Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

segunda-feira, novembro 27, 2006

Portugal atrás da Estónia e Malta em 2008

A economia portuguesa tem vindo, ao longo dos últimos anos, a apresentar taxas de crescimento económico que contribuem para um cenário de divergência relativamente à União Europeia, assistindo-se a uma perda de posições de Portugal relativamente ao rendimento per capita para países como a R. Checa, Eslovénia, Grécia e futuramente para a Estónia e Malta.
A taxa de crescimento do PIB da economia portuguesa para o ano de 2006, segundo o Boletim Económico de Outono do Banco de Portugal, será de 1,2%, enquanto que a taxa de crescimento do mesmo indicador para Malta e Estónia será de 2% e 10% respectivamente para o mesmo ano. Com isto, segundo o Jornal Expresso do dia 18 de Novembro de 2006, prevê-se que Malta e Estónia venham a ultrapassar Portugal no ano de 2008, levando a que Portugal se encontre cada vez mais perto da "cauda" da União Europeia.
Segundo ainda o mesmo jornal, "Portugal terá no final deste ano uma riqueza média por habitante em paridade de poderes de compra que representa 64,8% da média dos Quinze da União antes do último alargamento. Isto pressupondo já o crescimento de 1,2% que Bruxelas prevê para este ano. A Eslovénia e a República Checa, mais a frente, apresentam já níveis de 76,8% e 70,5%, respectivamente. Quase a apanhar Portugal estão a Estónia com 58,6% e Malta com 64,4%. Uma distância que será rapidamente percorrida com as maiores taxas de crescimento destes dois países."
Assim, e tendo em conta o futuro alargamento em 2007 (entrada da Bulgária e da Roménia para a União Europeia), Portugal deverá tomar medidas políticas, económicas e sociais no sentido de dinamizar a sua economia de forma a garantir a competitividade a fim de evitar que Portugal se fixe irremediavelmente na "cauda" da União Europeia.

Rui Fernandes

(doc. da série artigos de análise/opinião)

1 comentário:

Alina Gonçalves disse...

Na União europeia a 15 eramos os últimos em quase tudo. Quando houve o alargamento aos países de Leste passamos a estar no meio da tabela. Agora um por um os nossos novos parceiros vão nos ultrapassando...

Esta situação é lamentável pois vemos os outros crescer e nós a ficarmos para trás...e o pior é que ainda começamos com uma situação inicial mais favorável

E a única maneira de inverter o ciclo é seguir um novo modelo de crescimento pois acho que já ficou bem claro que o que temos já se esgotou há algum tempo.