Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento
sábado, maio 14, 2011
Incursão sobre as Causas Sociais internas, concretas, da Crise Financeira em Portugal (II)
quinta-feira, maio 12, 2011
Incursão sobre as Causas Sociais internas, concretas, da Crise Financeira em Portugal (I)
terça-feira, maio 10, 2011
Desenvolvimento sustentável e turismo criativo
sábado, maio 07, 2011
Organização turística do país: "o modelo não se tem revelado eficaz"
Paula Cristina Remoaldo
quinta-feira, maio 05, 2011
"A crise da economia Portuguesa: que saídas?”
terça-feira, maio 03, 2011
A evolução da conjuntura económica: a leitura feita por alguns alunos de Economia
segunda-feira, maio 02, 2011
“Com muito custo, esta fase vai trazer alguns elementos de aprendizagem"
(título de mensagem, datada de Segunda-feira, 02 de Maio de 2011, disponível em Planeamento Territorial)
domingo, maio 01, 2011
“Economia Portuguesa: uma Economia com Futuro”
sábado, abril 30, 2011
Não é a olhar para os equilíbrios financeiros de curto prazo que lá se chega
quinta-feira, abril 28, 2011
Repetition
"Repetition does not transform a lie into a truth."
Franklin D. Rooselvelt
(citação extraída de SBANC Newsletter, April 27, Issue 666 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)
"Fábricas de setores eletrointensivos [...] estão fechando unidades no País ou migrando para outros locais"
Energia cara tira indústrias do Brasil:
http://www.geodireito.com/Conteudo/Geojuridicas.asp?notCodigo=3734&acao=DetalheNoticia
terça-feira, abril 26, 2011
"Vital erra sistematicamente no sentido da causalidade"
(título de mensagem, datada de Sábado, 23 de Abril de 2011, disponível em Ladrões de Bicicletas)
segunda-feira, abril 25, 2011
Projectos de investimento e projectos de exploração: o caso dos estádios
quinta-feira, abril 21, 2011
Curiosidade dos tempos que correm: do FMI e quejandos
terça-feira, abril 19, 2011
"Produtores têxteis da América Central estão optimistas"
ITV com esperança:
http://www.portugaltextil.com/tabid/63/xmmid/407/xmid/39371/xmview/2/NoticiaID/39371/Default.aspx
domingo, abril 17, 2011
"Reminder - 4th Annual Conference of the EuroMed Academy of Business"
"Recados de banqueiros seguidos à risca pelos seus diligentes empregados no governo"
(título de mensagem, datada de Quarta-feira, 13 de Abril de 2011, disponível em espojinho)
quinta-feira, abril 14, 2011
Uma conjuntura difícil, uma oportunidade para corrigir trajectórias
quarta-feira, abril 13, 2011
"A Indústria Têxtil e de Vestuário (ITV) começou 2011 com ´o pé direito`”
http://www.portugaltextil.com/tabid/63/xmmid/407/xmid/39331/xmview/2/NoticiaID/39331/Default.aspx
terça-feira, abril 12, 2011
Pobreza(s) e desigualdade(s)
domingo, abril 10, 2011
Uma certa forma de gerir a economia
quinta-feira, abril 07, 2011
Economia familiar: guião do debate
quarta-feira, abril 06, 2011
Power
"Business is in itself a power"
Garet Garrett
(citação extraída de SBANC Newsletter, April 5, Issue 662 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)
terça-feira, abril 05, 2011
O sector dos vinhos em Portugal: alguns dados e notas de política
1. Em termos de produção de vinho, Portugal ocupava em 2008 o 5º lugar na Europa e o 10º em termos mundiais. No mesmo ano, a União Europeia a 15 (somatório dos países antes dos alargamentos mais recentes) representava 55% desse total global. 2008 ficou marcado por uma alteração histórica no posicionamento dos principais produtores de vinho, com a passagem da Itália para primeiro produtor mundial, em detrimento da França. De um modo geral, nos últimos anos tem-se verificado uma evolução decrescente da produção na Europa e um aumento nos novos produtores de vinho.
2. Em matéria de exportações dos cinco principais países exportadores de vinho da União Europeia, nas últimas décadas verificou-se uma evolução negativa. Esta evolução contrastou com a verificada nas exportações dos países emergentes (países do Novo Mundo). Em volume, os países emergentes poderão vir a superar os europeus a médio-prazo. Entre os países emergentes que vêm reforçando a sua posição no mercado mundial encontram-se o Chile, a África do Sul e a Argentina.
3. Portugal surge também na 5ª posição na Europa em termos de consumo e em 12º em termos mundiais, mantendo uma posição estável ao longo dos últimos anos. No que se refere à quota de mercado de Portugal no consumo global, esta tem vindo a oscilar, nos últimos trinta anos, entre os 3% e 4%. A Franca lidera o mercado mundial no consumo com 14% de quota, seguida pelos Estados Unidos da América e pela Itália. Nos principais países consumidores, especialmente em Franca e Itália, a tendência geral tem sido a do decréscimo (ligeiro) do consumo de vinho.
4. No consumo por habitante e ano, a Franca lidera novamente, com um consumo superior a 50 litros, logo seguida por Portugal e pela Itália. Nos 10 principais consumidores mundiais, 8 são europeus.
5. Como é geralmente sabido, em Portugal a vinha está presente em todo o país, mas as regiões que mais contribuem para a produção nacional são Trás-os-Montes, com 29%, e as Beiras com 22%. O peso do sector do vinho na produção agrícola tem vindo a aumentar ao longo da última década, em especial entre 2000-2007, altura em que atingiu valores em torno dos 15% do total do sector (dados do Instituto do Vinho e da Vinha).
6. Portugal é um país com invejáveis potencialidades para a produção de vinhos de qualidade, onde avultam as boas condições climáticas e geológicas e a detenção de castas únicas. No total, em 2008/2009, os vinhos com denominação de origem protegida representaram 74% da produção total. Em grande parte, este valor ficou a dever-se ao peso que os Vinhos do Porto detêm nesta categoria.
7. Falando-se de Vinho do Porto, importa assinalar que no quinquénio
8. Pese a “multidão” de pequenos vitivinicultores presentes no Douro, cinco grandes grupos produtores (a Symington Family Estates, a Taylor Fladgate,
9. As dificuldades enfrentadas pelas empresas produtoras e exportadoras de vinhos, incluindo as de vinho do Porto, e a evolução registada nas estruturas de mercado são consequência da conjugação de vários factores, onde avultam: i) a concorrência de novos e importantes países produtores (Américas, Oceânia e África); ii) a concorrência aos vinhos provinda dos refrigerantes, cervejas e vinhos espirituosos; iii) a própria evolução dos gostos e tendências no mercado consumidor que, num certo momento, pelo menos, tenderam a penalizar o consumo do vinho. Nesse quadro competitivo, o sucesso das empresas não pôde deixar de considerar a internacionalização, a introdução de inovações no processo de produção e de transformação das uvas, e também o recurso a trabalho mais qualificado que, aparte dar resposta às exigências de inovação de processo, fosse capaz de encontrar soluções que atendessem à evolução dos gostos dos consumidores, à escala internacional.
10. Nessa trajectória e por referência à realidade nacional, os problemas que foram sendo sinalizados e os desafios que importava vencer eram/são, de um modo geral, aqueles que foram identificados em 2004 por uma equipa liderada por Michael Porter, num estudo realizado sob encomenda da ViniPortugal; a saber: i) o espartilhamento existente no sector; ii) a presença de uma mentalidade aversa ao risco; iii) a falta de saber-fazer técnico; iv) a inadequação da legislação exigente; e v) a insuficiente aposta na internacionalização. Felizmente, algo se foi fazendo nessas diversas dimensões, conforme o parecem evidenciar alguns resultados alcançados, quer em termos de preservação de quotas ou de penetração em novos mercados e segmentos de mercado, quer em termos de qualidade dos vinhos postos ao dispor dos consumidores nacionais e internacionais. Este é, entretanto, um esforço que jamais se poderá dar por encerrado.
(A fonte principal dos dados usados neste texto foi uma dissertação de mestrado entretanto apresentada na EEG/UMinho, de que é autor Filipe Antunes).
[artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no contexto de colaboração regular em coluna intitutulada "A Riqueza das Regiões"]
sábado, abril 02, 2011
“O QUE FAZER PELA MINHA REGIÃO?”: CONCLUSÕES DA REUNIÃO ABERTA
quarta-feira, março 30, 2011
"ITV portuguesa mantém-se na Tunísia"
Notícia Portugal Têxtil
ITV portuguesa mantém-se na Tunísia:
http://www.portugaltextil.com/tabid/63/xmmid/407/xmid/39259/xmview/2/NoticiaID/39259/Default.aspx
You can never…
terça-feira, março 29, 2011
Leiria e a sua “região”: alguns dados e muitas interrogações
sábado, março 26, 2011
Leiria e a sua “região”: alguns dados
(título de mensagem, data de hoje, disponível em Planeamento Territorial)
sexta-feira, março 25, 2011
"Quem paga a crise?"
(título de mensagem, datada de Sexta-feira, 25 de Março de 2011, disponível em Ladrões de Bicicletas)
quinta-feira, março 24, 2011
A budget
(citação extraída de SBANC Newsletter, March 22, Issue 660 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu/)
quarta-feira, março 23, 2011
terça-feira, março 22, 2011
"Financiar estágios remunerados acompanhados pelas Universidades em vez de bolsas seria um começo"
(título de mensagem, datada de Domingo, 20 de Março de 2011, disponível em Prálem d`Azurém)
segunda-feira, março 21, 2011
Censos 2011
Censos 2011: Arranca hoje fase de resposta ao questionário pela Internet:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=45098
*
sábado, março 19, 2011
"A Europa ´devia esperar pelo momento certo para reduzir a dívida pública`"
Amartya Sen: a Europa "devia esperar pelo momento certo para reduzir a dívida pública":
http://economia.publico.pt/Noticia/amartya-sen-a-europa-devia-esperar-pelo-momento-certo-para-reduzir-a-divida-publica_1485029
(cortesia de Nuno Soares da Silva)
quinta-feira, março 17, 2011
"Na última década [...] nenhum partido apresentou um plano económico credível"
(título de mensagem, datada de hoje, disponível em Economia Portuguesa e Europeia)
"40% dos deputados em ´part-time`"
(excerto de artigo do Diário de Notícias de 13.03.2011, com o título identificado acima; cortesia de Nuno Soares da Silva)
segunda-feira, março 14, 2011
"Constituição de sociedades por quotas - capital social passa a ser definido pelos sócios"
Prevê-se ainda que os sócios destas sociedades possam proceder à entrega das suas entradas até ao final do primeiro exercício económico da sociedade.
Este regime não é aplicável às sociedades reguladas por leis especiais e às sociedades cuja constituição dependa de autorização especial.
Para abrir uma empresa, os sócios tinham de investir, no mínimo, 5000 euros. Com este decreto-lei, o valor do investimento inicial – o chamado capital social – passa a ser definido livremente pelos sócios, sendo, no mínimo, 1 euro por sócio.
O decreto-lei entra em vigor a 6 de Abril próximo.
Para qualquer esclarecimento adicional, poderá contactar:
ACB Serviço de Apoio ao Associado
Tel. 253 201 750 Fax. 253 201 768
E-mail: saa@acbraga.pt»
domingo, março 13, 2011
"Governo, acusado de só proferir ´mentiras` e criar ´embustes`”
Gerações à rasca em protesto:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=44670
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sábado, março 12, 2011
"Isto não acaba aqui"!
quinta-feira, março 10, 2011
O sector dos vinhos em Portugal: alguns dados
2. Nas últimas décadas verificou-se uma queda nas exportações dos 5 principais países exportadores de vinho da União Europeia e uma evolução de sentido contrário nas exportações dos países emergentes (países do Novo Mundo). Entre os países emergentes que vêm reforçando a sua posição no mercado mundial encontram-se o Chile, a África do Sul e a Argentina.
3. Em termos de consumo, Portugal surge também na 5ª posição na Europa e em 12º em termos mundiais. No que se refere à quota de mercado no consumo mundial, esta tem vindo a oscilar, nos últimos trinta anos, entre os 3% e 4%. A França lidera o mercado mundial no consumo, com 14% de quota, seguida pelos Estados Unidos da América e pela Itália. Nos principais países consumidores, especialmente em França e Itália, a tendência geral tem sido a do decréscimo (ligeiro) do consumo de vinho.
4. Como é geralmente sabido, em Portugal a vinha está presente em todo o país, mas as regiões que mais contribuem para a produção nacional são Trás-os-Montes, com 29%, e as Beiras com 22%.O peso do sector do vinho na produção agrícola tem vindo a aumentar ao longo da última década, situando-se nos últimos anos em valores em torno dos 15% do total do sector (dados do Instituto do Vinho e da Vinha).
5. Portugal é um país com invejáveis potencialidades para a produção de vinhos de qualidade em razão das boas condições climáticas e geológicas, da detenção de castas únicas e da tradição na produção do produto. No total, em 2008/2009, os vinhos com denominação de origem protegida representaram 74% da produção total. Em grande parte, este valor ficou a dever-se ao peso que os Vinhos do Porto detêm nesta categoria.
6. Falando-se de Vinho do Porto, importa assinalar que no quinquénio 2000 a 2005 este registou um decréscimo ligeiro em matéria de exportações, em volume e em valor, tendência esta que se manteve até 2009. Todavia, em 2010, primeiro semestre, as exportações do Douro cresceram 10%.
7. Pese a “multidão” de pequenos vitivinicultores exitentes no Douro, cinco grandes operadores (a Symington Family Estates, a Taylor Fladgate, La Martiniquaise, a Sogrape e a Caixa Nova) controlam cerca de 80% do mercado do Vinho do Porto.
8. As dificuldades enfrentadas pelas empresas produtoras e exportadoras de vinhos, incluindo as de Vinho do Porto, e a evolução registada nas estruturas de mercado são consequência da conjugação de vários factores, onde avultam: i) a concorrência mencionada de novos países produtores, situados no novo mundo (Américas, Oceania e África); ii) a concorrência aos vinhos provinda de refrigerantes, cervejas e vinhos espirituosos; iii) e a evolução dos gostos dos consumidores. Nesse quadro competitivo, o sucesso das empresas não pôde deixar de considerar a internacionalização, a introdução de inovação no processo de produção e de transformação das uvas e, naturalmente, também o recurso a trabalho mais qualificado que, aparte dar resposta às exigências de inovação de processo, fosse capaz de encontrar soluções que atendessem à evolução das preferências dos consumidores.
9. Nessa trajectória e por referência à realidade nacional, os problemas que foram sendo sinalizados e os desafios que importava vencer eram/são, de um modo geral, aqueles que foram identificados em 2004 por uma equipa liderada por Michael Porter, num estudo realizado sob encomenda da ViniPortugal; a saber: o espartilhamento existente no sector; a presença de uma mentalidade aversa ao risco; a falta de saber-fazer técnico; a inadequação da legislação exigente; e a insuficiente aposta na internacionalização. Felizmente, algo foi evoluindo nessas dimensões, conforme o parecem evidenciar alguns resultados alcançados, quer em termos de preservação de quotas ou de penetração em novos mercados e segmentos de mercado, quer em termos de qualidade dos vinhos que vêm sendo postos ao dispor dos consumidores. Este é, entretanto, um esforço que jamais se poderá dar por concluído.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de 2011/03/10 do Jornal de Leiria)
Nota: a fonte principal dos dados usados neste texto foi uma dissertação de mestrado entretanto apresentada na EEG/UMinho, de que é autor Filipe Antunes.
quarta-feira, março 09, 2011
XXV Congreso Internacional de Economía Aplicada
Como sabes las fechas y plazos establecidos en el Congreso son los siguientes:
- Envío de resúmenes: Ampliado hasta el 15 de marzo de 2011.
- Envío de comunicaciones completas/pósters: Fecha límite 8 de abril de 2011.
- Aceptación de comunicaciones/pósters: A los autores se les comunicará la aceptación de su trabajo a través del correo electrónico antes del 3 de mayo de 2011.
Recibe un cordial saludo [...].
EL COMITÉ ORGANIZADOR"
(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com origem na entidade identificada)
terça-feira, março 08, 2011
The small daily difference
Marian Wright Edelman
(citação extraída de SBANC Newsletter, March 8 January 11, Issue 6580 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu/)
domingo, março 06, 2011
O sector dos vinhos em Portugal: a importância dos vinhos de qualidade
Falando-se de Vinho do Porto, importa assinalar que no quinquénio 2000 a 2005 o vinho licoroso com a designação de origem protegida Porto registou um ligeiro decréscimo em matéria de produto exportado, em volume e em valor, tendência esta que se manteve até ao ano 2009. Todavia, no ano de 2010, as exportações no Douro crescerem 10% no primeiro semestre.
J. Cadima Ribeiro
sábado, março 05, 2011
"A tensão no Norte de África"
(título de mensagem, datada de Sexta-feira, 4 de Março de 2011, disponível em Economia Portuguesa e Europeia)
sexta-feira, março 04, 2011
"O PIB da província de Guangdong é quase tão grande quanto a da Indonésia"
The Economist realiza cartografia econômica da China:
http://www.geodireito.com/Conteudo/Geojuridicas.asp?notCodigo=3550&acao=DetalheNoticia
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quinta-feira, março 03, 2011
"Mais de metade dessas empresas são do sector têxtil e vestuário"
Insolvências ‘devem’ 80 milhões:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=43888
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terça-feira, março 01, 2011
O endividamento das famílias
2. O recurso ao crédito é algo inerente ao modelo de sociedade actual e, neste contexto, não assume carga negativa. O crédito permite aos consumidores um maior consumo no presente, contribuindo para a satisfação de necessidades e a realização de desejos que os rendimentos presentes não viabilizam. A questão só muda de figura quando o crédito é utilizado para satisfazer necessidades fúteis e, sobretudo, porque muitas das decisões de contracção de créditos que são tomadas não atendem à capacidade futura de solver a dívida, isto é, estão na origem de situações de incumprimento dos compromissos contraídos.
3. Em notícia de 19 de Maio de 2009, a rádio TSF noticiava que o endividamento das famílias portuguesas era o segundo mais elevado da Europa. Invocava, para o efeito, os resultados de um relatório do Banco de Portugal divulgado pouco antes, reportado a 2008, em que a instituição em causa alertava para a ameaça de acentuação das situações de crédito mal parado com que a banca já se vinha confrontando. Curiosamente, em primeiro lugar nesta lista apresentava-se a Holanda, que sabemos integrar um grupo de países com economias bem mais consolidadas que a portuguesa e com padrões de vida configurando um maior nível de bem-estar.
4. De acordo com o relatório em causa, esse endividamento resultava em cerca de 75% de crédito bancário contraído para aquisição de habitação. Mais se acrescentava que os empréstimos bancários para habitação representavam, já em 2008, mais de 90% do rendimento disponível das famílias portuguesas. Esta situação punha carga dramática adicional na realidade retratada, uma vez que qualquer instabilidade que se viesse a verificar no orçamento dos indivíduos arrastava imediatamente o espectro do incumprimento.
5. A invocação deste risco não era em vão dada a situação de crise financeira e económica que se vivia na Europa e nos Estados Unidos, e, logo, também em Portugal, sendo certo que, desde então, por força dos défices públicas e da crise da dívida do país, a situação não deixou de agravar-se. Na verdade, não só o crédito foi ficando cada vez mais caro, como a situação em matéria de emprego e as perspectivas de relançamento económico foram sendo transferidas para momentos futuros cada vez mais afastados. Atente-se a este propósito nos dados mais actuais em matéria de desempenho da economia portuguesa, de que são expressão a taxa média de desemprego, que vai nos 11,1% (dados do INE do 4º trimestre de 2010), e o quadro económico recessivo de que falava o governador do Banco de Portugal há poucos dias, e que é quase certo vir a estender-se ao conjunto do ano de 2011, pelo menos.
6. O resultado a que se chegou no que ao endividamento das famílias respeita, não surgiu de um dia para o outro e tem razões várias. No que à evolução do fenómeno se refere, é relevante assinalar que o endividamento das famílias teve um forte incremento a partir dos anos 90. Em concreto, este passou de cerca de 19,6% do rendimento disponível das famílias, em 1990, para 92%, no ano 2000, situando em 2008 já em 129%, número que configura indisfarçável sobre-endividamento, posto que, em termos médios, significava incapacidade de cobertura da dívida a partir dos rendimentos correntes auferidos. Em situação limite, o aumento do crédito às famílias chegou a ser de 15% de um ano para o outro (de 1998 para 1999).
7. Esta expansão do nível de endividamento encontrou razões do lado da oferta e da procura de crédito. Do lado da oferta, pode-se mencionar, em especial, a liberalização e a desregulamentação das operações bancárias visando os particulares e, também, os regimes de subsídio das taxas de juro praticadas no crédito à habitação. Do lado da procura, cumpre destacar a descida verificada nas taxas de juro, associada à diminuição das taxas de inflação e ao aumento da concorrência entre operadores na captação de clientes. A conjugação destes factores ditou a situação de endividamento a que se chegou, sendo que é a reversão da situação vigente no mercado bancário e o quadro económico geral do país o que justifica a situação de alarme com que o fenómeno é encarado no momento actual.
8. Entendido o modo como se chegou aqui, fica criado espaço para que melhor se perceba como gerir o problema que está criado e perspectivar actuações que evitem que se venham a verificar situações futuras da mesma natureza. Na componente gestão do processo, vão no bom sentido instrumentos que, em contexto de carência absoluta, substituam às famílias na liquidação dos débitos aos bancos, no curto/médio prazo. Na perspectiva da actuação projectada para o futuro, a informação e formação dos indivíduos afigura-se peça central. Na verdade, não se percebe porque não se apetrecham os jovens com noções básicas como são o custo do dinheiro, as virtudes da poupança, a gestão de um orçamento familiar, o risco económico, etc. Porventura, também aqui, pela via dos filhos, se pudesse sensibilizar os pais e, logo, chegar a resultados satisfatórios a não muito largo prazo.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de 2011/02/01, do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "A Riqueza das Regiões")
"Criação do próprio emprego ou de um novo negócio"
IEMinho estimula ideias inovadoras:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=43954
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CEF.UP and NIPE Workshop LEED 2011: 3rd Call for Papers
16-17 June
Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Porto, Portugal
3rd Call for Papers
Dear Colleague,
CEF.UP and NIPE are jointly organizing a Workshop on recent research developments based on LEED (linked employer-employee data). We aim to promote the interaction of researchers within this community by creating a forum for the discussion of applied and theoretical contributions in economics and the role of LEED in opening new research paths. The event will count with the participation of John M. Abowd, Francis Kramarz and Jean-Marc Robin as invited lectures.
This event celebrates the decision to make the Portuguese LEED, Quadros de Pessoal, fully accessible (conditional on special permission) to the academic community. Quadros de Pessoal is internationally renowned as one of the richest data sets on product and labour markets, with detailed and comprehensive information on workers and firms.
We encourage researchers using LEED, including PhD students, to submit a related paper to this Workshop. The deadline for paper submission is March 20, 2011. Applicants will be notified about the status of their submissions by April 15, 2011.
All correspondence should be addressed to Ana Bonança, leed_workshop@fep.up.pt. For further information please visit our website at
http://www.fep.up.pt/investigacao/cef.up/workshopleed2011/
Kind regards,
The Organizing Committee
Anabela Carneiro, José Varejão, João Cerejeira and Miguel Portela»
(reprodução integral de mensagem, com a proveniência que se identifica, que me me caiu ontem na caixa de correio eletrónico)
