Portuguesa" que será desenvolvido em três subtemas, que serão objecto de outros tantos painéis:
1.º Subtema: Evolução recente e perspectivas das relações económicas entre os Países de Língua Oficial Portuguesa;
2.º Subtema: Os factores de ordem histórica e cultural que podem e devem levar à cooperação no âmbito da CPLP;
3.º Subtema: Globalização e identidade nacional: o papel da cooperação e da parceria na construção de um espaço económico geograficamente descontinuado.
Para além de o convidar desde já a participar no Encontro vinha igualmente convidá-lo a, através de um texto que não tenha mais de 3000 palavras, apresentar a sua reflexão sobre o tema e os subtemas propostos, a qual deverá chegar à Ordem dos Economistas até ao próximo dia 30 de Setembro.
Uma Comissão Científica composta pelos Colegas Adriano Pimpão, António Almeida Serra e João Ferreira do Amaral procederão à selecção das reflexões/comunicações a apresentar na sessão do Encontro de 12 de Novembro, que terá lugar entre às 14.30 e as 18.30 horas.
Para cada um dos Países da CPLP está previsto igual procedimento. Por razões práticas serão apenas seleccionadas para serem apresentadas três comunicações por País. Todas as demais serão também objecto de publicação.
A fim de que o nosso VIII Encontro possa revestir-se de um êxito significativo e que possa contribuir para o reforço e aprofundamento da cooperação entre os Países que constituem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, vinha solicitar-lhe o seu empenho nesta iniciativa. Grato, desde já, por toda a cooperação que possa vir a prestar e com os melhores cumprimentos
Francisco Murteira Nabo
Bastonário»
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reencaminhada por Paulo Mourão)

sábado, julho 03, 2010

quinta-feira, julho 01, 2010

Conversas sobre nós: do potencial turístico dos territórios às deficiências de organização e de estratégia de promoção turística

1. O CER, Centro de Estudos Regionais, uma associação cívica sedeada em Viana do Castelo, tem vindo a promover um ciclo de conferências que, sugestivamente, intitulou “Novas conversas sobre nós”. A última das conferências realizadas ocorreu no final da passada semana e teve como orador convidado o signatário deste texto. O tema versado foi: “Alto Minho: destino turístico cultural e criativo?”. Em boa verdade, o tema que me havia sido proposto não contemplava a forma interrogativa.
2. O elemento de amarragem da intervenção foi um levantamento que havia sido feito, via inquérito, sobre as preferências ou escolhas de visitantes reais ou potenciais do Alto-Minho. As preferências que era suposto serem explicitadas reportavam-se aos recursos turísticos ofertados pelo território em causa. Os resultados a que se chegou foram os seguintes: os recursos turísticos mais valorizados pelos inquiridos foram os Recursos Históricos, seguidos dos Recursos Naturais-Água.
3. Os resultados obtidos no âmbito do mencionado estudo revelaram-se interessantes especialmente por tornarem patente a inadequação da estratégia promocional que vinha sendo conduzida, centrada no Património Religioso e no Artesanato, atributos que se revelaram ter menor relevância no contexto da hierarquia de preferências dos inquiridos.
4. Pegando com maior detalhe nos resultados do estudo, podia adicionalmente constatar-se o seguinte: i) no âmbito dos Recursos Históricos, apareciam positivamente ponderados o Património Arqueológico e o Património Civil; ii) no âmbito dos Recursos Etnográficos, o mesmo se verificava relativamente às Festas e à Gastronomia; e iii) no contexto dos Recursos Naturais-Terra, surgiam positivamente apreciados os Parques Nacionais ou de Paisagem Protegida. Ora estes são recursos que caem no âmbito de perfis de procura turística mais recentes, onde a dimensão cultura, singularidade e ambiente natural têm lugar de destaque, e era daqui que surgia o pretexto para questionar a viabilidade de configurar o Alto-Minho como um destino de turismo cultural.
5. A problemática da criatividade a que fazia apelo o título da conferência surgia colocada mais adiante e prendia-se com a ideia que, se se pode assimilar o turismo cultural a visitas a monumentos e locais históricos, é também possível uma aproximação que considere uma fruição cultural mais activa. Esta problematização foi sendo feita por vários autores a partir do virar do século XX, confrontados que foram com o crescimento daquilo a chamaram “turismo criativo”. Defendem os ditos autores que os consumidores do turismo criativo procuram experiências interactivas para ajudar no seu desenvolvimento pessoal e aumentar o seu capital criativo. O turismo criativo envolve não apenas ver, não apenas “estar lá”, mas uma interacção reflexiva por parte dos turistas. Ora, era neste contexto que a questão sobre se o Alto-Minho seria capaz de posicionar-se nesse mercado poderia ser colocada. Era também daqui que surgia a oportunidade de dar um formato interrogativo ao tema da dita conferência.
6. A verdade é que, para lá chegar, o território em causa precisará, antes, de posicionar-se como destino de turismo cultural, dado que não o é, pese o seu potencial em recursos culturais. A verdade é que, digo, para lá chegar, o Minho-Lima precisará antes de consolidar-se como destino turístico enquanto tal, quer dizer, terá que conseguir que os agentes da actividade turística desenvolvam acções no sentido de uma utilização eficiente dos recursos endógenos, bem como definam e, consequentemente, promovam uma imagem da sub-região como destino turístico comum. E, adicionalmente, carecerá de: i) superar a ausência de uma cuidada organização e administração dos recursos turísticos; ii) ultrapassar a escassa oferta de alojamento e de restauração de qualidade; iii) resolver fragilidades ao nível das acessibilidades; iv) desenvolver um plano de oferta de eventos e actividades de animação mais regular e mais consistente; v) apostar na qualificação dos recursos humanos ao serviço do sector; vi) desenvolver uma cultura empresarial mais propensa à cooperação; vii) superar as lacunas graves existentes na promoção turística do território; e viii) enfrentar as indefinições em matéria de estratégia e organização do sector e contribuir para a construção de uma nova organização institucional (e territorial) do turismo regional e nacional.
7. Foi este o diagnóstico que propus aos participantes no fórum, procurando sublinhar a distância a que o dito território se situa daquilo que pode ser equacionado em matéria de um projecto turístico que faça apelo às dimensões culturais, perspectivadas de uma forma mais activa ou mais passiva. Trago aqui essa problemática e invoco aqui o evento porque, em se tratando da realidade do desenvolvimento turístico, o Alto-Minho e a Alta-Estremadura (e Leiria, em particular) não estão colocados perante realidades e constrangimentos muito diversos. Invoco a vivência que experimentei porque acho que o pontapé de saída para a mudança aqui (aí) também têm que ser “as conversas sobre nós”, que porventura não serão novas porque serão início de conversa.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de 2010/07/01 do Jornal de Leiria)

quarta-feira, junho 30, 2010

Our business in life

"Our business in life is not to get ahead of others, but to get ahead of ourselves - to break our own records, to outstrip our yesterday by our today."

Stewart B. Johnson

(citação extraída de SBANC Newsletter, June 29, Issue 623 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

sábado, junho 26, 2010

quinta-feira, junho 24, 2010

A man of value

"Try not to become a man of success, but rather to become a man of value. He is considered successful in our day who gets more out of life than he puts in. But a man of value will give more than he receives."

Albert Einstein

(citação extraída de SBANC Newsletter, June 22, Issue 621 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

terça-feira, junho 22, 2010

Impactos percebidos pelos residentes de Guimarães do desenvolvimento turístico da cidade

Já me referi à matéria em título em artigo publicado neste mesmo jornal e suplemento acerca de um mês. Na altura, prometi regressar ao tema, sendo que agora, além de sinalizar algum dos benefícios identificados no contexto dos resultados do inquérito que para este efeito foi realizado, reterei sobretudo as preocupações que os residentes do município de Guimarães entenderam explicitar.
Lembro que o trabalho de inquirição dos residentes de Guimarães foi conduzido por um grupo de trabalho constituído por Laurentina Vareiro, Paula Remoaldo, Vítor Marques e pelo signatário deste texto, no primeiro quadrimestre do presente ano. Recordo também que a opinião expressa sobre a oportunidade da aposta do município no sector se revelou esmagadoramente positiva, com 98,2% dos inquiridos a declarar que tinha uma opinião favorável ou muito favorável ao desenvolvimento do turismo.
Interessante é entretanto a percentagem relativamente baixa daqueles que responderam indicando que o desenvolvimento da actividade turística tinha contribuído para melhorar a sua posição económica. Em contraponto, isto é, descrendo que o turismo lhes venha a proporcionar benefícios directos, estão 54,8% dos inquiridos. Dito de outro modo, se é verdade que a generalidade dos residentes do município vê na indústria do turismo uma oportunidade para Guimarães, não têm tanta certeza de que tal reverterá para seu próprio proveito.
Tendo em consideração que o turismo cultural é emergente no território objecto da análise, as grandes expectativas existentes sobre o potencial socioeconómico que o sector encerra, conforme os resultados encontrados de um modo geral demonstram, serão, porventura infundadas e poderão mesmo materializar uma percepção algo ingénua dos impactos do turismo.
Considerando globalmente os impactos entrevistos, é por outro lado marcante que o contacto com culturas diferentes, os estímulos à preservação da cultura local e do artesanato, e os incentivos à conservação e restauro de edifícios históricos tenham sido os mais destacados. Curiosamente, dessa lista, numa posição discreta (9º lugar, por ordem inversa de importância), consta a percepção de que o turismo “Aumenta os preços”, isto é, pode contribuir para o aumento dos preços dos bens e serviços. Esta leitura estará associada à de aumento da procura que incidirá sobre equipamentos disponíveis e bens e serviços, decorrente do afluxo de turistas.
Outras preocupações que emergiram, mesmo que com expressão minoritária, para já, foram as seguintes: “Aumenta a taxa de criminalidade” (posicionada na 11ª posição, por ordem de relevo conferido pelos residentes); “Gera ruído excessivo no centro histórico” (12ª posição); “Leva os residentes locais a mudarem o seu comportamento tentando imitar o dos turistas” (13ª posição); “O turismo reduz o acesso por parte dos residentes a sítios e equipamentos de lazer” (14ª posição).
Sem representatividade no contexto da amostra de residentes inquirida, emergiram igualmente outras preocupações, como sejam as seguintes: o eventual aumento da insegurança pessoal decorrente da expansão da actividade turística; a escassez de alternativas em matéria de parqueamento automóvel; eventuais efeitos de deterioração física do centro histórico da cidade; o congestionamento a nível de tráfego automóvel; a insuficiência da sinalética existente; preocupações genéricas com acessibilidades e regulação do trânsito.
Porque a expressão minoritária de hoje se pode converter na expressão dominante de amanhã, estas preocupações deverão merecer desde já a atenção das autoridades públicas e dos agentes do sector. Intervindo cedo, muito poderá ser prevenido e/ou remediado, não hipotecando dessa forma a aposta no desenvolvimento do sector que se quer fazer/manter. Importará a propósito não esquecer que a receptividade e postura dos habitantes do destino turístico são peça essencial da atractividade do lugar e da qualidade do serviço prestado.
Foi neste contexto que foi decidido avançar com o estudo de que se dá notícia, isto é, convencidos que estamos que a opinião das comunidades locais precisa ser incorporada no planeamento turístico que é feito ou devia sê-lo e na gestão quotidiana da actividade, o estudo realizado é o modesto contributo que quisemos dar para a materialização de um desenvolvimento mais frutuoso e mais sustentável do turismo cultural em Guimarães e no Minho, de um modo geral.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

segunda-feira, junho 21, 2010

Prevenir e remediar

Intervindo cedo, muito poderá ser prevenido e/ou remediado, não hipotecando dessa forma a aposta no desenvolvimento do sector que se quer fazer/manter. Importará a propósito não esquecer que a receptividade e postura dos habitantes do destino turístico são peça essencial da atractividade do lugar e da qualidade do serviço prestado.
J. Cadima Ribeiro

sábado, junho 19, 2010

As SCUT

(título de mensagem, datada de Sexta-feira, 18 de Junho de 2010, disponível em Suplementos de Economia)
-
Comentário: ("o Norte volta a assumir-se como o parente pobre das políticas de desenvolvimento territorial") - o que é que é isso do Norte? Quer dizer o Porto? E então o Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro?

quinta-feira, junho 17, 2010

“Tax Morale, Tax Evasion, and the Shadow Economy”

“Under which conditions is moral justification of taxation possible? This question does not only interest philosophers and economists from a scientific point of view, but can have considerable practical relevance as well because the willingness of citizens to pay taxes may depend upon whether they consider taxation to be morally justified or not. We first consider theoretical arguments on the role of tax morale, and when tax evasion might be considered as justified by citizens or not. Then we ask how tax morale can be measured. Next, we discuss the role of tax morale for the shadow economy, before determinants of tax morale and empirical results for the impact of tax morale on tax compliance are discussed. For a high tax morale, institutional and cultural factors are at least as important as economic incentives.”

Gebhard Kirchgässner

Date: 2010-05
Keywords: tax morale, tax evasion, principles of taxation, trust, direct democracy, federalism
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:usg:dp2010:2010-17&r=pbe

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, junho 16, 2010

That is why I succeed

"I've missed more than 9000 shots in my career. I've lost almost 300 games. 26 times, I've been trusted to take the game winning shot and missed. I've failed over and over and over again in my life. And that is why I succeed. "

Michael Jordan

(citação extraída de SBANC Newsletter, June 15, Issue 620 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, junho 14, 2010

sábado, junho 12, 2010

Portugal: principais indicadores económicos

Tabela dos Principais Indicadores

População residente, N.º, 2009:
10 637 713
Índice de preços no consumidor, %, Abril de 2010:
0,7
Taxa de desemprego, %, 1.º Trimestre de 2010:
10,6
Produto interno bruto dados encadeados em volume (B.1*g), %, 4.º Trimestre de 2009:
-1,0

(excerto de página de abertura do portal do INE, na presente data)

quarta-feira, junho 09, 2010

A importância da produção de energias renováveis em Portugal

Os problemas da dependência energética não podem ser resolvidos com medidas avulsas de carácter conjuntural. Exigem soluções de longo prazo, que incluam dimensões de natureza estratégica com implicações económicas e políticas de relevo. Vários países europeus optaram por atacar os problemas da dependência energética promovendo projectos de energia nuclear. Outros têm seguido uma estratégia de diversificação energética menos controversa, assente na promoção de fontes renováveis.
Dos 2.920 TWh de energia produzidos na UE, em 2008, aproximadamente 1/6 procedia de fontes renováveis. Nesse ano foram produzidos mais de 503.000 GWh de origem renovável, quase 30% mais que em 1999, quando a produção procedente de fontes renováveis não ultrapassava os 390.000 GWh. Este crescimento permitiu incrementar a quota de produção de renováveis dos 15,2%, em 1999, para os 17,2%, em 2008. A energia hídrica foi a mais importante no mix de produção renovável da UE nesse ano, com uma quota superior aos 57%. Seguiram-se, em ordem de importância, a eólica com 23%, e a Biomassa e o Biogás com 17%.
A evolução da produção de fontes renováveis por países tem sido muito desigual. A Irlanda (156,4%), a Alemanha (146,2%), a Dinamarca (114,4%) e a Espanha (97,4%) apresentaram as maiores taxas de crescimento acumulado no período 1999-2008, contudo, os dois primeiros países partiam de níveis de produção relativamente baixos (com quotas de 6,1% e 6,7% do total, respectivamente). Em países como a Áustria ou a Suécia os crescimentos acumulados foram de um único dígito. Noutros como a Itália, a França, a Grécia e o Luxemburgo, o peso das renováveis no mix energético interno perdeu importância, nesse período. Fora da UE, os Estados Unidos, o Canada e a Austrália apresentaram taxas de crescimento muito mais modestas que as Europeias (inferiores a 10%), enquanto que o Japão e a Coreia regrediram consideravelmente, exibindo taxas de crescimento acumulado significativamente negativas (-21,4% e -32,3%, respectivamente).
Entre 1999 e 2008, o peso das energias renováveis na produção energética portuguesa aumentou consideravelmente, de 21,4% para 26,5%. A produção de energia de origem renovável passou de 8.860 GWh para 14.650 GWh, tendo-se registado um crescimento acumulado superior aos 65%. Apesar da perda de importância relativa verificada nos últimos anos, a energia hídrica continua a ter um peso fundamental na produção renovável (47% em 2009). A energia eólica é a que mais cresce, apresentando uma taxa de crescimento média anual superior a 50%, desde 2002. Em 2009, 4 em cada 10 KWh de energia renovável produzida em Portugal era de origem eólica, estando previsto que o seu peso relativo venha a aumentar nos próximos anos, quando os projectos em curso estiverem totalmente operativos. Outras fontes renováveis (biomassa, biogás e solar fotovoltaica), mais modestas do ponto de vista quantitativo, também ganharam importância na última década, graças aos fortes crescimentos da produção nos anos mais recentes.
A potência de energia renovável instalada em Portugal cresceu a uma média anual superior a 9%, nos últimos oito anos, representando um incremento da oferta de mais de 4.000 KWh (4.934 KWh, em 2002, contra 9.055 KWh, em 2009). O maior incremento de potência verificou-se na eólica, que passou de 175 KWh, em 2002, para 3.566 KWh, em 2009, crescendo a uma taxa média anual próxima dos 55%. Nesse período o número de parques eólicos passou de 24 para 195, e o número de aerogeradores de 213 para 1.879. Em termos agregados, o peso da eólica no total da produção energética portuguesa era inferior a 1%, em 2002, enquanto que em 2009 ultrapassou largamente os 14%.
De acordo com um estudo da Associação de Produtores de Energias Renováveis (APREN), o impacto das energias renováveis sobre a balança energética foi, em 2008, de 1.270 milhões de euros e, atendendo aos projectos em carteira para os próximos anos, poderá atingir, em 2015, os 1.900 milhões de euros. O mesmo estudo conclui que o impacto macroeconómico de curto prazo, gerado pelo sector, foi, em 2008, um pouco inferior aos 2.100 milhões de euros, dando origem a 2.400 empregos directos e a 36.000 empregos indirectos (de duração anual). De acordo com a mesma fonte, o impacto sobre o produto poderá ultrapassar os 4.100 milhões de euros anuais, em 2015, e gerar efeitos multiplicadores muito significativos sobre o emprego.
O peso das fontes renováveis no mix energético nacional está a promover o surgimento de iniciativas empresariais do lado da oferta, tanto no sector da produção de energia como no de produção de equipamentos. Os dados do estudo da APREN (que provavelmente sobrestimam os impactos) relevam a importância do sector na economia, nomeadamente no Norte e no Centro do país. O atraso de alguns dos parceiros comunitários e dos países da OCDE em matéria de renováveis deve ser uma boa oportunidade para as empresas portuguesas desta indústria, as quais, graças ao desenvolvimento do sector de portas adentro, estão em boas condições para competir a nível internacional, tanto na produção de electricidade como no fabrico de equipamentos e na venda de serviços e tecnologia.
FRANCISCO CARBALLO-CRUZ
(artigo de opinião publicado na edição de ontem do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

Happiness is the key to success

"Success is not the key to happiness. Happiness is the key to success. If you love what you are doing, you will be successful."
Herman Cain
(citação extraída de SBANC Newsletter, June 8, Issue 619 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, junho 08, 2010

Centros comerciais

«O combate aos Centros Comerciais, não é sinónimo de dinâmica e vitalidade do comércio tradicional, pois pode levar a um desvio da procura para locais onde haja essas infra-estruturas comerciais. Têm de ser criados com estruturas âncora, serviços públicos. Elementos que não criem fricção com as outras estruturas e que originem continuidade, equilíbrio»
ADLEI - Associação para o Desenvolvimento de Leiria
(excerto de "Memorando de Reunião da ADLEI – Conselho Consultivo", de 30 de Abril de 2010)

domingo, junho 06, 2010

"Imagem do contribuinte... em 2013 !!!"

Auto-Estima acima de tudo!
Imagem do contribuinte em 2013












Não interessa o quanto o fisco te tenha depenado...
Importante é andar sempre de cabeça erguida!!!

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reenviada por AMP)

sexta-feira, junho 04, 2010

Políticas de motivação do desempenho e de reforço de competências

"Se se exige que o Estado remova os entraves à normal actividade económica (entre outros aspectos, criando bases legais estáveis e claras nos diversos domínios, dando eficácia à Justiça e à Administração Pública ou cumprindo com os seus prazos de pagamento), não podemos alimentar uma lógica de mero proteccionismo ou assistencialismo público.
Se se precisa de um esforço e entrega acrescido dos colaboradores e, até, de uma maior flexibilidade no mercado laboral e nos vários domínios concomitantes, é preciso desenvolver políticas de motivação do seu desempenho, de real reforço das suas competências e de protecção nos casos de eventuais dificuldades circunstanciais."
Ricardo Rio
(excerto de mensagem, datada de sexta-feira, 28 de Maio de 2010, e intitulada A hora dos Empresários, disponível em Suplementos de Economia)

quarta-feira, junho 02, 2010

In the middle of…

"In the middle of difficulty lies opportunity."

Albert Einstein

(citação extraída de SBANC Newsletter, June 1, Issue 618 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, maio 31, 2010

“Universities’ Entrepreneurship Education and Regional Development: a Stakeholders’ Approach”

“It is assumed that entrepreneurship education encourage the growth of new businesses, exploiting the entrepreneurial spirit within higher education sector. Additionally, entrepreneurship higher education is supposed to play a relevant role in the development of enterprising citizens and in the development regions through an ongoing process of knowledge creation and delivery. In this research we will explore what roles are attributed to entrepreneurship education in the literature with regard to regional development as well as the influence and relationship of the main intervening stakeholders. The aim is to present a conceptual model which integrate the contributions of both strands of literature and, at the same time, highlight the interplay between the several stakeholders involved in HEI’s entrepreneurship education and regional development.”

Aminda do Paço (Departamento de Gestão e Economia, Universidade da Beira Interior)
João Ferreira, Mário Raposo, Ricardo G. Rodrigues e Anabela Dinis (Departamento de Gestão e Economia, Universidade da Beira Interior)

Date: 2010
Keywords: Entrepreneurship education, university, regional development, stakeholders
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:csh:wpecon:td02_2010&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, maio 28, 2010

"O Governo fingia que tinha um rumo para o país"

"O Governo fingia que tinha um rumo para o país, mas afinal ficámos a saber que ou se enganou ou nos enganou a todos."

José Manuel Silva

(excerto de mensagem, datada de Domingo, 23 de Maio de 2010, e intitulada UM país a fingir, disponível em Campo Lavrado)

quinta-feira, maio 27, 2010

The far horizon

“Only he who keeps his eye fixed on the far horizon will find his right road.”

Dag Hammarskjold

(citação extraída de SBANC Newsletter, May 25, Issue 616 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

domingo, maio 23, 2010

As preferências e comportamentos dos turistas têm vindo a alterar-se

As preferências e comportamentos dos turistas têm vindo a alterar-se. Os turistas da actualidade são cada vez mais sofisticados e exigentes. A crescente valorização de destinos menos massificados, da qualidade do atendimento, de férias mais activas e personalizadas, de um contacto mais próximo com a natureza, da descoberta do desconhecido e da singularidade do produto turístico têm que ver com essa evolução da hierarquia das motivações dos turistas. Nesse contexto, a cultura, tradições e modos de vida constituem factores de atracção que assumem relevância incrementada.

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, maio 21, 2010

Lançamento do livro ´Classes Sociais`




(reprodução de convite e cartaz promocional que me chegaram entretanto por correio electrónico, com origem em silvia.mf23@gmail.com)

quinta-feira, maio 20, 2010

Colóquio Internacional "O trabalho, as técnicas e o mundo": apelo a comunicações

Colóquio Internacional O trabalho, as técnicas e o mundo
Universidade do Minho(28 e 29 de Outubro de 2010)

Temática das propostas/resumos
O colóquio acolherá contribuições sustentadas por uma atenção sócio‑etnográfica renovada, inventiva, formulada a partir de diferentes enfoques disciplinares, teóricos e metodológicos, atenta aos diversos contextos e orientada por quatro linhas temáticas gerais:
a centralidade e a multidimensionalidade do trabalho e sua relação com os modos de transmissão e aprendizagem das técnicas;
a produção e a circulação das técnicas e seus processos de aceitação e/ou resistência;
as técnicas, os riscos sociais e os dilemas políticos e éticos;
o mundo, processo de globalização, suas causas , formas e impactos.
As propostas de comunicação (até 300 palavras) devem ser enviadas até 15 de Julho de 2010. A selecção das comunicações pela comissão científica será comunicada aos autores até 15 de Agosto de 2010. As comunicações definitivas deverão ser enviadas até 30 de Setembro de 2010.
Línguas de trabalho: Português, francês, inglês.
Comissão organizadora: Manuel Carlos Silva (CICS), Ana Paula Marques (CICS), Fernando Bessa Ribeiro (UTAD/CICS), Rita Moreira (CICS), Pascale Moity-Maizi (SupAgro/Montpellier – UMR Innovation)
Para submissão de propostas e mais informações sobre o colóquio consultar a página web: http://www.lasics.uminho.pt/TrabTecMundo/»

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que aparece identificada)

quarta-feira, maio 19, 2010

The secret to outward success

"The ability to convert ideas to things is the secret to outward success."
Henry Ward Beecher

(citação extraída de SBANC Newsletter, May 18, Issue 615 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, maio 17, 2010

"Economistas do choque e do pavor"

"Para todos os efeitos, em Portugal passamos a ter um bloco central que governa com o programa de austeridade de Ferreira Leite e dos economistas do choque e do pavor que cirandam por Belém."

João Rodrigues

(excerto de mensagem, datada de Segunda-feira, 17 de Maio de 2010 e intitulada O que o bloco central não nos diz, disponível em Ladrões de Bicicletas)

domingo, maio 16, 2010

"The Euro Crisis in Figures"

Artigo Spiegel Online
Graphics Gallery: The Euro Crisis in Figures:
http://www.spiegel.de/fotostrecke/fotostrecke-54629.html

quinta-feira, maio 13, 2010

Desire

"Desire is the key to motivation, but it's determination and commitment to an unrelenting pursuit of your goal - a commitment to excellence - that will enable you to attain the success you seek."

Mario Andretti

(citação extraída de SBANC Newsletter, May 11, Issue 614 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

terça-feira, maio 11, 2010

“Dilemmas of public election”

“In this brief comment, the public choice theory aims to distinguish the dilemmas and conflicts in formal and empirical. The hypothesis argues that the reality more complex than the principles of choice of Pareto and Liberalism*. Both the ethics and politics are taking decisions that are not always in line with the requirements of rationality and complete information.”

Estrada, Fernando

Date: 2010-04
Keywords: Public choice theory; public election; rational choice; social welfare; economic psychology.
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:22289&r=pbe

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

segunda-feira, maio 10, 2010

quarta-feira, maio 05, 2010

RENT XXIV- Research in Entrepreneurship and Small Business

EIASM, May 5, 2010
Dear Colleague,
With this message, we are would like to remind you that the submission deadline for RENT XXIV - Research in Entrepreneurship and Small Business (Maastricht, the Netherlands, November 18-19, 2010) is May 15, 2010 (to be acceptable, proposals MUST only be submitted through the conference web site :
The main theme for the 24th Annual RENT Conference is:
"THE ENTREPRENEURIAL PROCESS IN A CHANGING ECONOMY"
**************
(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da endidade identificada)

terça-feira, maio 04, 2010

"Há, bem sabemos, muito por cumprir"

"Mas há, bem sabemos, muito por cumprir. E, em momento de dificuldades como os que hoje vivemos, sou levado a pensar que a principal revolução que ainda permanece incompleta está dentro de cada um de nós. Na falta de ambição. Na falta de coragem. Na falta de entrega. Na falta de critérios de exigência. Na falta de valores."

Ricardo Rio

(excerto de mensagem, datada de Sexta-feira, 30 de Abril de 2010 e intitulada Abril sem dono, disponível em Suplementos de Economia)

quinta-feira, abril 29, 2010

Serviço público: "9th International Business Week (IBW9)"

9th International Business Week(IBW9)
Renewable Energy and Environmental Industries

5 a 7 de Maio de 2010
Anfiteatro 1.01 da Escola de Economia e Gestão

A Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, acolhe entre 5 e 7 de Maio de 2010, a 9th International Business Week (IBW9), organizada pelas Licenciatura e Mestrado em Negócios Internacionais. Esta edição IBW9 é dedicada às Energias Renováveis e Indústrias Ambientais, tema basilar da actual estratégia de crescimento económico da União Europeia.
Convidamos toda a Comunidade Académica a assistir às sete sessões, cujos conteúdos podem ser consultados no programa em anexo e no site da IBW9:
http://sites.google.com/site/ibw9th/home (Caso o link não funcione, peço o favor de fazerem copy-paste do endereço para a área de pesquisa internet.)
No âmbito do tema da IBW9, nos dias 5 e 6 de Maio teremos na Escola de Economia e Gestão a exposição do automóvel híbrido Toyota Prius.
Atribuiremos Certificado de Presença a todos os alunos que assistirem a um mínimo de 4 sessões da IBW9.
A entrada é aberta a todos os interessados.
Informações adicionais:

Prof.ª Maria João Thompson
Telefone:+351 253 601 936
Fax: +351 253 601 380
E-mail : mjthompson@eeg.uminho.pt

terça-feira, abril 27, 2010

Em memória de Dinizar Becker, um académico, um amigo e um lutador (2)

1. Não sei a data certa em que trocámos as primeiras mensagens postais; não tenho rigorosamente presente em que anos esteve em Braga em fugazes visitas de trabalho, no quadro de um projecto de pós-doutoramento; sei que morreu em Junho de 2003, aos 56 anos de idade, “na plenitude da sua maturidade intelectual”, como escreveram os amigos que lhe organizaram um livro de homenagem póstuma, reunindo o essencial da sua obra escrita, “acabado” de vir a público, e que um amigo comum teve a gentileza de me fazer chegar há poucos dias. Falo de Dinizar Becker, um homem “de tantas faces, polemista por natureza e ofício, indignado, produtivo e combativo … neste momento de agudização de uma crise mundial, que provoca perplexidades sem respostas, sobre a qual Dinizar teria muito a dizer” [Desenvolvimento Contemporâneo e seus (Des)caminhos: a contribuição da obra de Dinizar Becker, Agostini, Bandeira e Dallabrida (Org.), UNIVATES, 2009, Lajeado, Brasil, p.25]. Em boa hora o fizeram. Estou-lhes grato pela homenagem que por essa via lhe prestaram em nome dos muitos amigos que teve em vida, entre os quais julgo poder incluir-me.
2. Aparte a vivência universitária e a ideia de uma pesquisa orientada para temáticas técnico-científicas socialmente pertinentes que nos ligava, encontrei em Dinizar Becker uma grande comunhão de paradigma de pensamento teórico-conceptual. O título escolhido para o livro que o homenageia dá disso indício mas tal aparece substanciado em muitas peças que integram a obra. Disso são exemplo algumas passagens do capítulo 4, que aparece sob o título “A insustentabilidade do discurso do desenvolvimento sustentável”, a começar por aquela em que reafirma que o “desenvolvimento humano” tem sede natural de manifestação “lá onde vivem as pessoas, isto é, localmente” (p. 326) ou quando diz que “O desenvolvimento sustentável deve ser compreendido como as múltiplas alternativas que cada localidade, região ou nação têm, pelas suas diferenças culturais, ambientais e valores (éticos e morais), de construir sua inserção no processo geral de desenvolvimento” (p.326). Mesmo se, desencantadamente, conclua que essa seja, “para o momento, a utopia possível”.
3. Esses fragmentos de pensamento conduzem-me à génese da minha própria reflexão sobre a matéria, quer dizer, aos momentos da minha passagem enquanto estudante de licenciatura pela universidade e, daí, aos ensinamentos que me foram transmitidos por um outro académico que retive como referência de postura académica e de pensamento científico, a saber, António Simões Lopes. A Simões Lopes ouvi enunciar de variadas formas e multiplicadas vezes que “o desenvolvimento se traduz em última análise em quadros de vida” (Desenvolvimento Regional: problemática, teoria, modelos, Fundação Calouste Gulbenkian, 1979, Lisboa, p.18), “que o desenvolvimento tem que ver com pessoas e estas localizam-se”, que, pensando em disponibilidade de bens e serviços básicos e de acesso (não apenas físico) das pessoas a esses bens e serviços, “as questões da localização são verdadeiramente importantes”. À distância de 30 anos e dos milhares de Quilómetros que separam os Continentes Europeu e Sul-Americano, as problemáticas e os desafios do desenvolvimento constatados por um e por outro acabaram por revelar-se insuspeitamente próximos.
4. Irónico mesmo é o sublinhado que Dinizar Becker faz do desencanto social que se havia instalado em certos sectores sociais e certos agentes. Diz: “essa intensificação do processo de modernização instalou pessimismo e um sentimento de passividade e desesperança em muitos de nós nos anos recentes como se fosse um desencantamento radical com a modernidade” (p. 314). Citando B. S. Santos, vai mesmo mais longe, proclamando que “Perdemos a fé na eternidade, no determinismo, no mecanicismo, na reversibilidade na ordem […] Perdemos, inclusive, a crença no rigor científico” (p. 315). Hoje, mais do que nunca, “tudo que é sólido se desmancha no ar”, conclui, seguindo M. Berman. O irónico de tudo isto é que estas palavras, este pensamento são enunciados quando nem se sonhava com a derrocada do sistema financeiro e a crise económica que os últimos anos da década que agora se conclui viriam trazer e, com ela, a derrocada de uma certa ciência económica “cuja matematização e formalização são cada vez mais rigorosas e sofisticadas” (p.315), no mesmo passo em que vão ganhando distância em relação à complexidade do real e abstracção face ao contexto (social, cultural, político) que é suposto interpretarem.
5. Da comunhão de pensamento que antes invoco me vem, por exemplo, uma das ideias-chave de um recente artigo de opinião que produzi, a pretexto do PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento) nacional, onde deixava dito que “projectos mobilizadores se suportam em ideias e agentes mobilizadores”, e que “contractos sociais (de desenvolvimento) se celebram com os actores sociais e não com membros de outras confrarias”. Obviamente, aceitando com essa afirmação permanecer fora do circulo de economistas que entendem que os desequilíbrios estruturais do país se resolvem com manipulações de impostos, congelamento de salários e cortes nos apoios sociais.
6. Não há ninguém insubstituível neste mundo. Dinizar Becker também não o era. Que deixou muita saudade entre muitos seus colegas, alunos e amigos, isso é uma incontornável certeza.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

domingo, abril 25, 2010

"Uma Governação que equipara subsídios de desemprego e rendimentos sociais de inserção a votos"

"Num País que viveu os últimos anos sob uma Governação que equipara subsídios de desemprego e rendimentos sociais de inserção a votos e que conviveu com passividade perante as inúmeras situações escandalosas que se vão conhecendo sobre a forma como funcionam estas medidas, o grande objectivo deve ser sensibilizar os cidadãos para o esforço que o Estado desenvolve com estas políticas e a especial responsabilidade que lhes cabe de colaborar com o cumprimento dos seus pressupostos."

Ricardo Rio

(excerto de mensagem, datada de quinta-feira, 22 de Abril de 2010, e intitulada "O Tributo Solidário", disponível em Suplementos de Economia)

quarta-feira, abril 21, 2010

Failure

"Failure doesn't mean you are a failure it just means you haven't succeeded yet."
Robert H. Schuller

(citação extraída de SBANC Newsletter, April 20, Issue 610 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu)

segunda-feira, abril 19, 2010

Permanecer fora do circulo de economistas que entendem que ...

«[...]
Da comunhão de pensamento que antes invoco me vem, por exemplo, uma das ideias-chave de um recente artigo de opinião que produzi, a pretexto do PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento) nacional, onde deixava dito que “projectos mobilizadores se suportam em ideias e agentes mobilizadores”, e que “contractos sociais (de desenvolvimento) se celebram com os actores sociais e não com membros de outras confrarias”. Obviamente, aceitando com essa afirmação permanecer fora do circulo de economistas que entendem que os desequilíbrios estruturais do país se resolvem com manipulações de impostos, congelamento de salários e cortes nos apoios sociais.»

J. Cadima Ribeiro

sábado, abril 17, 2010

A propósito das Caixas de Poupança e da eventual fusão das Caixas Galegas

Nos últimos seis meses, a esfera política e o mundo financeiro na Galiza têm atravessado um período de fortes convulsões, a propósito das tentativas para fundir as duas principais caixas da comunidade autónoma: Galixagalicia (A Corunha) e Caixanova (Vigo). Este movimento tem consequências políticas e financeiras de extrema importância para a Galiza. Do ponto de vista político, pela capacidade que o governo autonómico tem para influenciar as suas decisões, sendo, portanto, importantes instrumentos de política económica, e mais concretamente, de política industrial. Do ponto de vista financeiro, porque as Caixas concentram 53% da quota de mercado do crédito e 58% da de depósitos, mantendo uma posição de liderança face aos bancos, maioritariamente com sede em Madrid.
A importância das caixas no sistema financeiro espanhol não é uma singularidade da Galiza. Estas entidades mantêm, no conjunto do estado, uma quota de mercado similar à dos bancos, ainda que nas últimas duas décadas reforçaram as suas posições em âmbitos específicos do negócio bancário. A primeira caixa de poupança criada em Espanha foi a Caixa de Poupança de Madrid, no ano de 1838. Nas suas origens, estas entidades pretendiam reduzir a exclusão social, promover o desenvolvimento dos seus territórios de intervenção e estimular e proteger a poupança local. A ideia fundamental era complementar os objectivos tradicionais do negócio bancário com critérios de natureza social. Estas entidades não têm accionistas e o lucro não é a componente fundamental da sua função objectivo. Os seus órgãos de governo integram a sociedade civil (ainda que os políticos têm vindo a ganhar peso) e a denominada obra social é o principal destino dos lucros do seu negócio corrente.
Nas últimas três décadas as caixas têm dado origem a um amplo debate político e social em Espanha. Durante muito tempo a discussão centrou-se na sua crescente politização, ou seja, no incremento da importância da classe política nos seus órgãos de direcção e gestão. A partir do início da crise, o debate concentrou-se na pertinência e profundidade da reestruturação do sector. A elevada exposição das carteiras de crédito de muitas delas ao sector imobiliário e a perda de valor dos activos subjacentes obrigou o Banco de Espanha a promover uma reestruturação ordenada do sector, nomeadamente, através da fusão de entidades para ganhar dimensão e melhorar os seus rácios de eficiência e solvência.
Neste momento as principais alternativas, em termos de reestruturação, são as seguintes: a fusão de várias caixas ou a adesão aos denominados SIP (Sistemas Institucionais de Protecção), que funcionam como fusões virtuais de entidades e apresentam, neste momento, muitas incertezas. Este processo de reorganização, impulsionado por questões de natureza financeira, tem também motivações de carácter político, derivadas das competências que os governos autonómicos têm na organização e regulação do sector. Por isso, assiste-se, na maioria dos casos, a um confronto de interesses entre o governo central (do partido socialista) e os governos autonómicos (em vários casos liderados por outros partidos), que está a atrasar muitos dos processos de reestruturação financeira, necessários para garantir a viabilidade das entidades no médio prazo.
Antes da crise as duas caixas galegas situavam-se entre as 15 primeiras do ranking espanhol e apresentavam rácios de eficiência e solvência acima da média. A crise evidenciou os excessos cometidos na concessão de crédito imobiliário, ainda que a situação, sendo preocupante, não é tão grave como noutras caixas espanholas. Para evitar que o processo de reestruturação das caixas galegas resultasse numa fusão com caixas de outras comunidades ou com a adesão a um SIP, o governo galego promove, desde o final do passado verão, uma fusão entre a Caixagalicia e a Caixanova. As resistências das administrações das caixas a discutir o assunto, pela inércia de um passado de intensa concorrência, fez com que o governo elabora-se uma nova Lei Autonómica de Caixas, que implicava o relevo das suas cúpulas directivas. O governo central considerou que essa Lei, aprovada no parlamento galego no passado mês de Dezembro, outorgava um excessivo poder ao governo autonómico e recorreu-a no Tribunal Constitucional, atrasando vários meses a sua entrada em vigor. Como o tempo é, neste processo, de extrema importância, a conjuntura obrigou ao governo autonómico a negociar com os visados e com o governo central. Depois de múltiplas reuniões e, apesar da resistência da Caixanova, o presidente da Xunta conseguiu que ambas as entidades iniciassem uma negociação para a sua fusão a breve prazo.
Independentemente da oportunidade da reforma da Lei de Caixas, dos défices e excessos de liderança e das dificuldades próprias do processo, na Galiza existe um amplo consenso social sobre a necessidade de continuar a dispor de entidades financeiras próprias. Até agora, a fusão não se materializou pela persistência de localismos incompreensíveis, pelo afloramento de personalismos de outra época e pelo estabelecimento de condições de participação draconianas. A fusão parece, sem dúvida, a melhor das alternativas possíveis, porque do ponto de vista puramente financeiro não é pior que qualquer outra, e porque do ponto de vista socioeconómico permitirá dar continuidade ao desenvolvimento de diversas áreas de competência autonómica e à política de financiamento e apoio ao tecido produtivo galego. Em Portugal o processo deve ser seguido com atenção. Ambas as caixas têm redes em território português e possuem importantes participações em empresas portuguesas de diversos sectores. A fusão e a conseguinte manutenção do centro de decisão na Galiza seriam uma boa notícia para a integração económica do noroeste peninsular. Esperemos que o desfecho reflicta os interesses gerais.

FRANCISCO CARBALLO-CRUZ
(artigo de opinião publicado na edição de 2010/04/13 do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

sexta-feira, abril 16, 2010

quinta-feira, abril 15, 2010

I Congresso Internacional de Turismo da ESG/IPCA: 15 de Maio (novo prazo)

«Caros colegas,
Tendo a Comissão Organizadora do Congresso decidido alargar o prazo de submissão de resumos para 15 de Maio, agradecemos a divulgação desta informação pelos V. contactos.
Grata pela atenção,
Pela Organização,
Laurentina Vareiro


Prazo para submissão de resumos: 15 de Maio (novo prazo)
Prazo de submissão das comunicações: 30 de Junho

A Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) vai organizar o I Congresso Internacional de Turismo, a ter lugar nos dias 1 e 2 de Outubro de 2010, na cidade de Barcelos.
A submissão de resumos deverá ser feita para cit@ipca.pt até ao dia 15 de Maio.
Para mais informações poderá ser consultada a página www.ipca.pt/cit.
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I Congresso Internacional de Turismo da ESG/IPCA
Produtos e Destinos Turísticos de Excelência
O turismo tem vindo a ganhar um espaço crescente nas propostas de desenvolvimento que têm sido delineadas e implementadas a nível local, regional e nacional, em vários países, não fosse a sua procura caracterizada por um crescimento significativo e constante nas últimas décadas, justificando a aposta do seu desenvolvimento. Contudo, para que o turismo possa constituir-se num instrumento de desenvolvimento destes territórios, será crucial um esforço por parte das diferentes regiões na criação de produtos e serviços turísticos inovadores, diversificados e de qualidade, que possam marcar a diferença.
De facto, o sucesso de uma estratégia de desenvolvimento turístico pressupõe que a aposta seja feita num turismo que implique a qualificação da oferta turística, do desempenho das empresas e dos serviços prestados, turísticos e não turísticos, do território e da própria população local. Implica, igualmente, uma aposta na sustentabilidade em termos ambientais, económicos, sociais e culturais, que valorize a diferenciação e a identidade, assim como o património natural e histórico-monumental do território em causa. Assim, e dedicando o tema deste Congresso aos "Produtos e Destinos Turísticos de Excelência", o desafio que se coloca é o de, por um lado, fomentar o conhecimento e troca de saberes que estejam associados a esta temática, conhecendo novos contributos e potenciando investigações futuras, e de, por outro lado, reforçar a importância deste sector como aposta crescente, como forma de promover e potenciar o desenvolvimento económico e bem-estar da sociedade em geral, através de novos estudos e projectos.
Com os melhores cumprimentos,»
*
(reprodução de mensagem de correio entretanto recebida, com a proveniência identificada)

quarta-feira, abril 14, 2010

Life is…

"Life is a succession of lessons which must be lived to be understood."

Ralph Waldo Emerson

(citação extraída de SBANC Newsletter, April 13, Issue 609 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, abril 12, 2010

quinta-feira, abril 08, 2010

Perdedores

"Só vejo perdedores se o caminho for pela redução de salários."

Helena Garrido

(excerto de mensagem, datada de 23 de Março de 2010 e intitulada "Ainda a Alemanha...", disponível em Visto da Economia)

quarta-feira, abril 07, 2010

RENT XXIV - Research in Entrepreneurship and Small Business

RENT XXIV - Research in Entrepreneurship and Small Business -
"The Entrepreneurial Process in a Changing Economy"
Maastricht, the Netherlands, November 18-19, 2010
Submission deadline ; May 15, 2010
http://www.eiasm.org/frontoffice/event_announcement.asp?event_id=741
*

quinta-feira, abril 01, 2010

Serviço público: Inquérito sobre "Avaliação de satisfação de implementação de sistemas ERP em Portugal"

«Exmo(a) senhor(a),
No âmbito de um trabalho de investigação sobre a satisfação de implementação dos sistemas ERP em Portugal, venho pedir-lhe a divulgação e colaboração na resposta a este inqúerito:
http://www.surveymonkey.com/s/erp-satisfaction-at-Portugal
O inquérito é anónimo!
É constituído por 17 perguntas, que não demoram mais de 2 minutos a responder.
Pedia, por favor, a vossa colaboração, na divulgação deste e-mail por vários contactos vossos que possuam sistemas ERPs implementados na empresa onde trabalham. Se, por acaso, utilizarem um sistema ERP, por favor, respondam também.
Muito obrigado.
Com os melhores cumprimentos.
Miguel Teixeira»

(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

quarta-feira, março 31, 2010

A precious asset

"Time is our most precious asset, we should invest it wisely."

Michael Levy

(citação extraída de SBANC Newsletter, March 30, Issue 607 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

terça-feira, março 30, 2010

Fazem sentido os programas de estabilidade e crescimento?

É interessante conferir as coisas desencontradas que por estes dias se têm escrito a propósito do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) que o governo português se propõe apresentar em Bruxelas nos próximos dias. Ilustrando isso, retenho excertos de alguns textos que li:
i) “O programa de Estabilidade e Crescimento que […] vai ser discutido no Parlamento acaba por ser o possível. E dentro do universo dos caminhos possíveis, é sensato, pragmático e, para quem o queira ver, orienta-nos para uma nova relação com o Estado e a sociedade” (Helena Garrido, Jornal de Negócios, 22 de Março);
ii) “Este não é o tempo dos Vencidos da Vida. Porque neste Portugal, entre um PEC e a estagnação, há quem esteja convencido que é um vencedor. Mesmo se todos à sua volta forem vencidos” (Fernando Sobral, Jornal de Negócios, 22 de Março);
iii) “Ataca o problema mais preocupante (mesmo que não seja o mais importante), aponta na direcção certa, contém algumas medidas ousadas, inverte parcialmente um caminho que muitos de nós vinham considerando errado e parece ter condições para sossegar aqueles que, no exterior, podem ter influência nos custos financeiros que a actual situação nos acarreta” (Vítor Bento, Jornal de Negócios, 22 de Março);
iv) “As medidas que estão a ser citadas como merecendo reserva de alguns ministros dizem respeito às alterações nos apoios sociais. O PEC prevê o congelamento de alguns apoios sociais que não têm por base contribuições e alterações no subsídio de emprego” (Redacção, Jornal de Negócios, 22 de Março);
v) “[…] atendendo à situação calamitosa a que o País chegou, muitas destas medidas, mesmo as injustas, teriam que ser assumidas por qualquer Governo que perseguisse estes mesmos objectivos num tão estreito corredor temporal. Mas […] tem a imperdoável mancha de ser um documento totalmente orientado para a consolidação orçamental e que descura por completo a vertente de promoção do crescimento económico do País” (Ricardo Rio, Suplementos de Economia, 19 de Março);
vi) “Portugal precisa de uma consolidação da sociedade, antes de pensar no deve e haver. Este problema já não se resolve com contas de subtrair. Modifica-se com um novo olhar sobre o país, sobre o futuro que quer para quem cá vive e sobre o modelo que deve seguir para o conseguir” (Fernando Sobral, Jornal de Negócios, 22 de Março);
vii) “[…] é essencial que as forças políticas mais responsáveis, e que têm tido a principal responsabilidade no governo do actual regime político, lhe assegurem o apoio necessário a garantir-lhe a credibilidade no exterior. Melhorando-o, se necessário, mas não lhe virando as costas” (Vítor Bento, Jornal de Negócios, 22 de Março);
viii) “ Se o PEC já tinha contra si o facto de ser tímido no corte de despesa pública e a reserva mental do PSD, como é que estas divergências, intra-partidárias, vão ser recebidas pelos mercados e agências de rating?” (Camilo Lourenço, Jornal de Negócios, 22 de Março);
x) “Um programa que aponta como meta de futuro a degradação dos salários reais, a precariedade, o trabalho temporário, o aumento crescente e permanente do desemprego, a ansiedade como companheira inseparável da vida, a desagregação social, enfim, um sistema que não é capaz de criar as condições mínimas de vida em sociedade e relega uma parte considerável dos seus membros, ano após ano, para a periferia da vida, é um sistema que tem de ser derrubado por qualquer meio!” (JM Correia Pinto, Politeia, 18 de Março).
Arrumadas de forma mais ou menos arbitrária e fazendo uso de um número limitado de fontes, referidas a um intervalo de tempo curto e a vários autores, estas citações darão, creio, uma imagem razoavelmente fidedigna da complexidade da problemática e da enorme controvérsia que a enforma. Quem não o percebesse, ficaria também a saber que há dimensões nesse debate que se filiam no modelo de sociedade que queremos ter e, bem assim, que interpelam o regime político e seus protagonistas. É também por isso que este debate não dá espaço para um qualquer enunciado conciliador de visões e propostas, quer dizer: rejeita-se o modelo de gestão da economia que nos conduziu a este beco ou admite-se que, ao virar da esquina, o beco não desemboca num precipício; repudia-se o sistema político fechado, anquilosado que gera e alimenta tão maus gestores da coisa pública ou acha-se que políticos tão maus são acaso geracional ou fruto de circunstancialismos sociais e culturais precários.
Curiosamente, há quem consiga “esquecer” que as políticas prosseguidas não são socialmente neutras, como se a desigualdade na distribuição de rendimento em Portugal não fosse já a mais elevada da União Europeia (a par da Roménia). Estranhamente, há quem apele à convergência na superação das dificuldades que se vivem (há uma dezena de anos) às “forças políticas mais responsáveis”, não lhe causando desconforto, sequer, que tenham “tido a principal responsabilidade no governo do actual regime político”.
Num quadro de crise e de ausência de projecto, aceito que é hora de convocar os portugueses. É entretanto para um projecto de crescimento da economia portuguesa que importa convocá-los, que é, aliás, a única forma estrutural de combater défices orçamentais, de empregos e das contas externas. Estou certo da respectiva adesão. Têm é que perceber na entidade convocante uma vontade e uma postura que não seja a da conveniência da preservação do poder. Têm é que reconhecer nessa entidade alguém que dialoga, que é credível e capaz de ser solidário nos maus momentos, que tem humildade e inteligência suficiente para entender que projectos mobilizadores se suportam em ideias e agentes mobilizadores, e que sabe que contractos sociais (de desenvolvimento) se celebram com os actores sociais e não com membros de outras confrarias.
Fazem sentido os programas de estabilidade e crescimento? Claro que fazem, quando tenham como objectivo o crescimento económico e o bem-estar das populações. Serão é outros PECs.!

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

segunda-feira, março 29, 2010

O milagre da multiplicação

O esquema

(título de mensagem, datada de 28 de Março de 2010, disponível em Empreender)

sábado, março 27, 2010

Aceito que é hora de convocar os portugueses

Num quadro de crise e de ausência de projecto, aceito que é hora de convocar os portugueses. É entretanto para um projecto de crescimento da economia portuguesa que importa convocá-los, que é, aliás, a única forma estrutural de combater défices orçamentais, défices de empregos e outros défices económicos. Estou certo da respectiva adesão. Têm é que perceber na entidade convocante uma vontade e uma postura que não seja a da conveniência da preservação do poder. Têm é que reconhecer nessa entidade alguém que dialoga, que é credível e capaz de ser solidário nos maus momentos, que tem humildade e inteligência suficiente para entender que projectos mobilizadores se suportam em ideias e agentes mobilizadores, e que sabe que contractos sociais (de desenvolvimento) se celebram com os actores sociais e não com membros de outras confrarias.

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, março 24, 2010

Do PEC e de outras inequidades

Curiosamente, há quem consiga “esquecer” que as políticas prosseguidas não são socialmente neutras, como se a desigualdade na distribuição de rendimento em Portugal não fosse já a mais elevada da União Europeia (a par da Roménia). Estranhamente, há quem (Vítor Bento, Jornal de Negócios, 22 de Março) apele à convergência na superação das dificuldades que se vivem (há uma dezena de anos) às “forças políticas mais responsáveis”, não lhe causando desconforto, sequer, que tenham “tido a principal responsabilidade no governo do actual regime político”. Cabe perguntar: é de responsabilidade ou de irresponsabilidade e incompetência que o autor quer falar?

J. Cadima Ribeiro

terça-feira, março 23, 2010

Eco-condução

6 dicas para ser um bom eco-condutor

(título de mensagem, datada de Terça-feira, 23 de Março de 2010, disponível em Gestão de Frotas)

segunda-feira, março 22, 2010

sábado, março 20, 2010

“Fiscal Regime Shifts in Portugal”

“We estimate changes in fiscal policy regimes in Portugal with a Markov Switching regression of fiscal policy rules for the period 1978-2007, using a new dataset of fiscal quarterly series. We find evidence of a deficit bias, while repeated reversals of taxes making the budget procyclical. Economic booms have typically been used to relax tax pressure, especially during elections. One-off measures have been preferred over structural ones to contain the deficit during economic crises. The EU fiscal rules prompted temporary consolidation, but did not permanently change the budgeting process.”

António Afonso,
Peter Claeys
Ricardo M. Sousa

Date: 2009-10
Keywords: fiscal regimes, Markov Switching, Portugal
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:ise:isegwp:wp412009&r=pbe
(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

quinta-feira, março 18, 2010

O investimento Chinês em África e os seus riscos para um desenvolvimento sustentável

Depois de muitas décadas de pobreza e de exclusão dos circuitos do progresso económico, o continente africano tem merecido, nos últimos anos, uma atenção crescente por parte dos investidores internacionais, graças ao interesse que o seu potencial de crescimento tem despertado nas economias emergentes, nomeadamente na China. Os principais investidores estrangeiros começam a ver este continente como uma fonte de oportunidades, não só pelas riquezas minerais do seu subsolo ou pela sua capacidade de desenvolvimento agrícola, mas também pelo potencial de crescimento de alguns dos seus mercados de consumo.
Durante o ano de 2008, um ano de forte contracção dos fluxos de capital estrangeiro em todo o mundo, como consequência da crise económica e financeira, o investimento directo estrangeiro (IDE) em África batia um recorde histórico ao atingir quase 90.000 milhões de dólares. Entre 2003 e 2009, os investidores europeus foram os mais activos (190.000 milhões), seguidos dos do Oriente Próximo (170.000 milhões), dos de América do Norte (120.000 milhões) e dos dos BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – (60.000 milhões).
Nesse período a China materializou investimentos por um montante aproximado de 28.000 milhões de dólares, distribuídos em 86 grandes projectos de desenvolvimento. Para além da sua crescente participação na dinâmica de investimento, a China também incrementou, nos últimos anos, a sua quota comercial em África tendo-se tornado no segundo sócio comercial do continente, ao atingir, em 2008, intercâmbios por valor de 107.000 milhões de dólares.
O papel da China em África é também destacado em termos de ajuda ao desenvolvimento. Este país concedeu, nos últimos anos, 10.000 milhões de dólares em empréstimos bonificados e cancelou a dívida a alguns dos países mais pobres do continente. Ademais, a sua participação em iniciativas de assistência técnica e de assessoria, em várias áreas de intervenção, demonstra que o gigante asiático tem uma estratégia bem definida no continente, que para além da económica abrange dimensões de natureza política ou social.
Apesar do impacto positivo do investimento Chinês em África, a sua distribuição sectorial e as consequências sociais de algumas operações merecem uma análise pormenorizada. No sector agrícola esta chamada de atenção é especialmente oportuna, nomeadamente porque o governo Chinês e os investidores privados desse país têm comprado ou alugado grandes extensões de terra para cultivo, podendo provocar impactos significativos sobre o tecido social e produtivo das economias locais. A produção de alimentos, para garantir o fornecimento do seu mercado interno, é o objectivo fundamental da maioria das transacções efectuadas, mas algumas das terras adquiridas têm como finalidade última a produção de bio-combustíveis.
A maioria das transacções é negociada directamente entre as autoridades políticas dos estados. Contudo, os investidores privados, directamente ou através de fundos de investimento, estão a posicionar-se também no mercado da terra. Por exemplo, vários investidores Chineses adquiriram, recentemente, 2,8 milhões de hectares na República Democrática do Congo e negoceiam a reserva de 2 milhões na Zâmbia, para a produção de bio-combustíveis. Acresce que o fundo soberano CIC (China Investment Corporation) tem adquirido participações em várias empresas locais de produção de cereais e de extracção e comercialização de minerais.
Para uma compreensão mais completa do fenómeno da deslocalização agrícola convém referir os seguintes aspectos. Em primeiro lugar, que o interesse Chinês não se cinge exclusivamente ao continente africano, dado que em alguns países do Sudeste Asiático, como Laos, Myanmar ou Filipinas, a sua política de compras tem sido também extremamente activa. Em segundo lugar, que há outros países com uma política similar nesta matéria, como a Índia, a Coreia do Sul e alguns países do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, os Emiratos Árabes e o Qatar. Em terceiro lugar, que o interesse dos privados por este tipo de operações tem vindo a aumentar, e alguns fundos e bancos de investimento, nomeadamente britânicos, estão a negociar aquisições maciças em Moçambique, África do Sul, Botswana, Zâmbia, Angola, e a República Democrática do Congo.
Estas compras massivas de terras colocam sérios riscos para os camponeses e as populações rurais de alguns países africanos, que serão expulsos das suas terras e poderão ter condicionado o acesso à água e a outros recursos fundamentais para a sua existência quotidiana. Adicionalmente, os impactos ambientais das monoculturas de bio-combustíveis sobre o terreno são pouco conhecidos, mas alguns dos já conhecidos são certamente negativos.
Os fluxos de investimento estrangeiro oriundos da China estão a ter consequências muito positivas sobre o crescimento económico de vários países africanos. Ademais, estão a provocar efeitos de arrastamento de grande importância, ao terem despertado um renovado interesse pelo continente, tanto em países desenvolvidos como nas grandes economias emergentes (Brasil, Índia e Rússia). Contudo, os impactos sociais e ambientais do investimento no sector agrícola devem ser objecto de um cuidadoso escrutínio por parte das organizações internacionais com incumbência nestas matérias. Tantos anos de espera merecem que o crescimento se traduza num desenvolvimento equitativo e sustentável.

Francisco Carballo-Cruz

(artigo de opinião publicado na edição de 2010/03/16 do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

terça-feira, março 16, 2010

"Economia(s), de Francisco Louçã e José Castro Caldas"

«As Edições Afrontamento têm o prazer de convidar V. Exa. para a apresentação do livro de Francisco Louçã e José Castro Caldas

Economia(s)

A sessão terá lugar no dia 19 de Março, pelas 18 horas, na Livraria Centésima Página, Casa Rolão, Av. Central, 118-120, em Braga.
A obra será apresentada pelo Professor Fernando Bessa Ribeiro.
Na expectativa da sua presença, subscrevo-me com os melhores cumprimentos.

Andrea Peniche
Coordenadora Editorial
...............................................
Edições Afrontamento
Rua Costa Cabral, 859
4200-225 Porto
editorial@edicoesafrontamento.pt»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)

PEC: e a promoção de um crescimento económico sustentado ?

Instabilidade. E crescimento?

(título de mensagem, datada de quinta-feira, 4 de Março de 2010, disponível em Suplementos de Economia)

segunda-feira, março 15, 2010

Jogo de escondidas e folclore de reformas

Novidade recente neste jogo de escondidas e folclore de reformas é o chamado “Contrato de confiança”, celebrado com pompa e circunstância há poucas semanas entre o MCTES e os reitores e presidentes de IES nacionais. A meu ver, se é verdade que as instituições não podiam tomar outra posição que não fosse “ir a jogo”, não é menos verdade que deviam procurar conciliar a “encomenda” com as estratégias próprias, sob pena de embarcarem numa gestão ao sabor dos acontecimentos e das conveniências políticas de outrem.
Não tenho nesta altura o retrato geral de como as coisas se resolveram. Tenho entretanto sinais que casos houve em que as respostas dadas não têm consistência com a realidade existente no terreno e muito menos salvaguardam a qualidade do serviço que as instituições deveriam prestar. A seu tempo se verá se a saída que algumas julgaram encontrar para a míngua de recursos financeiros em que o governo as colocou nos derradeiros anos não terá sido uma saída (uma assinatura) em falso.

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, março 10, 2010

"As tensões comerciais entre a China e os EUA e a UE ameaçam aumentar em 2010"

Notícia Portugal Têxtil
China enfrenta tensões:
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Conducting your business…

"Conducting your business in a socially responsible way is good business. It means that you can attract better employees and that customers will know what you stand for and like you for it."

M. Anthony Burns

(citação extraída de SBANC Newsletter, March 9, Issue 605 - 2010,