Espaço de debate de temas de Economia Portuguesa e de outros que com esta se relacionam, numa perspectiva de desenvolvimento

terça-feira, outubro 26, 2010

"Relatório da Transparência Internacional"

Notícia Público
Corrupção: Portugal na 32.ª posição entre 178 países:
http://www.prensaescrita.com/adiario.php?codigo=POR&pagina=http://www.publico.pt
*

Tertúlias do Departamento de Economia: da crise financeira nacional à realidade actual dos cursos de Engenharia Civil pós-Bolonha

Avivando a memória dos leitores: "Tertúlias do Departamento de Economia: divulgação da 1ª iniciativa":

A primeira iniciativa terá lugar a 28 de Outubro, 5ª feira, pelas 16,00 horas, na sala 2.28 da EEG,
tendo como animador Júlio Barreiros Martins.
Versará brevemente os temas seguintes:
i) "A crise financeira portuguesa: algumas causas, consequências e eventuais remédios”;
e
ii) "A realidade nos cursos de Engenharia Civil pós-Bolonha".
Acompanharão o Professor Barreiros Martins nesta tertúlia, produzindo breves comentários, Francisco Carballo Cruz, (tema i) e João Cerejeira (tema ii).
O tempo previsto de duração do evento é de 1,30 horas.

segunda-feira, outubro 25, 2010

Notícias desse imenso Portugal

Fonte: Escrevinhador

“The impact of mega-sport events on tourist arrivals”

“While a mega-sport event is scheduled at least once every year somewhere in the world, these events are rare occurrences for the host cities and countries. The benefits of such events seem lucrative; the very fact that many countries bid to host these events suggests that the benefits – be they tangible or intangible – more often than not outweigh the costs. Using a standard gravity model of bilateral tourism flows between 200 countries from 1995 to 2006, this paper measures a very direct benefit of such mega-events: the increase in tourist arrivals to the host country. In general, results suggest that mega-events promote tourism but the gain varies depending on the type of mega-event, the participating countries, the host country’s level of development, and whether the event is held during the peak season or off season.”

Johan Fourie (Department of Economics, University of Stellenbosch)
María Santana-Gallego (Department of Economics, La Laguna University, Spain)

Date: 2010
Keywords: Sport mega-events, tourism, World Cup, Olympic Games, trade.
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:sza:wpaper:wpapers119&r=spo

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, outubro 23, 2010

Auto-estradas: o princípio do utilizador-pagador ou o do contribuinte-pagador?

SCUTS em Portugal:

(título de mensagem, datada de 10 de Janeiro de 2010, disponível em Economia Portuguesa e Europeia)

"País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses"

‎"Ordinariamente todos os ministros...vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. ... Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"

Eça de Queiroz (1867)

(citação de do escritor português Eça de Queiroz, obtida via Facebook de Marinha Queirós)

sexta-feira, outubro 22, 2010

Humor (negro, rosa, laranja, ...?)

Bin Laden comenta

(título de mensagem, datada de hoje, disponível em Empreender)
-
Comentário: para que não fique dúvida, informo que sempre paguei as auto-estradas que utilizo (a partir de Braga) e, contra a minha vontade, também as que outros utilizam, sobretudo no Porto e em Lisboa; pagando eu, parece-me mais do que razoável que os demais utilizadores paguem também as que usam (e as pontes, de forma idêntica).
Notem entretanto que há outras dimensões associadas a esta problemática, nomeadamente as que se prendem com o ordenamento do território, matéria com que "ninguém" quis preocupar-se, até agora.

"Extinções ´virtuais`"

Notícia DN
Governo anuncia extinção de entidades que não existem:
http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1690515
*

quinta-feira, outubro 21, 2010

"E lá acordamos para mais um dia de triste e vil tristeza orçamentada"

"E lá acordamos para mais um dia de triste e vil tristeza orçamentada, nós, os servos da gleba hipotecária, sem direito a enfiteuse, a emigração ou ao pé-de-meia, para podermos gritar que não foi o fascismo que voltou, mas um devorismo patrimonialista e neofeudal, com um estadão armado em mercantilista, tecendo loas ao superministro de sinal na cara..."

José Adelino Maltez

(excerto de mensagem, datada de 2010/10/18, intitulada A cicuta orçamentada ou a cápsula Fénix?, disponível em Sobre o tempo que passa)

quarta-feira, outubro 20, 2010

"Twitter can predict the ups and downs of the stock market"

Notícia Wired Science
Twitter Can Predict the Stock Market:
http://www.wired.com/wiredscience/2010/10/twitter-crystal-ball/

(cortesia de José Pedro Cadima)

Orçamento de Estado para 2011: as propostas do PSD

Escutando ontem o que sobre a matéria ia sendo dito nos media, não pude deixar de notar a situação curiosa de o (des)governo do PS estar a ser claramente ultrapassado pela esquerda pela Direcção do PSD. Não é que fosse muito ousado fazê-lo mas, mesmo assim, é revelador do vazio de projecto (e de competência) a que o PS chegou.
J. Cadima Ribeiro

terça-feira, outubro 19, 2010

"Tertúlias do Departamento de Economia: divulgação da 1ª iniciativa"

«Caros(as) colegas,
No contexto agitado que se vive no mundo universitário e na sociedade portuguesa, pareceu à Direcção do Departamento de Economia da Escola de Economia e Gestão (EEG), Universidade do Minho, que fazia falta um espaço aberto, informal, politicamente descomprometido de debate sobre diversas problemáticas que nos tocam, umas mais directamente outras de modo mais indirecto. A essa luz, propomo-nos levar por diante um ciclo de tertúlias versando quer temas que ajudem a dar resposta a preocupações próprias da nossa vivência académica, como são as reformas dos projectos de ensino e a eventual transformação da Universidade do Minho numa fundação, quer temas da nossa vivência como técnicos e cidadãos, onde emerge necessariamente a situação de crise económica e financeira que o país atravessa.
A primeira iniciativa desse ciclo de tertúlias que vai ser concretizado ao longo dos próximos meses terá lugar já a 28 de Outubro, 5ª feira da próxima semana, pelas 16,00 horas, na sala 2.28 da EEG, tendo como animador externo Júlio Barreiros Martins, professor catedrático jubilado da Escola de Engenharia da Universidade do Minho e antigo Presidente do Conselho Científico da Universidade e Vice-Presidente do Conselho Académico. A título de contributos iniciais para o debate que se pretende que tenha lugar, versará brevemente os temas seguintes:
i) "A crise financeira portuguesa: algumas causas, consequências e eventuais remédios”;
e
ii) "A realidade nos cursos de Engenharia Civil pós-Bolonha".
Acompanharão o Professor Barreiros Martins nesta tertúlia, produzindo breves comentários aos temas que tratará, Francisco Carballo Cruz, (tema i) e João Cerejeira (tema ii), ambos professores auxiliares do Departamento de Economia da EEG.
O tempo previsto de duração do evento é de 1,30 horas.
O sucesso desta primeira iniciativa e das que se seguirão dependerá da participação de todos a quem estes assuntos possam interessar.
Sendo uma iniciativa da Direcção do Departamento de Economia e visando, em primeiro lugar, envolver os membros do Departamento e da Escola de Economia e Gestão, está aberta à participação de toda a comunidade académica e aos cidadãos individualmente considerados.
Deixamos já aqui um veemente apelo a que registe na sua agenda esta iniciativa e, na hora devida, nos presenteie com a sua participação.
As demais iniciativas deste ciclo irão sendo divulgadas a seu tempo.
Cordiais cumprimentos,
J. Cadima Ribeiro
(Director do Departamento de Economia da EEG/UMinho)»
*
[reprodução integral de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede de correio eletrónico da EEG]

"Quase 1 400 pessoas do distrito de Braga perderam o emprego no mês de Setembro"

Notícia Correio do Minho
Desemprego ultrapassa barreira dos 55 mil inscritos:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=36634
*

"Aumento significativo no número de empresas que requereram a sua própria insolvência"

"A constituição de novas empresas diminuiu em 2009, embora o saldo entre constituições e dissoluções naturais seja positivo. Como resultado da conjuntura económica no período analisado, as insolvências aumentaram substancialmente face ao ano anterior, verificando-se um aumento significativo no número de empresas que requereram a sua própria insolvência."

(excerto de estudo sobre “O TECIDO EMPRESARIAL EM PORTUGAL”, agora publicado pela Informa D&B, reproduzido em mensagem promocional de correio electrónico entretanto recebida da entidade produtora do estudo)

segunda-feira, outubro 18, 2010

"Redução de vencimentos sem acordo dos interessados"?

"[...] os mesmos economistas vêm defendendo a redução dos salários da função pública para reduzir a pressão para aumento salarial nos privados. Os jornais já publicam reivindicações das associações patronais no sentido de o Código do Trabalho ser revisto para permitir a redução de vencimentos sem acordo dos interessados. No ensino superior particular aliás há escolas onde há dez anos não há actualização de remunerações."

(excerto de mensagem de InfoSNESup – Nº 127 – Outubro de 2010 – 1ª Quinzena, p.2)

sábado, outubro 16, 2010

"Sócrates vs Sócrates"

SócratesvsSócrates:
http://www.youtube.com/watch?v=_vuZlAsR8VY&feature=player_embedded

(cortesia de Ana Maria Pinto; fonte identificada: "31daarmada - 14 de Outubro de 2010")
Comentário anexo à mensagem de correio electrónico reenviada: "o termo científico é ´multiple personality disorder` :)"

quinta-feira, outubro 14, 2010

Education at a Glance 2010: OECD Indicators

Estatísticas da OCDE:
Education at a Glance 2010: OECD Indicators
*

Desenvolvimento regional; desenvolvimento nacional (II)

1. Ouvindo acerca de duas semanas as declarações feitas para os telejornais por Teixeira dos Santos e José Sócrates sobre a situação económico-financeira nacional e as medidas que o governo se propunha tomar para debelar o défice público, não pude deixar de pensar que um incompetente nunca admite a sua incompetência. Tenha-se a-propósito presente que o país vive um período de estagnação económica desde 2001 e que as receitas em que se insiste para nos tirar da crise são as mesmas que nos arrastaram para este quadro de dívida, de anemia estrutural e de descrença.
Nesse contexto, há quem venha falando da premência de se estabelecerem pactos políticos. Alternativamente, eu sou a favor de um pacto social, isto é, de um pacto entre agentes e estruturas económicas e sociais e uns poucos agentes políticos que conservem a noção de serviço público, que nos permita descolar do quadro lamacento, sem projecto para o país e as suas gentes para que nos deixámos empurrar.
2. Na mesma ocasião, lembrei-me também das respostas que, na véspera, dera a um estudante que me fizera chegar um pedido de ajuda. Essas respostas iam-me desfilando na cabeça à medida que ia escutando as palavras de assentimento, de conformismo de uns quantos economistas que apareceram de seguida a comentar as medidas anunciadas pelo governo.
3. A primeira pergunta fora: "Quem considera serem neste momento os maiores concorrentes da economia portuguesa? (Grécia, Espanha, Irlanda... ou, numa perspectiva mais ampla, poderemos considerar a zona asiática, essencialmente a China, como um concorrente à "nossa" zona euro?). Retenho de seguida parte da resposta que dei:
“A nível de produtos e serviços, entendo que a China e a Ásia, de um modo geral, me parece concorrerem mais com Portugal que os países europeus que menciona. Tal acontece igualmente com vários países do leste europeu. A Espanha será, porventura, o país que mais se assemelha a Portugal em matéria de estrutura produtiva. Se o enfoque fosse o investimento directo estrangeiro, então os países europeus de leste seriam os concorrentes mais directos”.
Explorando o tema nesta altura, talvez chamasse a atenção para o gritante défice de investimento em qualificação dos recursos humanos que persiste no país, pese embora ou talvez por causa de “as novas oportunidades”, e para a continuada escassez de investimento em investigação, ao mesmo tempo que o governo insiste em assinar contratos muito dispendiosos com universidades americanas.
4. A segunda pergunta que me fora endereçada repostava-se a "Quais são(eram) as nossas vantagens competitivas (Zona costeira? Ponto geográfico? Energias Renováveis?....?)?". Apeteceu-me logo sublinhar que o problema de desenvolvimento do país resultava muito mais de outras coisas que da ausência ou da estreiteza de recursos. Acabei por lá chegar mas, antes, sublinhei que:
“As energias renováveis são claramente uma oportunidade a explorar, mas o turismo também o é e tem sido subaproveitado. Na dimensão potencial turístico e energético, a zona costeira é uma fonte potencial de vantagens competitiva, como muitos outros atributos do país, incluindo o posicionamento geográfico.
Os territórios e os países, de um modo geral, devem constituir carteiras de produtos e organizá-los de modo a tirar deles o melhor partido económico, muito mais do que fazer apostas em factores ou produtos isolados. Para tal é preciso ter estratégia e capacidade de iniciativa e liderança, que são dimensões deficitárias em Portugal”.
5. E já que falo de recursos dos territórios e de turismo, em particular, sugere-se-me perguntar por onde anda e a que conduziu a reorganização das regiões turísticas que o primeiro governo de José Sócrates tão empenhadamente levou a cabo? A que resultados levou?
Do que vai transparecendo a esse propósito, sei que em matéria de promoção turística uns são tidos como filhos e outros como enteados. Sei, também, que o caminho que importa fazer da oferta turística no sentido de produtos mais “sofisticados” e visando clientelas mais exigentes está, em grande medida, por fazer, pese todos PENTs que se elaboraram.

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado hoje no Jornal de Leiria)
Nota: uma primeira versão deste texto foi publicada na 3ª feira pp. no Suplemento de Economia do Diário do Minho

terça-feira, outubro 12, 2010

American Association of Wine Economists AAWE 2011 Conference, Call for Papers

«Dear wine and food friends,
the American Association of Wine Economists (AAWE) will hold its 5th Annual Conference from June 22-25, 2011, in Bolzano/Bozen in Alto Adige, Italy.
The conference will be hosted by the School of Economics and Management at the Free University of Bozen-Bolzano.
All economics and statistics papers related to wine and food are welcome.
Submit a 1000-word abstract by March 1, 2011 to bolzano@wine-economics.org
The Call for Papers is attached. Details will be posted on our website at http://www.wine-economics.org/ as well as on www.unibz.it/en/economics/events/AAWE2011.html
Best,

Karl Storchmann»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

segunda-feira, outubro 11, 2010

“Por que há tantas pessoas desempregadas ao mesmo tempo que existe um grande número de vagas de postos de trabalho?”

Notícia Público
Nobel da Economia de 2010 atribuído a académicos por contribuição para compreensão do desemprego:
http://economia.publico.pt/Noticia/nobel-da-economia-para-estudos-sobre-o-desemprego_1460400
*
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Apresentação do livro "Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional"


«A Delegação dos Açores da Ordem dos Economistas e a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional vem pelo presente convidar V. Ex.ªs para o lançamento do livro “Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional”.
- http://www.apdr.pt/livros/
O Livro "Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional" vai ser lançado no próximo dia 13 de Outubro, pelas 17h00, no Auditório do Complexo Pedagógico do Pico da Urze da Universidade dos Açores (Angra do Heroísmo).
Esta obra foi coordenada pelo Prof. Doutor José Manuel Viegas e pelo Prof. Doutor Tomaz Ponce Dentinho, sob a chancela do Observatório do QREN, tendo contado com o contributo de vários autores.
O evento incluirá uma mesa redonda sobre o tema do livro:
Coordenação: Dr. Rui Luís (Univ. dos Açores/ Delegação dos Açores da Ordem dos Economistas)
Participantes:
- Prof. Doutor Tomaz Ponce Dentinho (Univ. dos Açores/ APDR);
- Prof. Doutor Mário Fortuna (Univ. dos Açores/ Delegação dos Açores da Ordem dos Economistas);
- Prof. Doutor Nuno Martins (Univ. Católica Portuguesa).
Agradecemos desde já a vossa atenção. E esperamos poder contar com a presença de V. Ex.ªs no Lançamento do Livro.
Com os melhores cumprimentos,
Elisabete Martins
Secretariado da APDR»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

"Os mercados andam nervosos"

SACRIFÍCIOS

(título de mensagem, datada de Domingo, 10 de Outubro de 2010, disponível em espojinho)

sábado, outubro 09, 2010

"Cidade perderá cinco por cento de competitividade fiscal face à Galiza"

Notícia Correio do Minho
Valença: Comércio perde 5% de competitividade fiscal face à Galiza com aumento do IVA:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=36140
*

quarta-feira, outubro 06, 2010

"55% dos licenciados não arranja emprego em menos de um ano"

Notícia Jornal de Negócios
Licenciados têm mais dificuldades para arranjar trabalho do que se tivessem 9º ano:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=446951
*

"A universidade é a única instituição que ainda pode evitar a ditadura do instante"

"A universidade é a única instituição que ainda pode evitar a ditadura do instante, a repetição leviana das mesmas banalidades. Para isso, precisamos de tempo e liberdade, de formas de organização que não nos subordinem a poderes políticos ou económicos. A independência é condição da liberdade, da criação científica, do pensamento crítico."

António Nóvoa

(excerto de texto do autor identificado retido por MJMatos na sua "Revista de imprensa" de 5 de Outubro pp.)

domingo, outubro 03, 2010

"Uma marca de cosméticos biológicos"

Notícia AICEP
Cosméticos portugueses correm mundo:
http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId={B5F8BE76-2AB0-4270-9A7F-E0A95696ED86}
*

Turismo cultural em Ponte de Lima: "o sucesso da iniciativa passa por um maior envolvimento e concertação dos actores"

"Quanto aos eventos, seria interessante melhorar a sua calendarização e, sobretudo, desenvolver uma estratégia conjunta com outros municípios de forma a elaborar uma Agenda Cultural conjunta, pois tal permitiria uma melhor eficiência na gestão dos recursos financeiros, dar visibilidade à oferta existente e construir um calendário de eventos mais consistente e alargado.
A criação de uma rede supra-municipal parece-nos pertinente mas o sucesso da iniciativa passa por um maior envolvimento e concertação dos actores públicos e privados existentes. A criação de uma rede deverá contribuir para a partilha de informações, saber-fazer, experiências, desenvolvimento de parcerias e de protocolos entre os actores.
A estratégia de promoção teria igualmente muito a beneficiar se fosse feita de uma forma coordenada com outros municípios, destacando as especificidades de cada um.
Por outro lado, torna-se imperativo rever as estratégias de comunicação e marketing em vigor, no que concerne aos produtos e recursos envolvidos, tendo em conta os resultados das entrevistas aos agentes que apontam para a necessidade de se usar novos métodos de comunicação e de criação de públicos para novos produtos. Por exemplo, Ponte de Lima é muito conhecida pelas Feiras Novas e pela Vaca das Cordas, mas também possui outros valores que se poderiam promover mais, como os rios, ribeiros, serra, para atrair novos públicos.
Será relevante o maior uso das novas tecnologias. De acordo com as entrevistas realizadas, os agentes, já estando cientes desta realidade, encontram-se a implementar o sítio electrónico ou a renovar o que existia. Mas, para além do seu uso individual, seria interessante a criação de um sítio em conjunto, em resultado de parcerias público/privadas, que pudesse funcionar com elo de ligação com a informação de cada estabelecimento turístico."

Mécia da Cunha Mota
(meciamota@gmail.com)
J. Cadima Ribeiro
(jcadima@eeg.uminho.pt)
Paula Cristina Remoaldo
(premoaldo@geografia.uminho.pt)

(excerto de comunicação intitulada "Os desafios da criatividade no contexto do turismo cultural em Ponte de Lima", apresentada no I Congresso Internacional de Turismo da ESG/IPCA, que decorreu em Barcelos, a 1 e 2 Outubro de 2010)

sexta-feira, outubro 01, 2010

"Building Capabilities for Sustainable Global Business: Balancing Corporate Success & Social Good"

«The 12th International Conference
Society for Global Business & Economic Development

Building Capabilities for Sustainable Global Business: Balancing Corporate Success & Social Good
Singapore Management University
Lee Kong Chian School of Business,
July 21-23, 2011

Dear Colleagues:
The organizing committee is glad to announce this major event in international business and economics, hosted by the Lee Kong Chain School of Business, Singapore. As in former years, the conference counts with the support of a number of very prestigious Universities and Business Schools, i.e.:
[...]
We would like to invite you to join this conference. Please note that abstracts have to be sent to the regional coordinator by October 15, 2010. For more information, please find attached the file with the official “Call for Papers”: http://sbus.montclair.edu/sgbed/.
I sincerely hope you will be able to participate and I look forward to hearing from you
Dr. Martín Rahe
Board Member of the SGBED
EADA International Management Development Centre»
*
(reprodução parcial de mensagem de correio eletrónico entretanto recebida, com origem na entidade identificada)

"É preciso ter estratégia e capacidade de iniciativa e liderança, que são dimensões deficitárias em Portugal"

- "Quais são as nossas vantagens competitivas (Zona costeira? Ponto geográfico? Energias Renováveis?....?)?"[MBS]

- No que e refere a áreas de oportunidade, as energias renováveis são claramente uma oportunidade a explorar, mas o turismo, em diversas dimensões, também o é e tem sido subaproveitado. Na dimensão potencial turístico e energético, a zona costeira é uma fonte potencial de vantagens competitivas; tem é que ser convenientemente explorada, como muitos outros atributos, incluindo o posicionamento geográfico.
A meu ver, os territórios e os países, de um modo geral, devem constituir carteiras de produtos e organizá-los de modo a tirar deles o melhor partido económico, muito mais do que fazer apostas em factores ou produtos isolados. Para tal é preciso ter estratégia e capacidade de iniciativa e liderança, que são dimensões deficitárias em Portugal, nos mais tempos recentes, pelo menos.

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, setembro 29, 2010

Um lugar no livro da pequena história de Portugal

Um incompetente nunca admite a sua incompetência. Teixeira dos Santos e José Sócrates já têm assegurado o seu lugar no livro da pequena história de Portugal.

J. Cadima Ribeiro

"A Espanha será, porventura, o país que mais se assemelha a Portugal em matéria de estrutura produtiva"

- "Quem considera serem neste momento os maiores concorrentes da economia portuguesa? (Grécia, Espanha, Irlanda...etc. ou, numa perspectiva mais ampla, poderemos considerar a zona asiática, essencialmente a China, como um concorrente à "nossa" zona euro?)"[MBS]

- A(s) questão(ões) que enuncia, a meu ver, só é(são) na aparência, isto é, são múltiplas as respostas possíveis, mais ou menos detalhadas.
Brevemente, digo-lhe que, a nível de produtos e serviços produzidos, me parece que a China e a Ásia, de um modo geral, me parecem concorrerem mais com Portugal que os países europeus que menciona. Tal acontece igualmente com vários países do leste europeu. Dos países que lista, a Espanha será, porventura, o país que mais se assemelha a Portugal em matéria de estrutura produtiva. Se o enfoque fosse o investimento directo estrangeiro, então os países europeus de leste seriam os concorrentes mais directos.

J. Cadima Ribeiro

domingo, setembro 26, 2010

"Muitos britânicos, espanhóis e alemães riscaram Portugal do mapa de férias"

Notícia Público
Portugal perde parte dos turistas:
http://economia.publico.pt/Noticia/portugal-recupera-parte-dos-turistas_1455607
*

"Idade das trevas"

«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. [...] a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma "idade das trevas" ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»

Andrew Oitke
[Obesidade Mental, Phd (Harvard U)]

(cortesia de JBM)

sexta-feira, setembro 24, 2010

The 2nd Annual European E-Commerce Conference 2010

«The 2nd Annual European E-Commerce Conference 2010
E-Commerce: A key driver to achieving a digital single market in Europe
2nd December 2010 - Crowne Plaza Le Palace, Brussels

Registration and conference programme available at http://www.ecommerce-conference.eu/

The 2nd Annual European E-Commerce Conference, hosted by the European E-Commerce and Mail Order Trade Association EMOTA and the European Digital Media Association EDiMA and organised by Forum Europe, will bring together a broad, high-level group of stakeholders to debate the policy and business dimensions impacting upon e-commerce and will seek to provide significant input into the policy formation process. It is expected that over 200 delegates will attend including the EU and international press and the event will run over one day.
Registration is now open and can be completed online at www.eCommerce-Conference.eu. Please note that places are limited. The conference agenda and details on speakers are also available on the website. Alternatively, please call James Wilmott on +44 (0) 2920 783 022 or email james.wilmott@forum-europe.com.
[...]
Please check back to the website regularly for updates. If you are interested in sponsoring or exhibiting, please download the sponsorship prospectus or contact James Wilmott.
Issues to be explored include:
- Consumer trust
- E-payment solutions
- The logistics behind e-business
- Multi-channel sales
- Digital content
- M-Commerce
- Copyright
If you require anything further, including details of the sponsorship and exhibition opportunities, please contact James Wilmott on +44 (0) 2920 783 022 or email james.wilmott@forum-europe.com.
We look forward to welcoming you and your colleagues to the event December.
Kind regards

James Wilmott
Director
Forum Europe
Tel: +44 (0) 2920 783 022
Email: james.wilmott@forum-europe.com
http://www.forum-europe.com/»

(reprodução parcial de mensagem que me caiu ontem na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)

terça-feira, setembro 21, 2010

“Increasing Shadow Economies all over the World - Fiction or Reality?”

“Using various methods (currency demand, physical input (electricity) measure, model approach), which are discussed and criticized, estimates about the size of 67 developing, transition and OECD countries are presented. The average size of the shadow economy (in % of GDP) over 1989-93 in developing countries is 39.2%, in transition countries 23.2% and in OECD countries 14.2%. An increasing burden of taxation and social security contributions combined with rising state regulatory activities are the driving forces for the size of the shadow economy. According to some findings, a growing shadow economy has a negative impact on official GDP growth, however, a positive impact of corruption on the size of the shadow economy can be found, i.e. the bigger the corruption, the larger is the shadow economy.”

Dominik Ernste
Friedrich Schneider


Date: 2010
Keywords: shadow economy, corruption, tax evasion
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:ess:wpaper:id:2816&r=pbe

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

domingo, setembro 19, 2010

"What`s best for the economy"?

Bom Dia

(título de mensagem, datada de 19 de Setembro de 2010, disponível em A Educação do meu Umbigo)

quinta-feira, setembro 16, 2010

The decision to try

"Every accomplishment starts with the decision to try."

[Author Unknown]

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 14, Issue 636 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

quarta-feira, setembro 15, 2010

terça-feira, setembro 14, 2010

Desenvolvimento Regional: notícia de um livro que me chegou do outro lado do Atlântico (II)

“Desenvolvimento Regional: por que algumas regiões se desenvolvem e outras não?” é o título de um livro (edição UNISC, Santa Cruz do Sul, 2010) sobre a problemática em título que o seu autor, Valdir Roque Dallabrida, me fez chegar há um par de meses. Como não basta vontade para que possamos fazer certas coisas, só nestes últimos dias tive oportunidade de fazer a sua leitura e, mesmo assim, a correr.
Trata-se de uma obra com objectivos didácticos, onde, conforme escreve no Prefácio Carlos Brandão, Valdir Dallabrida, actualmente professor da Universidade do Contestado, Santa Catarina, Brasil, “busca sintetizar as diversas abordagens teóricas que buscaram enfrentar esse enigma: por que algumas regiões se desenvolvem e outras não?” (p.9). Conclui o prefaciador que o “livro é oportuno e bem-vindo e poderá contribuir para sanar essa enorme lacuna de textos sintéticos e didácticos que busquem melhor qualificar o debate sobre o que faz o desenvolvimento de uma região e como promovê-lo” (p.12).
Neste sentido, da qualificação do debate sobre o desenvolvimento dos territórios e, até, do país, diria que contributos de natureza similar fazem falta igualmente em Portugal, se bem que a falta de qualidade do debate público a que amiúde se assiste resulte mais da desqualificação dos intervenientes que da ausência de informação técnico-científica de base. Recordando um pensamento que vi reproduzido não há muito tempo num blogue, diria a propósito, que “É impossível derrotar um ignorante em argumentação” (William G. McAdoo) e será porventura daí que relevará a qualidade do debate (político e técnico) que temos.
Encontrei no livro em causa muitas ideias em que me reconheço, nomeadamente as que insistem i) na inviabilidade de prosseguir aproximações de natureza disciplinar na interpretação das realidades complexas das regiões e na construção de respostas em matéria do seu desenvolvimento, e ii) na inviabilidade e/ou inutilidade de uma teoria geral do desenvolvimento, em razão da dita complexidade dos territórios, decorrente de determinantes endógenos (história, geografia, contexto económico e social, instituições, cultura) e exógenos (relacionamento económico, social e político com o restante território nacional e com o exterior) que são sempre singulares.
Como foi invocado, o autor do texto definiu o objectivo ambicioso de “fazer uma breve síntese das principais abordagens teóricas sobre desenvolvimento” (cf., Introdução, p.7) e, para mais, fazê-lo com recurso a uma linguagem simples, que permita ir além da “clientela académica”. Era um enorme desafio esse e será, porventura, essa uma das limitações maiores da obra. Isto é, nunca seria fácil dar notícia em poucas páginas (212) dos contributos em matéria de desenvolvimento do território de autores que vão de Quesnay, Adam Smith e Alfred Marshall a Albert Hirschman, Paul Krugman e Vázquez-Barquero, passando por Celso Furtado e S. Boisier, entre muitos outros.
Confesso que tive dificuldade em reconhecer no texto alguns autores, ficando-me a dúvida se foi a brevidade da referência que fez parecer reduzida a sua contribuição ou se Valdir Dallabrida fez das ideias daqueles leitura diferente daquela que eu faço. Meramente a título de exemplo, da referência que a dada altura faz a François Perroux retenho que este vê o desenvolvimento como “combinações de transformações de ordem mental e social de uma população que lhe possibilita o aumento cumulativo e duradouro do seu produto real global” (p.159). Modestamente, penso que, nessa dimensão de pensar social e institucionalmente as dinâmicas económicas territoriais, Albert Hirschman e Gunnar Myrdal, autores da mesma corrente de pensamento seus contemporâneos, foram mais longe que Perroux, até por a contribuição deste último relevar de uma aproximação muito mais micro aos fenómenos económicos.
Sem descurar a importância e contributo para a compreensão das realidades brasileira e da América Latina, também me parece discutível o destaque que tem no livro Celso Furtado, que conheço muito mais como autor do crescimento e do desenvolvimento prosseguindo abordagens macroeconómicas que aproximações territorializadas.
Lendo esta obra de Valdir Dallabrida, voltei a confrontar-me com algo que se me sugeriu deste o primeiro contacto que mantive com investigadores brasileiros, mesmo que tal não seja tão presente nele quanto noutros que conheci: refiro-me ao universo distinto de referências que parece ser mantido pelos académicos europeus e da América Latina. Haverá razões para tal, sobretudo no passado. Não sei se em expressão disso, causou-me estranheza ver atribuída a “paternidade” da Teoria da Base Económica de Exportação a D.C. North (p.52) e referida a sua génese entre as décadas de 50 e 60 do século XX (p.50). Para mim, a primeira grande referência que se me sugere quando se invoca a Teoria da Base é H. Hoyt (1936-1939).
Concluo, sublinhando que o trabalho “agora” dado a conhecer por Vadir Dallabrida merece bem uma recensão que vá para além da brevidade destas notas. É ele próprio que a solicita, “para que, no futuro, se possa aperfeiçoar o texto” (p.21).

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de 2010/09/14 do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no contexto de coluna regular, agora iniciada, denominada "A Riqueza das Regiões")

domingo, setembro 05, 2010

"Porque algumas regiões se desenvolvem e outras não?”

Neste sentido, da qualificação do debate sobre o desenvolvimento dos territórios e, até, do país, diria que contributos de natureza similar [entenda-se: ao de Valdir Roque Dallabrida, 2010, “Desenvolvimento Regional: por que algumas regiões se desenvolvem e outras não?”, edição UNISC, Santa Cruz do Sul] fazem falta igualmente em Portugal, se bem que a falta de qualidade do debate público a que amiúde se assiste resulte mais da desqualificação dos intervenientes que da ausência de informação técnico-científica de base. Recordando um pensamento que vi reproduzido não há muito tempo num blogue, diria a propósito, que “É impossível derrotar um ignorante em argumentação” (William G. McAdoo) e será porventura daí que relevará a qualidade do debate (político e técnico) que temos.

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, agosto 25, 2010

A person's determination

"The difference between the impossible and the possible lies in a person's determination."
Tommy Lasorda
(citação extraída de SBANC Newsletter, August 24, Issue 633 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, agosto 24, 2010

"Esse Portugal ´de lá`”

*
(título de mensagem, datada de Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010, disponível em Suplementos de Economia)

segunda-feira, agosto 23, 2010

sábado, agosto 21, 2010

"Clientela sedenta e nervosa"

Uns e Outros

(título de mensagem, datada de Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010, disponível em espojinho)

sexta-feira, agosto 20, 2010

"1st Lisbon Research Workshop on Economics and Econometrics of Education"

«Boa tarde.
O meu nome é Margarida Rodrigues e, juntamente com Luís Cabral, Nuno Crato, Sara Moreira e Miguel St. Aubyn, faço parte da comissão organizadora do "1st Lisbon Research Workshop on Economics and Econometrics of Education" que vai decorrer nos dias 7 e 8 de Janeiro de 2011 no ISEG, Lisboa.
Venho por este meio apresentar-lhe a conferência e enviar-lhe o call for papers, que pode encontrar em anexo.
Além disso, gostaria de lhe pedir que o divulgasse na sua instituição e a pessoas que possam estar interessadas em submeter um paper ou assistir à conferência.
Obrigada.
Cumprimentos,
Margarida Rodrigues»
-
«IMPORTANT INFORMATION:
Papers should be sent to mstaubyn@iseg.utl.pt before October 15, 2010. Updated information is available at the workshop webpage: http://cemapre.iseg.utl.pt/events/1e3/. The workshop will be held at ISEG, the Institute for Economics and Management, Lisbon Technical University.»

(reprodução integral do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico e reprodução parcial do respectivo anexo; a origem da mensagem é a que se identifica acima)

quinta-feira, agosto 19, 2010

Drs. e Engºs.

Artigo Público
Eles chegaram ao topo e não são doutores nem engenheiros:
http://www.publico.pt/Sociedade/eles-chegaram-ao-topo-e-nao-sao-doutores-nem-engenheiros_1451639

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quarta-feira, agosto 18, 2010

Successful outcome

"It is our attitude at the beginning of a difficult task which, more than anything else, will affect It's successful outcome."

William James
(citação extraída de SBANC Newsletter, August 13, Issue 632 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

sexta-feira, agosto 13, 2010

quinta-feira, agosto 12, 2010

terça-feira, agosto 10, 2010

"Inovações que nutrem o Planeta"

«Saudações! Esta semana escrevo de Lomé, Togo, para partilhar inovações que ajudam a reduzir o tempo que as mulheres agricultoras passam em muitas das actividades diárias de trabalho intensivo. Por exemplo, em algumas partes do mundo as mulheres podem passar até oito horas por dia a colectar água para as suas casas.
Abaixo seguem detalhes sobre como organizações, tais como Practical Action (Acção Prática), International Development Enterprises (Organizações de Desenvolvimento Internacional) e Catholic Relief Services (Serviços de Ajuda Católicos), desenvolveram projectos que dão às mulheres o acesso a ferramentas e tecnologias, como panelas que não necessitam de fogo, unidade de biogás e bombas de pressão, que reduzem o trabalho requerido para tarefas diárias que ocupam muito tempo, mas que são necessárias, e assim melhoram a qualidade de vida de toda a comunidade.
Por favor contactem-me para mais informações. Eu estou sempre disponível para vos pôr em contacto com o pessoal que está no terreno ao qual estamos a dar destaque. Para além de poderem usar tudo o que escrevemos gratuitamente nas vossas publicações, vocês também podem utilizar as nossas fotos, bem como os vídeos das minhas viagens.
E lembrem-se de verificar diariamente as actualizações no nosso Blog Nourishing the Planet (Cuidando do Planeta) http://www.nourishingtheplanet.org/, sobre a minha viagem pela África Subsariana, para avaliação de métodos ambientalmente sustentáveis na redução da fome e da pobreza. Eu gostaria também de vos encorajar a subscrever o Boletim de Informação semanal de Nourishing the Planet, aqui. Continuaremos a enviar uma nova inovação todas as 2as feiras.
Por favor informem-me se tiverem alguma questão ou necessitarem de mais informações. Mais uma vez obrigada por nos lerem!
Melhores cumprimentos,
Danielle Nierenberg
Directora do co-Projecto “Cuidando do Planeta”
http://www.nourishingtheplanet.org/»

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a origem que se identifica)

sexta-feira, agosto 06, 2010

"Barómetro Empresarial 2010"

«É com muito gosto que lhe envio o Sumário Executivo do Estudo Barómetro Empresarial (1º Semestre 2010) realizado pela Informa D&B.
O objectivo deste estudo é apresentar os resultados dos fenómenos de Constituições, Dissoluções Naturais e Insolvências relativos ao 1º Semestre e ao 2º Trimestre de 2010.
Comparando a evolução dos principais indicadores entre o 1º Semestre de 2010 face ao 1º Semestre de 2009, observamos:

* 16.892 Constituições de Empresas (+3.1%)
* 5.652 Dissoluções Naturais de Empresas (-6.1%)
* 1.989 Processos de Insolvências (+10,1%)

Espero que esta informação lhe seja útil e aproveito para relembrar que a área de Estudos e Estatísticas da Informa D&B disponibiliza um conjunto alargado de estudos e análises que contribuem para um conhecimento aprofundado das características e tendências do Tecido Empresarial Nacional.
Consulte toda a informação sobre o Barómetro Empresarial Informa D&B em http://www.informadb.pt/
Com os meus melhores cumprimentos,

Augusto Castelo Branco
Director Comercial e de Marketing»
*
(reprodução parcial do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

terça-feira, agosto 03, 2010

sexta-feira, julho 30, 2010

Indicador de clima económico: Julho de 2010

Indicador de clima económico estabiliza e indicador de confiança dos Consumidores mantém movimento descendente em Julho - Julho de 2010
29 de Julho de 2010

(reprodução de título de Destaque(s) do INE, disponível na página de entrada do respectivo portal nesta data)

quarta-feira, julho 28, 2010

Para descontrair, num dia que promete estar miseravelmente quente, à semelhança dos precedentes

«... (Esta está fantástica!!!)..demais..é mesmo isto !!!...

Empresário: Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo ??!!!
Ministro: Olha, olha, está tudo bem?!
Empresário: Eh pá, mais ou menos, tenho o meu filho desempregado tu é que eras homem para me desenrascar o miúdo.
Ministro: E que habilitações ele tem?!
Empresário: Tem o 12.º completo.
Ministro: O que ele sabe fazer?!
Empresário: Nada, sabe ir para a Discoteca e deitar-se às tantas da manhã!
Ministro: Posso arranjar-lhe um lugar como Assessor, fica a ganhar cerca de 4000, agrada-te?!
Empresário: Isso é muito dinheiro, com a cabeça que ele tem era uma desgraça não arranjas algo com um ordenado mais baixo?!
Ministro: Sim, um lugar de Secretário já se ganha 3000 !...
Empresário: Ainda é muito dinheiro, não tens nada por volta dos 600/700 ???
Ministro: Eh pá, isso não, para esse ordenado tem de ser Licenciado, falar Inglês, dominar Informática e tem de ir a concurso!!!...»

(cortesia de MCCO)

quinta-feira, julho 22, 2010

quarta-feira, julho 21, 2010

Contracção orçamental e políticas alternativas

Apesar da gravidade da crise económica e financeira iniciada em 2007 e das dificuldades para encontrar uma resposta que mitigasse os seus efeitos, durante os anos de 2008 e 2009 foram implementadas uma série de políticas económicas que podem ser consideradas genericamente correctas. Para combater a crise financeira, os bancos centrais reduziram drasticamente as taxas de juro e apoiaram os mercados de crédito com intervenções em grande escala. Para apoiar a economia real, os governos incrementaram rapidamente a despesa pública para manter os níveis de procura, à custa de gerar grandes défices orçamentais e elevar consideravelmente os níveis de dívida pública. As políticas seguidas impediram que as economias se afundassem e evitaram que permanecessem numa situação recessiva durante longos anos.

A recuperação de algumas economias, iniciada no final do verão do ano passado, fez com que muitos governos se apressassem a retirar os estímulos fiscais que tinham permitido sustentar os níveis de procura e moderar o crescimento do desemprego, colocando em sérios riscos a recuperação no médio prazo. A crise da dívida, iniciada no primeiro trimestre deste ano e aprofundada no segundo, colocou um ponto final na heterodoxia em matéria de política fiscal. Os países mais desequilibrados foram obrigados pelos mercados e pelo Ecofin a adoptar planos de austeridade, destinados a reduzir o défice orçamental, num horizonte temporal reduzido, através do corte de diversas componentes da despesa e do aumento de impostos.

O objectivo último destas políticas fiscais restritivas e das reformas dos mercados que as acompanharam foi, aparentemente, restabelecer a confiança nos mercados de dívida e garantir o financiamento das economias com problemas. Ou seja, o pressuposto fundamental que justificou a imposição destes planos é que as contracções fiscais podem expandir a economia, sempre e quando permitam recuperar a confiança. Como quase tudo em economia, este pressuposto pode ser válido em determinadas conjunturas mas não pode ser considerado universalmente correcto. Na história económica recente, as contracções fiscais tiveram efeitos expansivos quando combinadas com políticas monetárias expansivas e quando a actividade do sector privado (financiada por níveis positivos de poupança) foi suficiente para substituir o sector público na dinamização da procura interna. Adicionalmente, evidencia-se que o sucesso destas contracções para expandir o produto obriga a que a sua implementação não seja anterior à recuperação do crescimento.

A contracção fiscal imposta pelos planos de austeridade é, na minha opinião, excessiva e terá consequências negativas em termos de crescimento, nomeadamente nos países periféricos. Por um lado, porque a política monetária do BCE, apesar da sua expansividade, não está a conseguir dinamizar os mercados de crédito e porque o sector privado, destes países, está extremamente endividado. Por outro, porque o timing para a sua implementação é incorrecto, dado que a recuperação do crescimento ainda está longe de ser conseguida na maior parte destas economias. Convém também ter presente que a generalização dos ajustamentos fiscais à totalidade dos países da zona euro, mesmo nos casos em que não são necessários (p.e. na Alemanha), minará o crescimento do conjunto, atrasando a recuperação das economias periféricas mais desequilibradas.

Para além de uma moderada contracção orçamental em algumas economias europeias, existem certos aspectos, alguns conjunturais e outros estruturais, que deveriam fazer parte, em diferentes horizontes temporais, da solução para a actual situação de estagnação da economia. Por um lado, alguns países, nomeadamente a Alemanha, deveriam mudar a sua atitude e assumir a liderança na saída da crise, para a qual precisam de grandes doses de determinação e de solidariedade bem entendida. Nos últimos meses o governo alemão tem sido excessivamente cauteloso, tem-se pautado por critérios de austeridade e ainda não compreendeu que o papel do seu país é fundamental para que a economia europeia inicie uma recuperação sólida num prazo razoável. Os políticos alemães continuam a insistir no reforço da disciplina fiscal e a adiar as reformas estruturais que permitiriam incrementar a sua procura interna e impulsionar o crescimento económico. Esta forma de governar está justificada pela grande obsessão pelas questões de política interna da chanceler Ângela Merkel, que este ano tem governado, em grande medida, em função das sondagens. O governo alemão tem que interiorizar que a disciplina fiscal não é a única receita possível e que a culpabilização velada dos países periféricos não contribui para gerar confiança nos mercados e consolidar soluções sistémicas que acelerarem a saída da crise. No curto prazo, a mudança de atitude do governo alemão (e doutros, como o francês) é a única forma de acalmar os mercados e diminuir os prémios de risco da dívida dos países com desequilíbrios.

Por outro lado, no médio prazo, o modelo europeu de política económica deveria ser complementado com um mecanismo comum de gestão da dívida. A proposta que está a ser analisada neste momento preconiza que os países da zona euro emitam dívida, até um máximo de 60% do seu PIB, de maneira conjunta, e quantidades superiores a esse montante de forma individual. Este modelo introduziria fortes incentivos para que os países mantenham níveis de dívida inferiores a 60% do seu PIB (a dívida nacional seria mais cara), evitaria a discriminação dos pequenos países, que têm mercados de dívida muito pouco líquidos, e reforçaria o papel do euro como moeda de reserva. A emissão de dívida conjunta reduziria o prémio de liquidez e o custo da dívida para a totalidade dos países.

Por último, num horizonte temporal de médio prazo, seria também recomendável estabelecer compromissos em matéria de equilíbrio fiscal. Os acontecimentos dos últimos meses demonstraram que um modelo baseado na coordenação fiscal é pouco efectivo, dado que perante um shock assimétrico os países com défices reduzidos não mostram interesse em colaborar, expandindo a sua procura interna. As propostas sobre a introdução de limites no défice nas constituições dos estados parecem excessivas. Contudo, seria desejável encontrar um mecanismo alternativo que obrigue os governos a manter o equilíbrio fiscal ao longo do ciclo. Dessa forma, o quadro de política fiscal da zona euro ganharia credibilidade.

Os planos de ajustamento fiscal irão atrasar a recuperação do crescimento económico em muitos países europeus e no conjunto da zona euro. O restabelecimento do crescimento nos países periféricos depende do crescimento da procura (interna e externa) nos países centrais, nomeadamente na Alemanha. A recuperação da confiança advirá principalmente da capacidade de liderança na implementação de reformas estruturais e da aptidão para alcançar acordos e consensos em matéria de política económica, no seio da UE. Dessa forma, as políticas nacionais ganhariam efectividade, limitando o consumo inútil de recursos, o desgaste dos governos e os sacrifícios dos trabalhadores.

Francisco Carballo-Cruz

(artigo de opinião publicado na edição de ontem do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

domingo, julho 18, 2010

"Appeal to the European Comission (Economia Social)"

«Estimado amigo:
Adjunto remito carta dirigida por Bernard Thiry y Rafael Chaves a la comunidad académica europea solicitando su adhesión a la carta abierta cuyo texto te adjunto en inglés y español dirigida a la Comisión Europea. Desde la presidencia del CIRIEC-España consideramos que se trata de una importantísima iniciativa conducente a que se oiga en las más altas instituciones europeas la voz de los universitarios europeos a favor de la economía social. En una primera etapa el propósito consiste en reunir cientos de firmas de universitarios europeos para solicitar una entrevista con las autoridades de la Unión Europea y hacerle entrega de la carta. En una segunda etapa tomaremos contacto con los actores de la economía social para reclamar de ellos también el apoyo a la carta. Por todo ello, te pido que, como indica la carta de Chaves y Thiry, si eres profesor universitario y la Open Letter adjunta es de tu conformidad, nos lo hagas saber antes del próximo 25 de julio remitiendo a ciriec@uv.es tus datos profesionales (nombre, categoría académica y universidad de pertenencia). Desde el CIRIEC-España te mantendremos informado de la evolución de esta iniciativa. Muchas gracias por tu apoyo y feliz verano,
José Luis Monzón
Catedrático de Economía Aplicada de la Universitat de Valencia
Presidente de CIRIEC-España»
*
(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico na 6ª feira pp., reencaminhada por Paulo Mourão)

sexta-feira, julho 16, 2010

quarta-feira, julho 14, 2010

Success…

"Success without honor is an unseasoned dish; it will satisfy your hunger, but it won't taste good."
Joe Paterno

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 13, Issue 625 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, julho 12, 2010

"Divulgação do PLUG 2010 - prémio promovido pela APRITEL"

«É missão da APRITEL (Associação dos Operadores de Telecomunicações) incentivar o desenvolvimento do sector das telecomunicações.
Nesse sentido, a Associação lançou em 2008 o PLUG, um concurso que visa premiar as melhores ideias que possam contribuir para o desenvolvimento deste sector tão importante na economia.
Dado o sucesso alcançado na primeira edição, a APRITEL realiza este ano o PLUG 2010, a 2ª. Edição do concurso.
[...]
Mais informação está disponível em http://www.plug-apritel.org/.

DESTINATÁRIOS
Gostaríamos de divulgar esta iniciativa de forma significativa no universo da Faculdade de Economia e Gestão (alunos, ex-alunos, professores, funcionários,…)
Podem concorrer ao prémio todas aquelas pessoas (ou equipas) que não estejam directamente relacionadas com a organização do mesmo. No entanto, parece-nos que o concurso tem mais vocação para matéria das áreas económicas, jurídicas ou tecnológicas pelo que, faz sentido a divulgação junto dos alunos e ex-alunos dessas especialidades.
PRÉMIOS
15.000 Euros em prémios.
Divulgação dos trabalhos vencedores, bem como dos seus autores, em meios de comunicação de relevo.
CALENDÁRIO
As candidaturas deverão ser apresentadas até dia 15 de Outubro de 2010.
[...]
Em breve entraremos em contacto para combinar a operativa e programar uma data para envio do material de divulgação.
Com os melhores cumprimentos,
Cristiana Gastão»
*
(reprodução parcial do corpo principal de mensagem que entretanto me caiu na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

Inflacção e comércio externo: os últimos dados

Taxa de variação homóloga do IPC situou-se em 1,2% - Junho de 2010
12 de Julho de 2010

Comércio Internacional-Saídas aumentam 18,4% e Entradas 13,1% - Maio de 2010
09 de Julho de 2010

(títulos de Destaques do INE com as datas assinaladas, disponíveis na página de entrada do respectivo Portal - INE)

quarta-feira, julho 07, 2010

Those who believe

"The future belongs to those who believe in the beauty of their dreams."

Eleanor Roosevelt

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 6, Issue 624 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, julho 05, 2010

VIII Encontro de Economistas de Língua Portuguesa

«Caro(a) Colega,
Em estreita ligação com a AELP - Associação de Economistas de Língua Portuguesa, a Ordem dos Economistas vai organizar nos próximos dias 11, 12 e 13 de Novembro o VIII Encontro de Economistas de Língua Portuguesa cujo programa provisório poderá ser consultado através da ligação:
http://www.ordemeconomistas.pt/xeo/attachfileu.jsp?look_parentBoui=6737145&att_display=n&att_download=y
O tema do Encontro é "Parceria e desenvolvimento em espaços geograficamente descontinuados: o caso dos Países de Língua Portuguesa" que será desenvolvido em três subtemas, que serão objecto de outros tantos painéis:
1.º Subtema: Evolução recente e perspectivas das relações económicas entre os Países de Língua Oficial Portuguesa;
2.º Subtema: Os factores de ordem histórica e cultural que podem e devem levar à cooperação no âmbito da CPLP;
3.º Subtema: Globalização e identidade nacional: o papel da cooperação e da parceria na construção de um espaço económico geograficamente descontinuado.
Para além de o convidar desde já a participar no Encontro vinha igualmente convidá-lo a, através de um texto que não tenha mais de 3000 palavras, apresentar a sua reflexão sobre o tema e os subtemas propostos, a qual deverá chegar à Ordem dos Economistas até ao próximo dia 30 de Setembro.
Uma Comissão Científica composta pelos Colegas Adriano Pimpão, António Almeida Serra e João Ferreira do Amaral procederão à selecção das reflexões/comunicações a apresentar na sessão do Encontro de 12 de Novembro, que terá lugar entre às 14.30 e as 18.30 horas.
Para cada um dos Países da CPLP está previsto igual procedimento. Por razões práticas serão apenas seleccionadas para serem apresentadas três comunicações por País. Todas as demais serão também objecto de publicação.
A fim de que o nosso VIII Encontro possa revestir-se de um êxito significativo e que possa contribuir para o reforço e aprofundamento da cooperação entre os Países que constituem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, vinha solicitar-lhe o seu empenho nesta iniciativa. Grato, desde já, por toda a cooperação que possa vir a prestar e com os melhores cumprimentos
Francisco Murteira Nabo
Bastonário»
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reencaminhada por Paulo Mourão)

sábado, julho 03, 2010

quinta-feira, julho 01, 2010

Conversas sobre nós: do potencial turístico dos territórios às deficiências de organização e de estratégia de promoção turística

1. O CER, Centro de Estudos Regionais, uma associação cívica sedeada em Viana do Castelo, tem vindo a promover um ciclo de conferências que, sugestivamente, intitulou “Novas conversas sobre nós”. A última das conferências realizadas ocorreu no final da passada semana e teve como orador convidado o signatário deste texto. O tema versado foi: “Alto Minho: destino turístico cultural e criativo?”. Em boa verdade, o tema que me havia sido proposto não contemplava a forma interrogativa.
2. O elemento de amarragem da intervenção foi um levantamento que havia sido feito, via inquérito, sobre as preferências ou escolhas de visitantes reais ou potenciais do Alto-Minho. As preferências que era suposto serem explicitadas reportavam-se aos recursos turísticos ofertados pelo território em causa. Os resultados a que se chegou foram os seguintes: os recursos turísticos mais valorizados pelos inquiridos foram os Recursos Históricos, seguidos dos Recursos Naturais-Água.
3. Os resultados obtidos no âmbito do mencionado estudo revelaram-se interessantes especialmente por tornarem patente a inadequação da estratégia promocional que vinha sendo conduzida, centrada no Património Religioso e no Artesanato, atributos que se revelaram ter menor relevância no contexto da hierarquia de preferências dos inquiridos.
4. Pegando com maior detalhe nos resultados do estudo, podia adicionalmente constatar-se o seguinte: i) no âmbito dos Recursos Históricos, apareciam positivamente ponderados o Património Arqueológico e o Património Civil; ii) no âmbito dos Recursos Etnográficos, o mesmo se verificava relativamente às Festas e à Gastronomia; e iii) no contexto dos Recursos Naturais-Terra, surgiam positivamente apreciados os Parques Nacionais ou de Paisagem Protegida. Ora estes são recursos que caem no âmbito de perfis de procura turística mais recentes, onde a dimensão cultura, singularidade e ambiente natural têm lugar de destaque, e era daqui que surgia o pretexto para questionar a viabilidade de configurar o Alto-Minho como um destino de turismo cultural.
5. A problemática da criatividade a que fazia apelo o título da conferência surgia colocada mais adiante e prendia-se com a ideia que, se se pode assimilar o turismo cultural a visitas a monumentos e locais históricos, é também possível uma aproximação que considere uma fruição cultural mais activa. Esta problematização foi sendo feita por vários autores a partir do virar do século XX, confrontados que foram com o crescimento daquilo a chamaram “turismo criativo”. Defendem os ditos autores que os consumidores do turismo criativo procuram experiências interactivas para ajudar no seu desenvolvimento pessoal e aumentar o seu capital criativo. O turismo criativo envolve não apenas ver, não apenas “estar lá”, mas uma interacção reflexiva por parte dos turistas. Ora, era neste contexto que a questão sobre se o Alto-Minho seria capaz de posicionar-se nesse mercado poderia ser colocada. Era também daqui que surgia a oportunidade de dar um formato interrogativo ao tema da dita conferência.
6. A verdade é que, para lá chegar, o território em causa precisará, antes, de posicionar-se como destino de turismo cultural, dado que não o é, pese o seu potencial em recursos culturais. A verdade é que, digo, para lá chegar, o Minho-Lima precisará antes de consolidar-se como destino turístico enquanto tal, quer dizer, terá que conseguir que os agentes da actividade turística desenvolvam acções no sentido de uma utilização eficiente dos recursos endógenos, bem como definam e, consequentemente, promovam uma imagem da sub-região como destino turístico comum. E, adicionalmente, carecerá de: i) superar a ausência de uma cuidada organização e administração dos recursos turísticos; ii) ultrapassar a escassa oferta de alojamento e de restauração de qualidade; iii) resolver fragilidades ao nível das acessibilidades; iv) desenvolver um plano de oferta de eventos e actividades de animação mais regular e mais consistente; v) apostar na qualificação dos recursos humanos ao serviço do sector; vi) desenvolver uma cultura empresarial mais propensa à cooperação; vii) superar as lacunas graves existentes na promoção turística do território; e viii) enfrentar as indefinições em matéria de estratégia e organização do sector e contribuir para a construção de uma nova organização institucional (e territorial) do turismo regional e nacional.
7. Foi este o diagnóstico que propus aos participantes no fórum, procurando sublinhar a distância a que o dito território se situa daquilo que pode ser equacionado em matéria de um projecto turístico que faça apelo às dimensões culturais, perspectivadas de uma forma mais activa ou mais passiva. Trago aqui essa problemática e invoco aqui o evento porque, em se tratando da realidade do desenvolvimento turístico, o Alto-Minho e a Alta-Estremadura (e Leiria, em particular) não estão colocados perante realidades e constrangimentos muito diversos. Invoco a vivência que experimentei porque acho que o pontapé de saída para a mudança aqui (aí) também têm que ser “as conversas sobre nós”, que porventura não serão novas porque serão início de conversa.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de 2010/07/01 do Jornal de Leiria)